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segunda-feira, 3 de abril de 2017

O passo a passo para salvar uma vida

AERONAVE C-98 CARAVANMinistério da Saúde e FAB são parceiros para ajudar pessoas que precisam de um transplante de órgão em todo o país

Quem espera por um transplante está sempre lutando contra o tempo. A mesma coisa ocorre com o órgão que é retirado para ser transplantado. O tempo de isquemia, período que o órgão sobrevive sem circulação sanguínea, é geralmente muito curto, e cada minuto conta.

Mas para que o transplante ocorra dentro do prazo esperado e com segurança, é preciso seguir um processo complexo, que deve ser rápido e eficiente. E a parceria entre o Ministério da Saúde, a Força Aérea Brasileira (FAB), e as companhias aéreas comerciais é essencial para garantir o sucesso da operação. O Blog da Saúde organizou um passo a passo sobre esse processo.

Confira:
1 – Para que um indivíduo seja considerado apto a doar os órgãos, é necessário que o Hospital confirme a morte encefálica. Em seguida, a Central de Transplantes do Estado é notificada, como manda a lei, e a família do potencial doador é consultada a respeito da vontade e autorização de doar ou não os órgãos.

2 – Se a família autorizar a retirada dos órgãos, a Central de Transplantes do Estado fica encarregada de gerar uma lista de receptores para cada órgão que será doado. Pode ser fígado, pulmão, coração, rins, pâncreas, intestino ou córneas. Também é marcada a cirurgia de retirada dos órgãos em conjunto com o Hospital.

A Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde (MS) explica que quando ocorre uma doação no estado a Central Estadual, por meio do Sistema Informatizado de Gerenciamento (SIG), gera uma lista de receptores compatíveis. “A posição na lista de espera é definida basicamente pela compatibilidade sanguínea, pela gravidade, pelo tempo em lista do receptor, e em alguns tipos de transplantes por compatibilidade genética, peso e altura. Os pacientes também podem ser enquadrados nas chamadas “situações de urgência” ou “priorização”, conforme situações que agravam a condição clínica do receptor levando-o ao risco de morte iminente”, conforme explica a SNT.

3 – Depois que a cirurgia é agendada, a Central de Transplantes Estadual fica encarregada de organizar a logística para o transporte dos órgãos que serão retirados, para que cheguem dentro do prazo ao local onde está o receptor. Entretanto, pode acontecer de não haver nenhum doador compatível no local. “Se isso acontecer, o órgão é ofertado para os demais Estados dentro da respectiva macrorregião. Não havendo receptor na macrorregião, o órgão é distribuído nacionalmente, sendo estas duas últimas situações gerenciadas pela Central Nacional de Transplantes”.

4 – Levando em conta a Lista Única Nacional e os critérios pré-estabelecidos de compatibilidade de um doador com um receptor e identificada a melhor opção, é hora de escolher qual a melhor maneira de transportar o órgão. Pode ser por terra (carro) ou por ar (avião). É o tempo de isquemia que determina o meio de transporte, pois esse prazo varia de órgão para órgão. Um coração, por exemplo, pode sobreviver fora do corpo humano em temperatura de resfriamento adequada entre 4h e 6h. Entretanto, um pâncreas pode ficar entre 12h e 24h a espera do receptor.

Assista aqui o resultado da parceria do Ministério da Saúde com a FAB:

5 – A Força Aérea Brasileira pode ser acionada para auxiliar o transporte caso o tempo de isquemia seja curto. Desde junho do ano passado, um decreto presidencial determina que haja sempre uma aeronave a disposição para estes casos. A FAB explica que um profissional da CNT coordena a distribuição nacional e o transporte aéreo de órgãos a partir de Brasília, por meio de um Centro de Operações em funcionamento 24 horas. A partir daí, verifica-se qual aeronave poderá ser utilizada e de qual Unidade Aérea, e emite-se uma Ordem de Missão para realizar o planejamento da missão e o voo.

