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domingo, 14 de dezembro de 2014

Maioria de mulheres com câncer de mama faz radioterapia em excesso

A grande maioria das mulheres submetida nos Estados Unidos à retirada de um tumor para preservar a mama recebeu radioterapia de seis a sete semanas
 
Washington- Dois terços das mulheres com câncer precoce de mama são tratadas com radioterapia por mais tempo que o necessário, segundo estudo publicado nesta quarta-feira (10/12) em um jornal especializado em medicina nos Estados Unidos.

A grande maioria das mulheres submetida nos Estados Unidos à retirada de um tumor para preservar a mama recebeu radioterapia de seis a sete semanas, segundo o Jornal da Associação Médica Americana (JAMA). Mas testes clínicos e recomendações de várias associações médicas dos Estados Unidos indicam que três semanas bastam, usando a técnica denominada radioterapia hipofracionada.

O procedimento consiste em administrar doses mais elevadas de radiação por sessão durante duas vezes menos tempo. Este tratamento é eficaz para tratar o câncer de mama, além de ser mais prático e barato.

"A radioterapia hipofracionada não costuma ser usada em mulheres com câncer precoce de mama, mesmo sendo de melhor qualidade e mais barato", explicou Justin Bekelman, professor de radiologia de câncer e principal autor do estudo.
 
"Clinicamente, isto equivale a uma radioterapia mais longa para um câncer de mama com efeitos colaterais similares", destacou. A radioterapia diária entre cinco e sete semanas para mulheres operadas de um tumor em estágio inicial foi o tratamento privilegiado durante décadas nos Estados Unidos.

Os autores determinaram que, em 2013, 34,5% das mulheres com mais de 50 anos receberam radioterapias hipofracionadas contra 10,8% em 2008. Mas entre as mulheres jovens e aquelas com tumores mais avançados, só 21,1% se beneficiaram deste tratamento no ano passado. Os cientistas determinaram que este tipo de radioterapia reduz os custos totais dos cuidados com seguro de saúde.

Correio Braziliense

Homens com muita testosterona preferem pratos picantes, aponta estudo

Um total de 114 homens de 18 a 44 anos que vivem no sudeste da França participaram do estudo, no qual provaram vários alimentos
 
Os homens com um nível alto de testosterona preferem os pratos picantes, segundo um estudo francês que será publicado na revista "Physiology and Behavior". Um total de 114 homens de 18 a 44 anos que vivem em Grenoble (sudeste da França) participaram do estudo chamado "Some like it hot", no qual provaram vários alimentos.

Depois de testar seu nível de testosterona, os participantes precisaram classificar de 1 a 4 vários alimentos picantes e salgados. Depois receberam um prato de purê com 50 doses de molho picante Tabasco e 80 doses de sal. Os participantes, que podiam temperar livremente seu prato, tinham que indicar se ele estava salgado, picante, farinhento, cremoso, etc.
 
Os resultados demonstraram uma correlação entre o nível de testosterona dos participantes e o número de doses de pimenta que colocavam no prato.
 
"Estes resultados corroboram outros estudos, que demonstram a relação entre a tomada de riscos financeiros, sexuais e de comportamento e a testosterona. Neste caso, a relação se aplica à tomada de riscos gustativos", explicou Laurent Bègue, um dos autores da pesquisa e professor de psicologia social da universidade Pierre-Mendès-France de Grenoble.

A testosterona, alvo de mais de 85.000 estudos, foi descrita pelo professor americano James Dabbs como o hormônio "dos heróis, dos vilões e dos amantes". Segundo Laurent Bègue, este hormônio incita a se relacionar com "grupos sociais mais estimulantes e, consequentemente, a assumir mais riscos em domínios diferentes".
 
"Também é possível que o consumo regular de alimentos picantes contribua para aumentar o nível de testosterona, embora até agora isso só tenha sido demonstrado em roedores", afirmou o pesquisador.
 
Correio Braziliense

Correr ou andar: qual é melhor?

