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sábado, 5 de abril de 2014

Cinco problemas de saúde causados por roupas apertadas

Foto: Reprodução
Uso frequente de roupas justas, por mais que não incomode, causa prejuízos como varizes e infecções ginecológicas
 
Pode parecer que vai ficar apenas feio, mas o prejuízo é muito maior. Roupas agarradas, além de deselegantes, podem causar problemas de saúde. De tão acostumada que está ao uso, muita gente nem sente qualquer incômodo aparente, mas é certo que isso acarretará problemas de saúde a longo prazo. 
 
Fernando Bacalhau, cirurgião vascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular explica que os malefícios das roupas extremamente justas costuma fazer mal a partir de dois meses de uso contínuo. “Aquela mulher que usa uma calça muito apertada uma vez na semana, por exemplo, provavelmente não será prejudicada”. Mas quem só sai de casa com um número menor do que o próprio manequim, deve ficar atenta.
 
O "prejuízo" das roupas apertadas
 
1- Varizes: Com o uso frequente de roupas apertadas, a circulação fica prejudicada e contribui para os primeiros vasinhos nas pernas. Um problema não só causado por calças, mas também por meias ou cintas muito apertadas. Meias de compressão devem ser usadas apenas por quem tem problemas venosos . 
 
2- Infecções ginecológicas: Roupa apertada faz com que não haja oxigenação na região genital. Com isso, morrem as "bactérias do bem", aquelas que protegem a região, e aparecem as bactérias patogências, que fazem mal. Além disso, a circulação do útero e trato ginecológico é feita por meio de veias mais sensíveis. "Sendo assim, qualquer coisa ou pressão atrapalha o retorno venoso, que não consegue oxigenar os tecidos da pelve”, explica o cirurgião vascular.
 
3- Celulite: roupas justas não necessariamente causam celulite, mas, por prejudicar a circulação do sangue, podem agravar o quadro. Isso vale para calças apertadas, cinta modeladora ou blusas – sempre apertadas.
 
4- Dores nas costas: não tão frequente, algumas pessoas podem ter dores nas costas por conta de roupas absurdamente apertadas. “Qualquer coisa que acaba comprimindo os nervos acaba dando dores nas costas, porque muda o eixo da gravidade”, explica Fernando. “A coluna está acostumada com uma gravidade em um certo ponto, se isso mudar, acaba forçando a coluna em outros pontos”, explica.
 
5- Dificulta a digestão: O especialista explica que a digestão se dá até duas horas depois da refeição. “Às vezes os fatores mecânicos, como cintos muito apertados, roupas mais justas, atrapalham na hora da alimentação e nas duas horas seguintes”, conta o especialista. Ele explica que isso acontece porque o organismo tira sangue dos músculos para mandar para o estômago e fazer a digestão. Se a pessoa usar roupa muito justa, tem dificuldades de oxigenação, então o sangue fica parado, consequentemente, o alimento também. “A digestão, então, demora muito para se completar”, alerta.
 
iG

Em caso de risco, código de ética prevê 'cesárea compulsória', afirma médico

Foto: Reprodução
Mulher foi obrigada judicialmente a se submeter a uma cesariana após médicos avaliarem risco de morte ao bebê
 
A discussão sobre a autonomia da mulher na escolha do tipo de parto voltou à tona nesta semana após uma gestante do Rio Grande do Sul ter sido obrigada por ordem judicial a se submeter a uma cesárea contra sua vontade. A Justiça foi acionada pelo hospital após Adelir Carmen Lemos de Goés, de 29 anos, recusar a cesariana - procedimento indicado, segundo a equipe médica, pelo fato de a mulher estar na 42ª semana de gestação (tempo considerado limite) e de o bebê estar em pé no útero.
 
Antes de sair do hospital, a mulher assinou um termo de compromisso - já que sua decisão, de acordo com a avaliação dos médicos, poria a vida dela e do bebê em risco. Com a decisão judicial, no entanto, a mulher foi obrigada a voltar ao hospital e a cesárea foi realizada. Mãe e filha passam bem.
 
A decisão judicial gerou polêmica, pois a paciente foi obrigada a fazer algo que não era seu desejo. Mas, de quem é a responsabilidade sobre a saúde do bebê, neste caso? A mulher tem, de fato, direito de decidir sob qualquer hipótese?
 
O presidente Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Fernando Matos, explica que a ética médica prevê que garantia da vida do bebê deve prevalecer sobre o desejo da mãe. Logo, a decisão da médica foi acertada e cumpriu o que o próprio conselho da categoria recomenda nessas situações. “Nos casos em que há risco de morte, o procedimento é avisar imediatamente as autoridades superiores, nesse caso foram o Ministério Público e o juiz. Mesmo porque a mãe é dona do seu próprio corpo, pode optar por correr um risco, mas o bebê não tem essa capacidade de opção”, diz Matos. O procedimento é assegurado no código de ética da profissão no ponto em que o texto afirma que o médico deve esgotar todas as possibilidades para preservação da vida.
 
