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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Carreira: Comportamento é fator decisivo para aumento salarial, diz pesquisa

Competência, ambição e lealdade também são levados em conta. Contraproposta tende a não trazer benefícios para profissional ou empresa
 
Profissionais com conduta alinhada às expectativas da empresa, incluindo perfil colaborador e habilidades para o trabalho em equipe, estão no topo da lista dos candidatos a terem aumento salarial. Essa percepção foi revelada por 43% dos 100 diretores de RH do Brasil entrevistados pela Robert Half em novembro de 2014.

A pesquisa, divulgada esta semana, indica ainda que, ao conceder incremento na remuneração, os gestores brasileiros consideram também, com prioridade, a competência técnica (36%), a preocupação do profissional com o próprio crescimento profissional (36%), e a lealdade do colaborador à empresa (30%).
 
A contraproposta é prática utilizada por 9% dos diretores entrevistados do Brasil, contra 12% na média mundial.

Veja na tabela o que motiva os diretores de RH a concederem aumento salarial, de acordo com pesquisa da Robert Half:
 
MotivoBrasilMédia global
Conduta profissional/ colaboração/ trabalho em equipe43%
 
      33%
 
Competência técnica/ resultados mensuráveis36%
 
      37%
 
Vontade de aprender/ crescer36%      32%
 
Estabilidade/ lealdade à empresa30%
 
      24%
 
Inovação18%
 
      13%
 
Motivação17%
 
      15%
 
Assumir tarefas além de sua responsabilidade16%
 
      27%
 
Tempo desde seu último aumento salarial16%
 
      25%
 
Contraproposta9%
 
      12%
 
Veja abaixo os principais pontos negativos de uma contraproposta para o colaborador e para a empresa, elencados pela Robert Half:

Armadilhas para o funcionário:
- Se o benefício financeiro vem apenas porque você foi sondado pelo mercado, não se levou em conta critérios como alcance de metas e produtividade.

- O que o incomodou a ponto de pedir demissão quase nunca está relacionado somente à remuneração. Os outros motivos de insatisfação continuam.

- As contrapropostas costumam afetar a reputação profissional, tanto com o empregador atual quanto com o potencial.

- O profissional que aceita a contraproposta pode ser rotulado como não aderente aos valores da empresa, preocupado apenas com sua remuneração.

- Se for preciso fazer cortes, quem aceitou a contraproposta provavelmente estará na lista.

- Se acha que vale a pena continuar na companhia atual, mas está insatisfeito com alguma coisa – salário, função, ambiente -, tente conversar sobre isso.

- Se aceitou uma nova proposta, siga em frente. Olhar para trás não é criar uma oportunidade e sim perdê-la.
 
Armadilhas para a empresa:
- A contraproposta é somente uma alternativa emergencial de retenção.

- A empresa deve sempre valorizar o funcionário que pretende reter enquanto ele ainda está na função.

- Se o profissional estava à procura de um novo trabalho, não é um pequeno aumento salarial que vai fazê-lo mudar de ideia.

- Números maiores na conta bancária podem até motivar temporariamente, mas logo a insatisfação vai aparecer de novo e a busca por uma nova oportunidade, mais desafiadora, irá recomeçar.

- O clima da equipe jamais será o mesmo. As pessoas podem acreditar que, não importa o bom trabalho que façam, é preciso uma ameaça de demissão para serem reconhecidas.

- A relação de confiança com o funcionário fica abalada.

- Dar um aumento ao profissional não garante que ele terá melhores resultados.
 
G1

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