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domingo, 10 de maio de 2015

Futuro da humanidade é obeso, alerta especialista em medicina preventiva

Franz Burini, PHD em medicina preventiva, alerta sobre os riscos de uma alimentação desregrada e enfatiza: “Magreza será exceção nesse contexto sombrio que se avizinha”
 
“O que você come em privado, você usa em público”. Parece um mantra e, de fato, deve ser percebido como tal, expõe Franz Burini, PHD em medicina preventiva ao alertar sobre os riscos de uma alimentação desregrada. Mas as críticas de Burini não se limitam apenas ao indivíduo. Elas se estendem aos médicos e até mesmo à internet.
 
“Temos um conjunto de fatores”, opina o médico. Para ele, a “formação do médico é focada na doença e não na saúde”, o que provoca um desequilíbrio natural no consultório e na condução da vida pela própria pessoa. A internet desestabilizou ainda mais essa relação. “Hoje se a pessoa não se sente satisfeita com a consulta, ela não recorre ao Conselho Regional de Medicina CRM, ela vai ao Procon”. A natureza da relação hoje é puramente comercial e isso afeta negativamente a interação entre médico e paciente, avalia Burini.
 
Esse diagnóstico é agravado por um dado alarmante. O mundo vive uma tendência de excesso de peso e isso acarreta diversos danos colaterais à saúde como diabetes, colesterol e problemas cardiológicos. Todos gravitam a obesidade. Apesar dos Estados Unidos ainda serem o país com maior porcentagem de pessoas obesas ou com sobrepeso, o quadro no Brasil é preocupante.
 
O último levantamento sobre os hábitos alimentares dos brasileiros, feito em parceria entre o Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que cerca de 60% dos alimentos com maior teor de gordura fazem parte da alimentação diária da população. O estudo mostrou que os homens são mais displicentes do que as mulheres na ingestão de alimentos: 47% dos entrevistados não se preocupam com o teor de gordura do que ingerem no dia a dia. Entre as mulheres, a estatística corresponde a 37%. O levantamento foi divulgado no fim de 2014.
 
Burini vê esses números como a confirmação de uma projeção pessimista compartilhada por muitos pesquisadores. O futuro da espécie é obeso. “A magreza será exceção nesse contexto sombrio que se avizinha”, sacramenta. Para o médico, os sinais estão à disposição de quem se predispuser a repará-los. “Nossos dentes são reflexos de nossa precariedade alimentar”.
 
Dietas da moda
Ele aponta a diferença entre a dieta do homem paleolítico e a do homem moderno como baliza desse pensamento de que o futuro da humanidade é obeso. “A dieta dos seres humanos pré-históricos era pobre em carboidratos, rica em vegetais, frutas, alguns grãos e dispensava por completo os açúcares”.
 
O oposto da dieta moderna, pobre em vegetais e rica em sal e açúcar. O fácil acesso ao que quer que seja é outro elemento desestabilizador na avaliação do profissional.
 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo diário de 5 gramas de sal ou 2 gramas de sódio por dia, mas duas fatias de pizza, por exemplo, já superam a quantidade de sódio recomendável para um dia. Ou mesmo duas latas de atum em conserva.
 
“As pessoas não têm nem mesmo o hábito de tomar água! Não dá nem sequer para dizer que é ruim. Não tem gosto”, espanta-se Burini ao frisar a necessidade da reeducação alimentar. Acostumado ao trato com atletas, já integrou a comissão técnica da CBF e convive com surfistas e lutadores de MMA. O médico observa que enquanto o atleta quer centralizar a gestão do seu metabolismo, o leigo deseja terceirizá-la. “Ele chega ao consultório e quer que o médico resolva. Mas não quer abrir mão de certos prazeres”. Entre as estratégias lançadas pelos clínicos, confidencia Burini, está pressionar o paciente. “Às vezes, você pode exagerar em uma intolerância ao glúten, à lactose”, se diverte.

“O padrão nutricional consegue prevenir uma das maiores taxas de mortalidade que existe que é o câncer”. Portanto, o quanto antes nos conscientizarmos de que o que comemos não só é fundamental para o nosso agora, mas vital para o nosso futuro, melhor esse futuro será, advoga Burini.
 
Ele não desencoraja a adoção de dietas da moda, mas alerta que elas são estratégias para alterar nosso metabolismo e que, se não aplicadas com disciplina e longevidade, se provarão ineficazes. “É preciso entender a diferença de uma resposta aguda e uma resposta crônica”, observa ao explicar que é mais satisfatório para o organismo a adesão a um padrão nutricional contínuo e linear do que dietas excessivamente restritivas vez ou outra.
 
