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terça-feira, 17 de maio de 2011

Fapesp oferece três bolsas de pós-doutorado em Química

Bolsas são de R$ 5.333,40 mensais; serão aceitas inscrições até 21 de maio

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) abriu inscrições para três vagas de pós-doutorado em Química.

É requisito ter formação em Química, Física, Ciências Farmacêuticas, Engenharia de Materiais ou Engenharia Química.

As pesquisas poderão ser desenvolvidas no Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara (SP), ou no Laboratório de Cristalografia do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, de acordo com a infraestrutura específica necessária e com o perfil do candidato.

As bolsas são de R$ 5.333,40 mensais. As vagas são abertas a brasileiros e estrangeiros.

Os interessados devem enviar currículo, carta de interesse e um breve relato de sua experiência acadêmica ou científica até o dia 21 de maio para santilli@iq.unesp.br.

Mais informações no site da Fapesp.

Cultura da empresa reflete no ambiente de trabalho

Em empresas mais descontraídas, liberdade de colocar objetos na mesa é maior

Além da missão, valores e regras, as empresas também se diferenciam no próprio ambiente de trabalho. Algumas são mais clássicas, e cada funcionário tem sua própria mesa. Outras, como a companhia de tecnologia Cisco, incentivam que seus profissionais trabalhem de onde quiserem, sem a necessidade de estarem fisicamente em um determinado lugar.

“Temos uma cultura de virtualização. Por isso, temos no escritório diversas baias e o funcionário senta em diferentes lugares todos os dias. Cada um tem o seu ramal e pode conectá-lo em qualquer mesa, inclusive no próprio computador”, conta Rose Mary Morano, diretora de recursos humanos da Cisco.

Segundo ela, à medida que a empresa melhora as ferramentas para que o funcionário possa trabalhar de qualquer lugar, diminui a necessidade de ter uma mesa para cada profissional. “Dependendo da atividade dele naquele dia, ele se conecta na sala que se adapte melhor – fechada ou aberta”, explica Rose Mary.

Para o profissional, a grande vantagem em ambientes como esse é a flexibilidade, não só do lugar em que vai trabalhar, mas também o horário. “É um benefício para o funcionário e para a empresa, que fica com uma rotatividade muito menor”, analisa Rose Mary.

Mas nem todas as empresas são como essa e, muitas vezes, é importante que o profissional tenha um lugar fixo. O único cuidado deve ser com os limites do que colocar na mesa de trabalho. Em algumas organizações, nas quais o ambiente é mais descontraído, é normal ter diversos adereços que deixam a mesa com a “cara” do funcionário. Entretanto, quando o local é mais conservador, os especialistas recomendam mais cuidado na escolha dos objetos.

Moacyr Schittino, coordenador de qualidade e serviços da empresa de recursos humanos Adecco, o bom senso deve sempre ser levado em consideração na hora de colocar objetos na mesa de trabalho. “Embora não exista nenhuma regra, alguns cuidados devem ser tomados, já que é inevitável que haja uma comparação entre o estado da mesa e o perfil do profissional.”

Por isso, Schittino aconselha que o profissional preste atenção no excesso de adereços, bichos de pelúcia, adesivos colados aos equipamentos da empresa e fotos pessoais. Esses objetos podem causar uma impressão de que o funcionário é desorganizado e imaturo.

A forma como a pessoa personaliza ou cuida da sua mesa de trabalho, muitas vezes, é relacionada com a sua postura e perfil profissional. “Em ambientes nos quais a criação é fator importante no trabalho, como agências de publicidade, há uma maior abertura para ousar”, afirma Schittino. Mesmo assim, é fundamental ter bom senso e respeitar o ambiente da empresa como um todo.

Modelo de uma mesa de trabalho na empresa de recursos humanos Adecco

Segundo Schittino, no mundo corporativo, é melhor que o profissional seja vinculado às suas ações e não dê espaço para más interpretações. Em alguns casos, o tipo de objeto, sua disposição, tamanho ou quantidade em que se encontra na mesa de trabalho, pode gerar uma comparação com a pessoa. “Bichos de pelúcia podem remeter a imaturidade. Excesso de objetos pode ter ligação com falta de organização, bom senso e postura profissional”, analisa Schittino.

Pouca cafeína na gravidez não faz mal

Nova diretriz médica orienta mulheres sobre o consumo da substância

O Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia anunciou hoje (22) uma nova diretriz para orientar ginecologistas e obstetras: uma xícara de café por dia durante a gravidez não aumenta o risco de aborto.

Até recentemente, estudos clínicos chegavam a conclusões conflitantes sobre a relação entre o consumo moderado de cafeína e complicações na gravidez. Mas, em declaração à Reuters Health, o Dr William Barth, presidente do comitê formado pela sociedade americana para examinar a evidência, disse:

“Acho que já é hora de dizer, confortavelmente, que é aceitável tomar uma xícara de café durante a gravidez”.


O comitê de prática obstétrica da entidade disse que 200 miligramas de cafeína por dia, aproximadamente a quantidade presente em uma xícara de 350 ml de café, não contribui significantemente para a ocorrência de abortos e partos prematuros.

Tal definição de “consumo moderado de café” também incluiria cerca de quatro xícaras de chá de 240 ml ou cinco latas de 350 ml de refrigerante por dia, ou ainda seis ou sete barrinhas de chocolate escuro. Segundo o comitê, as evidências não são claras se o consumo de mais de 200 mg de cafeína por dia poderia ou não aumentar os riscos na gravidez.

