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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Troca de válvula feita por cateter reduz mortalidade Valve replacement performed with a catheter reduces mortality

Uma técnica que substitui uma válvula no coração por meio de cateter tem taxa menor de mortalidade do que a cirurgia aberta.

A conclusão é de um estudo com 699 pacientes, apresentado na semana passada no encontro do American College of Cardiology, nos EUA.

A substituição da válvula aórtica, que sofre degeneração com o tempo, em geral é feita em idosos, que correm maior risco em cirurgias complexas.

Para Alexandre Abizaid, do Instituto Dante Pazzanese, o estudo comprova a eficácia da técnica, usada no país há dois anos.

A pesquisa mostrou, porém, um risco maior de derrame entre os que se submeteram à técnica menos invasiva (5,1% para o stent, contra 2,4% de risco da cirurgia).

Doses altas de vitamina D evitam perda da visão High doses of vitamin D prevent vision loss

Consumir 18 microgramas de vitamina D por dia, por meio de alimentos ou suplementos, diminui em 60% o risco de degeneração macular. A doença, relacionada ao envelhecimento, é a principal causa de cegueira no mundo todo.

Um estudo feito na Universidade de Búfalo (EUA) avaliou os níveis de vitamina D no sangue de 1.313 mulheres de 50 a 79. Elas responderam questionários sobre hábitos alimentares e tempo de exposição ao sol.

Os pesquisadores concluíram que quanto menor o consumo da vitamina, maior a chance de desenvolver o problema. A deterioração progressiva da retina não tem cura.

RECOMENDAÇÕES

A atual recomendação diária de vitamina D para idosos é de 15 microgramas. Segundo os responsáveis pelo estudo, é possível chegar às 18 mcg por meio de alimentos como peixes, ovos, leite e laticínios.

A exposição ao sol também é importante para aumentar os níveis da vitamina no corpo. No entanto, a análise dos questionários sobre hábitos das participantes da pesquisa mostrou que a alimentação foi o fator que fez a diferença para aquelas mulheres.

Segundo a coordenadora do estudo, Amy Millen, o uso de suplementos só deve ser feitos sob orientação médica. O uso prolongado de doses muito altas da vitamina pode causar danos ao fígado, aos rins e aos ossos.

Brasil testa novo implante para desobstruir artéria do coração Brazil tests new implant to unclog heart artery

Daqui a duas semanas, terá início no Brasil e em mais 67 centros do mundo a maior pesquisa já feita sobre um novo dispositivo que desobstrui artérias do coração bloqueadas por gordura.

O modelo que será testado é feito de um material que é absorvido pelo corpo.

O implante, um stent, é uma espécie de mola colocada via cateter (sem cirurgia aberta) na artéria coronária, para abri-la e permitir o fluxo sanguíneo. A prótese é uma alternativa menos invasiva à ponte de safena.

Depois de seis meses, quando o dispositivo já cumpriu sua função, ele começa a ser absorvido pelo corpo, diferentemente dos similares metálicos, usados hoje.

Os stents de metal ficam no corpo depois de implantados, o que pode causar problemas em novas cirurgias cardíacas e prejudicar a contração e a dilatação dos vasos.

Eles também podem atrapalhar a visualização de artérias coronárias em exames de imagem e causar inflamações, como queloides.

Os dispositivos bioabsorvíveis, feitos de um tipo de polímero, já foram aprovados na Europa no começo deste ano, mas, segundo especialistas, ainda não começaram a ser usados na prática.

Cardiologistas brasileiros dizem que as pesquisas sobre o novo stent são pequenas e faltam dados sobre sua segurança e eficácia a longo prazo.


REVOLUÇÃO CARDÍACA

Agora, o novo estudo envolverá mil pacientes, sendo cerca de 50 brasileiros. Eles serão avaliados no Instituto Dante Pazzanese e no hospital Albert Einstein, em São Paulo, e no Instituto do Coração do Triângulo Mineiro, em Uberlândia (MG).

"Se a pesquisa comprovar que ele pode substituir os stents metálicos, teremos a nova revolução da cirurgia cardíaca", diz Alexandre Abizaid, chefe da seção de intervenções em coronárias do Instituto Dante Pazzanese.

Abizaid é também um dos diretores do encontro de inovações na cardiologia intervencionista que acontecerá em São Paulo nesta semana. Várias palestras terão o stent bioabsorvível como tema.

Segundo Expedito Ribeiro, supervisor do serviço de hemodinâmica do InCor, a tecnologia é promissora, mas ainda não há dados conclusivos. "Questões como os efeitos da absorção do material na artéria não foram esclarecidas", afirma.

Para Marco Antônio Perin, chefe da cardiologia intervencionista do hospital Albert Einstein, o stent bioabsorvível só tem vantagens.

Ele afirma, porém, que é necessário ver seus efeitos a longo prazo. "Precisamos analisar se não criará uma reação inflamatória maior nas artérias."

Abizaid acredita que o dispositivo começará a ser usado comercialmente no Brasil daqui a um ano e meio.

Deficiência de hormônio contribui para ausência de menstruação v

Pesquisa comprova que níveis baixos de leptina provocam a cessação da menstruação em mulheres com pouca gordura no corpo
Research shows that low levels of leptin cause cessation of menstruation in women with low body fat

A deficiência de leptina contribui para a ausência de menstruação em mulheres com índices extremamente baixos de gordura corporal, mas uma forma sintética do hormônio pode normalizar tanto os ciclos menstruais quanto a fertilidade, é o que mostra um novo estudo americano.