Outro suporte também é feito através do controle de tráfego aéreo, priorizando voos relacionados ao transporte de órgãos. Aeronaves de matrículas civis, inclusive estrangeiras, que estejam no espaço aéreo brasileiro em quaisquer situações nas quais vidas humanas possam ser salvas, têm todo o apoio dos profissionais de controle de tráfego para tornar os voos mais curtos.

6 – O acionamento da FAB sempre vai ser a última opção, quando todas as outras de transporte já estão esgotadas e não são possíveis, e isso ocorre apenas no Centro de Operações do Comando de Preparo (COMPREP), localizado em Brasília. Nesse local, atua o Oficial de Comando e Controle (OCC), que recebe o pedido da CNT com todas as informações referentes ao local do doador e do receptor, bem como as condições do órgão a ser transplantado.

7 – Todo o fluxo de acionamento das missões FAB segue as diretrizes da Central Nacional de Transplantes, o que resulta cada vez mais em transplantes de sucesso. A Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde (MS), reforça também que “a garantia da disponibilidade integral de uma aeronave da FAB para o transporte de órgãos e tecidos foi de grande importância principalmente para o transporte de órgãos de tempo de isquemia curto. Além disso, as aeronaves possuem maior autonomia para pousar em pistas e aeroportos menores, o que possibilita uma maior mobilidade em municípios pequenos”

Histórias de Vida
O piloto do Sexto Esquadrão de Transporte Aéreo (ETA 6), Esquadrão Guará, 1° Tenente Aviador, Renan da Silva de Souza, conta que realizou no dia 9 de fevereiro de 2017 uma missão de transporte de um fígado que saiu de Belém (PA) para Rio Branco (AC). Ele lembra que a missão começou às 18h20 em Brasília, e acabou apenas às 7h30 da manhã quando chegou a Rio Branco com o órgão e a equipe. “Após muitas horas de envolvimento e mais de 5.500 km voados, eu me senti extremamente realizado e emocionado. Essa história me marcou porque o paciente poderia não resistir devido ao longo tempo de espera para receber o órgão. Terminei a missão muito alegre e com sensação de dever cumprido”.

Para Renan, também não há dinheiro que possa pagar a sensação de saber que o voo, que em outros momentos pode parecer algo simples, tem a missão de salvar uma vida. “Saber que com a nossa contribuição uma pessoa receberá um órgão e que poderá retomar com sua vida normal, sua rotina, seus sonhos e objetivos nos deixa muito orgulhosos e motivados para cumprir tantas missões quanto forem necessárias, seja voando de madrugada, seja nos finais de semana ou feriados. Sei que cada vida é sagrada e que não existe maior retorno do que ajudar a quem precisa. Participar deste tipo de missão, me orgulha ainda mais de pertencer à Força Aérea Brasileira”.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde com informações da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Central Nacional de Transplantes (CNT).

Estudo canadense mostra que a combinação de energético e álcool aumenta riscos diversos

Os beberrões se envolvem mais em acidentes de trânsito e brigas porque a bebida cafeinada mascara os efeitos da alcoólica

A mistura faz sucesso na balada. Energéticos e álcool são praticamente uma dupla inseparável quando os jovens querem se manter despertos e, ao mesmo tempo, aproveitar os efeitos de bebidas como uísque e cerveja. Diversos artigos científicos mostram que a prática é perigosa para o coração e pode até matar. Agora, uma pesquisa investigou outro efeito adverso da combinação e constatou o risco aumentado de ferimentos, seja em acidentes de trânsito ou em brigas. O estudo de revisão foi publicado no Journal of Studies on Alcohol and Drugs.

Os pesquisadores canadenses, do Centro de Pesquisa sobre Adição da Universidade de Victoria, investigaram artigos que tratavam da ingestão de álcool e energético publicados entre 1981 e 2016. Eles encontraram 13 que se encaixavam nos critérios do estudo. Desses, 10 mostravam associação entre a mistura dessas bebidas e o risco aumentado de ferimentos, comparando-se à ingestão apenas de álcool. Com base nesses trabalhos, a equipe dividiu esses ferimentos em não intencionais, como queda e batida de carro, e intencionais, caso de brigas e de outras violências físicas.

