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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Com menos da metade da população imunizada, Secretaria de Saúde do Rio prorroga vacinação contra gripe

Rio de Janeiro – A Secretaria Estadual de Saúde anunciou que vai acatar a decisão do Ministério da Saúde de prorrogar em mais uma semana a campanha nacional de vacinação contra a gripe. A imunização de apenas 52,5% alcançada em todo o país motivou a decisão do ministério. No Rio de Janeiro, o índice foi ainda menor: 45% da população foram vacinados. A meta estipulada foi 80%.

Na tentativa de obter um saldo positivo na campanha, que está em sua décima quarta edição, a Secretaria de Saúde fluminense está com postos de vacinação itinerantes em vários pontos de grande circulação no estado. Nesta quinta-feira, a secretaria promoveu um evento no mercado popular em Madureira, zona norte da capital fluminense, para ajudar a aumentar a cobertura da vacinação. O objetivo da ação era vacinar cerca de 1.000 pessoas no local.

Segundo o superintendente estadual de Epidemiologia, Alexandre Chieppe, com a prorrogação do prazo, a secretaria vai trabalhar na conscientização da população em cidades que apresentaram baixa cobertura de imunização.“As ações agora serão focadas no sentido de mostrar para a população a necessidade de vacinar e que a gripe pode ser uma doença muito grave”, explicou.

Chieppe enfatizou que as pessoas devem procurar o quanto antes um dos mais de 4 mil postos de vacinação espalhados em todo o estado, já que os municípios que atingirem a meta da campanha podem suspender a vacinação a partir deste momento. “Obviamente, corre-se o risco de, na semana que vem, na medida em que as metas vão sendo atingidas, alguns municípios suspenderem a vacinação. Então é importante que as pessoas não deixem para última hora”, alertou.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe é destinada a um grupo específico de pessoas que apresentam maior vulnerabilidade à doença. Idosos com 60 anos ou mais, crianças entre 6 meses e 2 anos, gestantes e trabalhadores da área de saúde devem tomar a vacina.

Fonte Agência Brasil

Ministério da Saúde alerta para redução dos estoques de sangue

Brasília – O Ministério da Saúde alertou  que os estoques nos hemocentros de todo o país começaram a baixar em razão do período de frio e chuvas e também da aproximação das férias. Dados da pasta indicam que, nessa época, há redução de 20% a 25% no número de doações no Brasil.

De acordo com o ministério, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, onde a necessidade de sangue é maior, o quadro é ainda mais grave: a queda nas doações chega a 40%.

Atualmente, cerca de 300 mil pessoas doam sangue todos os meses, o que representa 1,8% da população. Entretanto, como o material é perecível, a pasta faz um alerta para a necessidade de reposição do estoque.

Qualquer pessoa com peso acima de 50 quilos e idade entre 18 e 67 anos pode doar sangue. Jovens com idade entre 16 e 17 anos também podem ser aceitos como candidatos, desde que haja consentimento formal do responsável legal. No momento da doação, é necessário apresentar documento com foto válido em todo território nacional.

Não podem doar sangue pessoas com diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade; mulheres grávidas ou amamentando; pessoas expostas a doenças transmissíveis pelo sangue, como aids, hepatite, sífilis e doença de Chagas; usuários de drogas; e pessoas que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.

As orientações do ministério são para que os doadores não estejam em jejum; façam um repouso mínimo de seis horas na noite anterior à doação; não tomem bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores; evitem fumar por, pelo menos, duas horas antes da doação; e evitem alimentos gordurosos nas três horas antecedentes.

Pessoas que exercem profissões como piloto de avião ou helicóptero, condutor de ônibus ou caminhão de grande porte e, ainda, trabalhadores que sobem em andaimes devem interromper as atividades por 12 horas após a doação. A mesma recomendação é válida para quem prática de paraquedismo ou mergulho.

Fonte Agênca Brasil

Fraturas em decorrência da osteoporose devem crescer 32% até 2050, diz estudo

São Paulo – O número de fraturas no quadril em decorrência da osteoporose, doença que enfraquece os ossos, deve crescer 32% até 2050 no Brasil, segundo estudo divulgado ontem (24) pela Internacional Osteoporosis Foundation (IOF). Segundo a pesquisa, o crescimento está relacionado ao envelhecimento da população. No país, o número de pessoas com mais de 70 anos aumentará 380% até 2050 e representará 14% da população brasileira.

