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sábado, 11 de junho de 2011

RS confirma segunda morte por gripe suína


A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou a segunda morte provocada pela influenza A (H1N1) – gripe suína – este ano. A vítima, um homem de 71 anos que morava em Bagé, tinha diabetes e morreu ontem após dar entrada na Santa Casa local. O paciente não havia sido vacinado contra a doença.

O estado já registra, ao todo, 87 casos notificados de infecção por influenza A (H1N1). Até o momento, quatro foram confirmados, incluindo uma gestante que responde bem ao tratamento e uma criança que já recebeu alta hospitalar.

Em razão do quadro epidemiológico, o secretário de Saúde do RS, Ciro Simoni, convocou uma reunião extraordinária do Comitê Estadual de Enfrentamento da Influenza A (H1N1) para segunda-feira.

Acabe com o sono depois do almoço

Conheça truques saudáveis para combater a sonolência diurna


Você sente sono depois do almoço? Pois esqueça o café.

Existem truques bem mais saudáveis para se manter atento e concentrado, válidos inclusive para quem trabalha diante do computador e em silêncio. Vamos lá?

Primeiramente, faça um exercício. Nada radical ou intenso, afinal seu corpo está se dedicando ao processo digestivo. Qualquer atividade pesada demais pode fazer você passar mal.

“Suba um lance de escadas ou ande um pouco”, recomenda Anderson Vieira, coordenador técnico da Academia Monday, unidade Plaza Sul.

O exercício leva poucos minutos para ser feito e consegue aumentar a frequência do coração.

“Com o aumento da frequência, ocorre também o aumento do fluxo sanguíneo que faz a pessoa despertar”, esclarece o educador físico.

O porquê do sono

O pneumologista e médico do sono Denis Martinez, autor do livro "Prática médica do sono" e um dos fundadores da Associação Brasileira do Sono, cita dois motivos para a sonolência diurna. Primeiro, o relógio biológico do ser humano apresenta naturalmente dois pequenos picos de sonolência diurna: um no início e outro no final da tarde. “Cães e gatos não dormem durante o dia? Isso é típico dos mamíferos”, explica.

Segundo, a ingestão de alimentos mais gordurosos no almoço favorece a sonolência. “Alimentos gordurosos dão mais sono, segundo um amplo estudo já realizado. O motivo ainda é desconhecido. Além disso, o mesmo estudo prova que comer muito ou pouco não interfere no sono”, afirma o especialista.

Isso derruba a antiga crença de que estômago e intestino exigem mais sangue para a digestão, o que causaria sono. Outra antiga crença sugere que o bicarbonato liberado no sangue durante a formação do suco gástrico teria a capacidade de prejudicar o sistema nervoso e causar sono. “Isso não tem nenhuma comprovação científica”, afirma o médico.

Outra confusão comum, afirma Martinez, diz respeito à presença de gás carbônico no sangue. “O gás carbônico não dá sono. Ele tira o sono e, por dormir mal, a pessoa fica sonolenta”, esclarece.

Insônia também aumenta a sonolência diurna e pode indicar depressão, doença que avança no mundo e desafia os médicos. O uso de alguns medicamentos também pode agravar a sonolência e até contraindicar a condução de carros ou manuseio de máquinas perigosas. A apneia do sono, um dos três inimigos do homem, é outro problema que prejudica a qualidade do sono e causa sonolência.

"É importante a pessoa dormir de seis horas e meia a oito horas bem dormidas, em vez de muitas horas. Quem dorme demais pode estar fazendo isso para compensar a noite mal dormida", explica o médico do sono.

Melhor horário para o exercício

Para combater a sonolência diurna, não adianta voltar caminhando rápido do restaurante, depois do almoço, para chegar ofegante na mesa e retomar o trabalho. O exercício ajuda a combater a sonolência depois que ela dá seus primeiros sinais. A combinação do exercício com uma xícara de café pode parecer interessante, mas quem sofre de gastrite ou refluxo, a doença da moda, pode ter os problemas agravados pela ingestão do café.