De acordo com Audra Roemer, principal autora do estudo, os efeitos estimulantes da cafeína mascaram as sensações da intoxicação por álcool, como languidez e sono. “Geralmente, quando você bebe álcool fica cansado e quer ir para casa. Mas o energético mascara isso. Então, as pessoas não percebem o quão bêbadas estão. Assim, consomem mais e mais álcool, se envolvendo em comportamento de risco e práticas de ingestão alcoólica perigosas”, explica.

A pesquisadora se interessou em estudar o efeito da mistura de energético e álcool inspirada por estudos que investigaram a combinação de drinques e cocaína. “Fiquei curiosa para saber o que aconteceria em relação a um estimulante menos forte e aceito socialmente. Eu me perguntava se o impacto seria semelhante, embora em menor grau”, diz

Falsa sobriedade
Aos 15 anos, Daniela (nome fictício a pedido da entrevistada), hoje com 28, teve uma parada cardíaca e ficou cinco minutos desacordada depois de associar vodca e energético. Ela estava em uma festa na casa de amigos e, apesar da alta ingestão de álcool, a jovem conta que se sentia sóbria por causa da bebida cafeinada. “Aí, uma amiga passou mal no banheiro e eu fui socorrer porque achava que estava ótima. Para subir as escadas, tomei um copão cheio de vodca, limão e energético. Ajoelhei para ajudar no chuveiro e as luzes apagaram. Quando acordei, estavam todos em cima de mim, chorando”, recorda.

A sorte de Daniela foi que o vizinho do dono da casa era bombeiro e prestou socorro rapidamente, com massagem cardíaca. “Eu apaguei mesmo, fiquei sem batimentos.” Depois de acordar, ela ainda passou mal por mais 15 minutos. “Tenho sopro. Aí, tive uma crise. Foi muita falta de ar, o coração acelera tanto que você sente que vai sair batendo sozinho.” Depois disso, a jovem ainda misturou mais uma vez, aos 18 anos. “Foi num show do Chiclete com Banana. Bati aposta de quem bebia mais vodca com frutas vermelhas. Ganhei porque bebi a garrafa toda, mas não sei nada do show.” Essa foi a última vez que Daniela fez a combinação.

Propensão
A pesquisadora Audra Roemer ressalta que esse assunto precisa ser mais investigado, porque há poucos trabalhos científicos que estudam a associação entre a combinação de bebida alcoólica e energético e os comportamentos de risco. “Sabemos que algumas pessoas são mais propensas a se envolver em situações arriscadas. Algumas pesquisas sugerem que esses indivíduos poderiam ser uma população em risco ainda maior de sofrer lesões por procurar misturas que os deixam nesse estado, um misto de bêbados e alertas”, observa. Depois desse trabalho de revisão de artigos científicos, a pesquisadora começou a investigar a associação com base em registros médicos de prontos-socorros. “Os dados que temos até agora apontam para um aumento do risco de lesões com o uso de álcool e energético. Isso poderá se tornar um grave problema de saúde pública”, acredita

Impactos cerebrais duradouros
Os efeitos de bebidas alcoólicas cafeinadas não são apenas imediatos. Um estudo da Universidade de Prudue, nos Estados Unidos, constatou que a ingestão desses drinques desencadeia mudanças no cérebro do adolescente similares às provocadas pela cocaína, consequências que se arrastam até a idade adulta em forma de alteração na habilidade de lidar com substâncias recompensadoras.