Um estudo americano concluiu que corredores com 60 a 70 anos são mais eficientes em caminhar que idosos da mesma idade que só caminham
 
A capacidade de andar tende a diminuir com a idade. Para testar se a caminhada ou a corrida podia retardar este declínio em idosos, pesquisadores da Universidade do Colorado (em Boulder, EUA) e da Universidade Estadual de Humboldt (na Califórnia, EUA) analisaram a biomecânica e o nível de oxigênio em corredores e caminhantes de 60 a 70 anos de idade.
 
Os corredores se saíram caminhantes mais eficientes do que os próprios caminhantes. Eles precisavam de menos energia para se mover ao mesmo ritmo que os caminhantes.
 
Na verdade, quando os pesquisadores compararam a eficiência da caminhada dos corredores mais velhos com a eficiência de jovens, que tinham sido medidos em experiências anteriores no mesmo laboratório, descobriram que os corredores de 70 anos de idade tinham aproximadamente a mesma eficiência que o típico estudante universitário sedentário.
 
Caminhantes mais velhos, por outro lado, tinham aproximadamente a mesma habilidade que pessoas da mesma idade que eram sedentárias. Ou seja, andar não impediu que as pessoas perdessem sua capacidade de andar com facilidade na terceira idade, apenas correr.
 
Porém, a biomecânica de corredores era quase idêntica aos dos caminhantes, sugerindo que a eficiência do movimento dos corredores pode ser rastreada a um nível celular, ou à coordenação entre os músculos.
 
“Seja qual for a razão, a corrida definitivamente mitigou o declínio de outra forma substancial no andar que parece ocorrer com a idade”, disse Justus Ortega, da Universidade de Humboldt, que liderou o estudo.
 
Vale notar que os cientistas ainda não sabem com precisão quais são os efeitos potencialmente prejudiciais de exercícios fortes de resistência – alguns estudos sugerem que eles podem dar origem a problemas cardíacos. Moderação é a chave.
 
io9 /  Hypescience

Depressão pode começar nos primeiros anos de vida, mas nem sempre é tratada

A doença pode começar em pessoas jovens e nem sempre
 recebe tratamento médico
Dados divulgados pelo IBGE indicam que mais de 11 milhões de brasileiros têm depressão
 
A publicitária Bárbara Lopes* apresentou os primeiros sinais de depressão aos 19 anos. Na época, começou a se isolar, faltava às aulas na faculdade e dormia durante grande parte do tempo.
 
— Tinha dia em que eu não queria sequer tomar banho. Minhas amigas me chamavam para sair, mas eu não queria. Eu dizia que estava triste, mas para mim não era depressão. Era só tristeza.
 
Especialista ouvida pela Agência Brasil diz que é uma doença que pode começar em pessoas jovens e nem sempre recebe tratamento médico.
 
Mais de 15 anos depois e uma lista extensa de psiquiatras e psicólogos visitados, a publicitária atualmente é casada, tem um bebê e atua na área em que se formou, mas ainda luta contra a doença.
 
— As pessoas ficam sempre perguntando o que a gente tem. Aqueles que se julgam normais perguntam por que eu estou triste se tenho tudo que preciso, se tudo está certo, se sou bonita e inteligente.
 
Bárbara toma o mesmo medicamento há sete anos. Mesmo sendo acompanhada por profissionais, a depressão precisa ser combatida diariamente.
 
— Outro dia, deixei meu bebê cair da cama. Além de me sentir culpada, comecei a pensar que nada para mim funcionava, que tudo para mim dava errado, que eu era a pior mãe do mundo.
 
Para a publicitária, a combinação entre medicamento e terapia traz qualidade de vida para quem sofre com a doença.
 
— O remédio libera aquilo que está faltando no seu organismo. É como se fosse uma orquestra que precisa do maestro. Quando ele está ali, a música sai direito. Quando não tem o maestro, não tem música.
 
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta semana, indicam que mais de 11 milhões de brasileiros têm depressão. O número corresponde a 7,6% das pessoas com 18 anos ou mais. Ainda segundo o instituto, desse total, apenas 46,6% dos pacientes tiveram assistência médica nos 12 meses anteriores à pesquisa.
 
