Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo quer testar, a partir de abril, acupuntura em portadores de Aids que sofrem de lipodistrofia --acúmulo de gordura localizada em decorrência do tratamento com antirretrovirais. A terapia, que será usada no Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, aguarda aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Estado. A ideia é fazer até 15 sessões semanais de acupuntura para dissolver nódulos de gordura nos pacientes que têm o problema. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/889110-sao-paulo-vai-usar-acupuntura-contra-efeito-de-remedio-anti-hiv.shtml
quarta-feira, 16 de março de 2011
Intoxicação por remédio leva 700 mil a hospitais todo ano nos EUA
cada ano, cerca de 700 mil americanos são levados a hospitais após a ingestão de medicamentos, legais ou ilegais, segundo um novo estudo. E os custos desse atendimento atingem quase US$ 1,4 bilhão --somente em cobranças de pronto-socorro.
O estudo, publicado na edição de março de "The American Journal of Emergency Medicine", se baseou em dados da Amostragem Nacional do Departamento de Emergência de 2007, um banco de dados do governo dos EUA que inclui informações de 27 milhões de visitas a 970 pronto-socorros, em 27 Estados do país.
Crianças menores de seis anos apresentaram taxas mais altas de visitas à emergência com intoxicação acidental por medicamentos, mas a maioria das visitas foi por precaução, disse o principal autor do estudo, Gary Smith, diretor do Centro de Pesquisa e Diretrizes de Ferimentos do Hospital Infantil de Columbus, em Ohio: as crianças não ingeriram níveis tóxicos de medicações.
A intoxicação por remédios é uma epidemia cada vez mais rural: a incidência em áreas rurais foi três vezes maior do que em outras regiões.
Os problemas do abuso de medicamentos aumentaram durante a última década. Um número crescente envolve remédios receitados, especialmente analgésicos opioides como metadona, oxicodona e hidrocodona --que, segundo Smith, estão sendo prescritos em quantidades recorde. Em 2007, o ano estudado, antidepressivos e medicações para dor foram responsáveis por 44% das visitas à emergência por intoxicações relacionadas a remédios.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/888981-intoxicacao-por-remedio-leva-700-mil-a-hospitais-todo-ano-nos-eua.shtml
Primeiro remédio para doença pulmonar obstrutiva crônica é aprovado no Brasil
Junção de enfisema pulmonar e bronquite crônica mata quatro brasileiros por hora A doença pulmonar obstrutiva crônica, caracterizada pela manifestação conjunta da bronquite crônica e do enfisema pulmonar, limita a capacidade de respiração, prejudica a qualidade de vida da pessoa e está entre as principais causas de morte no mundo. Ela costuma surgir em pessoas que fumam. Mas, como é uma doença silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas com rapidez, pode levar muitos anos para ser diagnosticada. O pneumologista Manoel de Souza Machado, presidente da Associação Brasileira de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica fala mais sobre a doença e como tratá-la e José Roberto Jardim fala ainda sobre o primeiro medicamento aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil para o tratamento do problema. assista a entrevista: http://noticias.r7.com/saude/noticias/primeiro-remedio-para-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica-e-aprovado-no-brasil-20110315.html Secretaria convoca paulistas para vacinação contra sarampo após confirmar caso da doença
Morador de Campinas ficou doente depois de viajar ao exterior
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo convoca as pessoas que vão viajar ao exterior ou a outros Estados brasileiros para que tomem a vacina contra sarampo, caso ainda não tenham tomado. A secretaria confirmou nesta terça-feira (15) o primeiro caso de sarampo importado no Estado desde 2005, que já havia sido informado pela Secretaria de Saúde de Campinas, onde mora o paciente.
Ele não havia sido vacinado e ficou doente depois de viajar com a família para Orlando, nos Estados Unidos.
Além dos viajantes, devem tomar a vacina os profissionais que atuam no setor de turismo, como motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, e outros que mantêm contato com turistas no Estado. Também devem tomar uma dose da vacina profissionais de saúde e de educação.
A dose pode ser tomada em qualquer UBS (unidade básica de saúde) dos municípios do Estado. Em São Paulo, é possível se vacinar ainda nas unidades de saúde anexas às rodoviárias e aos aeroportos ou no Instituto Pasteur.