O uso constante de café também está associado à perda de massa óssea, que aumenta o risco de osteopenia ou osteoporose. As doenças se caracterizam pela presença de ossos fracos e quebradiços, e requerem ingestão regular de cálcio para serem evitadas.

Além da caminhada ou dos lances de escadas, a pessoa pode fazer exercícios de alongamento. “Mas isso não substitui o outro exercício, pois não é capaz de aumentar o fluxo sanguíneo”, alerta Vieira.

O alongamento ajuda a manter a flexibilidade e também é uma alternativa interessante para evitar lesões no trabalho, resultados de esforço por repetição.

Raio X (radiografia)


O que é
Exame que registra a imagem de ossos, órgãos ou formações internas do corpo utilizando raios X.

Para que serve
De baixo custo e disponível na grande maioria dos serviços de saúde do país, o Raio X serve para avaliar as condições de órgãos e estruturas internas como o pulmão e a coluna, para pesquisar fraturas e para acompanhar a evolução de tumores e doenças ósseas, entre outros.

Como é feito
O paciente e a máquina que irá fazer o exame são posicionados de acordo com o local do corpo a ser examinado. O técnico que realiza o procedimento dá orientações ao paciente sobre o que fazer antes, durante e depois do registro da imagem.Por vezes é necessário respirar fundo, prender a respiração ou manter uma determinada posição por alguns segundos, para o melhor registro da imagem. Os raios emitidos pela máquina não machucam. Ele passam através do corpo e “marcam” uma placa sensível, gerando a imagem do local desejado.

Preparo
Dependendo do local do exame é necessário tirar a roupa e acessórios (brincos, piercings, relógio, colar, etc.) que possam bloquear a passagem dos raios X e interferir na precisão do exame. Grávidas devem informar seu estado para receber a proteção adequada ao feto durante o exame.

Valores de referência
O resultado da radiografia é dado sob a forma de laudo, emitido pelo médico radiologista, que descreverá as alterações encontradas. O filme da radiografia também deve ser fornecido ao paciente.

Fratura por estresse atinge 25% dos corredores

Traumas de baixa intensidade, provocados repetidas vezes na mesma região, são risco para mulheres esportistas


A fratura por estresse é uma das principais complicações que a mulher adepta ao esporte pode enfrentar. Ela representa 10% das fraturas de atletas, índice que pode chegar a 25% no caso de praticantes de corrida.

“Existe uma combinação de fatores chamada tríade da mulher atleta, na qual distúrbios alimentares e alterações do ciclo menstrual afetam a massa óssea”, explica Cláudio Machado da Silveira, especialista em medicina do esporte da Federação Brasileira de Atletismo.

Diferente da fratura por impacto, causada por um trauma brusco e forte, o comprometimento ósseo por estresse é lento e gradual. “Ele é resultado de traumas de baixa intensidade, provocados repetidas vezes na mesma região”, detalha o ortopedista Marcelo Cabral do Rêgo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Em 95% dos casos, a fratura por estresse acomete os membros inferiores. “A tíbia sofre metade das lesões”, aponta Cabral.

Ossos elásticos

Por ser um tecido duro e calcificado, é difícil imaginar que o osso tenha elasticidade. Mas essa propriedade existe, e diminui gradualmente com o passar dos anos. Quando o osso é exposto a uma determinada pressão, ele cede igual a um elástico de roupas. Existe um limite de pressão que pode ser suportado sem que haja deformidade.


Escolha seus exercícios

Se o limite for ultrapassado, o osso não retorna a seu formato original, fenômeno chamado de deformação plástica. Se a pressão for ainda maior, o osso se rompe. Intensidade do treino, carga do exercício e preparo físico da pessoa são determinantes neste processo.

Esforço repetido

No caso das fraturas por estresse, a evolução do quadro é difícil de ser percebida porque o processo costuma acontecer lentamente. “Ele é provocado pela pressão, ou seja, por uma força sobre um espaço pequeno dos ossos”, explica Luis Fernando Funchal, ortopedista da SBOT.