Richard van Rijin, professor de química médica e farmacologia molecular da instituição, avaliou os efeitos de bebidas energéticas altamente cafeinadas misturadas a álcool em ratos adolescentes. Estudos do tipo não podem ser realizados em humanos, mas, segundo Rijin, as alterações detectadas no cérebro dos animais em pesquisas que investigam abuso de drogas indicam que elas se correlacionam àquelas observadas em pessoas. Bebidas energéticas contêm 10 vezes mais cafeína que refrigerantes e costumam ter jovens como alvo, mas pouco se sabe sobre os efeitos que provocam nessa faixa etária.

Anteriormente, Van Rijin publicou estudo no jornal Alcohol, no qual verificou que ratos adolescentes que ingerem energéticos não correm mais risco de tomar quantidades abusivas de álcool quando adultos. Contudo, quando esses drinques são misturados a bebidas alcoólicas, os animais exibem sinais físicos e neuroquímicos similares àqueles que recebem cocaína. Esse trabalho recente foi divulgado na revista Plos One. “Parece que, juntas, as substâncias os empurram para um limite que causa mudanças no comportamento e na neuroquímica do cérebro”, diz o pesquisador. “Nós vimos claramente os efeitos da combinação, o que não teríamos observado caso tivessem tomado uma ou outra bebida.”

Vício
Com a exposição repetida ao álcool cafeinado, os ratos adolescentes se tornaram cada vez mais ativos, mais ainda do que aqueles nos quais se administrou cocaína. Os pesquisadores também detectaram níveis aumentados de uma proteína que indica alterações de longa duração na neuroquímica cerebral e que é elevada naqueles que abusam de drogas como cocaína e morfina. “Essa é uma das razões do por que ser tão difícil para usuários de drogas largar o vício, há alterações duradouras no cérebro”, explica Van Rijin.

Quando adultos, os mesmos ratos mostraram preferência diferente pela cocaína. Eles eram menos sensíveis aos efeitos prazerosos da substância. Embora isso pareça positivo, poderia significar que, para conseguir a sensação de recompensa deflagrada pela droga, eles precisariam de uma quantidade muito maior. Para testar essa teoria, os pesquisadores investigaram se os ratos expostos ao álcool cafeinado na adolescência consumiriam quantidades maiores de uma substância prazerosa — no caso, a sacarina. Eles descobriram que os animais ingeriam muito mais sacarina que aqueles expostos apenas à água quando mais novos. “O cérebro deles mudou de uma forma que ficaram mais propensos a abusar de substâncias naturais ou prazerosas na idade adulta”, ressalta Van Rijin.

sábado, 1 de abril de 2017

Blitz em hospitais de SP encontra de paciente amarrado a remédio vencido

Uma vistoria surpresa do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) encontrou diversas irregularidades em hospitais e unidades municipais de saúde pelo Estado


Os fiscais do TCE acharam problemas como estocagem de remédios fora das condições adequadas, medicamentos vencidos, aparelhos novos em desuso, ponto de profissionais preenchido com antecipação e até um paciente amarrado a uma maca.

Foram vistoriadas 223 unidades de saúde –de um total de 3.126, entre hospitais, UPAs e UBSs– em 171 municípios paulistas. Para tal, o TCE mobilizou 275 agentes.

O relatório parcial divulgado pelo tribunal nesta quarta aponta que o tempo médio entre a chegada de um paciente e o atendimento nas unidades é superior a uma hora –83 minutos.

“O cidadão espera quase 1h30 para ser atendido pela triagem e mais 1h para ser atendido pelo médico”, afirma o presidente do TCE, Sidney Beraldo.

Dois terços das unidades não possuem ponto eletrônico para controle de frequência dos profissionais de saúde.Beraldo afirma que os médicos “são pagos, mas não cumprem jornada”.

Em Severínia (a 419 km da capital), por exemplo, os fiscais encontraram uma folha de frequência com a presença de um médico já assinada até a primeira quinzena de abril.

“Os municípios não têm controle adequado das jornadas dos médicos”, diz o presidente do TCE.

