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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Nova etapa do Programa Mais Médicos começa em fevereiro

Rio de Janeiro - A terceira etapa de contratação do Programa Mais Médicos será iniciada no mês que vem com os profissionais brasileiros e, em março, com os estrangeiros. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é atingir 13 mil médicos. Atualmente o programa conta com 6.658 profissionais, atendendo a 23 milhões de brasileiros.
 
Os locais onde os médicos irão trabalhar ainda não foram escolhidos. O ministério pretende contemplar municípios que não receberam profissionais do programa lançado pelo governo federal em julho de 2013.
 
No estado do Rio, foram beneficiadas 765,9 mil pessoas em 23 municípios, entre eles Duque de Caxias, Belford Roxo e Mesquita, na Baixada Fluminense; Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, Petrópolis na região serrana, e a cidade do Rio. No estado, 222 profissionais fazem parte do programa, sendo 198 estrangeiros.
 
Na capital, trabalham 70 médicos. O maior número está nas zonas oeste (34) e norte (31). A maior parte dos 68 estrangeiros é cubana. Há ainda uma espanhola, um argentino e uma peruana. Todos atendem em unidades básicas de saúde e em clínicas da Família próximas às comunidades, e são monitorados pelos coordenadores das unidades.
 
Na avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, como os médicos cubanos tinham o costume de atender em clínicas da Família de Cuba, eles se adaptaram muito bem ao trabalho no Brasil e a resposta dos pacientes é positiva.
 
A Bahia é o estado que recebeu mais profissionais (787). Na sequência, vêm os estados de São Paulo (588), do Ceará (572) e do Maranhão (445), onde, segundo o Ministério da Saúde, há o menor índice de médicos por mil habitantes do país (0,5).

Agência Brasil

Especialistas recomendam cuidados com a saúde durante o verão

Rio de Janeiro - Em tempo de calor intenso, com sensação térmica, em alguns dias, por volta dos 50 graus Celsius (°C), como tem feito no Rio de Janeiro, todo cuidado é pouco para evitar doenças típicas do verão. Os especialistas recomendam beber água, evitar exposição ao sol no período entre 10h e 16h, quando o sol é mais forte, e usar de protetor solar.
 
O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio, Nelson Nahon, disse que o maior perigo na temporada de verão, além do excesso do sol, é a desidratação. Ele alertou para os cuidados com a alimentação. “Tem muita gente que se alimenta na rua. É preciso prestar atenção na qualidade, e, nas praias, tem que ver se os ambulantes estão com os alimentos expostos por muito tempo”, disse.
 
Para o médico, há muita gente que comete abusos, como é o caso das pessoas que ficam durante um período longo nas praias. “O pessoal fica, às vezes, o dia inteiro sob o sol intenso e ainda leva crianças com menos de seis meses para a praia. Isso não é indicado”, analisou.
 
Segundo o médico, a principal consequência da exposição excessiva ao sol é a desidratação que, dependendo da intensidade, pode provocar diarreia e vômito. “No caso mais acentuado, se a pessoa passar mal, tem que ir para um hospital e tomar soro. A desidratação pode ser uma coisa perigosa, principalmente em pessoas mais idosas e mais novas”, informou.
 
Nelson Nahon aconselhou que diante de vômitos e tonturas a pessoa procure uma unidade de saúde para uma consulta. “O vômito é um sinal, junto com o sol forte e a falta de hidratação. Isso é um alerta”, disse.
 
Para quem não tem hábito de fazer exercícios e pretende mudar de vida neste começo de ano, o cardiologista e médico da Seleção Brasileira, Serafim Borges, recomendou que o interessado comece o projeto de vida saudável ao ar livre, logo nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde.
 
“Tem que fazer exercício antes das 9h ou depois das 17h. Se não for assim é melhor deixar para começar a fazer os exercícios em outra época do ano. Lamentavelmente, muitas pessoas começam porque desejam seguir a velha história de que, quando chega o verão, é preciso fazer exercício e emagrecer, e não toma cuidado”, disse.
 
O médico sugeriu alimentação rica em carboidrato e livre de gordura animal, uso de roupa clara ventilada e leve; e forte hidratação. “A melhor hidratação nos 30 minutos iniciais de uma corrida ou de uma caminhada é a água. Após os 30 minutos pode ser uma água de coco sempre bem gelada”, recomendou.
 
