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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Secretaria da Saúde de SP proíbe venda de lotes da mortadela Estrela e do milho verde Quero

São Paulo – A venda dos lotes 1E0712 da mortadela da marca Estrela e 300437 do milho verde em conserva da marca Quero foi proibida pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. A Vigilância Sanitária encaminhou os produtos para análise no Instituto Adolf Lutz, em São Paulo, para averiguar se eles estão contaminados com a bactéria Clostridium botulinum, que causa o botulismo.

No domingo (19), quatro pessoas da mesma família foram internados em Santa Fé do Sul (SP), na região de São José do Rio Preto, com suspeita de botulismo, apresentando diarreia, vômito, dificuldade para andar e visão dupla. Foi necessária uma grande operação, com o apoio de um helicóptero da Polícia Militar (PM), para levar, da capital até Santa Fé do Sul, o soro de combate à intoxicação. Todos continuam internados e o estado de saúde é estável.

A bactéria que causa o botulismo, que normalmente está no solo, também pode ser encontrada em alimentos mal conservados, principalmente nos enlatados e embutidos. O último registro da doença no estado de São Paulo foi em 2009. Desde o ano de 1997, quando a doença passou a ser de notificação compulsória, o estado registrou 22 casos com cinco mortes.

“Ela pode produzir danos graves nos nervos e músculos. Ela [bactéria] tem uma ação no sistema nervoso central, por isso a rapidez dos sintomas. Em poucas horas, pode levar à morte, porque vai dificultando a respiração e vai tendo uma lesão muscular progressiva. Começa às vezes com uma tontura, com uma visão dupla, com dificuldade para respirar, com dificuldade para engolir, queda da pálpebra”, alertou a diretora do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, Maria Cristina Megid.

A interdição dos lotes vale, pelo menos, até a conclusão das análises das amostras dos produtos recolhidas e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz. A Secretaria de Saúde orienta as pessoas a não consumir alimentos enlatados cujas embalagens estejam danificadas. Também aconselha a ferver os alimentos industrializados por pelo menos cinco minutos, antes de consumir.

Procurada pela reportagem, a fabricante da mortadela, a Alimentos Estrela, disse, por meio do presidente do seu conselho, Vadão Gomes, que não há possibilidade de o produto ter saído da linha de produção contaminado. A mortadela consumida, segundo ele, foi fabricada no dia 16 de julho e pode ter sido mal acondicionada pela família.

Além disso, segundo Gomes, a empresa distribui a mortadela ao país inteiro e não houve constatação de nenhum outro caso de suspeita de botulismo. Ele ressaltou ainda que já foi feita uma análise interna e o resultado para o botulismo foi negativo. Mesmo assim, a empresa realizou o recall do lote da mortadela.

A reportagem não conseguiu contato com a empresa fabricante do milho verde Quero.

Fonte Agência Brasil

Fórum debate desafios para melhorar o atendimento de emergência na saúde pública

Rio de Janeiro - Para debater desafios e apontar soluções para o atendimento emergencial no sistema público de saúde, representantes dos conselhos de Medicina de sete estados estarão desde ontem (23) e hoje (24) no Fórum Sul-Sudeste sobre Urgência e Emergência, promovido pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj).

Segundo o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, o atendimento de emergência é um dos principais problemas do sistema de saúde do Brasil. “Quando o paciente mais necessita de atendimento, encontra muitas dificuldades. São problemas estruturais que existem nos hospitais: falta de médicos, desde clínicos gerais, pediatras, até especialistas nas equipes”.

Tibiriçá disse ainda que o número de médicos por paciente atualmente é aleatório. Ele defende um número determinado de médicos, dependendo do setor e da gravidade dos pacientes. Segundo o vice-presidente do CFM, o fórum também vai discutir a questão das vagas nas emergências.

“Estamos discutindo esse conceito, chamado de vaga zero na emergência, que gera muitos conflitos na porta dos hospitais. Emergência tem vaga? Se é emergência você tem que atender de qualquer maneira, porque o doente está muitas vezes em situação de risco, é uma coisa vital”, disse.

De acordo com Tibiriçá, o Brasil tem hoje a metade do número de leitos por mil habitantes do que tem a Espanha, por exemplo, com impactado muito no atendimento. “Nós vemos uma carência de profissionais nas unidades. Sabemos que é pela sobrecarga de trabalho, pela desorganização do setor, pela superlotação e pelo baixo salário. Você não tem médico para atender as pessoas, hoje, nas emergências em larga escala”.

Uma outra dificuldade apontada pelo especialista é a falta de articulação entre os hospitais. Segundo ele, uma unidade não se comunica adequadamente com as outras. “Hoje, muitas vezes, o que acontece é que todos os pacientes ficam juntos, amontoados na mesma sala, no mesmo local. Se eu preciso transferir, por exemplo, um paciente de uma UPA [Unidade de Pronto-Atendimento] para um hospital. Então eu preciso ter essa rede azeitada, funcionando adequadamente. Isto ainda é um desafio”, disse Tibiriçá.

