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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Planos de saúde se recusam a pagar tratamento contra câncer, aponta levantamento

Procedimentos mais negados pelas operadoras são a quimioterapia e a radioterapia

Planos de saúde se recusam a arcar com despesas de tratamentos caros, como câncer e doenças do coração, de acordo com levantamento realizado pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).
O estudo, denominado Judicialização da Assistência Médica Suplementar, desenvolvido pelo pesquisador Mário Scheffer, analisou 782 decisões judiciais relacionadas à exclusão de cobertura de planos de saúde, julgadas em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), em 2009 e 2010. As informações são da Agência USP.

A análise dos processos revelou que os procedimentos mais negados pelas operadoras foram a quimioterapia e a radioterapia, ambos tratamentos de combate ao câncer. Juntos, correspondem a 35,95% das ações judiciais que mencionam procedimentos médicos recusados pela cobertura.

No que se refere aos insumos, as órteses, próteses, exames diagnósticos e medicamentos foram os mais excluídos pelos planos de saúde.

Fonte R7

Chá verde ajuda a reduzir o colesterol

Pesquisadores avaliaram dados de 20 estudos; bebida não pode substituir remédio

O chá verde pode ajudar a reduzir o colesterol, diz um novo estudo publicado no Journal of the American Dietetic Association.

A pesquisa testou os efeitos tanto do chá como de cápsulas contendo catequinas, compostos da bebida associados à redução do colesterol.

Na xícara, a bebida foi mais eficaz do que em cápsulas, dizem os pesquisadores da Western University of Health Sciences, na Califórnia.

"Quem toma remédios para controlar o colesterol não deve abandonar a medicação e trocá-la pelo chá", advertem os autores. Mas, segundo eles, somar a bebida à dieta pode ser um meio de melhorar as taxas de colesterol.

Os pesquisadores, no entanto, não descobriram fortes evidências de que o chá aumente o chamado bom colesterol, ou diminua os triglicérides _ outro tipo de gordura.

Para chegar à conclusão, os autores avaliaram os resultados de 20 estudos que envolveram um total de 1.415 adultos. Os participantes eram designados para grupos que tomavam chá todos os dias, em cápsulas ou bebida, ou para fazer parte do grupo controle, que recebeu apenas placebo.

Os estudos duraram entre três semanas e seis meses e seus benefícios parecem limitados às pessoas que já tinham colesterol alto quando começaram a usar o chá.

Várias pesquisas que examinaram se o chá ou seus extratos para beneficiar os níveis de colesterol chegaram a diferentes conclusões.

Fonte Estadão

Assembleia aprova projeto que abre caminho para 'porta dupla' no HC

Foi aprovado ontem na Assembleia Legislativa de São Paulo, por 58 votos a favor e 19 contra, o projeto de lei que transforma o Hospital das Clínicas (HC) da USP em autarquia de regime especial.

O texto dá mais autonomia administrativa para a entidade e pode representar, segundo críticos, a base legal para o atendimento a planos de saúde - sistema conhecido como "porta dupla".


Se o projeto for sancionado pelo governador Geraldo Alckmin, o hospital passa a ter autonomia para, por exemplo, criar e extinguir cargos e contratar funcionários pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mas o trecho mais polêmico do projeto é aquele que aponta como uma das fontes de recursos do hospital os "convênios, contratos e outros ajustes, para execução de serviços no campo de sua especialidade".

Momentos antes da votação, foram suprimidos dois parágrafos do texto. Um deles autorizava o hospital a "realizar convênios e contratos com fundações e entidades de apoio" e o outro permitia a "interveniência das suas fundações de apoio nos recursos oriundos do atendimento aos pacientes SUS, de convênios e particulares".

Para o deputado Adriano Diogo (PT), o texto ainda dá margem para o reconhecimento legal dos convênios mantidos com planos de saúde. "É um dos maiores processos de privatização na saúde. Eles (administração do hospital) poderão fazer o que quiser. Não há limite estabelecido para o atendimento a planos."

Já o líder do governo na casa, deputado Samuel Moreira (PSDB), afirma que o texto não faz qualquer menção ao tema saúde suplementar. "São suposições, argumentos falsos. Não tem nada no projeto que afirme que o HC vai ser privatizado ou vai aumentar o atendimento a planos. O hospital vai continuar fazendo o que sempre fez."

Segundo José Otávio Auler Júnior, do Conselho Deliberativo do HC, os convênios mencionados no texto não têm relação com a saúde suplementar e sim com entidades de fomento à pesquisa, por exemplo. Mas esse ponto só deve ficar claro depois que a lei for regulamentada.

Mudanças. O projeto, de autoria do ex-governador Cláudio Lembo, passou por diversas modificações. Na semana passada, foi incluído um trecho segundo o qual recursos provenientes de convênios "deverão se dar sem prejuízo do Sistema Único de Saúde, sendo obrigatória a priorização da prestação de serviços aos usuários desse sistema".

Apesar das modificações, o texto ainda permite a legitimação e a ampliação do atendimento a particulares, afirma Mario Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda. A ONG entrou com uma representação contra o projeto de lei no Ministério Público (MP) de São Paulo.

