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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Gel vaginal pode reduzir nascimentos prematuros, diz estudo Vaginal gel may reduce premature births, study finds

DA ASSOCIATED PRESS

Um tratamento simples - um gel contendo hormônio vaginal-- pode reduzir significativamente o número de partos prematuros entre as grávidas que correm esse risco devido a um problema no colo do útero, informaram pesquisadores do governo dos EUA nesta quarta-feira.

Muitos fatores podem levar ao nascimento prematuro, mas o estudo é focado nas milhares de mulheres norte-americanas que desenvolvem um colo do útero muito curto. As descobertas podem levar mais médicos a iniciar a rotina de medição do colo uterino, utilizando um ultrassom fácil e relativamente barato no meio da gravidez.

"Nunca haverá 'a' solução para o nascimento prematuro", advertiu o pesquisador Roberto Romero do National Institutes of Health, que liderou o estudo. "Existirão diversas soluções e nós acreditamos que esta é uma importante."

O tratamento não está relacionado a uma injeção chamada Makena, um hormônio sintético de uso controverso devido ao seu alto preço. Essa droga é destinada a mulheres que já tiveram um bebê prematuro e agora estão grávidas novamente.

Mas as mulheres podem desenvolver o problema no colo do útero durante qualquer gravidez. A questão é se a aplicação do gel de progesterona natural --conhecido como Prochieve-- diretamente na área do problema pode evitar um parto precoce.

O tratamento funcionou, cortando pela metade a taxa de nascimentos prematuros antes das 33 semanas de gestação, período ligado ao risco de morte ou problemas de saúde a longo prazo, concluiu Romero, que conduziu o estudo em 44 centros médicos no mundo todo.

O estudo foi feito em parceria entre o NIH (Instituto Nacional de Saúde, na sigla em inglês) e o fabricante do gel --Columbia Laboratories Inc., que deve pedir a aprovação da droga na FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos) para as mulheres com o problema.

A empresa não informou o preço do produto, mas a progesterona vaginal já é vendida para o tratamento de condições diferentes, por cerca de US$ 20 a dose de um dia.

O estudo examinou 32.000 mulheres grávidas sadias e encontrou que 2,3% delas desenvolveram o problema, o equivalente a 100 mil mulheres dos EUA em um ano.

Em uma nova pesquisa, 458 mulheres com o problema receberam o gel de progesterona ou uma versão fictícia em um aplicador para uso diário, a partir do segundo trimestre da gravidez.

Cerca de 16% das mulheres que receberam o gel fictício deram à luz antes de 33 semanas, em comparação a 9% das que receberam o medicamento, disseram pesquisadores na revista "Ultrasound in Obstetrics & Gynecology".

As crianças nascidas das usuárias de progesterona também eram mais saudáveis, com menos desconforto respiratório e maior peso ao nascer. As mulheres analisadas não sofreram efeitos colaterais significativos.

SP tem exames gratuitos de dependência química e HIV nesta quinta São Paulo has free screening of chemical dependency and HIV on Thursday

Evento será realizado das 8h às 17h no Páteo do Colégio

Central de Notícias
São Paulo, 6 - A Secretaria de Estado da Saúde promove nesta quinta-feira, 7, testes gratuitos de HIV e dependência química na Feira da Saúde no Páteo do Colégio, em São Paulo, em comemoração ao Dia Mundial da Saúde.

O evento será realizado das 8h até às 17h, em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com a participação de profissionais do Centro de Referência Estadual de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) e do Programa Estadual de DST/Aids, órgãos da Secretaria.

Durante a programação, o visitante poderá avaliar seu risco de dependência do uso do álcool, tabaco e outras substâncias psicoativas, por meio do questionário Assist (Alcohol Smoking and Substance Involvement Screening Test), desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O teste identifica pessoas com risco de alcoolismo e outras dependências químicas, possibilitando o encaminhamento para tratamento em serviços especializados.

Os profissionais de saúde do Programa Estadual de DST/Aids, além de promoverem a prevenção com a distribuição de 30 mil preservativos, disponibilizarão testes rápidos para diagnóstico do HIV, com resultados prontos em cerca de 15 minutos. Também haverá entrega de folders sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e Aids.

Rio de Janeiro lidera estatística de casos graves de dengue no país Rio de Janeiro leads statistic severe cases of dengue in the country

Estado registrou aumento de 404% nos casos de dengue em comparação com o ano passado
State recorded 404% increase in dengue cases compared to last year
Agência Brasil

Brasília - O Rio de Janeiro lidera a estatística de casos graves de dengue e o segundo lugar no registro de mortes nos três primeiros meses deste ano. O balanço parcial do Ministério da Saúde, divulgado hoje (6), mostra que 19 pessoas morreram em consequência da doença. O Ceará, com 20 mortes, ficou em primeiro.

Por região, o Nordeste tem o maior número de mortes, 32. Em segundo lugar, aparece o Sudeste (27), seguido pelo Norte (20), Sul (10) e o Centro-Oeste (6). Mais de 100 mortes suspeitas continuam em investigação.

Em relação aos casos graves da doença, foram 1.064 notificações, número superior à soma de todos os casos graves registrados nas regiões Norte (498), Nordeste (315), Centro-Oeste (88) e Sul (47). Na Região Sudeste, foram 1.260 casos no trimestre.