Agência Brasil

Municípios do sul fluminense ganham hospital que pretende ser referência para a região

2013-12-09_Prefeita visita Hospital da Japuíba_Fotógrafo_Luís Fernando Lara (80) copyRio de Janeiro - Os municípios do sul fluminense ganham hoje (6) um hospital que terá, inicialmente, 200 leitos de capacidade para internação. O Hospital Geral da Japuíba-Jorge Elias Miguel será aberto oficialmente pela prefeitura de Angra dos Reis, em comemoração ao aniversário de 512 anos da cidade.
 
A unidade está funcionando desde o final de dezembro passado. Sua construção começou em 2005, mas no final de 2012, o prédio e todos os seus equipamentos foram doados ao governo do Estado. Em fevereiro de 2013, porém, a doação foi revertida pela prefeita de Angra dos Reis, Conceição Rabha. Com isso, o hospital retornou ao controle do município.
 
A prefeita disse à Agência Brasil que o hospital será mantido com recursos de R$ 36 milhões por ano do governo federal, equivalentes a 50% do total, mais R$ 18 milhões do governo fluminense e os restantes R$ 18 milhões do governo municipal. “Eu consegui uma parceria em que 75% da manutenção desse hospital vão ser feitos pelos governos federal e estadual”, disse.
 
Ela esclareceu que a unidade será aberta por etapas nesse primeiro momento, devido à necessidade de contratação de mais profissionais. Nessa fase inicial, a prefeitura está levando para o hospital o pronto-socorro municipal, que funcionava até então na Santa Casa, além da clínica de imagens, a unidade para pacientes graves (UPG) e as enfermarias de adultos, infantil e pediátrica.
 
“Além disso, vamos colocar em funcionamento, nessa primeira etapa que estamos inaugurando amanhã, cinco salas do centro cirúrgico”. O novo hospital vai atender à população de Angra dos Reis e dos municípios vizinhos de Paraty, Mangaratiba e Rio Claro. A ideia da prefeita é transformar a unidade em um hospital de referência em neurocirurgia e ortopedia.
 
O atual corpo clínico do Hospital Geral da Japuíba-Jorge Elias Miguel, entre médicos, enfermeiros e técnicos, conta com cerca de 128 profissionais. A prefeita pretende, entretanto, ampliar esse número para até 800 profissionais. “Nesse primeiro momento, eu estou remanejando profissionais do pronto-socorro, que já estão todos contratados”, disse a prefeita.
 
Para abrir as enfermarias de adultos, infantil e pediátrica, serão necessárias 140 pessoas, disse. Conceição estima que até o primeiro semestre deste ano será realizado concurso público para admissão de novos profissionais para o hospital. “Eu já tenho uma equipe trabalhando nisso”, completou.
 
Agência Brasil

Descasquei, e agora?

Abusou do sol e descascou? Nada de sair puxando as pelinhas:
aprendaa cuidar da descamação para não prejudicar a pele
Abusou do sol? Tudo bem, acontece. Agora aprenda a lidar com as queimaduras e ‘descascados’ da melhor forma possível, para não prejudicar sua pele

Chegou o verão, e isso significa que está aberta a temporada de piscina, praia, picolé e, claro, muito sol. Quem tem o hábito de se bronzear já sabe bem que é preciso usar muito protetor solar. Mas esquecimentos e descuidos acontecem. E, nesses casos, para quem tem a pele mais clara, “descascar” é praticamente uma certeza.

Em primeiro lugar, é importante entender o que causa a queimadura de sol e a descamação. “O corpo tem uma capacidade natural e geneticamente determinada de produzir melanina, o pigmento que protege o DNA. Algumas pessoas produzem bastante, outras quase não produzem. Essas últimas nem chegam a se bronzear e se queimam com facilidade”, explica a dermatologista Carolina Marçon. Por isso, pessoas muito brancas devem usar mais protetor e roupas e acessórios para se proteger.

Quando a queimadura acontece, deve-se avaliar a sua gravidade. Se for muito intensa, apresentar bolhas e muita sensibilidade, é recomendada a ida a um pronto socorro, onde podem receitados medicamentos. Preste bastante atenção se há desidratação extrema, tontura e mal estar, pois o quadro pode ser de insolação.
 
