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sábado, 22 de outubro de 2011

Exames:Tipagem sanguínea ABO e sistema Rh

O que é
Exame de sangue que identifica o tipo sanguíneo e o fator Rh.

Para que serve
Com a determinação do tipo sanguíneo e do fator Rh é possível avaliar casos de transfusão de sangue e também a eritroblastose fetal – quando a mãe tem RH negativo e o filho, positivo. Na primeira gravidez, geralmente, não há problema. Na segunda, no entanto, o sistema imunológico da mãe produz anticorpos com mais rapidez e em maior quantidade e o sangue da mãe (RH negativo) no contato com o do filho (RH positivo) pode resultar em aborto.

Como é feito
O exame é feito pela coleta de uma pequena ampola de sangue direto de uma veia do braço ou de uma gota de sangue do dedo de uma das mãos.

Preparo
Não é preciso preparo prévio ao exame.

Valores de referência
Não há.

Fonte IG

Aborto espontâneo

Definição
Um aborto espontâneo é a perda involuntária de um feto de até 20 semanas de gestação. (Perdas gestacionais após as 20 semanas são denominadas partos prematuros.)
Um aborto espontâneo também pode ser chamado de "aborto involuntário". Ele se refere a eventos de causa natural, e não a abortos decorrentes de procedimentos cirúrgicos ou de uso de medicamentos.
Outros termos para perda gestacional prematura:
  • Aborto completo: Todos os materiais da concepção são expulsos do corpo
  • Aborto incompleto: Apenas alguns materiais da concepção são expelidos do corpo
  • Aborto inevitável: Os sintomas não podem ser interrompidos e o aborto tem que acontecer
  • Aborto infectado: A camada uterina e os demais materiais da concepção são infectados
  • Aborto retido: A gestação é interrompida, mas os materiais da concepção não são expelidos do corpo

Nomes alternativos

Aborto – espontâneo; Aborto espontâneo; Aborto – retido; Aborto – incompleto; Aborto – completo; Aborto – inevitável; Aborto – infectado; Aborto retido; Aborto incompleto; Aborto completo; Aborto inevitável; Aborto infectado

Causas, incidência e fatores de risco

A maioria dos abortos espontâneos são causados por problemas cromossômicos que impossibilitam o desenvolvimento fetal. Geralmente, esses problemas não estão relacionados aos genes dos progenitores.
Outras causas possíveis de abortamento espontâneo incluem:
  • Problemas hormonais
  • Infecção
  • Problemas físicos com os órgãos reprodutivos da mulher
  • Problemas com a resposta imunológica do organismo
  • Doenças graves que afetam todo o corpo (sistêmicas) na mãe (uma diabetes não controlada, por exemplo)
É estimado que metade dos óvulos fertilizados morrem e são abortados espontaneamente, geralmente antes que a mulher se dê conta da gravidez. Entre as mulheres que estão conscientes da gravidez, o índice de aborto é de 15 a 20%. A maioria dos abortos espontâneos ocorre até a sétima semana gestacional. O índice de abortos cai após o batimento do coração fetal ser detectado.
O risco de aborto espontâneo é mais elevado em mulheres:
  • Maiores de 35 anos
  • Que tiveram abortos espontâneos prévios

Sintomas

Os sintomas possíveis incluem:
  • Dor leve, entorpecente ou que provoca cólicas no abdome ou na parte inferior das costas
  • Tecido ou material similar a coágulos que saem da vagina
  • Sangramento vaginal, com ou sem cólicas abdominais

Exames e testes

Durante o exame pélvico, seu médico pode observar o colo uterino dilatado ou estreito.
A ultrassonografia abdominal ou vaginal pode ser realizada para verificação do desenvolvimento e batimento cardíaco do feto e da quantidade de sangramento.
Os seguintes exames sanguíneos podem ser realizados:
  • Tipagem sanguínea (se você possui sangue RH negativo, vai precisar de um tratamento com imuno-globulina humana anti-Rh Consulte: Incompatibilidade de Rh)
  • Hemograma completo para determinar a perda de sangue
  • HCG (qualitativo) para confirmar a gravidez
  • HCG (quantitativo) realizado periodicamente
  • Contagem diferencial de glóbulos brancos para descartar infecções

Tratamento



Foto: ADAM
O útero é um órgão muscular com paredes espessas, duas aberturas superiores para as trompas de Falópio e uma abertura inferior para a vagina

Quando o aborto espontâneo acontece, o tecido expelido através da vagina deve ser examinado para determinar se é de uma placenta normal ou uma mola hidatiforme. Também é importante verificar se há qualquer resquício de tecido gestacional no útero.
Se o tecido gestacional não é expulso naturalmente pelo corpo, a paciente precisa permanecer em observação por duas semanas. Podem ser necessárias cirurgias ou medicação (misoprostol, por exemplo) para a remoção dos resquícios gestacionais no útero.
Após o tratamento, o ciclo menstrual da paciente costuma recomeçar depois de algumas semanas. Qualquer sangramento vaginal deve ser cuidadosamente monitorado. É possível engravidar imediatamente na maioria das vezes. Entretanto, é recomendado que as mulheres aguardem um ciclo menstrual antes de tentar engravidar novamente.