Ele lembra, ainda, que a atividade física é uma conduta terapêutica muito eficiente e que deve ser combinada com hábitos alimentares saudáveis.
 
iG

O cigarro está prejudicando sua carreira?

O hálito de fumar pode afastar os colegas de você
Foi-se o tempo em que fumar era um símbolo de status e poder; veja dicas para evitar que este hábito afete sua imagem profissional
 
Fumar é um hábito milenar. Várias civilizações cultivam ao longo dos séculos a queima de determinadas substâncias, seguida do ato de tragar a fumaça dela decorrente.
 
A visão do fumar vem sofrendo alterações com o passar dos anos. Antes, tratado como uma tradição ancestral, passou a ser símbolo de status, poder, atitude e liberdade nos séculos 19 e 20. Basta assistir alguns filmes antigos ou folhear revistas dos anos 40 a 70 para ter a certeza de que fumar não trazia nenhum tipo de consequência ruim para a carreira. Pelo contrário, poderia até ajudar.
 
Mas o tempo passou e o cerco aos fumantes foi se fechando. O grupo que era admirado antes, passou a ser fortemente patrulhado pelo governo, instituições de pesquisa científica, meios de comunicação e legisladores. A grande bandeira por eles levantada é: fumar faz mal ao organismo, eleva os gastos com tratamentos públicos de saúde e invade a liberdade individual dos não fumantes (ou fumantes passivos).
 
No que diz respeito ao trabalho, o cigarro pode sim trazer danos. Longe de querer levantar a bandeira da apologia ou combate ao tabagismo, sabemos que a vida de um fumante está a cada dia mais complicada. Trabalhamos, via de regra, em ambientes climatizados. O fumo é vetado por lei em locais fechados, o que relega os fumantes a verdadeiros “guetos” segregados, chamados pejorativamente de “fumódromos”.
 
Mas respeito a liberdade individual das pessoas. Por isso, recomendo aos que não conseguem ou não desejam parar que reduzam a quantidade em horário de trabalho, pois do contrário poderão ser “queimados” pelo cigarro. Eis algumas dicas:
 
- Esteja atento à sua aparência e ao odor que o fumo exala. Dentes e unhas amarelados, além de hálito, mãos e roupas impregnados de mau cheiro, poderão afastar as pessoas de você.
 
- Cuidado com a famosa tossida dos fumantes, chamada “pigarro”. Passa uma imagem de doença crônica, cansaço e velhice.
 
- Controle as saídas para “fumar um cigarrinho”. Se forem muito frequentes, elas quebrarão seu ritmo de trabalho, gerando queda na produtividade e na qualidade dos resultados.
 
- Fuja de polêmicas em torno do cigarro. Evite provocar a ira dos patrulheiros contrários e favoráveis ao cigarro. Não seja dogmático, nem se meta em confusões e discussões estéreis, sem necessidade.
 
- Respeitar o direito do outro, para ter o seu preservado é palavra de ordem.
 
Caso chegue à conclusão de que o hábito de fumar está virando um vício incontrolável e que vale a pena tentar abandoná-lo, não hesite em procurar apoio especializado. Lembre-se que sempre haverá na família, nos amigos ou mesmo na empresa, alguém disposto a lhe dar forças para vencer um desafio tão difícil como esse.
 
El Hombre

Gripe: criança vacinada pela primeira vez deve voltar ao posto para segunda dose

Crianças que vão receber a vacina contra a gripe pela primeira vez devem ser imunizadas em duas etapas, com intervalo de 30 dias entre as doses
 
No caso da campanha de vacinação deste ano, o esquema vale para crianças a partir de 6 meses e menores de 5 anos. É importante levar aos postos de saúde o cartão de vacinação e um documento de identificação.
 
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, crianças até 8 anos com doenças crônicas não transmissíveis ou condições clínicas especiais e que nunca foram imunizadas contra a gripe também devem receber a vacina em duas etapas. Nesse caso, é preciso levar uma prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina.
 
A Campanha de Vacinação contra a Gripe começou na última segunda-feira (4) e vai até o dia 22 de maio. Além de crianças a partir de 6 meses e menores de 5 anos, devem ser vacinados idosos, trabalhadores em saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), presos e funcionários do sistema prisional.
 
Também serão imunizadas pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais. Neste caso é preciso levar, também, uma prescrição médica especificando o motivo da indicação da dose.
 
Pacientes que participam de programas de controle de doenças crônicas no Sistema Único de Saúde (SUS) devem se ir aos postos em que estão cadastrados para receber a dose, sem necessidade da prescrição médica.
 
A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações.