Além disso, acrescenta o médico, do ponto de vista médico-científico, uma das indicações para uma cesariana é o fato da mulher ter duas cesarianas prévias. “Quando se faz uma segunda cesariana, se faz uma segunda cicatriz no útero da mãe, que é um órgão muscular e que se rompe facilmente com esforço. A partir da segunda cicatriz, se o terceiro parto for normal, quando o útero fizer for forçado a expulsar o bebê, o risco de ruptura é muito alto”, explica o ginecologista.
 
Para o ginecologista associado da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Carlos Henrique Freire, tudo é uma questão de limite técnico. “O crescimento dos partos humanizados e a luta das mulheres poderem optar por ter parto uma parto natural está em voga, mas há limites técnicos [como seria o caso de Adelir] em que a indicação da cesárea é a melhor forma de deixar mãe e filho fora de risco.”
 
O caso de Adelir pode ser mesmo um daqueles em que a cesariana era a única indicação segura. Mas a desconfiança da paciente no diagnóstico médico revela a luta das mulheres para tirar do Brasil a triste façanha de ser o campeão de cesáreas no mundo. Enquanto o índice de cesarianas indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de cerca de 15% do total, aqui o porcentual sobe para 53%, segundo dados do Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento no Brasil, pesquisa realizada pela Fiocruz.

iG

Rio: Fotos mostram péssimo estado do Hospital da Santa Casa de Misericórdia

Foto:  Marco Antonio Cavalcantti
Santa Casa apresenta péssimo estado de conservação, com
infiltrações e locais destruídos
Pezão se reunirá com a presidenta Dilma Rousseff para pedir apoio do governo federal para a reabertura do local
 
Rio - Fotos tiradas de dentro das instalações do Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia mostram o péssimo estado de conservação do local. Infiltrações, lugares com rachaduras, áreas esburacadas,  falta de leitos, além de condições insalubres são uns dos graves problemas encontrados.  
 
Na tarde desta sexta-feira, o governador Luiz Fernando Pezão afirmou que se reunirá com a presidenta Dilma Rousseff na próxima terça-feira para pedir apoio do governo federal para a reabertura da Santa Casa de Misericórdia, no Centro. Ele também pedirá verbas para o pagamento dos quatro meses de salário atrasado dos funcionários do local, que também estão há dois meses sem receber vale transporte. “Das minhas 18 horas de trabalho diário, seis vão ser dedicadas para reabertura da Santa Casa”, prometeu. O Hospital foi fechado há seis meses por equipes da Vigilância Sanitária, e reabriu alguns ambulatórios em novembro.
 
Após reunião que contou com a presença do prefeito Eduardo Paes, médicos, empresários e membros do conselho administrativo da Santa Casa, Pezão disse que seu “grande sonho” é que a Santa Casa atenda o Sistema Único de Saúde (SUS). “O prefeito se prontificou a fazer obras, e o estado irá comprar leitos para que o hospital se adeque às normas da Vigilância Sanitária”, garantiu o governador.
 
Pezão não prometeu uma data para reabertura do Hospital, mas disse que abril reserva “boas novidades”. Para ele, serão necessárias obras de “curto, médio e longo prazo”, mas uma questão é desponta como mais urgente: os funcionários estão com quatro meses de salário atrasado e há dois sem receber vale transporte. Por conta de pendências jurídicas, a instituição não pode receber verbas federais, estaduais ou municipais. “Deixa eu ver isso, estou saindo da reunião agora. Não é fácil. Se fosse, estava pago”, declarou o governador, sem perder o otimismo. “Estado, União e município juntos foi algo que sempre deu certo para o Rio. Vai dar certo aqui também", resumiu o governador.
 
Foto:  Marco Antonio Cavalcantti
Santa Casa apresenta péssimo estado de conservação, com
infiltrações e locais destruídos
Funcionários relatam abandono, mas mantém esperança                      
Acompanhado por Paes, Pezão chegou à Santa Casa com uma hora de atraso. Puxado pelo prefeito, mais acostumado a esse tipo de agenda, cumprimentou timidamente algumas funcionárias. Cercado por uma multidão ao subir as escadas, talvez não tenha se dado conta das diversas paredes com infiltrações no Hospital.
 
O governador conversou brevemente com Zulmira Rodrigues que dedicou 64 dos seus 85 anos às atividades da Santa Casa. Secretaria das enfermarias 30 e 31, ela lembra que “a finalidade do local era ajudar os pobres”. “Ele disse que vai tentar levantar o Hospital. Pelo jeito que falou, está com boa vontade”, indicou a funcionária. “Ele precisa fazer alguma coisa para que a Santa Casa volte a ser o que era”, resumiu.
 