Os casos de dengue subiram 404% no Rio de Janeiro no primeiro trimestre deste ano em comparação ao registrado no mesmo período do ano passado, passando de 6.231 para 31.412 notificações. O Amazonas apresentou a maior variação, equivalente a um aumento de 2.854%, de 1.247 casos, de janeiro a março de 2010, para 36.841, este ano. O Amazonas também teve o maior crescimento de mortes e casos graves na comparação com o ano passado, 1.100% e 944%, respectivamente.

O Ministério da Saúde constatou queda nacional no número de mortes, casos graves e notificações de dengue nos três primeiros meses do ano. A tendência é de declínio em todas as cinco regiões, com exceção do município do Rio de Janeiro, onde a epidemia deve continuar nas próximas semanas.

O aumento de casos da doença levou o governo do estado do Rio a promover uma mobilização contra a doença no último fim de semana. Agentes visitaram mais de 50 mil casas e orientaram 107 mil pessoas sobre a necessidade de acabar com locais propícios para criadouros do mosquito Aedes aegypti - transmissor da doença.

Morre aos 85 anos cientista que descobriu o vírus da hepatite B Dies at 85 scientist who discovered the hepatitis B virus

Baruch Blumberg sofreu um enfarte enquanto assistia a uma conferência
Baruch Blumberg suffered a heart attack while attending a conference
EFE

Washington, 6 abr - O cientista Baruch Blumberg, Prêmio Nobel de Medicina em 1976 por descobrir o vírus da hepatite B e primeiro diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa, faleceu aos 85 anos de enfarte, informou nesta quarta-feira a agência espacial.

A Nasa informou em comunicado que Blumberg sofreu um ataque do coração na terça-feira, 5 de abril, enquanto assistia a uma conferência sobre pesquisa lunar no Centro Ames de pesquisa da Nasa, em Moffett Filed (Califórnia).

O cientista foi reconhecido com o Prêmio Nobel de Medicina em 1976 por descobrir o vírus da hepatite B e, posteriormente, a vacina para a doença.

Blumberg dividiu seu prêmio com o doutor Daniel Carleton Gajdusek por seu trabalho sobre a origem e a propagação de doenças infecciosas virais.

O diretor do Centro Ames, Pete Worden, destacou em comunicado que "Barry Blumberg foi um bioquímico e grande pesquisador". "Era uma luz na comunidade científica e um grande humanista. Foi também um apoio e um amigo leal da Nasa, do Centro de Pesquisa Ames e do programa espacial do país".

Nascido em Nova York em 1925, Blumberg era membro do Centro Oncológico Fox Chase na Filadélfia desde 1964 e professor da Universidade de Medicina e Antropologia na Universidade da Pensilvânia desde 1977.

Em 1999 se transformou no primeiro diretor do Instituto de Astrobiologia da Nasa, cargo que ocupou até o ano de 2002. Desde 2005 era presidente da Sociedade Americana de Filosofia, a sociedade de conhecimento mais antiga do país, fundada em 1743.

"O mundo perdeu um grande homem", lamentou Daniel Goldin, que foi diretor da Nasa entre 1992 e 2001 e amigo pessoal do cientista. Além disso, destacou que "Barry", como era chamado carinhosamente, "salvou vidas através de sua pesquisa sobre o vírus da hepatite B".

"Também inspirou toda uma geração através de seu trabalho na construção do Instituto de Astrobiologia da Nasa", assegurou.

Quantidade de vírus HIV na secreção genital ajuda a calcular risco de infecção Amount of HIV virus in genital secretions help calculate the risk of infection

Quanto maior a concentração, maior o risco de transmissão do vírus da Aids
The higher the concentration, the greater the risk of transmitting the AIDS virus
estadão.com.br

Grande concentração do vírus da Aids nas secreções genitais foi relacionado a um maior risco de transmissão entre casais heterossexuais, de acordo com estudo norte-americano que será publicado na edição desta quinta, 7, da revista Science Translational Medicine.

O estudo ajuda a entender o mecanismo biológico a respeito da transmissão de pessoa para pessoa durante a relação sexual. Dados de dezenas de estudos e mais de 20 anos de pesquisa sobre o assunto também foram levados em consideração.

Os pesquisadores acreditam que seja possível desenvolver novos métodos de prevenção a partir dos dados coletados, uma vez que é possível avaliar os níveis de "infectividade" da pessoa.

O estudo contou com a colaboração de uma equipe internacional que trabalhou em sete países africanos: Botswana, Quênia, Ruanda, África do Sul, Tanzânia, Uganda and Zâmbia. Este é o maior estudo já feito sobre o HIV na região genital, 2.521 casais participaram da pesquisa. No início do estudo, um dos membros já tinha sido infectado enquanto o outro não apresentava sinais do vírus.

Os pesquisadores analisaram amostras da região cervical de 1.805 mulheres, incluindo 46 que transmitiram o HIV aos seus parceiros durante o estudo, e o sêmen de 716 homens, incluindo 32 que transmitiram o vírus para suas parceiras. Um estudo complementar confirmou que estas transmissões partiram dos participantes da pesquisa e não de terceiros.

O que os pesquisadores observaram é que quanto maior o nível de HIV nas secreções genitais, mais "infecciosa" é a pessoa. O risco crescia exponencialmente em uma escala logarítmica.