Praticantes de esportes que requerem esforço repetido estão mais sujeitos a esse tipo de lesão. Embora os membros inferiores sejam os mais atingidos, os superiores não estão livres do problema. O médico cita casos em que tenistas tiveram a mão lesionada por estresse.

Uma forma eficiente de prevenir esse tipo de fratura é fortalecendo a musculatura. Ela pode absorver parte da pressão e aliviar o trauma ósseo do exercício.

Difícil diagnóstico

Apenas metade das fraturas por estresse são identificadas no primeiro exame de raio-x, porque muitas das lesões são pequenas demais para serem visualizadas, o que dificulta o diagnóstico. Uma solução é recorrer à cintilografia.“Quando ela dá resultado negativo, a suspeita de lesão por estresse pode ser totalmente eliminada”, comenta Cabral.

A opção mais adequada para esse tipo de diagnóstico é a ressonância magnética. O exame, porém, é caro, o que inviabiliza a detecção para muitos pacientes.

Já o tratamento da fratura por estresse é bem mais simples, muito parecido com os procedimentos adotados em caso de traumas por impacto brusco. São cirurgias, imobilização do membro e repouso, com a vantagem de uma recuperação mais rápida em muitos casos.

Contudo, a fratura por estresse requer uma investigação médica mais aprofundada, pois é preciso identificar o processo causador do problema para poder eliminá-lo. Nas fraturas por impacto brusco, o episódio causador da lesão é sempre evidente e pontual.

Risco maior em mulheres

As mulheres têm um fator de risco a mais para fraturas por estresse devido à queda na absorção de cálcio, problema que pode ser causado por treinos na intensidade errada. Sejam atletas ou simplesmente amantes do esporte, as mulheres tendem a combinar exercícios com dieta muito restritiva na busca pelo corpo perfeito.

“A obsessão pelo regime chega a configurar um distúrbio alimentar em 3% das mulheres não atletas e salta para pelo menos 15% entre o grupo das atletas”, aponta Ricardo Nahas, da comissão científica da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME).

Alimentação

Esse costuma ser o primeiro passo para a tríade da mulher atleta. Ao exagerar nos exercícios com uma alimentação pobre, o organismo sofre alterações hormonais que desregulam o ciclo menstrual. Em casos extremos, há cessação da menstruação.

“Isso é tido como uma consequência comum em mulheres esportistas, mas trata-se de uma doença. É algo grave”, alerta Nahas. Sem menstruar, quadro chamado de amenorreia, a mulher prejudica a absorção de cálcio pelo organismo, o que afeta os ossos.

“A amenorreia acomete 5% das praticantes amadoras de esportes e chega a atingir 46% das atletas brasileiras”, afirma o médico. O próximo passo, para completar a tríade da mulher atleta, é ter osteopenia ou osteoporose, doenças que aumentam drasticamente as chances de uma fratura por estresse. “Elas se tornam jovens atletas com ossos de velhas”, diz Nahas.

Osteoporose pode esconder tumor na medula

Mieloma múltiplo torna os ossos frágeis e favorece fraturas

Uma forte dor óssea que passou do fêmur para o joelho levou Lúcia Fava ao ortopedista. “Ele recomendou fisioterapia”, recorda. Era mais de uma sessão por semana, mas a dor não passava.

Por indicação de um amigo, Lúcia resolveu fazer acupuntura. Outra investida sem sucesso. A dor continuou misteriosa por cinco meses, até o dia em que ela se tornou insuportável. “Eu travei”, conta.

Graças à insistência de um primo médico, ela fez uma série de exames até surgir o diagnóstico de mieloma múltiplo, um tipo de câncer de sangue.

Histórias iguais à de Lúcia são frequentes, conta a hematologista Ana Lúcia Cornacchioni, da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). “Não é raro haver paciente que leva até dois anos para descobrir a doença”.