A ginecologia é um dos setores que está funcionando, ainda que sem realizar internações. Conceição Falhaube trabalha no administrativo da área há 31 anos, e diz que o hospital está vivendo sua "pior época". Ela, que também está há quatro meses sem receber, relata que as condições de limpeza melhoraram nos últimos tempos, e que nenhuma autoridade tinha se preocupado com a situação antes. "Ninguém nunca veio aqui. Pelo menos Pezão foi sincero. Se melhorar agora, não melhora nunca mais", acredita.

O Dia

Médicos organizam protestos no Dia Mundial da Saúde

Foto:  Reprodução
Médicos de vários estados irão protestar contra abusos que
afetam a saúde pública
No Rio, a suspensão ocorrerá no período da manifestação, marcada para a Cinelândia
 
Rio -Médicos de vários estados irão protestar contra abusos e omissões que afetam tanto a saúde pública quanto a suplementar, que é formada pela rede credenciada de planos de saúde. Será na segunda-feira, Dia Mundial da Saúde.
 
No Pará e em São Paulo, haverá suspensão do atendimento ambulatorial nas redes pública e privada. Serão mantidos os serviços de urgência e emergência. Para a capital paulista está prevista também uma campanha de doação sangue, com posto de coleta na Associação Paulista de Medicina.
 
No Rio, a suspensão ocorrerá no período da manifestação, marcada para a Cinelândia. A área que trata dos pacientes com câncer manterá os serviços. No Acre, um ato público em frente ao Palácio Rio Branco irá mostrar a necessidade de mais investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Em Minas Gerais, os médicos farão uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Estado. A categoria tem marcada uma audiência com parlamentares após o protesto.
 
Para o setor público, os manifestantes vão pedir reajuste da Tabela SUS e a aprovação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde+10, que determina a aplicação de 10% da receita bruta da União na saúde.
 
Os médicos querem também a criação de uma carreira pública, nos moldes da carreira de juízes, na qual o profissional começa a trabalhar em cidades menores e, conforme evoluem na carreira, vão sendo transferidos para cidades maiores.
 
No caso da saúde suplementar, a reivindicação é pela recomposição da tabela de pagamento, o fim da intervenção das operadoras na autonomia profissional.
 
O Dia

Três bairros da zona oeste de SP concentram 37% dos casos de dengue em 2014

Foto: Wikipedia
Aedes aegypit - transmissor da dengue
Foram registrados 208 casos da doença no Jaguaré, 114 no Rio Pequeno e 112 na Lapa, segundo a Secretaria da Saúde
 
Os bairros de Jaguaré, Rio Pequeno e Lapa, todos na zona oeste de São Paulo, concentram a maior parte dos casos de dengue registrados na cidade no começo de 2014 e o surto preocupa moradores e agentes de saúde da região. 
 
Em 2014, a cidade registrou 1166 casos da doença entre janeiro de 1º de abril, 15,4% mais que os 1035 registrados no ano passado. Do total do primeiro trimestre, 37% (434) foram registrados apenas nos três distritos.
 
De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde, o distrito de Jaguaré registrou 208 casos da doença neste ano. Na análise sobre grupos de 100 mil habitantes, foram registrados 417,1 casos. O Ministério da Saúde considera como surto quando há acima de 300 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.
 
Em segundo lugar no ranking, 114 pessoas foram infectadas pelo mosquito causador da dengue (96,2 casos para cada grupo de 100 mil). O distrito da Lapa aparece na sequência e registrou 112 casos no mesmo período (170,4 casos por 100 mil habitantes).
 
O secretário municipal da Saúde, José de Filippi Junior,disse que ausência de chuvas neste verão atrasou o aparecimento e transmissão da doença, já que as larvas do mosquito aedes aegypti dependem da água para chegarem na fase adulta, quando o mosquito se torna transmissor da doença.
 
“O que identificamos é que existe uma defasagem em relação aos outros anos de duas a três semanas. Temos de nos preparar porque o pico que acontecia em março, vai acontecer em abril”, explicou o secretário.
 
A prefeitura não informou o motivo para o aumento na região, mas disse que vem realizando ações de bloqueio com a destruição de criadouros do mosquito. As equipes também têm distribuídos toucas para caixa d’água, uma tela fina que não permite a passagem dos mosquitos, como uma espécie de tampa provisória, até que o munícipe providencie a tampa definitiva do recipiente. Foi realizada também ação de bloqueio ampliada, conhecida como mutirão, que visa dificultar o avanço do mosquito.
 
Estado
No Estado de São Paulo, foram registrados 5.321 entre janeiro e fevereiro deste ano, redução de 86% em relação aos 38.945 casos diagnósticos no mesmo período do ano passado.
 
A queda também foi verificada em todo País, que reduziu em 80% a incidência da doença - de 427 mil notificações no primeiro bimestre de 2013 para 87 mil no mesmo período deste ano, segundo o Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, no ano passado. 

iG