Agência Brasil

Vacina contra a gripe evita internações e mortes, diz Chioro

Elza Fiúza/Agência Brasil: Postos de saúde abriram neste
 sábado para o Dia D da Campanha de Vacinação contra a Gripe
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse ontem (9) que a vacina contra a gripe pode evitar 45% das internações e 75% das mortes por complicações da doença
 
O ministro participou de mobilização do Dia D da Campanha de Vacinação contra a Gripe, em Porto Alegre. A campanha começou no último dia 4 e vai até 22 de maio. Até lá, o ministério pretende vacinar 80% de cerca de 49,7 milhões de brasileiros que compõem o público-alvo. De acordo com Chioro, eventuais relatos de falta de vacina em alguns municípios são ocorrências pontuais. Ele reafirmou que não faltará vacina no país.
 
“Em alguns lugares há uma grande adesão. Então eventualmente é preciso remanejar, trazer vacinas do outro posto, esperar o dia seguinte. Mas são fenômenos muito pontuais. O número de pessoas programado para vacinar é algo entre 40 milhões, 41 milhões de brasileiros. Nós adquirimos 54 milhões de doses. Todas elas já estão com a gente e estão sendo distribuídas de acordo com o cronograma. Em todo o Brasil, não faltará vacina”, garantiu o ministro da Saúde. Segundo ele, as vacinas disponíveis na rede pública estão de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
A composição da vacina contra a gripe é atualizada a cada ano, de acordo com os vírus circulantes, para garantir a eficácia do medicamento. Em 2015, a vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde contém três cepas (tipos) de vírus em combinação: um vírus simular ao Influenza A/California, um similar ao Influenza A/Switzerland e um similar ao Influenza B/Phuket. Questionado sobre o fato de clínicas particulares disponibilizarem uma vacina com quatro cepas – além dos três, contém o Influenza B/Bribane - Chioro reforçou que a vacina do governo é eficaz.
 
“Nós temos absoluta convicção de que a vacina fornecida à população brasileira não só dá a proteção necessária, como é extremamente segura”, afirmou. O ministro convocou a população que faz parte do público-alvo a comparecer aos cerca de 65 mil postos de vacinação em todo o país. Devem ser imunizadas crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos, trabalhadores da saúde, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto, presos e funcionários do sistema prisional. A vacina contra a gripe é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática a outras doses ou para quem tem alergia grave a ovo de galinha e derivados.
 
Em Brasília, o posto de saúde da quadra 905 Norte, no Plano Piloto, região central da capital federal, recebeu um público formado por gestantes, crianças, mas principalmente idosos. Em alguns momentos houve filas, mas o atendimento fluiu com agilidade. Algumas crianças maiores de 5 anos garantiram a imunização, mesmo não fazendo parte do público-alvo.
 
A pesquisadora da Fundação Nacional do Índio (Funai) Sônia Maria de Paula, 65 anos, se vacinou e tentou convencer o neto José Victor Ribeiro de Paula, 10 anos, a fazer o mesmo. O menino, no entanto, preferiu tomar a vacina em outro dia.
 
“Como ele viaja comigo a trabalho, já foi para a aldeia, queria que ele se vacinasse para não transmitir para os índios”, contou Sônia, que ainda pretendia voltar ao posto em outra ocasião com José Victor. Para a pesquisadora, que se vacina anualmente, a imunização contra a gripe é importante. “Você evita pneumonia e doenças mais fortes”, comentou.
 
A aposentada Maria José Mussoi, 71 anos, também vai ao posto para se imunizar todo ano. “Fiquei sabendo [da campanha] porque todo ano a gente espera. Estava até preocupada, achando que estava demorando”, brincou.
 
Agência Brasil

sábado, 9 de maio de 2015

Postos de saúde abrem neste sábado para vacinação contra a gripe

A vacinação começou na última segunda-feira (4) e segue até o próximo dia 22
 
Postos de saúde em todo o País abrem neste sábado (9) para o Dia D da Campanha de Vacinação contra a Gripe. Devem receber a dose crianças a partir de seis meses e menores de cinco anos, idosos, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres no período de até 45 dias após o parto), presos e funcionários do sistema prisional.
 
Também serão imunizadas pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais. Nesse caso, é preciso levar também uma prescrição médica especificando o motivo da indicação da dose.
 
Pacientes que participam de programas de controle de doenças crônicas no SUS (Sistema Único de Saúde) devem ir aos postos em que estão cadastrados para receber a dose, sem necessidade da prescrição médica.
 
A vacinação começou na última segunda-feira (4) e continua até o próximo dia 22.
 
Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas após a vacinação para criar os anticorpos que geram a proteção contra a gripe, a orientação é fazer a imunização no período de campanha para garantir a proteção antes do início do inverno.
 
R7