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sexta-feira, 30 de março de 2012

Humanos são responsáveis pela maioria das bactérias em ambientes fechados

Quantidade de bactérias no ar não representa riscos,
mas é importante para avaliar qualidade do ar
Estudo mostra que apenas uma pessoa pode expelir até 37 milhões de micróbios no ar

Um novo estudo divulgado por engenheiros da Universidade de Yale indica que a simples presença de uma pessoa em uma sala pode levar 37 milhões de bactérias ao do local a cada hora - o que se acumula com os microrganismos já deixados por outros ocupantes anteriormente, de acordo com a pesquisa, publicada no site Indoor Air.

"Vivemos em uma sopa de micróbios, e um grande ingrediente são nossos próprios microrganismos", diz Jordan Peccia, professor de engenharia ambiental em Yale e principal figura por trás do estudo. "A maioria das pessoas reprojeta no ar o que foi depositado no ambiente antes. A poeira que se acumula no chão é a maior fonte de bactérias que respiramos", continua.

Estudos anteriores catalogaram a variedade de germes presentes no locais frequentados no dia-a-dia. Mas este é o primeiro que quantifica o efeito que a presença de um ser humano tem sobre o ar de algum local fechado.

Peccia e sua equipe mediram e analisaram partículas biológicas em uma sala da universidade por um período de oito dias - quatro com o ambiente periodicamente ocupado, quatro com ele vazio. Portas e janelas foram sempre mantidas fechadas e os sistemas de ar condicionado e ventilação estavam operando a níveis normais.

Após separar as partículas por tamanho, os pesquisadores descobriram que "a presença humana foi associada com o aumento substancial da concentração" de bactérias e fungos no ar. Partículas médias ou grandes registraram um aumento ainda maior, o que é um dado importante, já que o tamanho afeta a possibilidade da partícula ser filtrada pelo aparelho respiratório. "O tamanho é a principal variável", diz Peccia.

De acordo com os pesquisadores, 18% de todas as emissões na sala - incluindo as recém expelidas e as depositadas anteriormente - foram provenientes dos humanos, em comparação às vindas de plantas e outras fontes. Dos 15 tipos mais abundantes detectados, quatro são diretamente ligadas ao homem, inclusive a mais comum, Propionibacterineae, encontrada na pele.

Os números, porém, não representam riscos à saúde, de acordo com Peccia, já que menos de 0,1% das bactérias presentes em ambientes fechados são infecciosas. Mas compreender o que o ar de ambientes fechados carrega é importante para o desenvolvimento de novas técnicas para melhorar a qualidade do ar, completa.

Fonte Estadão

Cientistas publicam 'enciclopédia' do câncer

Livro vai ajudar pesquisadores a desenvolverem novas medicações e técnicas de tratamento

Cientistas americanos e europeus publicaram o primeiro volume de um "livro de conhecimentos do câncer", que deve acelerar a pesquisa para o desenvolvimento de novos remédios para a doença e auxiliar na busca por novos tratamentos. A "enciclopédia" terá principalmente dados sobre como as células cancerígenas reagem aos medicamentos, segundo a revista Nature.

Os dados publicados no livro foram obtidos a partir de estudos feitos com células cancerígenas desenvolvidas em laboratórios, uma ferramenta essencial para pesquisas em torno da doença. Existem centenas de células diferentes, o que permite que os cientistas analisem a reação de cada uma delas aos medicamentos.

Agora, uma equipe do Instituto Wellcome Trust Sanger e vários institutos de câncer ao redor do mundo divulgaram o trabalho catalogando os dados. Os cientistas britânicos, junto de colegas dos Estados Unidos, da França e da Suíça, avaliaram a reação de mais de 600 tipos de células a 130 remédios, identificando sinais genéticos ligados à sensibilidade delas aos medicamentos.

Alguns resultados já aparecem como benéficos para os pacientes, inclusive a descoberta de que o sarcoma de Ewing, um raro câncer ósseo mais comum em crianças, é vulnerável a alguns remédios.

O doutor Mathew Garnett, um dos líderes da equipe que publicou o trabalho, disse que é uma questão de cruzar dados e descobrir quais células são mais sensíveis aos remédios e os porquês disso. "É o maior estudo do tipo ligando reação a drogas a marcas genéticas. Esses grandes estudos são necessários para identificar a linhagem celular mais suscetível a tratamentos", afirmou.

O próximo passo é usar as informações para criar tratamentos personalizados para os pacientes de câncer, o que envolveria a coleta de uma "impressão digital genética" do tumor e então compará-la com os dados publicados.

Alguns remédios de combate ao câncer já estão disponíveis no mercado para pacientes com um certo código genético. O mais conhecido é o Herceptin, um medicamento para o câncer de mama efetivo para mulheres que têm o gene HER2.

Para o professor Charles Swanton, do Instituto de Pesquisas do Câncer de Londres, o livro é "uma fonte inestimável" que dá "informações extremamente úteis" para os pesquisadores. "Essa nova fonte vai acelerar as pesquisas e pode servir como um guia para desenvolvermos tratamentos personalizados no futuro", conclui.