O grupo considerou dois estudos recentes, cada um deles contou com a participação de mais de 1.000 gestantes. O primeiro estudo, conduzido pelo Dr. David Savitz, do Centro Médico Mount Sinai de Nova York, não constatou um aumento no número de abortos em mulheres que consumiram níveis baixo, moderado ou alto de cafeína em diferentes períodos da gestação.

No segundo estudo, o Dr. De-Kun Li e seus colegas da Divisão de Pesquisa da Kaiser Permanente em Oakland constataram um risco maior de abortos em mulheres que consumiram mais de 200 mg de cafeína por dia, mas nenhum risco extra para níveis mais baixos do que isso.

O comitê também apontou duas outras pesquisas que constataram que o consumo moderado de café não aumentou a probabilidade da gestante ter parto prematuro. Estudos já mostraram que a cafeína é capaz de atravessar a placenta, o que levou a dúvidas sobre se ela pode causar aborto ou parto prematuro.

Savitz, que não participou na elaboração das diretrizes, declarou à Reuters Health: “Ela não é inativa, ela tem sim propriedades parecidas com as das drogas. Por ser tão consumida, é justificável que ela mereça uma atenção especial”.

Nos Estados Unidos, aproximadamente 16% das gestações são interrompidas por um aborto involuntário e cerca de 12% dos bebês nascem prematuros. Barth afirmou que estudos anteriores eram confusos e pouco claros sobre a relação entre cafeína e riscos na gravidez. Foram as novas descobertas com grandes grupos de mulheres que permitiram que o comitê se sentisse confiante de que o consumo moderado de café fosse seguro, e “tentasse chegar a uma conclusão sobre o assunto”, disse ele.

Enquanto algumas mulheres conseguem cortar por completo o consumo de cafeína durante a gravidez, outras podem apreciar muito aquela xícara diária de café e tentar cortar apenas um pouco – e as duas opções são válidas, dizem os especialistas.

De-Kun Li afirmou que apesar do relatório do comitê ser equilibrado, é recomendável pecar pela prudência – mesmo para níveis baixos de consumo de cafeína.
Para Savitz, a opinião do comitê poderia ajudar as mulheres a fazer escolhas durante a gravidez: “Não é nada chocante ou alarmante, ou que mude radicalmente nosso pensamento anterior. Mas, às vezes acho importante que grupos dominantes façam declarações desse gênero. Pode ser uma diretriz bastante útil para médicos e também para as próprias mulheres”.

* Por Genevra Pittman

Cafeína ajuda a aliviar sintomas da asma?

Revisão de diversos estudos esclarece como uma dose de café age nas vias aéreas dos asmáticos


A cafeína é conhecida mais como uma bebida estimulante do que um remédio caseiro, mas por anos os cientistas se perguntam se essa substância pode trazer benefícios para pessoas com asma.

A suspeita deriva em parte de sua estrutura química, que se parece com a da teofilina, um remédio comum para a asma que relaxa os músculos das vias aéreas e alivia a respiração ofegante, a falta de ar e outros problemas respiratórios. De fato, quando a cafeína é ingerida e decomposta pelo fígado, um dos derivados resultantes do processo são pequenas quantidades de teofilina.

Num estudo de 2007 publicado no “Cochrane Database of Systematic Reviews”, os pesquisadores coletaram e analisaram os resultados de meia dúzia de testes clínicos, observando os efeitos da cafeína sobre os asmáticos. Eles descobriram que a substância produzia pequenas melhoras na função das vias aéreas por até quatro horas, em comparação a um placebo, e que até mesmo uma pequena dose – menos que a quantidade presente numa xícara de café – poderia melhorar a função pulmonar por até duas horas. Em outras palavras, uma xícara de café ou chá forte pode oferecer algum alívio momentâneo.

Mas as melhorias são muito leves, como mostram estudos – certamente não suficientes para que a cafeína substitua a medicação. O outro problema é que, devido a suas similaridades químicas, consumir cafeína demais pode aumentar qualquer efeito colateral da teofilina. Como resultado, os médicos recomendam que as pessoas que tomam a medicação prestem atenção ao seu consumo de café, chá, chocolate e outros alimentos com cafeína.

Conclusão: os benefícios da cafeína para a asma são reais, porém mínimos.

* Por Anahad O'Connor

Qual a diferença entre bronquite e asma?

Saiba como identificar as doenças que se confundem por atacarem as vias respiratórias


Muita gente faz confusão. Antigamente, inclusive, a asma era chamada de bronquite. Mas são duas patologias distintas, embora acometam a mesma região (vias respiratórias) e tenham sintomas parecidos.

As características de cada uma, de acordo com o Manual Merck de Informação Médica, são:

Bronquite é a inflamação das vias respiratórias superiores (brônquios), causada geralmente por infecção (provocada por vírus, muito comum no inverno) e, por vezes, pela exposição a substâncias irritantes.

Os sintomas da bronquite são:
- Nariz pingando
- Irritação na garganta
- Cansaço
- Arrepios
- Dores nas costas e nos músculos
- Tosse
- Chiado no peito

Asma é uma doença caracterizada pelo afilamento das vias respiratórias, como resposta a alguns estímulos. Sua característica mais importante é a obstrução das vias respiratórias. A palavra asma vem do grego "asthma", que significa "sufocante". Trata-se de uma doença crônica que não pode ser prevenida, nem curada. No entanto, as crises podem ser evitadas quando se identificam e se evitam os fatores desencadeantes, como agentes alergênicos (ácaros, penas, pelos de animais) ou irritantes (fumo).

Os sintomas da asma são:
- Respiração sibilante
- Tosse seca
- Falta de ar