Em São Vicente, na Baixada Santista, um paciente na ala psiquiátrica de um hospital foi encontrado amarrado com gaze a uma maca no chão.

Entre os destaques negativos, o relatório aponta ainda que 70% dos locais apresentam equipamentos (como raio X, ultrassom e tomógrafo) em desuso, sejam novos, antigos ou quebrados.

Um conjunto radiológico de R$ 250 mil entregue há um ano em Ouroeste (a 588 km de São Paulo) foi encontrado ainda nas caixas.

Em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, há um elevador desativado há mais de 20 anos em uma UBS. O banheiro para deficientes é utilizado como depósito.

Em Ribeirão Branco (a 295 km), medicamentos vencidos.

Foi aferido ainda que 34% das instituições não oferecem atendimento diferenciado para casos de suspeita de dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Após a conclusão do relatório, o TCE encaminhará recomendações aos municípios para que sanem a má aplicação de recursos públicos.

A reincidência dos problemas apontados resulta em uma determinação para o atendimento das exigências, e o seu não cumprimento pode resultar na reprovação das contas municipais.

As gestões dos municípios citados nesta reportagem foram procuradas pela Folha no final da tarde desta quarta, mas nenhuma foi encontrada.

Fonte: Folha de São Paulo-31.03.2017.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Interditados dois lotes de clorexidina gliconato

Interdição se deu por resultados insatisfatórios dos lotes do medicamento

A Anvisa interditou dois lotes do medicamento Clorexidina Gliconato 100mL nesta quinta-feira (30/3). Os lotes M23134 e M23708, fabricados pela empresa Vic Pharma Indústria e Comércio Ltda, apresentaram resultados insatisfatórios quanto à contagem de bactérias.

Os laudos de análise fiscal, emitidos pelo Instituto Adolfo Lutz, apresentaram resultados insatisfatórios para os ensaios de Contagem Total de Bactérias Mesófilas e Pesquisa de Patógenos.

Os lotes, portanto, foram interditados pela Agência e a interdição vigorará pelo prazo de 90 dias.

Cânulas suspensas
O produto médico-hospitalar Cânulas Miracu Real.Up foi suspenso pela Agência. O produto não regularizado pela empresa Rejuvene Produtos Médicos e Hospitalares Eireli era fabricado pela empresa Feel Tech Co. Ltd, da Coréia do Sul, e teve cadastro indeferido por estar em desacordo com a legislação sanitária.

A Anvisa, assim, determina a suspensão da importação, distribuição, comercialização e implante do produto sem registro Cânulas Miracu Real.Up. Além desta medida, determinou-se, ainda, que a empresa Rejuvene Produtos Médicos e Hospitalares Eireli realize o recolhimento do produto em questão.

Confira as resoluções publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Farmacêutica é presa por crimes contra a saúde pública em São Bernardo

Na última Terça-feira (21/3), policiais civis do Demacro de São Bernardo do Campo prenderam uma farmacêutica e uma balconista após constatarem diversas irregularidades numa farmácia, no bairro de Ferrazópolis, em São Bernardo do Campo

Depois da instauração de inquérito policial com base em denúncias sobre irregularidades no estabelecimento, os policiais civis diligenciaram no local, acompanhados da Vigilância Sanitária, a fim de comprovar a veracidade dos fatos.

Diversas irregularidades foram constatadas, dentre elas, ausência de licenças de funcionamento expedidas pela Vigilância Sanitária, intermediação de comércio de medicamentos manipulados, descumprimento de interdição da sala de aplicações de medicamentos, além de serem encontrados antibióticos e psicotrópicos sem registro no sistema de controle da Anvisa e sem a retenção das respectivas receitas médicas, bem como frascos de medicamentos anabolizantes proibidos e de uso veterinário.

O estabelecimento foi interditado pela Vigilância Sanitária. Os medicamentos de uso controlado foram devidamente apreendidos. A responsável técnica e a responsável pelo estabelecimento foram presas em flagrante por crimes contra a saúde pública.