Complicações

Um abortamento infectado poderá ocorrer se qualquer tecido da placenta ou do feto permanecer no útero após o aborto. Os sintomas de uma infecção incluem febre, sangramento vaginal que não para, cólicas e secreção vaginal com um odor forte. As infecções podem ser graves e exigem atendimento médico imediato.
São raras as complicações decorrentes de abortos completos. Entretanto, muitas mães e pais se sentem abatidos. Palavras de consolo como "vocês podem tentar de novo" ou " foi melhor assim" podem piorar a recuperação porque sua tristeza foi ignorada.
Mulheres que perdem um bebê após 20 semanas de gestação recebem um cuidado médico diferente. Isso é denominado parto prematuro ou morte fetal e requer atendimento médico imediato.

Ligando para o médico

Procure seu médico caso haja sangramento vaginal com ou sem cólicas durante a gestação.
Procure seu médico caso seja gestante e note perda de sangue ou líquido pela vagina (qualquer material deve ser coletado e levado para ser examinado).

Prevenção

Muitos abortos espontâneos decorrentes de doenças sistêmicas podem ser evitados detectando e tratando a doença antes da gravidez.
Os abortos espontâneos terão menor chance de ocorrer se você seguir um pré-natal completo o mais cedo possível e se você evitar ameaças ambientais (raios X, drogas e álcool, níveis elevados de cafeína e doenças infecciosas, por exemplo).
Quando o corpo da mãe está tendo dificuldade para manter uma gravidez, sinais (como sangramento vaginal leve) são possíveis de acontecer. Isso significa que há possibilidade de abortamento, mas não quer dizer que ele vai ocorrer. Uma gestante que apresenta qualquer sinal ou sintoma de ameaça de aborto deve procurar uma emergência obstétrica imediatamente.

Fonte IG

Pesquisadores ingleses identificam "interruptor da fertilidade"

Grupo descobriu que níveis muito altos ou muito baixos de uma proteína no útero estão ligados a infertilidade e abortos

Cientistas do Imperial College London, na Inglaterra, descobriram uma enzima que age como um "interruptor da fertilidade" e dizem que suas descobertas podem ajudar a tratar casos de infertilidade e aborto espontâneo, além de levar ao desenvolvimento de novos anticoncepcionais.

O estudo, publicado esta semana na revista Nature Medicine relata a descoberta dos pesquisadores: altos níveis de uma proteína chamada SGK1 estão ligados à infertilidade, enquanto que níveis muito baixos tornam a mulher mais propensa a ter um aborto espontâneo.

Enzimas são proteínas que catalisam, ou aumentam as taxas de reações químicas no corpo. Segundo Jan Brosens, que liderou o estudo no Imperial College e agora está atuando na Universidade de Warwick, os resultados sugerem que novos tratamentos para fertilidade e aborto espontâneo poderiam ser concebidos em torno da SGK1.

“Eu imagino que no futuro poderemos, quem sabe, tratar a camada que reveste o útero da mulher inundando-o com drogas que bloqueiam a SGK1 antes dela se submeter à fertilização in vitro”, disse ele em um comunicado.

“Outra potencial aplicação é usar o aumento dos níveis de SGK1 como um novo método de contracepção.”

A infertilidade é um problema mundial que, estimam os especialistas, afeta entre 9% e 15% das pessoas da idade fértil. Mais da metade dos afetados procura aconselhamento médico, na esperança de finalmente ser capaz de se gerar um bebê.

Uma em cada 100 mulheres que tentam engravidar tem abortos de repetição, uma condição definida como a perda de três ou mais gestações consecutivas. Neste estudo, a equipe de Brosen analisou amostras de tecido da camada que reveste o útero, doados por 106 mulheres que estavam sendo tratadas por infertilidade sem explicação ou por abortos recorrentes.

Aquelas com infertilidade inexplicada estavam tentando engravidar por dois anos ou mais, e os motivos mais comuns para a infertilidade haviam sido descartados. Os pesquisadores descobriram que o revestimento do útero nessas mulheres tinha altos níveis de SGK1, enquanto as que sofriam de abortos recorrentes tinham baixos níveis dessa proteína.

