Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sábado, 28 de fevereiro de 2015

DF: Estoque de comidas nos hospitais deve suprir apenas uma semana

Governo garante que pagamentos deste ano estão em dia, mas não tem como pagar o atrasado. Sanoli diz que estoque está acabando
 
Se a Sanoli Indústria e Comércio de Alimentação Ltda. paralisar os serviços na terça-feira, ou em qualquer momento da próxima semana, como previsto, os acompanhantes, servidores e pacientes dos hospitais públicos do Distrito Federal ficarão sem refeições. O secretário adjunto de Saúde do DF, Rubens Iglesias, afirmou em coletiva de imprensa, ontem, não ter um plano alternativo para fornecer as refeições da rede pública. “Contamos com o fornecimento deles, não temos como suprir a ausência da Sanoli.” Ele afirmou, porém, confiar no bom senso da empresa. “Seria de extrema irresponsabilidade, pois a Sanoli tem compromissos sociais com os pacientes.”

O secretário adjunto argumenta que todos os pagamento de 2015 estão em dia. “As dívidas do ano passado serão pagas pelo governo, dentro do fluxo financeiro.” Em janeiro, a pasta fez um repasse de quase R$ 10 milhões, referentes ao serviços daquele mês. Iglesias disse que aguarda só a apresentação das notas fiscais de fevereiro para efetuar o pagamento.

A Sanoli, que na quinta-feira passou a servir sopa aos servidores e acompanhantes, reconhece que o governo arcou com a última fatura, de janeiro, e que não faltará com o próximo pagamento, referente a fevereiro. No entanto, segundo o diretor-superintendente, Marco Aurélio Crescente, o problema é o rombo deixado pelo governo anterior, calculado em R$ 21,5 milhões. “O contrato é contínuo, no valor de R$ 10 milhões. Na última semana, eles pagaram R$ 2,4 milhões, mas isso vai suprir apenas uma semana.”

Ainda segundo Marco Aurélio, a Sanoli vai recalcular a dívida, os pagamentos e checar a possibilidade de expansão de crédito com os fornecedores para evitar a falta de comida. “De qualquer forma, isso é paliativo. Estamos com dificuldade de crédito no mercado bancário e sem credibilidade com os fornecedores.” Caso a empresa não consiga a expansão de crédito, corre risco de parar em quatro dias, ou até menos, em decorrência dos estoques esvaziados.
 
Correio Braziliense

Vitamina D e ômega 3 ajudam no sentimento de bem-estar

Vitamina D e ômega 3 ajudam no sentimento de bem-estar Aleksandra P./stock.xch
Foto: Aleksandra P. / stock.xch
Substâncias regulam a produção de serotonina — hormônio que influencia no humor, em tomadas de decisão e no comportamento social
 
Pesquisadores do centro de pesquisa de Oakland, na Califórnia, identificaram um importante papel da vitamina D e do ômega 3 para o sentimento de bem-estar. Segundo eles, as substâncias regulam a produção de serotonina — hormônio que influencia no humor, em tomadas de decisão e no comportamento social.
 
Alguns distúrbios clínicos, autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), bipolaridade, esquizofrenia e depressão ocorrem por causa de baixos níveis de serotonina no cérebro.
 
— Nós ligamos a produção e de serotonina à vitamina D e ao ômega-3. Isso sugere que esses micronutrientes são importantes para melhorar o funcionamento do cérebro e afetar a maneira como nos comportamos — afirma Rhonda Patrick, uma das responsáveis pelo estudo.
 
Outro estudo também concluiu que níveis adequados de vitamina D são essenciais na manutenção da saúde óssea. Baixos níveis da vitamina podem causar osteomalácia em adultos e raquitismo nas crianças. As duas doenças estão relacionadas ao enfraquecimento dos ossos.
 
Já o ômega 3 está presente, principalmente em peixes como sardinha, enchova, cavala e salmão. Duas porções por semana reduzem o risco de câncer.
 
