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sexta-feira, 30 de março de 2012

Remédios distribuídos pelo Ministério da Saúde terão nova embalagem

Os medicamentos distribuídos pelo Ministério da Saúde receberão nova embalagem. Dentro de seis meses, todas as empresas, publico e privadas, que comercializarem com o governo federal deverão adotar um novo modelo visual para as caixas, nas cores verde e branco.

As modificações incluem maior destaque ao nome do princípio ativo e ao símbolo do SUS (Sistema Único de Saúde).

Desde 2002 as embalagens dos medicamentos distribuídos pelo ministério já seguem um padrão diferente das comercializadas no mercado, e levavam as cores branco e azul.

A medida foi publicada nesta quinta-feira, no Diário Oficial da União, em uma nova resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Julia Borba/Folhapress
Novas embalagens dos medicamentos distribuídos pelo Ministério da Saúde
Novas embalagens dos medicamentos distribuídos pelo Ministério da Saúde

De acordo com o diretor-presidente da agência, Dirceu Barbano, a embalagem anterior recebeu diversas críticas, tanto de pacientes em tratamento, quanto dos profissionais de saúde. "Havia muita informação nas embalagens, era muito poluído. Agora há menos palavras escritas. Quem usa muitos remédios em um mesmo dia poderia fazer confusão. Não é uma mudança estética apenas", afirmou.

A nova regra também deve minimizar a venda clandestina de medicamentos. "Já houveram muitos episódios no SUS de problemas como esse, ainda que já houvesse nessas caixas uma indicação de que o produto não poderia ser vendido", completou Barbano.

As secretarias municipais e estaduais que tiverem interesse em licitar medicamentos -- seguindo o novo modelo de rotulagem -- poderão fazê-lo. No entanto, não será uma medida obrigatória, como é no caso dos medicamentos distribuídos pelo Ministério da Saúde.

As licitações que já foram concluídas e os remédios que ainda estão sendo distribuídos poderão continuar em circulação.

Fonte Folhaonline

Babosa e hortelã entram na lista de remédios oferecidos no SUS

A babosa, a hortelã e o salgueiro são os novos fitoterápicos a entrar na lista oficial de medicamentos do SUS (Sistema Único de Saúde). A informação foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira.

A lista é atualizada a cada dois anos e tem agora 810 itens, como medicamentos, vacinas e insumos.
A babosa é indicada para o tratamento de queimaduras e psoríase (doença inflamatória da pele); a hortelã, para síndrome do cólon irritado; e o salgueiro, para dor lombar.

Desde 2007, o SUS usa remédios fitoterápicos, que agora chegam a 11. Em 2009, apenas dois, feitos à base de guaco (para tosse) e espinheira-santa (para úlcera e gastrite), estavam na lista. Na época, outras 71 plantas medicinais aguardavam na fila.

Para entrar no rol, o fitoterápico precisa ser industrializado, ter registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e eficácia comprovada.

A nova relação traz também os remédios finasterida e doxasozina (convencionais) usados contra o crescimento anormal da próstata.

A lista praticamente dobrou, passando de 470 itens, em 2010, para 810, por causa da inclusão dos medicamentos para doenças raras, vacinas e insumos. Antes, eram listados somente os remédios considerados essenciais, utilizados no tratamento das doenças mais recorrentes.

Estão de fora da lista os remédios para câncer, oftalmológicos e aqueles usados no atendimento de urgência e emergência, pois constam em outra relação nacional.

O rol é formulado por uma comissão técnica formada por representantes do ministério, da Anvisa, da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), da Fundação Oswaldo Cruz e de associações médicas.

Os outros fitoterápicos que o SUS oferece são:
espinheira-santa (dispepsias, coadjuvante no tratamento de gastrite e úlcera duodenal);

guaco (expectorante e broncodilatador);

alcachofra (colagogos e coleréticos em dispepsias associadas a disfunções hepatobiliares);

aroeira (produtos ginecológicos anti-infecciosos tópicos simples);

cáscara-sagrada (constipação ocasional);

garra-do-diabo (anti-inflamatório --oral -- em dores lombares, osteoartrite);

isoflavona-de-soja (climatério -- coadjuvante no alívio dos sintomas);

unha-de-gato (anti-inflamatório --oral e tópico -- nos casos de artrite reumatóide, osteoartrite e como imunoestimulante);

aloe vera (queimaduras e psoríase).