Em novos experimentos – estes feitos com ratos – a equipe descobriu que os níveis de SGK1 no revestimento do útero caem durante a janela fértil.

Quando os pesquisadores implantaram cópias extras de um gene SGK1 no revestimento do útero, as ratas eram incapazes de engravidar. Isto sugere uma queda nos níveis de SGK1 é essencial para tornar o útero receptivo aos embriões, reportou o grupo.

 Os pesquisadores disseram que qualquer tratamento futuro contra infertilidade que bloqueie a SGK1 precisaria ter um efeito de curto prazo, uma vez que baixos níveis da proteína após a concepção parecem estar relacionados ao aborto.

“Baixos níveis de SGK1 tornam o revestimento do útero vulnerável ao estresse celular, o que poderia explicar por que níveis baixos de SGK1 foram mais comuns em mulheres que tiveram abortos de repetição”, disse Madhuri Salker, do Imperial College, que também trabalhou no estudo.

“No futuro, talvez possamos fazer biópsias da mucosa que reveste o útero e identificar anormalidades que possam aumentar o risco de complicações na gravidez, para começarmos a tratá-los antes da mulher tentar engravidar.”

Fonte IG

Exames: Hepatite B e C (HBSAg e antiHCV)

O que são
Exames de sangue que detectam a presença dos vírus causadores da hepatite B e C na corrente sanguínea.

Para que servem
O HBsAg indica infecção pelo vírus da hepatite B(HBV) – ele está presente nas infecções agudas e crônicas. O anti-HCV é o marcador de triagem para a hepatite C. Indica contato prévio com o vírus, mas não define se a infecção é aguda, crônica ou se já foi curada.

Como são feitos
São colhidas amostras de sangue de uma veia do braço do paciente.

Preparo
Não é necessário jejum. Deve-se informar o uso de qualquer medicamento. As mulheres devem informar se estão grávidas.

Valores de referência
Positivo ou Negativo para HBsAg e anti-HCV.

Fonte IG

Mulheres são alvo da hepatite autoimune

Doença é subdiagnosticada por causa da falta de especialistas e de conhecimento no assunto

As respostas errôneas do sistema imunológico também podem atingir órgãos importantes, como o fígado. O sistema de defesa do corpo provoca inflamação crônica, atacando o fígado e levando à formação de fibrose. Cerca de 10% de todas as hepatites crônicas tratadas nos centros de referência do país são autoimunes, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Os números, que parecem reduzidos, estão longe de representar a realidade. “O Brasil tem poucos hepatologistas e a doença é subdiagnosticada. Infelizmente, o diagnóstico tardio é a regra”, afirma o presidente da SBH, Raymundo Paraná.

Na maioria dos casos, a doença só é identificada quando há comprometimento do órgão. Normalmente não há sintomas característicos, mas o paciente pode apresentar cansaço, pele e mucosas amareladas (icterícia), náusea e dores abdominais e articulares.

Não há um exame específico capaz de identificar a hepatite autoimune. Os médicos indicam uma avaliação hepática simples, por meio de exames de sangue, com determinação de marcadores específicos e aliam a características clínicas.

Elas
Esse tipo de hepatite é três vezes mais comum em mulheres do que em homens. “Elas estão mais propensas a doenças autoimunes em todos os órgãos e tecidos do corpo. O motivo ainda é desconhecido”, explica o hepatologista. Os médicos já identificaram, porém, as idades em que a doença é mais prevalente: em mulheres entre 15 e 25 anos e aquelas na pós-menopausa.

A gastroenterologista Debora Raquel Benedita Terrabujo, em seu estudo “20 anos de hepatite autoimune no Hospital das Clínicas”, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), acompanhou 268 pacientes atendidos no período. A idade média de diagnóstico foi de 29 anos.

Para Paraná, justamente por esse caráter feminino, os ginecologistas são os grandes aliados na luta contra a doença. “Estamos trabalhando juntos para que esses profissionais solicitem os exames às mulheres a partir dos 45 anos”, diz.

Tratamentos
“Reconhecer a hepatite autoimune e diagnosticá-la precocemente evita a cirrose hepática”, alerta Paraná. Os tratamentos disponíveis são o corticosteroide e a azatioprina, ambos disponíveis na rede pública de saúde, que podem ser ministrados individualmente ou concomitantemente.

A doença é responsável por até 3% dos transplantes hepáticos em crianças e 4% a 6% em adultos nos EUA e Europa. No Brasil, de acordo com levantamento do estudo “20 anos de hepatite”, 26,9% dos transplantados enfrentaram a volta da hepatite em quatro anos.

Fonte IG