Fonte Estadão

Vacinação contra gripe sazonal começa em 5 de maio

Vacina utiliza as três cepas de vírus de maior circulação no país no ano anterior, incluindo a gripe suína

A campanha nacional de vacinação contra a gripe sazonal ou gripe comum será feita entre os dias 5 e 25 de maio. A vacina utiliza as três cepas de vírus que mais circularam no país no ano anterior e, de acordo com o Ministério da Saúde, vai imunizar também contra a influenza A(H1N1) - gripe suína.

O público-alvo da campanha inclui idosos (a partir de 60 anos), população indígena, crianças com idade a partir de 6 meses e menores de 2 anos, grávidas em qualquer período de gestação e profissionais de saúde.

A pasta informou que, apesar dos casos de infecção e morte por H1N1 registrados nas regiões Norte e Nordeste em pleno verão brasileiro, não há previsão de antecipação da campanha.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, onde pelo menos duas mulheres grávidas tiveram a doença, o período de chuva provoca maior aglomeração de pessoas em ambientes fechados, o que facilita a disseminação do vírus.

Dados do ministério indicam que, no ano passado, cerca de 25 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe sazonal. Em 2011, assim como este ano, quem recebeu a vacina também ficou imunizado contra a gripe suína.

Fonte Estadão

Acreditar estar bêbado aumenta a autoestima, diz estudo

Pesquisa aborda o papel do álcool no grau de atração que cada pessoa atribui a si própria

Uma equipe internacional de cientistas provou por meio de um estudo divulgado nesta quinta-feira, 29, que apesar de as pessoas se sentirem mais sedutoras conforme a quantidade de álcool que ingerem, a melhora da percepção sobre si mesmo não é consequência das bebidas, mas de um efeito "placebo" causado pelo álcool.

O estudo, intitulado "Beauty is in the eye of the beer holder" (A beleza está no olho do que segura a cerveja), aborda o papel do álcool no grau de atração que cada pessoa atribui a si própria e para sua aplicação foi utilizado um grupo de pessoas em um laboratório e em um bar, segundo publicou a Universidade Paris Descartes.

O estudo levantou duas hipóteses: o consumo melhoraria o grau de atração que cada pessoa confere a si própria, ou haveria respostas mais polarizadas que fizessem com que aqueles que se considerassem interessantes reforçassem essa crença, enquanto aqueles que não tivessem a mesma visão positiva se afundariam em seus defeitos.

Na primeira parte, feita com 19 pessoas em um bar, os participantes foram orientados a declarar o quão atraentes, brilhantes, originais e divertidos se consideravam, e ao aumentar a quantidade de álcool ingerida a opinião sobre eles próprios também melhorou.

Na segunda parte, realizada com 86 pessoas, foi entregue aleatoriamente aos voluntários bebidas que continham ou não álcool. Enquanto metade foi levada a acreditar que havia consumido bebidas alcoólicas, a outra metade pensava o contrário.

Esses últimos foram levados a crer que estavam degustando uma nova bebida de uma empresa falsa que ia ser lançada no mercado, e foi pedido que escrevessem uma mensagem publicitária que supostamente ia ser utilizada pela empresa para promover o produto.

Os participantes apresentaram posteriormente sua estratégia, em uma exposição gravada e analisada por um grupo independente de 22 juízes.

Os resultados, segundo os dados da Universidade Paris Descartes, mostraram que quem achava que tinha tomado álcool dava a si próprio as melhores notas.

A análise procedente dos juízes, que não sabiam quais participantes eram de cada grupo, constatou que a melhora registrada nas respectivas percepções não estava relacionada com sua verdadeira atuação.

Para os responsáveis do estudo, entre os quais está a Universidade de Ohio, estas conclusões confirmam que a crença de ter consumido álcool basta para que a mente atue como se o tivesse feito.

Estudos anteriores demonstravam que o consumo de álcool aumenta a atratividade que uma pessoa vê em outra do sexo oposto, mas com a pesquisa de agora foi provado que também faz com que melhore a opinião sobre si própria, uma visão que, segundo os autores, se limita à de quem bebe, e não é compartilhada pelos demais.

Fonte Estadão

Um milhão se cadastra para ganhar desconto em planos de saúde

Chega a um milhão o número de usuários de plano de saúde que aderiram aos programas de prevenção de doenças oferecidos pelos convênios particulares.

Desde agosto do ano passado está em vigor a resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que prevê a possibilidade de descontos na mensalidade -- ou da entrega de prêmios -- aos que se cadastrarem nas atividades voltadas a melhoria da qualidade de vida.

Na época em que a resolução foi aprovada, a participação era estimada em menos de 200 mil beneficiários.

Ainda que a quantidade de interessados tenha aumentando em cinco vezes desde então, a proporção de participantes ainda é pequena quando comparada ao universo de credenciados em planos de saúde no Brasil: 47 milhões.

Nos últimos sete meses, a quantidade de programas oferecidos cresceu em ritmo menos acelerado, passando de 127 para 198.

Os usuários de planos privados, que tiverem interesse em se cadastrar nos programas, devem entrar em contato com a operadora do plano.

Todas as atividades oferecidas devem estar voltadas ao estímulo da alimentação saudável, prevenção do câncer, doenças sexualmente transmissíveis, osteoporose, hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade, atividade física e a saúde do idoso.

Fonte Folhaonline