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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Segurança de serviços com leitos de UTI será avaliada

Os serviços de saúde, com leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), têm até o dia 31 de agosto para enviar o Formulário Nacional de Autoavaliação das Práticas de Segurança do Paciente


Os serviços de saúde, com leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), têm até o dia 31 de agosto para enviar o Formulário Nacional de Autoavaliação das Práticas de Segurança do Paciente.

O documento, que deve ser enviado à Anvisa uma vez ao ano pelos serviços de saúde, envolve a avaliação de 15 indicadores de estrutura e processo, baseados na RDC n°. 36/2013.

De acordo com esses indicadores, a instituição será classificada em três grupos:

  • Conformidade Alta (67 a 100% de conformidade dos indicadores de estrutura e processo); 
  • Conformidade Média (34 a 66% de conformidade dos indicadores de estrutura e processo); e 
  • Conformidade Baixa (0 a 33% de conformidade dos indicadores de estrutura e processo).

A lista dos serviços classificados como de Conformidade Alta será posteriormente divulgada no portal da Anvisa.

Encaminhamento
O encaminhamento do Formulário à Anvisa é uma das ações previstas no Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde - Monitoramento e Investigação de Eventos Adversos e Avaliação de Práticas de Segurança do Paciente. O objetivo é identificar e minimizar riscos, auxiliando na prevenção de danos ao paciente em serviços de saúde.

Clique aqui para acessar o link para o Formulário Nacional de Autoavaliação das Práticas de Segurança do Paciente (por estados e DF)

Ou clique aqui para acessar o Plano Integrado para a Gestão Sanitária da Segurança do Paciente em Serviços de Saúde na íntegra.

ANVISA

Anvisa autoriza medicamento para doença de Cushing

Síndrome de Cushing (Reprodução)
Solução injetável  ajuda no tratamento de pacientes com síndrome hormonal rara debilitante para os quais a cirurgia não é opção ou eficaz

A Anvisa aprovou, na quinta-feira (11/8), o registro e a comercialização do medicamento inédito diaspartato de pasireotida, na forma farmacêutica de solução injetável.

O medicamento é indicado para o tratamento dos pacientes adultos com a doença de Cushing para os quais a cirurgia hipofisária não é opção ou eficaz.

A síndrome de Cushing acontece devido à alta concentração de hormônio cortisol no corpo. A doença é rara, debilitante e potencialmente fatal, causada por um adenoma hipofisário secretor de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH).

O diaspartato de pasireotida foi registrado na Anvisa com a marca Upelior® e será fabricado pela Novartis Pharma Stein AG, na Suíça.

No Brasil, o novo produto será importado e comercializado pela Novartis Biociências S.A. que possui o registro titular do medicamento.

ANVISA

Cientistas detectam no Brasil bactéria resistente à maioria dos antibióticos

Estudo reporta 1ª detecção numa pessoa no país; caso aconteceu no RN. Bactéria com o gene mcr-1 já havia sido encontrada em animais

Colônias de E. coli (à esquerda) e antibiograma da bactéria (à direita) (Foto: FAPESP/Divulgação)
Colônias de E. coli (à esquerda) e antibiograma da bactéria (à direita) (Foto: FAPESP/Divulgação)

Pesquisadores brasileiros detectaram o primeiro paciente infectado pela versão resistente da bactéria Escherichia coli, que tem o gene mcr-1. Na prática, se uma bactéria já resistente a alguns medicamentos adquire este novo gene, o microogranismo sobreviveria à ação da maioria dos antibióticos do mercado, incluindo a colistina, um dos mais fortes disponíveis.

O estudo feito pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) foi publicado nas revistas científicas “Antimicrobial Agents and Chemotherapy” e “Eurosurveillance”. A bactéria foi detectada em um paciente de um hospital de alta complexidade em Natal, no Rio Grande do Norte.

Coautor, o pesquisador Nilton Lincopan aponta que esse gene da Escherichia coli é o mesmo detectado nos Estados Unidos recentemente. Ele disse que esse tipo de bactéria é encontrada em diferentes habitats, incluindo a microbiota do intestino humano - a maioria das variedades da E. Coli não apresenta risco aos seres humanos.

“Tanto no caso do Estados Unidos como aqui no Brasil, e outros países onde foram encontradas cepas de Escherichia coli resistentes ao antibiótico colistina, a resistência apresentada foi devido à aquisição de um gene de resistência chamado de mcr-1”, explicou.

Ainda segundo o pesquisador, as bactérias são geneticamente versáteis “no sentido de que podem se tornar resistentes a uma condição de estresse à qual são submetidas”. Neste caso, ele diz que “existe a hipótese de que a pressão seletiva induzida pelo uso de colistina na produção agropecuária possa ter contribuído para o aparecimento da resistência a esta droga”.

O mesmo grupo do médico Nilton Lincopan já havia iniciado estudos de vigilância epidemiológica em amostras de origem humana, veterinária e ambiental, e obteve os primeiros resultados positivos para a identificação do gene mcr-1 em cepas de E. Coli de origem animal, com artigo publicado em abril deste ano. Recentemente, outros pesquisadores do Rio Grande do Sul mostraram em uma pesquisa a presença da mesma bactéria resistente também em amostras de origem animal.

“A grande questão central é o fato de este gene estar presente em um elemento genético móvel, o plasmídeo, que pode ser transferido a bactérias da mesma espécie e até mesmo a espécies diferentes. Desta forma, cepas portadoras de outros genes de resistência aos antibióticos, ao adquirirem este gene mcr-1, poderiam ficar resistentes a múltiplos antibióticos, reduzindo as opções terapêuticas para o tratamento de uma infecção”, completou Lincopan.