Fonte Agência Brasil

Aroeira

Nome científico
Schinus terebinthifolius Raddi

Nomes alternativos
Aroeira da praia, aroeirinha do iguapé, aroeira brasileira, aroeira vermelha, aroeira-pimenteira.

Descrição
Árvore nativa do Brasil. Dependendo do ambiente, apresenta-se como arbusto ou árvore com altura de até 15 metros. Tem a casca fina e escamosa e as folhas pontiagudas. Suas flores são numerosas e pequenas, brancas ou amarelo-esverdeadas. Os frutos são vermelhos e lustrosos, e o cheiro se assemelha ao da pimenta.

Parte utilizada
Cascas, sementes, frutos, óleo resinoso.

Uso medicinal
Indicada como adstringente e cicatrizante e também no tratamento da inflamação vaginal e do corrimento.

Modos de uso
Compressas ou banho de assento com o chá da casca fervida em água. O óleo essencial é encontrado na forma de loções, gel ou sabonetes e usado na fabricação do fitoterápico Kronel.

Cuidados e contraindicações
Usar com cuidado pela possibilidade de reações alérgicas na pele e mucosas.

Efeitos colaterais
Suspender o uso imediatamente em caso de alergia.

Fonte iG

Surto psicótico

Caracteriza-se pelo aparecimento repentino de sintomas como alterações de comportamento, alucinações ou delírios. A pessoa em surto psicótico pode tornar-se agressiva, agitada, isolada ou com comportamento estranho e pode colocar a vida dela e de outros em risco.

O surto pode ser desencadeado por causas psiquiátricas (esquizofrenia, transtorno bipolar, uso e abstinência de substâncias etc.) ou condições médicas (infecções, condições pós-operatórias, intoxicação por medicamentos etc.). Um surto psicótico é uma emergência médica e exige tratamento especializado.

Como agir:
- Não confronte a pessoa em surto, mantenha uma postura neutra e compreensiva até que a ajuda especializada chegue
 
- Proteja o ambiente, afastando objetos que podem ser usados para agressão (como facas, armas e utensílios perigosos)
 
- Vigie a pessoa se houver risco de fuga ou autoagressão
 
- Se o surto é resultado do não uso de uma medicação habitual, administre-a imediatamente
 
- Se a pessoa em surto estiver sob tratamento, entre em contato com o profissional que a atende para orientações específicas
 
- Se houver risco de agressividade, suicídio ou homicídio iminente deve-se entrar em contato com a polícia para garantir a integridade da pessoa afetada e daqueles que estão com ela no momento do surto
 
- Caso os acompanhantes consigam manejar o indivíduo, ele deve ser encaminhado para um serviço médico de emergência, preferencialmente com atendimento psiquiátrico
 
- Em casos graves, internação psiquiátrica é necessária para investigação e intervenções apropriadas. Casos mais leves podem ser atendidos em ambulatórios e não necessitam internação

Fonte iG

Mães que quiseram matar filhos falam dos perigos da psicose pós-parto

Ainda não se sabe o que leva a esse estado mental, mas acredita-se que as mudanças hormonais pós-nascimento tenham papel importante

A psicose pós-parto, uma doença mental devastadora, mas pouco compreendida, afeta uma em cada 500 mães e pode resultar em suicídio ou mesmo em assassinato de bebês.

O período que sucede o parto é o momento em que as mulheres estão mais propensas a doenças mentais, tais como depressão ou psicose . Mas há tratamento.

A BBC entrevistou pessoas afetadas por esta doença que, muitas vezes, passa despercebida porque médicos e enfermeiras não estão preparados para identificar os sintomas ou porque, por medo do estigma, é escondida pelas mães.

A maioria das mulheres com a psicose pós-parto não tem história familiar ou pessoal de doença mental, alertam os especialistas.

'Estava cheia de vontade de matá-lo'
Jo Lyall era uma dessas mulheres. Depois que seu segundo filho, Finlay, nasceu, Jo passou por um episódio assustador. Uma noite, poucos dias depois de deixar o hospital, ela esteve a ponto de estrangular o bebê:

"Coloquei ele adormecido na cama ao meu lado, e meu cérebro simplesmente desligou", disse ela. "Era como se alguém tivesse desligado um interruptor na minha cabeça, e eu olhei para ele e estava cheia de vontade de matá-lo."

"Eu coloquei minha mão em seu pescocinho, ainda não forte o suficiente para manter a própria cabeça, e comecei a apertar. Eu não queria machucá-lo. Sabia que não devia fazer isso, mas eu queria saber se era capaz".

Jo sabia que algo estava errado, mas tinha medo de procurar ajuda, por pensar que perderia a guarda dos filhos.