O sarampo é uma doença contagiosa que se propaga no ar por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Os primeiros sintomas são: febre, tosse, catarro, conjuntivite e fotofobia (intolerância à luz). Depois, aparecem falta de energia e abatimento extremo, além de manchas avermelhadas na pele.
A vacina é a medida mais eficaz de prevenção. A dose é recomendada a partir de um ano de idade e deve ser tomada pelo menos quinze dias antes da viagem.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil não registra transmissão direta de sarampo desde 2000. Nesse período, no entanto, ocorreram casos de pacientes que pegaram a doença em outros países ou em contato com pessoas infectadas fora do Brasil – são os chamados casos importados.
Todas as infecções registradas desde o ano passado foram classificadas como “importadas”. Elas ocorreram nos Estados do Rio Grande do Sul (ao menos sete casos), Pará (ao menos três casos) e Paraíba, onde a situação é mais grave, com pelo menos 47 confirmações.
A presença de casos importados é esperada pelas autoridades, mesmo após a eliminação do vírus no Brasil, devido ao grande fluxo de pessoas que viajam para outros lugares onde a doença ainda existe, como alguns países da Europa, Ásia e África.
http://noticias.r7.com/saude/noticias/secretaria-convoca-paulistas-para-vacinacao-contra-sarampo-20110315.html
Interações: Alimentação interfere no tratamento?
A interação da refeição com determinados medicamentos pode diminuir a eficácia do remédio
Marcar a consulta, ir ao médico e tomar com disciplina a medicação prescrita. A fórmula parece perfeita para quem procura colocar fim aos incômodos inerentes de qualquer doença. A receita, no entanto, não é completa, e dobrar a atenção com a alimentação durante o tratamento médico pode ser determinante para a recuperação.
A associação de medicamentos com determinados alimentos pode ocasionar a redução do efeito do remédio ou retardar o início de sua ação”, alerta Raquel Rizzi, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo.
farmacêutica lembra que os alimentos são constituídos de nutrientes que podem interferir na absorção dos medicamentos ou mesmo na forma como eles são metabolizados no organismo.
“Pode haver potencialização do efeito, levando à toxicidade ou à diminuição das propriedades, prejudicando o tratamento farmacológico”.
As interações entre nutrientes e medicamentos podem alterar a disponibilidade, a ação ou a toxidade de suas substâncias ativas, explica a nutricionista Thaís Navarro Caldeira. A especialista, que presta serviços de atendimento nutricional e controle de qualidade para empresas alimentícias, ressalta que também é necessário respeitar a sequência da ingestão e conciliar a medicação à alimentação.
“Se a orientação da medicação é ser ingerida em jejum ou após as refeições, essa determinação deve ser atendida. Também é preciso saber se o remédio deve ser tomado junto com chás, sucos, leite, ou apenas com água”.
Alimentos
“A tiamina (vitamina B1), por exemplo, presente em peixes, no chocolate e em alguns queijos, pode causar crise hipertensiva quando ingerida com alguns antiinflamatórios. Alimentos ricos em cafeína, como chás, café e chocolate, quando consumidos em grandes quantidades, podem levar à toxidade, aumentando os riscos de efeitos colaterais dos medicamentos.” Já o leite e seus derivados, acrescenta a nutricionista, diminuem a absorção dos antibióticos.
Mas como saber que tipo de alimento ingerir durante um tratamento médico? Especialistas advertem que o mais importante é escapar de receitas caseiras e, em caso de dúvidas, procurar um profissional de confiança.
“O ideal é sempre seguir a posologia indicada pelo médico e orientada pelo farmacêutico. As bulas dos remédios também trazem informações importantes. A melhor atitude é buscar a orientação de quem prescreveu o remédio, pois os medicamentos apresentam peculiaridades e podem causar efeitos adversos graves em algumas situações”, explica Raquel.
Confira outras misturas perigosas
Dieta
O mesmo serve para quem está em busca de uns quilos a menos. Dietas também exigem cuidados, principalmente se feitas à base de remédios.
