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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Saiba como evitar prisão de ventre nas viagens

Caracterizado pela dificuldade de evacuar, fezes endurecidas, dores abdominais e excesso de gases, o problema costuma atingir mais as mulheres do que os homens
 
Com a chegada das férias, a rotina é não ter rotina. Muitas famílias abandonam qualquer regra, seja com relação a horários ou até mesmo no que diz respeito ao que se come. O problema é que tirar o organismo dos hábitos cotidianos pode trazer uma série de desconfortos, como, por exemplo, a prisão de ventre.
 
Caracterizado pela dificuldade de evacuar, fezes endurecidas, dores abdominais e excesso de gases, o problema costuma atingir mais as mulheres do que os homens. Segundo a endocrinologista do Hospital São Lucas da PUCRS Patrícia Santafé, isso pode ser explicado pelas diferenças hormonais entre os sexos que fazem, por exemplo, com que o metabolismo masculino seja mais acelerado do que o feminino.
 
A principal forma de evitar a prisão de ventre é manter uma alimentação rica em fibras e com muita hidratação. Patrícia e a coordenadora do curso de nutrição da Feevale, Claudia Winter, dão algumas dicas que podem ajudar a aproveitar a tão esperada viagem de férias livre da constipação.
 
Confira:
 
Durante toda a viagem
— Beba, no mínimo, dois litros de água por dia. O bom funcionamento do organismo depende de uma hidratação correta. Se você comer alimentos ricos em fibra mas não tomar a quantidade de água recomendada, pode ser ainda pior para o seu trânsito intestinal, pois o volume de fezes vai aumentar e elas vão ficar endurecidas.
 
— Sucos naturais de frutas e água de coco também são boas opções de hidratação. Mas priorize a água sem gás. Lembre-se que bebidas alcoólicas e refrigerantes não hidratam.
 
— Tente ir ao banheiro nos horários habituais. O intestino funciona como um relógio, e mudar essa rotina pode desregulá-lo.
 
— Durante almoços e jantares, priorize saladas verdes, arroz ou massas integrais e uma proteína leve (carne, frango ou peixe). Para uma melhor digestão, prefira a lentilha ao feijão.
 
— No café da manhã, opte por pães pretos, sucos naturais, frutas e iogurtes.
 
— Cuidado com o consumo de chás. Tomar laxantes em excesso como o sene, por exemplo, resseca a mucosa intestinal, provocando a perda de sensibilidade ao longo dos anos. Procure misturar chás de folhas com bebida à base de frutas.
 
— Faça um mix de frutas oleaginosas como noz, avelã, castanha e uva passa. São práticas de carregar e ricas em fibras.
 
Nos passeios mais longos
— Procure parar em algum lugar onde você possa comprar uma salada de frutas. A mistura oferece nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo.
 
— Opte por sanduíches com saladas e pouca maionese, pois seu alto teor de gordura é prejudicial para o funcionamento correto do intestino.
 
— Bolsas térmicas podem ser boas alternativas de acondicionamento de alguns alimentos durante um dia de passeio. Iogurtes e frutas picadas são exemplos saudáveis e fáceis de carregar. Mamão, laranja, pera, ameixa preta, abacaxi e morango são ricas em fibras e ajudam muito o trânsito intestinal.
 
— Consuma barras de cereal à base de granola. Evite as de chocolate, pois elas possuem baixa quantidade de fibras e alto teor de gordura.
 
Zero Hora

Prevenção a doenças pode salvar 16 milhões de vidas por ano, mostra OMS

Mortes prematuras por causa de doenças não transmissíveis podem ser evitadas por meio de políticas antitabagistas, contra o abuso do álcool e promoção de atividades físicas
 
As doenças não transmissíveis como câncer e diabetes causam 38 milhões de mortes, por ano, das quais 16 milhões poderiam ser evitadas com medidas preventivas, aponta relatório divulgado ontem(19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
"A comunidade internacional tem a possibilidade de mudar o curso das doenças não transmissíveis", declarou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, na apresentação do relatório. "Ao investir entre um e três dólares por ano e por pessoa, os países poderiam diminuir fortemente o número de doentes e de mortes devidos a essas doenças não transmissíveis", como câncer, doenças cardíacas, pulmonares, respiratórias e diabetes, afirmou.
 
No ano que vem, cada país deveria fixar objetivos para a introdução dessas medidas preventivas, uma vez que sem elas "milhões de vidas serão novamente perdidas muito cedo", defendeu Margaret.
 
Em 2000, 14,6 milhões de pessoas morreram prematuramente na sequência de doenças não transmissíveis, por falta de prevenção. Esse número passou para 16 milhões em 2012, de acordo com dados da OMS. As mortes prematuras por causa de doenças não transmissíveis podem ser evitadas por meio de políticas antitabagistas, contra o abuso do álcool e promoção de atividades físicas e desportivas.
 
De acordo com a OMS, são sobretudo os países de renda média que devem apostar neste tipo de política, uma vez que as mortes devido a doenças não transmissíveis são superiores às causadas por doenças infecciosas.
 
Seis países registram as taxas mais elevadas de mortes prematuras: Afeganistão, Fiji, Uzbequistão, Cazaquistão, Mongólia e Guiana. Cerca de 28 milhões de mortes causadas por doenças não transmissíveis ocorrem em países de renda média ou baixa.
 
Em 2013, a OMS lançou um plano de ação, com nove objetivos, para reduzir em 25%, até 2020, o número de mortes prematuras. O tabaco mata 6 milhões de pessoas por ano; o álcool, 3,3 milhões; a falta de exercício físico, 3,2 milhões e o excesso de sal na alimentação, 1,7 milhão.
 