De acordo com a psiquiatra e psicoterapeuta Fatima Vasconcelos, o Brasil é um dos países latino-americanos com índices mais altos quando o assunto é depressão. Apesar de ser tida por muitos como uma doença que atinge os mais velhos, a depressão, segundo ela, começa cedo – 9% dos casos ocorrem entre 18 e 25 anos; 7,5% entre 26 e 49 anos; e 5,5% acima dos 50 anos.
 
— Quanto mais precoce é a doença, mais grave pode vir a ser no futuro e mais danos ela vai provocar na vida do indivíduo. A depressão é uma doença crônica e o mais comum não é ter só uma única crise na vida. O risco de ter uma segunda crise é 50% maior após a primeira. E, para quem tem dois episódios, a chance é 70% maior.
 
Ainda de acordo com a especialista, a estimativa é de que seis em cada dez pacientes não procuram ou não encontram tratamento para a doença – sobretudo em razão do preconceito. Ela destaca que uma pessoa com depressão sofre com alterações do humor e, por mais que queria estar bem, vê o mundo de forma negativa e precisa de ajuda para enfrentar isso.
 
— Uma pessoa que está deprimida, às vezes, nem percebe que está triste. Mas, quando vai para o trabalho, rende menos do que rendia. Tem dificuldade de memória, concentração e sente uma insegurança muito grande. Ela passa a desconfiar de sua própria capacidade. Por isso, é muito importante que as pessoas saibam que a depressão é uma doença do cérebro que tem que ser reconhecida e tratada.

R7

Mais da metade dos casos de cegueira infantil poderiam ser evitados ou revertidos

A recomendação é a de que, se nada for detectado,
 o bebê vá ao oftalmologista aos três e seis meses
Segundo a OMS, aproximadamente 1.4 milhões de crianças perderam a visão em todo mundo  
 
Mais da metade dos casos de cegueira em crianças no mundo poderia ser curado ou revertido.
 
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há aproximadamente 1,4 milhão de crianças que sofrem com a condição, o que poderia ser revertido e cortado pela metade se os cuidados com a saúde ocular começassem logo na maternidade.
 
De acordo com o presidente da ABCCR (Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa), Carlos Gabriel de Figueiredo, vários exames no bebê realizados na maternidade ― como o Teste do Olhinho ― são capazes de diagnosticar doenças que exigem tratamento imediato, como o retinoblastoma — tumor na retina — e a catarata congênita, tratáveis com cirurgia.  
 
― O exame [Teste do Olhinho] é feito com o oftalmoscópio, aparelho que emite um feixe de luz de baixa intensidade nas pupilas dos recém-nascidos. Caso algum dos olhos não apresente reflexo ou apresente em tons que não sejam avermelhados, como o visto em fotos, é sinal de anormalidade.
 
A recomendação é a de que, se nada for detectado, o bebê vá ao oftalmologista aos três e seis meses para verificar sinais de má formação ocular ou estrabismo. Segundo o especialista, a partir desse momento, as consultas devem ser anuais.
 
De acordo com o diretor da ABCCR, Daniel Montenegro o desenvolvimento da função visual ocorre de forma gradativa, até os 12 anos de idade. Nesse meio tempo, qualquer condição que implique na perda parcial ou total da capacidade de enxergar pode causar ambliopia, quadro caracterizado pelo déficit nos processos de formação da imagem na retina e na sua transmissão para o cérebro. 

― Mesmo que não evolua para cegueira, se a ambliopia não for detectada e tratada a tempo, o indivíduo desenvolverá problemas visuais permanentes. O tratamento de qualquer questão relacionada à saúde ocular deve ser iniciada o mais cedo possível. Para tanto, é fundamental que familiares e educadores estejam atentos a sinais como o franzir da testa para visualizar objetos, lacrimejamento, coceira, dor de cabeça e dificuldade em fazer as tarefas propostas na escola.

R7