Para ter acesso a um medicamento da lista do SUS, o paciente deve apresentar receita médica na rede pública. Com base na lista nacional, cada município tem autonomia para fazer sua própria relação de remédios.

Fonte Folhaonline

Casos de infecção por superbactéria KPC crescem no país

A superbactéria KPC, resistente à maior parte dos antibióticos, avançou nos hospitais desde o surto de 2010.

No Distrito Federal, principal foco das infecções naquele ano, as notificações de casos aumentaram 68% de 2010 (426) para 2011 (715). Segundo a Secretaria de Saúde do DF, 56 pessoas morreram.

No Espírito Santo, eram sete os casos confirmados em 2010. Em 2011, o número subiu para 37, nos três primeiros meses deste ano, 15. Nove pessoas morreram.

Santa Catarina tinha registrado três casos até outubro de 2010, quando, por causa do surto, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pediu aos Estados que enviassem dados sobre KPC. Depois disso, houve 43 casos e três mortes.

Como a KPC normalmente atinge pessoas com doenças graves, não é possível dizer que todas as mortes foram causadas pela superbactéria.

Outros Estados que em 2010 não tinham relatado casos à Anvisa também já têm registros. No Ceará, foram 103 casos suspeitos no ano passado. Neste ano, já há 45. Duas pessoas morreram.

Segundo a Anvisa, o primeiro caso de infecção hospitalar causada por KPC no Brasil foi registrado em 2005.

A superbactéria existe em hospitais porque nesses ambientes há uso frequente de antibióticos, o que favorece o aumento da resistência. Entre as recomendações para evitá-la estão o isolamento de pacientes infectados e o controle da higiene hospitalar.

Minas Gerais, São Paulo e Goiás também registraram casos em 2010. Em Minas, houve uma ligeira queda no números da infecção (12 em 2010, 11 em 2011).

São Paulo, que registrou 70 pessoas infectadas em 2010, não forneceu dados do ano passado. Goiás também não informou dados de 2011.

Editoria de Arte/Folhapress

Prevenção
A Secretaria de Saúde do DF afirmou que dá cursos para profissionais de hospitais. Segundo a pasta, apesar do aumento no número de casos, houve queda em alguns locais, o que mostraria que não há uma endemia.

A coordenadora de controle de infecção de Santa Catarina, Ida Zoz, disse que o treinamento de funcionários para evitar a contaminação foi reforçado e que o aumento de registros pode ter ocorrido porque a notificação dos casos foi reforçada em 2010.

Espírito Santo e Ceará também dizem que pode ter havido subnotificação antes de 2010. Segundo a Anvisa, nenhum Estado registrou surtos neste ano ou em 2011.

Fonte Folhaonline

Metade dos cânceres seria evitável com adoção de vida saudável

Metade de todos os cânceres poderia ser evitada se as pessoas adotassem estilos de vida mais saudáveis, afirmaram cientistas americanos em um estudo publicado na quarta-feira.

O tabagismo é responsável por um terço de todos os casos de câncer nos Estados Unidos e até três quartos dos casos de câncer de pulmão no país poderiam ser evitados se as pessoas não fumassem, destacaram em artigo publicado na revista "Science Translational Medicine".

Estudos científicos já demonstraram que muitos outros tipos de câncer também seriam evitados, seja com vacinas --como as disponíveis contra o HPV (víru papilomavírus humano) e a hepatite, que podem provocar câncer de colo do útero e de fígado-- ou com proteção contra a exposição ao sol, que pode causar câncer de pele.

O conjunto da sociedade deve reconhecer a necessidade destas mudanças e levá-las a sério na tentativa de desenvolver hábitos mais saudáveis, alertaram os pesquisadores.

"É hora de investirmos em aplicar o que sabemos", disse a principal autora do artigo, Graham Colditz, epidemiologista do Centro Oncológico Siteman da Universidade de Washington, no Missouri.

Praticar exercícios, comer bem e não fumar são hábitos chave para evitar quase a metade das 577.000 mortes por câncer nos Estados Unidos previstas para este ano, um número superado apenas pelas doenças cardíacas, acrescentou o estudo.