A OMS está também preocupada com as consequências da obesidade infantil e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, hipertensão, ou doenças ligadas à artrose. Atualmente, 42 milhões de crianças, com menos de cinco anos, são obesas.
 
Agência Brasil

Anvisa suspende venda de antidepressivo, vermífugo e medicamento para diabetes

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada ontem (19) no Diário Oficial da União, suspende a distribuição, comercialização e o uso do lote 312785 (validade: 12/2015) do medicamento antidepressivo Cloridrato de nortriptilina 25mg, cápsulas, fabricado por Eurofarma Laboratórios S.A.
 
De acordo com o laudo emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Muniz, o produto apresentou resultado insatisfatório no ensaio de aspecto, em razão de ter sido encontrado corpo estranho em blíster inviolado. A Anvisa determinou ainda que a empresa recolha o estoque existente em mercado.
 
Outra resolução da agência determina a interdição cautelar, pelo prazo de 90 dias, do lote B13L0640 (validade: 11/2016) do medicamento vermífugo Mebendazol, 100 mg/5mL, suspensão oral, cuja detentora do registro é a empresa Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.
 
Segundo o texto, laudo também emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz registrou resultado idêntico no ensaio de análise de aspecto, com a verificação que a suspensão não estaria homogênea, com a formação de grumos e sedimentos de difícil separação após agitação dos frascos.
 
A Anvisa determinou ainda a suspensão da importação dos medicamentos para diabetes Wosulin N (insulina isofana), Wosulin R (insulina humana) e Wosulin 70/30 (insulina bifásica), 100 UI/ml, em todas as apresentações comerciais, fabricados a partir de 17/11/2014, pela empresa Wockhardt Limited.
 
Conforme o texto, foram detectadas irregularidades durante inspeção realizada de 17 a 21 de novembro do ano passado para verificação de boas práticas de fabricação na empresa fabricante dos medicamentos. O resultado foi considerado insatisfatório.
 
Agência Brasil

Rollemberg decreta emergência na saúde pública do Distrito Federal

Foto: Isabella Calzolari/G1 DF
Profissionais de saúde protestam na 102 Sul, em Brasília
O governador Rodrigo Rollemberg anunciou na noite de ontem (19) a decretação de situação de emergência na saúde pública do Distrito Federal nos próximos 180 dias
 
Nesse período, o governo instala uma força-tarefa para revisar a renegociação de contratos e escalas de trabalho. Remanejamentos para atendimento emergencial também estão incluídos na revisão pretendida por Rollemberg.
 
De acordo com a assessoria do governo do Distrito Federal (GDF), qualquer servidor da administração pública de Brasília poderá ser chamado pelo secretário de Saúde, João Batista de Souza, para compor a força-tarefa. Além disso, membros do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e Polícia Civil do DF podem ser chamados para auxiliar os atendimentos na rede hospitalar.
 
Dentre os motivos apontados pelo governador estão “a falta de pagamento a fornecedores de medicamentos e de material médico-hospitalar, entre outros; o fechamento de diversos leitos em UTI, inclusive na neonatologia; e a descontinuidade da prestação de serviços, como de radioterapia, o que pode acarretar sofrimento aos pacientes e aumento no número de óbitos devido à interrupção do tratamento de câncer”.
 
Rollemberg vem enfrentando diversos problemas na saúde do DF desde que assumiu o cargo, no início do ano. O governo negocia com servidores da saúde e da educação o parcelamento de atrasados referentes a dezembro, dentre eles 13º salário e férias.
 
Os médicos entraram em greve na última sexta-feira (16), depois de rejeitar a proposta do governo de parcelamento das dívidas trabalhistas, acumuladas desde outubro do ano passado. Além disso, eles não aceitam a decisão de parcelar os salários dos servidores.
 
“Isso é provisório, para que possamos colocar as contas em dia. Estamos herdando uma dívida do governo anterior”, disse Rollemberg, ainda na semana passada. “Pedimos a compreensão dos médicos, dos professores, para que possamos regularizar. O caos não interessa a ninguém”, reforçou.
 
O GDF vai pedir na Justiça a ilegalidade da greve.

Agência Brasil

Santa Casa de SP admite demitir funcionários para conter crise financeira

Foto: Maíra Teixeira/iG
Santa Casa de Misericórdia, com crise, mas tranquila
Em nota, hospital informou que a decisão faz parte do plano de reestruturação financeira, iniciado em setembro de 2014
 
A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que enfrenta uma grave crise financeira, admitiu que deve haver uma readequação no quadro de funcionários. De acordo com o Sindicato dos Médicos, o corte de pessoal pode chegar a mais de mil pessoas.
 
Em nota, o hospital informou que a decisão faz parte do plano de reestruturação financeira, iniciado em setembro do ano passado, que também prevê a revisão de contratos com fornecedores. “Por prezar a transparência e o respeito aos colaboradores, a entidade comunicará primeiramente os funcionários sobre qualquer decisão”, informou.
 
Todos os empregados da entidade estão com o décimo terceiro salário atrasado. De acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa, além disso, 6% dos funcionários (que recebem mais de R$ 6 mil por mês) ainda não receberam o salário de novembro.
 
Está marcada para a próxima quinta-feira (22) uma nova audiência de conciliação na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho. Após a reunião, representantes sindicais de médicos, enfermeiros e demais categorias planejam assembleias para definir estratégias de mobilização.
 
A Santa Casa é o maior centro de atendimento filantrópico da América Latina. Apenas o Pronto-Socorro atende a uma média de 1,2 mil pessoas por dia. Uma auditoria divulgada em dezembro revelou que a crise financeira na instituição era maior que o anunciado anteriormente, chegando a R$ 773 milhões.
 
Agência Brasil