Atualmente, a osteoporose atinge três milhões de pessoas no Brasil. A incidência entre as mulheres é maior, chegando a atingir uma em cada três mulheres com mais de 50 anos. O estudo aponta, no entanto, que a maioria sequer possui um diagnóstico da doença. “As projeções de crescimento da osteoporose servem de alerta para as autoridades de saúde”, disse o médico José Zanchetta, especialista em osteologia e um dos autores do estudo.

Vera Matilde de Almeida, de 83 anos, que participou da divulgação do estudo, disse que há cinco anos descobriu que tinha a doença. “Achatei uma vértebra quando fazia atividade física. Doeu muito”, lembra. Ela já tinha sofrido cinco fraturas em diferentes partes do corpo, mas o diagnóstico de osteoporose só veio tardiamente. “Tive que passar por cinco médicos para ter uma orientação definitiva”, disse. Com o tratamento, Vera tem uma vida normal, mas não pode descuidar dos cuidados com os ossos.

O estudo Osteoporose na América Latina: Epidemiologia, Custos e Relevância reuniu dados de 14 países: Brasil, Chile, Argentina, México, Uruguai, Peru, Venezuela, Cuba, Costa Rica, Colômbia, Bolívia, Nicarágua, Panamá e Guatemala. Assim como o Brasil, daqui a três décadas, a maioria desses países terá pelo menos o dobro da sua população com mais de 70 anos.

As fraturas são o componente de maior risco da doença, especialmente as de quadril. “20% das mulheres que tem esse tipo de fratura morrem até um ano depois da queda em decorrência de complicações”, alertou o médico reumatologista Cristiano Zerbini, um dos brasileiros a participar do estudo. Segundo o médico, o fator psicológico também afeta os pacientes, pois eles perdem grande parte de sua autonomia. Pelo menos 55% das pessoas precisa de ajuda para tomar banho e 68% terá incontinência fecal e urinária.

Apoio à pesquisa, campanhas de prevenção, aumento da capacidade de formação dos médicos e formulação de políticas nacionais de saúde são algumas das recomendações apontadas pela pesquisa para possibilitar um menor impacto da doença daqui a 30 anos. Segundo Zerbini, essas ações vão possibilitar uma melhor qualidade de vida para quase 40% da população, considerando que esse será o percentual de pessoas com mais de 50 anos em 2050.

De acordo com o médico brasileiro, todos perdem massa óssea com a idade. Ele explica que a perda normal é de 0,5% por ano a partir dos 45 anos. “Uma perda equivalente a 25% do esqueleto leva ao paciente a ter grande possibilidade de fratura. Em termos quantitativos, é isso que chamamos de osteoporose”, explicou.

Segundo o IOF, o fator genético é responsável por 80% da formação óssea de uma pessoa. O restante depende de cada um e pode ser feito através da aquisição de cálcio e a prática de atividades físicas. “O leite e derivados são as formas mais eficazes de adquirir cálcio”, disse Zerbini.

Segundo o médico, para possibilitar a absorção do cálcio, é necessário um mínimo de exposição de 15 minutos ao sol durante três vezes por semana. “O Brasil, mesmo sendo uma região ensolarada, tem uma deficiência de vitamina D [que é responsável por promover essa absorção] maior do que o Canadá e a Escandinávia”, disse o reumatologista.

Fonte Agência Brasil

Padilha garante eficácia da vacina contra gripe e apela para as pessoas se imunizarem

Brasília – A redução de mortes provocadas pela gripe no ano passado na comparação com 2010 e também a diminuição de casos de pessoas contaminadas pelo vírus Influenza no mesmo período podem ter contribuído para que a campanha de vacinação deste ano não tenha conseguido alcançar a meta estipulada pelo governo de imunizar 80% do público-alvo. A avaliação é do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que esteve ontem (24) na Câmara dos Deputados.

Dados atualizados até a manhã desta quinta-feira, quando foi anunciada a prorrogação da campanha por mais uma semana, 15,8 milhões de pessoas tinham sido vacinadas, o que representa apenas 52,4% do público-alvo. Devem ser imunizadas pessoas com idade a partir de 60 anos, as grávidas, independentemente do momento da gestação, as crianças de 6 meses a 2 anos e todos os profissionais de saúde, seja da rede pública ou privada.

“Tivemos a pandemia em 2009 e 2010, que chamou a atenção, sobretudo no ano de 2009. Naquele momento, tivemos um volume bastante importante de pessoas vacinadas. Conseguimos reduzir muito os óbitos no ano passado por conta das vacinas e porque o ministério tomou a decisão de distribuir os remédios contra gripe, o Tamiflu. Às vezes, isso reduz a sensibilidade da sociedade sobre o risco da gripe”, argumentou Padilha.