G1

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Planos de saúde perdem clientes pelo 13º mês seguido em julho

Setor tinha 48,35 milhões de clientes no mês, ante 49,51 milhões em junho. Desde o fim de junho de 2015, foram perdidos 1,77 milhão de beneficiários

Os planos de saúde perderam clientes pelo 13º mês seguido em julho, segundo dados divulgados ontem, segunda-feira (15) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O setor reuniu em julho no país 48,35 milhões de beneficiários no país, uma queda de 0,32% ante a um total de 48,51 milhões de pessoas no mês anterior.

Desde o final de junho do ano passado, foram perdidos 1,77 milhão de beneficiários – em junho de 2015, o país tinha 50 milhões de pessoas com planos de saúde médico-hospitalares.

O relatório da ANS destaca, porém, que 8 estados registraram aumento do número de beneficiários em planos de assistência médica em relação a junho: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo. Entre as grandes operadoras, apenas Notre Dame, Hapvida e Sul América registraram crescimento no número de clientes em julho, de 0,57%, 0,05% e 0,38%, respectivamente, na comparação com junho.

A perda de número de clientes nas operadoras de plano de saúde acontece em meio à recessão e aumento do desemprego no país, que ficou em 11,2% no trimestre encerrado em maio deste ano, segundo o IBGE. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2016, o Brasil perdeu 448 mil empregos formais, segundo o Ministério do Trabalho.

No dia 6 de junho, a ANS autorizou o reajuste de até 13,57% nos planos de saúde individuais e familiares.

A agência abriu uma discussão sobre a comercialização dos planos de saúde via internet. A ANS sugeriu um prazo de 10 dias para que interessados encaminhem propostas e indagações sobre o assunto.

G1

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Parto Adequado: novo balanço mostra queda no número de cesáreas

A taxa média de cesáreas no conjunto de hospitais que fazem parte do Projeto Parto Adequado continua em queda. Novo balanço divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Hospital Albert Einstein e Institute for Healthcare Management (IHI) mostra que, em maio, os estabelecimentos atingiram o índice de 37,5% de partos normais ante 62,5% de partos cirúrgicos entre a população-alvo da iniciativa

Infográfico PPA agosto2016

Isso representa uma redução de 17,7 pontos percentuais quando comparado ao índice de cesarianas realizadas antes do projeto, quando a média do grupo chegava a 80,2%.

Em fevereiro, data da última análise, o índice de partos normais entre os participantes do projeto era de 31%. Em três meses, houve um aumento de 6,5 pontos percentuais, o que demonstra que a iniciativa continua atingindo o objetivo de provocar mudanças sustentáveis em direção à redução das cesáreas desnecessárias. Os resultados individuais revelam que quase 90% dos hospitais conseguiram aumentar o percentual de partos vaginais e mais da metade deles atingiram ou superaram o índice de 40% de partos normais cinco meses antes do término da fase piloto.

“Estamos começando um processo duradouro e sustentável de reversão das altíssimas taxas de cesáreas que o país tem apresentado”, afirma a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira. “Mais do que isso, estamos iniciando uma verdadeira mudança no modelo de atenção ao parto e nascimento na saúde suplementar, capaz de oferecer às gestantes e aos bebês uma assistência segura e de qualidade e contribuindo para melhorar as condições gerais de saúde da população. É um avanço imenso em pouquíssimo tempo, e que nos motiva a estimular e disseminar a iniciativa para todo o país”.

Além do aumento da proporção de partos normais, o acompanhamento feito pela ANS e pelos demais parceiros tem mostrado melhorias significativas em relação à taxa de internação em UTI neonatal: 12 hospitais reduziram esse indicador de 63 internações por mil nascidos vivos para cerca de 48 por mil nascidos vivos entre abril de 2014 e maio de 2016 (média entre os estabelecimentos). Esse é um dos indicadores importantes para mensurar a efetividade do projeto e as melhorias proporcionadas para a saúde das mães e bebês.

Sobre o projeto
Iniciado em abril de 2015, o Projeto Parto Adequado tem contribuído não apenas para aumentar o número de partos normais, mas para provocar uma mudança no modelo assistencial de atenção ao parto e nascimento. Sua estratégia abrange a indução de boas práticas, baseadas em evidências científicas, favorecendo a produção de saúde, a segurança e a qualidade nos serviços, contribuindo para a redução de cesarianas desnecessárias e dos riscos delas decorrentes.

A equipe de projeto destacada por cada hospital participa de sessões de aprendizagem virtuais e presenciais, onde as experiências são discutidas e as boas práticas identificadas são disseminadas. Temas como engajamento do corpo clínico; formas de participação das operadoras com rede própria e com rede conveniada; definição dos papéis dos profissionais componentes da equipe; satisfação da paciente; custo de implementação; protocolos de atendimento incluindo cesárea a pedido; formas de divulgação dos participantes; e influência do vínculo com o médico pré-natalista são debatidos com os hospitais e operadoras de planos de saúde participantes. Nesse aprendizado, ganha especial relevância a aproximação colaborativa, que constitui uma base sólida para mudanças sustentáveis.

A participação no projeto é voluntária. Atualmente, 34 hospitais integram a iniciativa, que também conta com o apoio de 18 operadoras de planos de saúde.

Blog da Saúde