Quem não abusou tanto assim do sol, mas mesmo assim virou um camarãozinho na praia, precisa ter mais paciência do que preocupação. “A pele exposta em excesso ao sol entra em processo inflamatório, por isso fica vermelha e arde. Depois disso, a pele começa a ficar muito ressecada e a descascar”, explica a dermatologista Luciane Scattone.
 
A descamação acontece porque a camada superficial da pele está muito danificada e entra em processo de renovação. “Quando começar a descascar, evite tomar banhos quentes e usar sabonete, pois isso desidrata mais a pele”, recomenda a dermatologista Luciana Hitomi.

Além disso, existem produtos que podem ser aplicados sobre a pele e dão sensação de alívio: “Se a ardência e a coceira estiverem insuportáveis, procure loções com aloe vera, calamina e outros ingredientes que refrescam e acalmam a pele”, indica a dermatologista Renata Roxo. “Se a queimadura for no couro cabeludo, um xampu com camomila pode ajudar bastante”, complementa Renata.

O que nunca, em hipótese alguma, se deve fazer é puxar as peles soltas. Sim, é difícil resistir, mas quando arranca-se a pele, expõe-se as camadas inferiores que ainda não estão prontas para as agressões do ambiente. É por isso que, quando estiver descascando, não se deve tomar sol: a pele nova é fina e delicada, por isso mancha e queima com muita facilidade.

Para ajudar a pele a se renovar, use e abuse do hidratante. “Quanto mais você hidratar a pele, menos a pele se solta e o processo de renovação é mais tranquilo”, indica Luciana. Outras atitudes simples que ajudam a pele nessa fase são: evitar produtos com muito perfume ou corantes, e evitar usar maquiagem - pois a pele está mais irritável e pode ter uma reação alérgica -, usar roupa de algodão e de tecidos naturais - que esquentam menos e deixam a pele respirar - e não usar bucha nem esfoliante, pois isso agride mais a pele e expõe as camadas imaturas.

Para evitar todo esse sofrimento, não desafie o sol e se proteja. É sempre melhor prevenir que remediar.

Delas

Você ronca? Veja as causas e cuide-se!

Quem ronca deve procurar um especialista para que se exclua a
 possibilidade da apneia do sono, que pode ser perigosa
Obesidade, alcoolismo, obstrução nasal, tabagismo e alterações na anatomia da garganta podem ser a causa do ruído que incomoda a tantos. É preciso atenção com a apneia do sono
 
Se você não ronca, com certeza conhece alguém que sim. Causa comum na população mundial, o ronco pode ter várias causas, sendo as principais a obstrução nasal, a obesidade, o alcoolismo, o tabagismo e as alterações anatômicas na garganta.
 
Segundo Levon Mekhitarian Neto, membro da Sociedade Panamericana de Otorrinolaringologia e especialista brasileiro no tratamento dos distúrbios respiratórios do sono, esses fatores que causam o ronco podem acontecer isolados ou associados.
 
“O ronco em si não tem um caráter perigoso, diria apenas que é um alerta para algo mais grave, pois pode estar associado à apneia do sono”, explica Neto. A apneia é o que acontece quando a pessoa literalmente para de respirar durante o sono, durante alguns segundos.
 
Mas o ronco não atinge só a população adulta. Algumas crianças já roncam com os mesmos decibéis de gente grande. Neto explica que a causa mais comum é o aumento das amídalas ou das adenoides, popularmente conhecidas por ‘carne esponjosa’. “Não deve ser descartado também a obesidade muito comum em crianças nos dias de hoje”, explica. O perigo está na ocorrência da apneia, que altera o sono e traz sérios prejuízos no crescimento e desenvolvimento da criança. "Nessa caso, a retirada das amídalas e da adenoide resolve plenamente o problema.”
 
Para aquelas pessoas que passam a roncar ao longo dos anos, Neto explica que pode ser que haja alguma alteração nos hábitos que levem a isso, como o aumento acentuado de peso. “Além disso, pode haver uma alteração na anatomia da via aérea, como um trauma nasal ou aumento das amídalas”, explica, ressaltando que a consulta com um especialista é muito importante.
 
O médico avaliará o real motivo do ronco e procurará corrigir as causas. “Não se pode pensar em um tratamento para o ronco sem pensar no caráter multifatorial da condição”, conclui o médico.
 
iG