“Por isso, estamos querendo reforçar que a vacina é segura e que proporcionou a redução de 66% dos óbitos pela gripe no ano de 2011 comparado a 2010. Ou seja, vacinar protege as pessoas não só da gripe, mas do risco do óbito que pode ocorrer por conta da gripe”, enfatizou o ministro.

Segundo Padilha, a ampliação do púbico-alvo a ser imunizado também pode ter contribuído para a meta ainda não ter sido atingida. “Como ampliamos os grupos de vacinação, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde, de vacinar as gestantes, as crianças de 6 meses a 2 anos e todos os profissionais de saúde, achamos que ter mais uma semana para reforçar e mobilizar também nesses grupos possa fazer com que o Brasil atinja a meta de cobertura que queremos para nos proteger neste inverno e melhorar a redução de óbitos e casos graves que tivemos em 2011”, justificou.

Como as gestantes foram as que menos se vacinaram dentre aqueles que compõem o público-alvo, o ministro ressaltou que a vacina deve e pode ser tomada pelas grávidas porque é segura. “Eu mesmo tomei no dia 5 de maio, como todo profissional de saúde. É uma vacina feita da proteína do vírus, não é um vírus inativo. Quem não pode tomar são aqueles que têm alergia à proteína do ovo. As pessoas que estejam tomando algum remédio que possa reduzir a defesa do corpo devem consultar o seu médico”, aconselhou.

Padilha fez um apelo para que os órgãos de saúde municipais e estaduais se mobilizem para ampliar o número de imunizações. Para isso, o ministro sugeriu, inclusive, a vacinação em casa, principalmente dos mais idosos.

Fonte Agência Brasil

Brasil precisa investir no tratamento de doenças negligenciadas

Brasília - O Estado brasileiro precisa adotar medidas de estímulo à produção e ao desenvolvimento de medicamentos para o tratamento das chamadas doenças negligenciadas, que são aquelas que ocorrem principalmente em países pobre ou populações de baixa renda, razão pela qual a indústria farmacêutica faz poucos investimentos. Essa foi uma das conclusões de um debate realizado ontem(24) em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Segundo especialistas ouvidos pela subcomissão da Comissão de Seguridade Social e Família, cerca de 16 milhões de pessoas no Brasil sofrem de doenças negligenciadas, como úlcera de Buruli, doença de Chagas, cisticercose, dengue e dengue hemorrágica, dracunculíase (doença do verme-da-guiné), equinococose, fasciolíase e leishmaniosedas.

Em debate na subcomissão, a possibilidade da suspensão das patentes para medicamentos usados no tratamento dessas doenças dividiu as opiniões. Na análise do vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Jorge Bermudez, a quebra das patentes poderia ser uma solução para melhorar o acesso aos medicamentos.

Segundo Bermudez, o governo tem investido em pesquisas na busca de medicamentos para enfrentar essas doenças. “São produtos em que a indústria não investe, porque são doenças que ocorrem em populações pobres, em países pobres, que não dão retorno à indústria farmacêutica. Por isso, precisamos ter outros mecanismos para garantir que a população tenha acesso”, disse.

Já o coordenador da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual, Gustavo de Freitas Morais, avaliou como um “contrassenso” quebrar as patentes como forma de estimular a inovação. “Normalmente, inovação está ligada à patente. [A quebra de patentes] passa uma imagem nacional e internacional do Brasil como um país que não tem segurança jurídica. Um país que muda frequentemente sua lei acaba perdendo a credibilidade”, criticou.

Para Ricardo Marques, da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades, a quebra das patentes seria uma medida inócua. “Nossa posição é a de questionar se essa medida será eficaz ou não. Pelo o que a gente tem acompanhado, não existem moléculas novas [para produção de novas drogas] sob proteção. Portanto, barrar isso agora não vai ter efeito a curto prazo e até a longo, porque não se estará criando o efeito favorável ao desenvolvimento de moléculas novas”, disse.

Para Marques, é preciso dar condições para que a indústria farmacêutica nacional produza novos medicamentos para tratamento das doenças negligenciadas. “O que tem que haver são outras formas de incentivo. Como esse tipo de doença não é estudada e alvo até mesmo de pesquisas básicas por parte das empresas multinacionais sobrou para nós [a indústria nacional] resolvermos o problema. Hoje, as empresas nacionais têm condições de fazer isso. Há dez, 15 anos elas não tinham. Temos que fomentar isso [a pesquisa], dar estímulos para essas empresas investirem em produtos para essas doenças”, disse.

Fonte Agência Brasil