Mas os especialistas destacaram uma série de obstáculos para as mudanças de hábito em uma sociedade na qual, segundo estimativas, foram diagnosticados mais de 1,6 milhão de casos de câncer este ano.

Entre os obstáculos, destacaram o ceticismo de que o câncer pode ser evitado e o hábito de intervir tarde demais para deter ou prevenir um tumor maligno já instalado.

Além disso, grande parte das pesquisas sobre o câncer se concentra no tratamento no lugar da prevenção, e tende a ter uma visão de curto prazo no lugar de um enfoque de longo prazo.

"Os seres humanos são impacientes e esta característica humana, em si, é um obstáculo para a prevenção do câncer", ressaltou o estudo.

As grandes diferenças de renda entre as classes sociais altas e as baixas, que fazem com que os pobres tendam a ficar mais expostos a fatores de risco do que os ricos, complicam ainda mais o panorama.

"A contaminação e a delinquência, o transporte público deficiente, a falta de parques para brincar e fazer exercícios e a ausência de supermercados com alimentos frescos dificultam a adoção e a prática constante de um estilo de vida que reduza ao mínimo o risco de câncer e outras doenças", destacou o estudo.

"Assim como nos outros países, a estratificação social nos Estados Unidos exacerba as diferenças de estilo de vida, como o acesso a cuidados de saúde, a prevenção especial e os serviços de detecção precoce", informaram os especialistas.

"As mamografias, os exames de cólon, o apoio para a dieta e a nutrição, os recursos para parar de fumar e os mecanismos de proteção solar simplesmente estão menos disponíveis para os pobres", acrescentaram.

Isto significa que qualquer tentativa de superar as profundas desigualdades sociais deve ser apoiada por mudanças de política, disse outra autora do estudo, Sarah Gehlert, da Escola de Trabalho Social e da Escola de Medicina da Universidade de Washington.

"Depois de trabalhar em saúde pública durante 25 anos, aprendi que se quisermos mudar a saúde, temos que mudar as políticas", acrescentou.

"Uma política estrita sobre o tabaco é um bom exemplo. Mas não podemos fazer a mudança de política por nossa conta... O que se requer é uma massa crítica de pessoas para falar com mais firmeza sobre a necessidade de uma mudança", acrescentou.

Fonte Folhaonline

Pessoas que consomem chocolate frequentemente são mais magras

As pessoas que comem chocolate com frequência costumam ter um índice de massa corporal menor que as pessoas que não o consomem.

O estudo é da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e foi publicado na revista "Archives of Internal Medicine".

Realizado pela médica Beatrice Golomb e equipe, a pesquisa oferece um consolo àqueles que acreditam que comer chocolate pode traduzir-se em alguns quilos a mais.

O consumo moderado de certos tipos de chocolate, em particular os mais puros, está relacionado com algumas mudanças metabólicas favoráveis associadas à pressão arterial, à sensibilidade à insulina e aos níveis de colesterol.

A equipe descobriu que comer pequenas quantidades de chocolate pode reduzir a deposição de gordura por caloria e compensar as calorias extras de seu consumo.

Para avaliar essa hipótese, os pesquisadores analisaram as informações de 1.018 pacientes, homens e mulheres, sem problemas cardiovasculares prévios, diabetes e altos níveis de colesterol.

Os participantes responderam a perguntas sobre seus hábitos alimentícios, quantas vezes por semana consumiam chocolate e mediram seu índice de massa corporal (IMC).

Segundo os dados reunidos, os participantes tinham 57 anos em média, comiam chocolate duas vezes por semana e faziam exercício 3,6 vezes por semana.

O estudo revelou que "os adultos que consumiram o chocolate com mais frequência tinham um IMC mais baixo que aqueles que consumiram chocolate menos frequentemente".

A equipe ressaltou que o estudo enfatiza as associações metabólicas favoráveis do chocolate, mas frisam que seria necessário fazer mais pesquisas para estabelecer os benefícios metabólicos do cacau.

O problema, explicam, é que aos produtos do chocolate em sua forma habitual se acrescenta açúcar e gordura. Por isso, advertem que o estudo não elimina a possibilidade que alguns chocolates elevem o índice de massa corporal ou que em algumas pessoas o consumo reduzido não tenha o mesmo efeito.

Fonte Folhaonline