Índices extremamente baixos de gordura corporal podem ocorrer em mulheres frequentemente ativas, como corredoras e dançarinas, e também naquelas que sofrem de distúrbios alimentares. Tais mulheres estão propensas a desenvolver amenorreia hipotalâmica, termo médico que define a ausência de menstruação, que pode levar à infertilidade e à osteoporose.

Pesquisas anteriores já haviam revelado que mulheres que sofrem deste problema apresentam níveis cronicamente baixos de leptina. O novo estudo, publicado no site da Proceedings of the National Academy of Sciences, é o primeiro a oferecer provas definitivas de que a carência de leptina contribui para a amenorreia.

Participaram do estudo randomizado duplo-cego um total de 20 mulheres, entre os 18 e os 35 anos de idade, todas elas com amenorréia hipotalâmica. Muitas das participantes eram corredoras.

Durante um período de 36 semanas, as mulheres receberam injeções diárias de metreleptina, uma forma sintética de leptina, ou placebo. O tipo de injeção recebido era desconhecido tanto para as participantes quanto para os pesquisadores.

No primeiro mês de tratamento, as mulheres sob uso da metroleptina apresentaram um aumento significativo nos índices de leptina.

“Sete em cada dez mulheres começaram a menstruar, enquanto que quatro em cada sete apresentaram ovulação”, disse o Christos Mantzoros, diretor da unidade de nutrição humana do Beth Israel Deaconess Medical Center e professor de medicina da Escola de Medicina da Harvard, que conduziu o estudo.

“Quando comparadas ao grupo placebo, as mulheres que receberam o tratamento à base de metreleptina também apresentaram melhoras no perfil hormonal e níveis mais altos de indicadores de novas formações ósseas”, ele complementou.

A leptina sintética usada no estudo, parcialmente financiado pelo Instituto Nacional das Doenças Renais e Digestivas dos Estados Unidos, foi fornecida pela empresa Amylin Pharmaceuticals.

Lombalgia e hérnia de disco atingem 90% das grávidas Low back pain and herniated disk reaches 90% of pregnant women

Problemas na coluna são comuns nessa fase, mas podem ser contornados
Back problems are common at this stage, but can be circumvented

Durante os quatro primeiros meses de gravidez, as mudanças no corpo da gestante ainda são sutis.

Mas é a partir desse momento que a barriga passa a pesar, o tronco se inclina mais e a dor nas costas costuma aparecer e acompanhar 90% das futuras mamães.

O corpo da mulher se prepara para o desenvolvimento adequado da criança e produz um hormônio chamado relaxina, que provoca frouxidão nos ligamentos e músculos de todo o corpo, inclusive das costas.

Mais soltos sob o efeito dessa substância, as estruturas responsáveis pela sustentação da coluna tem de fazer um esforço redobrado para mante-la no lugar. O resultado: dores na região lombar. Outro fator prejudicial e inerente ao período é a mudança no centro de gravidade.

“Com o crescimento do bebê, a curvatura da coluna vai se acentuando e o centro de gravidade é alterado”, afirma Ricardo Nahas, ortopedista do Hospital Nove de Julho, de São Paulo.

A postura causa dor, que aparece primeiro como um incômodo no final do dia, uma sensação de peso na região. Com a evolução dos meses, a dor apresenta-se como pontadas até finalmente instalar-se e virar presença constante no período de descanso da gestante. O uso de saltos nessa fase também pode piorar o quadro. Sapatos altos costumam arquear a coluna, aumentando o arco com a gravidez.

Mulheres que trabalham muito tempo sentadas também têm mais tendência a apresentar dores nas costas. Ficar na mesma posição pressiona a região lombar, contribuindo para o aparecimento ou intensificando o problema.

A hora de dormir também exige cuidados. A mulher sente dificuldade para se acomodar na cama por conta da barriga e acaba torcendo a coluna. O ideal é colocar um travesseiro entre as pernas, os joelhos devem estar dobrados, e, se houver necessidade, uma pequena almofada próxima ao abdome.

Hérnia de disco

Embora seja incomum o aparecimento de hérnia de disco na gravidez, mulheres que já têm este problema devem se precaver antes mesmo do início da gestação. Entre os preparativos para uma possível gravidez devem estar inclusas sessões de fisioterapia e exercício físico diário.

“O recomendado é que haja o fortalecimento da musculatura das costas para manter o equilíbrio da coluna e não prejudicar ainda mais uma hérnia já existente”, recomenda João Luiz Pinheiro Franco, neurocirurgião revisor científico da Spine, importante publicação do setor de Coluna.

A preparação da coluna antes da gestação, aliás, é a recomendação dos especialistas para aquelas que não quiserem sofrer com as lombalgias. Segundo eles, é possível evitar as dores nas costas e passar a gravidez tranquilamente. Para isso, é necessário a inclusão do exercício na rotina diária.

“Pode ser pilates, reeducação postural, alongamento, mas é importante que seja voltado a esse período específico”, recomenda Franco. Nahas reforça. “Os exercícios podem tirar a dor. Mesmo no caso de uma mulher sedentária, as medidas posturais fazem com que os músculos se reeduquem.”

Confira seis dicas para evitar – ou aliviar – as dores nas costas:

- Se estiver com dor, bolsas quentes ajudam a aliviá-la
- Cuidado ao abaixar para pegar objetos no chão. Dobre os joelhos, agache e só então alcance o objeto. Nada de inclinar a coluna, o peso pode machucá-la
- Durma confortavelmente, de preferência coloque um travesseiro entre os joelhos dobrados
- Faça exercícios físicos e alongamentos, fortaleça a musculatura das costas
- Não fique muito tempo sentada em uma mesma posição, levante-se, faça alongamentos, movimente-se
- Cuidado com saltos altos, a curvatura da coluna se acentua podendo causar dor