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sábado, 18 de abril de 2015

Raiva transmitida por cachorro mata quase 60 mil pessoas por ano

Reprodução AFP
Reino Unido eliminou a raiva de sua população de cães
Pesquisadores afirmam que mais deve ser feito para vacinar os animais, principalmente em países pobres
 
Rio - Um relatório da Aliança Global para o Controle da Raiva apontou que cerca de 59 mil pessoas morrem todos os anos da doença transmitida por cães, com as regiões mais pobres do mundo sendo mais afetadas. Segundo os autores, mais deve ser feito para vacinar os animais, particularmente em países pobres.
 
Nessas áreas, exalta o documento, vacinas para vítimas de mordidas também devem ser mais acessíveis e mais amplamente disponíveis. A infecção, que é viral e quase 100% evitável, pode afetar todos os mamíferos, mas os cães domésticos causam mais de 99% de todas as mortes humanas por raiva, como informou o relatório.
 
“A amplitude dos dados utilizados neste estudo, a partir de relatórios de vigilância, dados de estudo epidemiológico e de números de vendas globais da vacina, é muito maior do que já foi analisado, permitindo que este resultado mais detalhado”, afirmou Katie Hampson, que conduziu o estudo da Universidade de Glasgow.
 
A maioria dos países desenvolvidos, incluindo o Reino Unido, eliminou a enfermidade de sua população de cães. Mas, em muitos países em desenvolvimento, a raiva ainda está presente em cães domésticos e muitas vezes é mal controlada.
 
O relatório estima que cerca de 160 pessoas morrem todos os dias da doença, com a grande maioria dos casos ocorrendo na Ásia, que responde por 60% das mortes, e na África (36%). Por si só, a Índia é responsável por 35% das mortes por raiva humana, mais do que qualquer outro país.
 
O documento apontou, ainda, que a proporção de cães vacinados em quase todos os países da África e da Ásia é muito inferior ao necessário para controlar a doença. Assim, a melhor maneira custo-efetiva de prevenir a raiva canina é vacinando cães. E isso tem que ser complementado com uma melhoria do acesso às vacinas humanas antirrábicas também.
 
Eles acrescentaram que os países que tinham investido mais na vacinação de cães foram os únicos onde as mortes humanas pela doença tinham sido praticamente eliminadas. A doença pode custar ao mundo US $ 8,6 bilhões por meio de mortes prematuras, perda de renda para as vítimas de mordidas e gastos com vacinas humanas.
 
O Globo

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