“É primordial informar à nutricionista os medicamentos que estão sendo utilizados, para que seja elaborada uma dieta específica, respeitando os horários dos remédios e verificando os nutrientes necessários para uma boa reposição nutricional, sem que exista interferências da dieta com os medicamentos”, acrescenta a nutricionista Thaís Navarro.
Chás e raízes
Mas não são apenas os alimentos que devem ser observados com cuidado ao longo de um tratamento médico. Chás e raízes podem ser grandes vilões se ingeridos de forma equivocada.
“Isso é muito comum, pois as pessoas costumam pensar que, por serem naturais, os chás não causam mal. É um erro, pois eles podem ocasionar danos e interagir com alguns medicamentos”, adverte o médico e presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), Raymundo Paraná.
Na maioria das vezes, ressalta o médico, pela ausência de estudos que comprovem a eficácia e segurança dos chás e raízes, seu uso é arriscado, sobretudo quando ingeridos com os medicamentos tradicionais.
“O boldo, se usado com anticoagulantes, pode causar efeitos adversos sérios. A erva-de-são-joão não pode ser usada com medicamentos para tratar epilepsia”, exemplifica Paraná.
Os males causados em decorrência da mistura de chás e raízes com remédios podem ser muitos, mas o principal dano, segundo o especialista, é ao fígado e ao rim. Há ainda o risco de intoxicação, que em alguns casos pode ser fatal.
Idosos
O excessivo número de medicamentos aliado à idade são os principais fatores que tornam os idosos vítimas potenciais da interação de medicamentos com determinados alimentos, chás e outras substâncias. São eles, os maiores alvos de uma mistura que pode não apenas comprometer o tratamento médico, mas gerar reações adversas graves.
“Os idosos enfrentam dois problemas básicos. O primeiro é que o médico precisa dispor de um tempo maior para explicar a utilização da medicação e, na rotina, isso nem sempre acontece. O segundo é que o idoso normalmente toma várias medicações simultâneas, para o coração, para o estômago, e às vezes sozinhos, esses remédios já têm potencial de interação, o que pode levar à intoxicação”, explica o especialista em clínica médica do Hospital São Paulo, Cláudio Rufino.
Além disso, acrescenta, os idosos têm alteração de absorção e o metabolismo mais lento. “Todos esses fatores, associados à própria patologia, resultam em menos proteínas circulantes e levam à alteração e risco de intoxicação, ou mesmo ineficiência do tratamento.”
Um paciente com sopro no coração, por exemplo, que precisa tomar anticoagulante, pode ter o tratamento seriamente comprometido com a ingestão de folhas verdes.
“Ele potencializa a medicação e aumenta o risco de sangramento pulmonar”, exemplifica Rufino.
Para o médico, a atenção à alimentação durante o tratamento é essencial. “Em uma escala de zero a dez, eu daria dez em grau de importância. Saber o que foi prescrito e como isso interage com seu organismo é primordial. A vida média está aumentando e o idoso é um dos alvos mais acometidos por esse tipo de interação. Os resultados são catastróficos quando isso não é observado”, avalia.
Álcool e fumo
Pode beber uma cerveja enquanto tomo remédio? Especialistas respondem
Não é raro quem, mesmo em meio a um tratamento médico, assim que as dores cessam, se aventure em um copinho de chope ou em uma dose de bebida alcoólica. Mas afinal, o álcool é ou não uma ameaça ao tratamento com medicamentos? Para os adeptos da prática, a notícia não poderia ser pior. Os especialistas são taxativos: bebida alcoólica? Não, não pode.
“O álcool é um agente sedativo e hipnótico que, associado a outras drogas, pode apresentar efeitos clínicos importantes. Os antidepressivos e as drogas sedativas são os exemplos mais comuns de interação com o álcool. Ele também potencializa os efeitos farmacológicos de muitas drogas não-sedativas, como os vasodilatadores (utilizados por cardíacos) e os hipoglicêmicos orais (utilizados por diabéticos)”, explica a presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo.
Os fumantes também devem ficar atentos. A especialista afirma que a orientação é que “se espere pelo menos uma hora para fumar após ter ingerido uma medicação”.
http://saude.ig.com.br/minhasaude/minha+alimentacao+interfere+no+tratamento/n1238166334949.html
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