Zero Hora

Cientista prevê transplante de cabeça em dois anos

Pesquisa científica para transplante de cabeça enfrenta dificuldades técnicas e éticas
Pesquisa científica para transplante de cabeça enfrenta
dificuldades técnicas e éticas
Procedimento, cuja viabilidade técnica é questionada, traz à tona debate sobre ética médica
 
O primeiro transplante de cabeça da história poderia ocorrer em dois anos, segundo uma reportagem publicada nesta semana pela revista NewScientist.
 
É a possibilidade que estuda uma equipe liderada pelo cirurgião italiano Sergio Canavero, do Grupo de Neuromodulação Avançada de Turim. O grupo deve apresentar a proposta durante uma conferência médica nos Estados Unidos neste ano.
 
A técnica consistiria em implantar a cabeça de um paciente de doença grave no corpo de um doador que tenha tido morte cerebral.
 
Em entrevista à NewScientist, Canavero disse que a cirurgia poderia prolongar a vida de pessoas que sofrem de degeneração dos músculos e nervos ou que tenham câncer.
 
Ele disse, porém, estar ciente de que a proposta gera muita polêmica e que entraves éticos podem ser uma grande barreira. Canavero prevê ainda que sua equipe enfrenta dificuldades para conseguir autorização para desenvolver a técnica nos Estados Unidos.
 
"Se a sociedade não quiser isso, eu não vou fazer. Mas se as pessoas não quiserem nos Estados Unidos ou na Europa, não significa que não será feito em outro lugar. Estou tentando fazer da forma correta. Antes de você ir à lua, tem que ter certeza que as pessoas o seguirão", disse Canavero à NewScience.
 
Técnica
O cirurgião italiano publicou neste mês uma lista de técnicas que tornariam o transplante possível.
 
Elas incluem procedimentos como resfriar a cabeça do receptor e o corpo do doador para evitar que as células morram sem oxigênio, cortar os tecidos do pescoço e conectar as veias e artérias maiores a tubos finos e seccionar os nervos da espinha.
 
Uma das partes mais complicadas da eventual cirurgia seria conectar os nervos da espinha do corpo aos nervos da cabeça. O cirurgião usaria uma substância química com polietileno para fazer as conexões e eletrodos para estimular as novas conexões nervosas.
 
Canavero disse também à NewScience que logo após a cirurgia o paciente passaria semanas em coma e inicialmente seria capaz de mover os músculos do rosto e falar com a mesma voz que tinha antes.
 
Porém, seria necessário pelo menos um ano de fisioterapia para que pudesse andar.
 
Segundo ele, diversas pessoas já teriam se candidatado ao procedimento.
 
Segundo a NewScience, um procedimento similar foi testado em um macaco nos anos 1970 por outra equipe. O animal conseguia respirar com ajuda de aparelhos mas não podia se mover, pois sua cabeça não havia sido conectada aos nervos da espinha.
 
O animal morreu dias depois devido à rejeição de tecidos.
 
Chances
A revista ouviu diversos especialistas na área que se disseram céticos em relação à viabilidade da técnica. Alguns ressaltaram pontos técnicos difíceis de resolver, tais como a dificuldade de fazer o paciente passar pelo coma de forma saudável.
 
Outros levantaram dilemas éticos, como a possibilidade de que, se der certo, a cirurgia seja usada para fins cosméticos. Ou disseram que o procedimento pode até se tornar realidade, mas não em um prazo tão curto.
 
BBC Brasil / iG

Ministério da Saúde anuncia novo cálculo para reajuste de preço dos medicamentos

A expectativa é que o reajusto médio fique abaixo da inflação e que mais medicamentos tenham o menor aumento de preço
 
O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram nesta sexta-feira (27) mudanças no cálculo feito para reajustar os preços dos medicamentos em todo o país. A definição dos novos critérios serve para adequar o índice à realidade do mercado.
 