O tempo médio entre sintomas e diagnóstico ainda está sendo pesquisado pela entidade, mas os motivos que dificultam aproximar um do outro já são bem conhecidos. “O mieloma costuma atingir pessoas a partir dos 55 anos e acaba sendo confundido com outros problemas da idade”, explica a médica.

A osteoporose (ou osteopenia) é um deles. O mieloma ataca as células plasmáticas da medula óssea, responsáveis pela produção de anticorpos. No processo, é comum haver anemia e perda de massa óssea. “O paciente pode até precisar de reposição de cálcio”, aponta a hematologista.

Com os ossos frágeis, o paciente corre o risco de sofrer fraturas. Este é um sinal que facilmente confunde até médicos experientes, que se concentram no tratamento da disfunção óssea como se fosse algo da idade.

A fratura pode acontecer tanto por traumas pequenos como também por esforço repetido, a chamada fratura por estresse. O ortopedista Sergio Zylbersztejn, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot), confirma que os sintomas podem ser confundidos com uma osteoporose comum e alerta para outros problemas.

"A descalcificação dos ossos leva o cálcio para a circulação periférica e isso é muito perigoso", afirma. Com os vasos sanguíneos cheios de cálcio, a pessoa corre risco de problemas vasculares, entre eles o infarto.

Outra suspeita que pode acontecer, segundo Zylbersztejn, é por hiperparatireoidismo, doença relacionada ao funcionamento das glândulas paratiróides e que acelera a perda de massa óssea. Para evitar diagnósticos incompletos, Ana Lúcia alerta para um detalhe importante: “Osteoporose quase nunca causa dor.”

A dor costuma ser consequência de uma eventual fratura, nos estágios mais avançados da doença. Quando a descalcificação dos ossos já começa dolorida, isso pode ser um sinal de mieloma. "Uma radiografia pode mostrar lesões nos ossos, que são capazes de provocar fraturas só da pessoa virar na cama enquanto dorme", afirma Jane Dobbin, chefe do serviço de hematologia do Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Tríade do mieloma

Existe uma combinação de três sintomas que favorecem o diagnóstico do mieloma múltiplo. “Dor óssea, anemia difícil de tratar e infecções por repetição (garganta, ouvido, etc)”, enumera a especialista.

Para fechar o diagnóstico, o médico pode pedir um exame de sangue chamado eletroforese de proteína. Existem ainda outros procedimentos, como a biópsia de medula.

Depois do diagnóstico, o tratamento começa com quimioterapia ou transplante de medula óssea. “Eu fiz três transplantes”, conta Lúcia, que vive há 17 anos com a doença, desde 1994.

“Os médicos disseram que teria uma sobrevida de três meses”, recorda. O susto fez ela deixar o emprego, no consultório odontológico do marido, para se dedicar à própria saúde. “As coisas eram diferentes na época, parecia que ninguém sabia lidar com a doença”, conta.

Com o diagnóstico em mãos, Lúcia ligou para seu ortopedista e falou sobre o mieloma. “Ele ficou surpreendido. Disse que nem havia imaginado”, recorda.

Apesar de não ter sofrido nenhuma fratura, Lúcia perdeu massa óssea a ponto de configurar uma osteopenia. O tratamento envolve mudança dos hábitos alimentares e, em alguns casos, até uso de suplementos de cálcio, além de exercícios.

“Hoje faço caminhada, aulas de step, de combate e de pilates”, conta. Isso dá ritmo para sua vida, com a doença sob controle. “Levo uma vida normal. Além dos exercícios, faço viagens”, diz ela, hoje com 64 anos.

O mieloma múltiplo pode ser tratado com um verdadeiro arsenal de medicamentos hoje em dia. "Existem corticóides, radioterapia, quimioterapia e transplante de medula, que aumenta a sobrevida em até 10 anos", aponta Jane.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/osteoporose+pode+esconder+tumor+na+medula/n1597011903359.html