Sem tratamento, ela começou a planejar como matar a si e seus dois filhos.

"Um dia, pensei em sufocar os garotos enquanto eles dormiam após o almoço", disse ela.

"Tinha que ter certeza de que os meninos e o cachorro estariam mortos antes que eu tirasse minha própria vida, porque eu não podia arriscar que sobrevivessem sem mim", acrescentou.

Jo fez várias tentativas de suicídio, mas depois de seis meses em um hospital psiquiátrico e quatro anos sob medicação, está totalmente recuperada.

Ela faz campanha pela maior consciência dos sintomas de psicose pós-parto, para permitir que médicos e parteiras ofereçam um melhor tratamento para mulheres doentes.

"Eu sobrevivi, em grande parte, devido a um médico e a uma quantidade extraordinária de sorte", disse ela. "Mas as mulheres não deveriam ter que confiar na sorte para sobreviver a uma condição tratável".

'Tinha desejo de machucá-lo'
Os especialistas não sabem a causa exata de psicose pós-parto, embora acredite-se que as grandes mudanças hormonais que se seguem ao nascimento do bebê tenham um papel importante, juntamente com a genética.

A proporção de jovens mães em risco é grande. E mulheres com transtorno bi-polar têm 50% de chances de se tornar gravemente doentes nas semanas após o parto.

Shelley Blanchard estava nesta categoria. Por isso, sua equipe médica não só monitorou sua saúde física enquanto o nascimento do bebê se aproximava, como também o seu bem-estar psicológico.

Shelley foi apoiada nos estágios finais de sua gravidez e nos primeiros meses da maternidade por uma equipe que incluía o Dr. Nick Best, psiquiatra perinatal especializado em cuidar de mulheres grávidas e jovens mães com problemas de saúde mental.

Best fez visitas regulares a Shelley, assim como a enfermeira psiquiátrica de sua comunidade.

"Uma pessoa pode passar da situação normal à psicótica, delirante e paranoica no espaço de apenas dois ou três dias", disse Best.

Shelley também começou um tratamento com drogas anti-psicóticas na mesma noite que ela deu à luz o bebê Oliver.

Mas algumas semanas depois do nascimento, o humor de Shelley começou a piorar e ela parou de tomar os medicamentos anti-psicóticos porque a deixavam sonolenta.

"Comecei a ter pensamentos desagradáveis sobre Oliver, tinha desejo de machucá-lo, de jogá-lo pelas escadas ou soltá-lo de propósito", disse ela.

"Eu estava tão assustada, não queria machucar meu filho, mas os pensamentos foram ficando mais fortes e mais frequentes, então tive que buscar ajuda."

Ela contatou a equipe médica e foi internada em uma unidade especial em Winchester, onde as mães e seus bebês podem ser mantidos em segurança durante o tratamento.

Três meses mais tarde, Oliver e Shelley estavam em casa novamente, recuperados.

"Se eu não tivesse ido para a unidade, acho que provavelmente teria acabado por tomar uma overdose, e teria possivelmente me matado. Eu estava fora de controle", disse Shelley à época.

"Foi um tempo tão sombrio, mas consegui aprender um pouco mais sobre mim. Estou realmente me sentindo muito bem agora, poderia até dizer que estou me sentindo fantástica."

Pai perdeu mulher e filha
Dave Emson sabe como a psicose pós-parto pode ser grave - quando sua filha Freya tinha apenas três meses de idade, sua esposa Daksha matou o bebê a facadas e colocou fogo em seu quarto.

Daksha morreu em consequência das queimaduras quase três semanas mais tarde.

"Cheguei em casa por volta das cinco e meia ou mais, e quando cheguei à porta da frente senti um cheiro de queimado", disse Dave ao recordar o dia em que a tragédia aconteceu.

"Normalmente, ao entrar eu dizia 'Daksha, querida, estou em casa' e ela respondia e eu ouvia o balbuciar do bebê. Mas naquele dia houve um silêncio.

Daksha deixou um bilhete falando de seus temores de que a filha do casal fosse vítima de "forças das trevas" e de seu desejo de proteger Freya a todo custo.

Daksha tinha estudado psiquiatria e estava prestes a se tornar consultora quando morreu.

Ela tinha escolhido a carreira em parte porque sofrera de depressão grave por anos, mas poucas pessoas sabiam de sua condição, já que ela tinha medo do estigma que traria.

O inquérito sobre sua morte levou a novas diretrizes no sistema de saúde britânico para o tratamento de funcionários com doença mental.

Dave agora escreve um livro sobre sua história - para ajudar outras pessoas em situação semelhante:

"Primeiramente, é uma forma de Daksha falar através de mim, de falar com pessoas que estão sofrendo, companheiros trabalhadores da área de saúde mental, pessoas que estão sofrendo com as condições de saúde mental, para que saibam que não estão sozinhas", disse ele.

Fonte iG