A expectativa do ministério é que o percentual médio de reajuste fique abaixo da inflação; que o índice seja menor em relação ao que seria calculado com a regra anterior e que mais medicamentos tenham o menor reajuste de preço. Além disso, cada um dos três fatores que compõem a fórmula de reajuste terá uma data fixa para ser divulgado.
 
De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Jarbas Barbosa, os três fatores passam a ser definidos conforme a concorrência dos grupos de mercado, classificados como não concentrados, moderadamente concentrados e altamente concentrados.
 
"Com isso, buscamos dar maior previsibilidade, racionalidade, transparência e segurança", explicou Jarbas. "O mercado será considerado como um todo, não apenas o varejista [serão incluídas as vendas hospitalares e as compras públicas]. Você passa a acompanhar melhor as tendências de mercado", completou.
 
Um dos principais impactos da mudança é a redução do rol de medicamentos sujeitos ao maior reajuste de preço. Do total, 21,57% dos medicamentos regulados terão o maior reajuste, enquanto a maioria  (51,73%) vai sofrer o menor índice de reajuste.
 
As novas regras, de acordo com o secretário, incluíram sugestões da consulta pública realizada em 2014 com a participação de entidades que representam mais de 150 indústrias farmacêuticas. A resolução será publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (2).
 
"As medidas que estão sendo tomadas vão resultar, sem dúvida nenhuma, em um desembolso menor na compra de medicamentos", destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Segundo ele, a expectativa é que o impacto para os consumidores, o governo e os prestadores de serviço que compram medicamentos seja uma redução superior a R$ 100 milhões.
 
O percentual de reajuste será divulgado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) no dia 31 de março, após a publicação oficial do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como prevê a regra.

Agência Brasil

Mulheres jovens demoram para procurar ajuda médica em casos de ataque cardíaco

Novo estudo aponta que mulheres de 30 a 55 anos têm dificuldade para reconhecer os primeiros sintomas e acham que são novas demais para sofrer um ataque cardíaco
 
Mulheres com menos de 55 anos são mais propensas a ignorar os primeiros sintomas de um ataque cardíaco iminente, como dor e tontura, e demoram para procurar atendimento médico de emergência. É o que aponta um novo estudo da Universidade de Yale.
 
Essa demora contribui para altas taxas de mortalidade entre mulheres desta faixa etária quando comparadas às de homens da mesma idade. Estatísticas mostram que, abaixo dos 50 anos, ataques cardíacos são duas vezes mais letais para mulheres do que para homens.
 
Muito jovem
A pesquisa, publicada no final deste mês no periódico especializado “Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes”, contou com entrevistas com mulheres de 30 a 55 anos que foram hospitalizadas por sofrer um infarto agudo do miocárdio – popularmente conhecido como ataque cardíaco. Os pesquisadores analisaram o que acontecia com as mulheres durante o período, desde o aparecimento dos primeiros sintomas até a decisão de procurar ajuda médica.
 
O estudo aponta que além de questões externas – como na família ou trabalho –, outro fator que faz as mulheres adiarem a procura por um médico é o fato de elas analisarem de forma imprecisa seus riscos pessoais de ter doenças cardíacas justamente porque não tinham idade avançada na ocasião.
 
Na maioria das vezes, as mulheres entrevistadas também não realizavam exames de rotina e preventivos. E, quando procuraram ajuda médica, nem todas receberam um diagnóstico rápido e completo.
 
Sintomas
“Mulheres mais novas com múltiplos fatores de risco e um forte histórico familiar de doenças cardíacas não deveriam assumir que elas são jovens demais para ter um ataque cardíaco”, disse Judith Lichtman, uma das pesquisadoras pelo estudo.
 
A pesquisadora acredita que é importante estimular as mulheres para que elas reconheçam os sintomas e procurem ajuda médica rapidamente.
 
Leslie Curry, pesquisadora sênior do Yale Global Health Leadership Institute e também pesquisadora do projeto, acredita que além de educar as mulheres também é necessário mudar a maneira que profissionais de saúde respondem aos sintomas e estimular o tratamento preventivo para problemas cardíacos.
 
iG