Procurado pela reportagem, o promotor Luiz Roberto Faggioni afirma que o MP vai acompanhar a aplicação da lei. "O problema não é transformar o HC em autarquia, mas sim como a autarquia vai ser gerida e quais os convênios ela vai fazer. O texto pode ser usado para isso (ampliar convênios com planos), mas não podemos prever o futuro."

Fonte Estadão

Governo vai qualificar 150 mil portadores de deficiência

Plano terá ações nas áreas da saúde, educação, acessibilidade e inclusão social

O plano Viver sem Limite vai oferecer até 150 mil vagas para a qualificação profissional das pessoas com deficiência. Com previsão de R$ 7,6 bilhões em investimentos até 2014, o plano lançado nesta quinta-feira, 17, pelo governo federal busca ampliar a integração da pessoa com deficiência na sociedade.

As ações do Viver sem Limite, nome dado ao Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, estão distribuídas em quatro eixos: educação, saúde, inclusão social e acessibilidade. “Estamos aqui hoje também para reforçar e ampliar um dos compromissos mais profundos do nosso governo que é a luta contra a desigualdade e a favor da oportunidade para todos”, disse a presidenta Dilma Rousseff, ao iniciar o discurso.

“Acreditamos que vamos otimizar recursos, trabalhar por resultados e assegurar nosso objetivo com esse plano que é uma vida melhor com dignidade e respeito para as pessoas com deficiência”, destacou a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, no Palácio do Planalto. Durante a cerimônia, foi anunciada a criação da Secretaria Nacional de Acessibilidade e Programa Urbanos, no Ministério das Cidades.

Na educação, o plano prevê investimento de R$ 1,8 bilhão em ações como a adaptação de 42 mil escolas públicas e instituições federais de ensino. Também serão adquiridos 2,6 mil ônibus acessíveis para o transporte de 60 mil alunos. A contratação de 648 professores de libras é outra ação do plano, assim como a implantação de mais salas com recursos multifuncionais.

Na área de saúde, que terá R$ 1,4 bilhão em recursos, o número de exames do teste do pezinho será ampliado e, a partir de 2012, duas novas anormalidades poderão ser detectadas por esse procedimento.

A rede de produção e acesso à órtese e prótese será ampliada, e o Sistema Único de Saúde (SUS) destinará recursos para adaptação e manutenção de cadeiras de rodas. "Muitas vezes, as pessoas adquirem as cadeiras, mas não têm a condição de ajustá-las e de fazer a manutenção quando estragam", explicou o secretário nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Secretaria de Direitos Humanos, Antônio José Ferreira.

Na área de promoção da inclusão social, serão implantados centros de Referência para apoiar as pessoas com deficiência em situação de risco, como as que vivem em extrema pobreza. A previsão orçamentária para essa área chega a R$ 72,2 milhões.

O eixo acessibilidade terá à disposição R$ 4,1 bilhões para criar cinco centros de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guias em cada uma das regiões do país. Atualmente, só existem dois instrutores qualificados no Brasil. Além disso, assim como o anunciado no Minha Casa, Minha Vida 2, o plano reafirma que 100% das unidades serão projetadas com possibilidade de adaptação para receber pessoas com deficiência.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 mostram que 23,91% da população brasileira tem algum tipo de deficiência.

Fonte Estadão

Mercado negro de óvulos de universitárias cresce na China

Anúncios nas redes sociais mais populares do país solicitam doadoras de óvulos em troca de centenas de dólares

Um bizarro mercado negro surgiu com força em Pequim, onde são oferecidos de US$ 780 até US$ 4,725 mil pelos óvulos de universitárias chinesas, informaram nesta semana diversos meios de comunicação locais.

Nas redes sociais mais populares do país, como Renren, QQ, e Weibo, são publicados anúncios solicitando doadoras de óvulos em troca de pagamento de algumas centenas de dólares, o que atraiu muitas universitárias, em um país onde chegar ao ensino superior continua sendo um símbolo de status social.

Um dos anúncios, por exemplo, pede uma menina de mais de 1,60 metros de altura e olhos lindos. "Os estudantes que não sejam da Universidade Tsinghua ou de Pequim, por favor, esqueçam", assinala.

Após responder o anúncio, a interessada em vender seus óvulos deve preencher um formulário com seus dados médicos, mas as agências compradoras não assinam nenhum contrato para, segundo indicam as empresas, proteger a intimidade e a segurança de ambas partes.

Além disso, existem sites dedicados a este comércio ilegal, onde são organizadas entrevistas com universitárias de entre 20 e 30 anos para colocá-las em contato com possíveis compradores de óvulos, normalmente casais de 40 anos.

Segundo as informações, ter pálpebras duplas (algo pouco frequente no Oriente) ou determinados tipos sanguíneos, como o B ou o C, são uma vantagem para as interessadas em vender seus óvulos.

Na China é ilegal comprar estes óvulos, ou inclusive recebê-los de graça, por isso apenas as mulheres que tenham óvulos extras depois de serem submetidas à fertilização in vitro podem doar seus óvulos legalmente.

De acordo com a imprensa chinesa, as agências vendedoras de óvulos recebem entre US$ 7,8 mil e US$ 15 mil por óvulo.

Fonte Estadão