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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Medicamento contra a leucemia ganha status de avanço terapêutico

Medicamento contra a leucemia ganha status de avanço terapêutico Science Photo/ShutterstockNovo tratamento é destinado a pacientes com leucemia linfocítica
 
Medicamento desenvolvido para tratar leucemia obteve status de avanço terapêutico, de acordo com o grupo farmacêutico suíço Roche, em anúncio feito nesta quinta-feira. O tratamento foi desenvolvido em conjunto com o laboratório americano Abbvie.
 
O composto venetoclax foi catalogado pela Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos. Destinado a pacientes com leucemia linfocítica crônica refratária, o tratamento foi apresentado como um avanço terapêutico na área.
 
Esse progresso pode acelerar os testes de uma droga que estão sendo realizados pelas autoridades americanas de saúde, caso ela apresente um avanço substancial em comparação com outros tratamentos disponíveis.
 
Tipo de leucemia mais comum entre os adultos, a linfocítica crônica refratária é um câncer sanguíneo e de medula óssea que progride lentamente e é geralmente considerado incurável. Esta condição está associada, em três a cada 10 casos, a uma anomalia genética, ou seja, os pacientes só conseguem melhorias muito pequenas quando submetidos a quimioterapia.
 
AFP / Zero Hora

Falta de remédio deixa maior hospital do DF 8 meses sem transplantar rins

Corpo é éncontrado no Hospital de Base de Brasília (Foto: Willian Farias / G1)
Foto: Willian Farias/G1: Fachada do Hospital de Base de
 Brasília, que fica no centro da cidade
Secretaria diz que órgãos chegaram a ser recusados por causa da situação. Pasta refez estoque e retomou nesta terça procedimento; paciente reclama
 
Por falta de remédios e insumos básicos para exames, o Hospital de Base do Distrito Federal passou os últimos oito meses sem realizar cirurgias de transplante de rins. A unidade é considerada referência para operações do tipo e, de acordo com a Secretaria de Saúde, chegou a recusar órgãos devido à situação. Coordenadora da área, Daniela Salomão afirma que o governo sanou os problemas em abril e pôde realizar nesta terça-feira (12) o primeiro procedimento de 2015. Há atualmente 199 pessoas na fila pela intervenção.
 
O último transplante havia sido, até então, feito em 15 de setembro. Depois, com déficit de imunossupressores (que ajudam a evitar a rejeição do órgão), antibióticos (que combatem infecções bacterianas) e insumos para os testes laboratoriais, as outras intervenções foram adiadas.
 
Em novembro, a equipe da área se reuniu na Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos para comunicar a situação. A decisão foi de fechar o serviço no hospital, que é o maior da rede pública do DF, até que as condições mínimas fossem restabelecidas.
 
Enquanto isso, segundo a secretaria, o Hospital Universitário de Brasília e o Instituto de Cardiologia receberam parte significativa da demanda do Base – apenas casos em que o doador era um paciente vivo teriam sido suspensos para que pudessem ser realizados na unidade de referência.
 
"Não estávamos fazendo [no Hospital de Base] por precaução com o paciente, caso ele necessitasse de algo que não estivesse disponível", diz Daniela. "Mas o serviço nunca esteve parado.
 
Encaminhamos os pacientes aos outros hospitais."
 
A tentativa de adaptação à condição não impediu que houvesse queda no número de intervenções. Dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos apontam que o Hospital Universitário de Brasília e o Instituto de Cardiologia realizaram apenas oito cirurgias no primeiro trimestre deste ano. A quantidade corresponde à média mensal de 2014, como aponta outro relatório da entidade.
 
Tabela mostra proporção de tranplantes de rins por estado do país (Foto: Registro Brasileiro de Transplante/Reprodução)
Foto: Registro Brasileiro de Transplante/Reprodução: Tabela mostra proporção de tranplantes de rins por estado do país
 
Segundo a publicação, foram cem doações de rins no ano passado – quando o Base manteve o serviço até setembro. O DF foi a quinta unidade da federação em números proporcionais de cirurgias do tipo. O índice foi menor do que em 2013, quando ocorreram 128 procedimentos e a capital do país ocupava a segunda posição.
 
A coordenadora de Transplantes afirma que a redução tem mais a ver com uma mudança no perfil do doador do que com a suspensão das cirurgias na unidade de referência. "Antes tínhamos aquele que foi vítima de trauma e era jovem. Hoje são muitos idosos que sofreram AVC. Imagina você pôr o rim de um idoso, que estava com vários problemas de saúde quando vivo, em um jovem adulto. Não pudemos fazer muitos transplantes justamente por falta de condição mesmo, vários órgãos foram descartados por inviabilidade."
 
Representante da Associação de Renais de Brasília, Alessandro Lemos afirma que na prática a questão é outra e que os pacientes precisaram se readaptar depois do fechamento do serviço de transplante do órgão no Hospital de Base. Ele, que mora em Ceilândia e tem 35 anos, faz hemodiálise há quase duas décadas e conta enfrentar dificuldades para se inscrever para a doação.
 
"O Base sempre foi a referência. Os pacientes ficam tristes, e o que tem acontecido de verdade é que a maioria tem procurado outros estados. A fila poderia ser bem maior, mas há tanta burocracia para você fazer os exames – você tem pedido de todos na mesma época, mas só consegue marcar o segundo quando faz o primeiro, e o primeiro só é marcado para quando está bem perto de os pedidos vencerem", explica.
 
Doenças renais
Estudos da Secretaria de Saúde apontam que 10% da população adulta do DF tenha algum quadro de perda de função renal. Dentre as principais causas para a insuficiência estão hipertensão arterial, diabetes e glomerulonefrite (doença autoimune que causa inflamação crônica dos rins).
 
Segundo a pasta, cerca de 1,3 mil pessoas recebem tratamento para problemas nos rins em todos os hospitais da rede pública e em alguns conveniados. Mensalmente o Hospital Regional de Taguatinga, por exemplo, realiza 600 hemodiálises.
 
Proprietário de uma clínica particular que realiza 90 diálises por dia, o nefrologista Evandro Reis afirma que alguns cuidados podem ser adotados desde cedo para evitar doenças renais. A indicação principal é que as pessoas façam regularmente exames de sangue e urina que verificam como está o funcionamento do órgão, para então poder adotar medidas preventivas o quanto antes.
 
De acordo com Reis, a indicação de transplante só surge quando o rim tem a capacidade de filtração dos líquidos reduzida a menos de 10 mililitros por minuto – na normalidade, o índice varia entre 90 ml/minuto e 120 ml/minuto. "Quando não se tem a opção de obter um novo órgão é possível fazer a diálise. Ela só consegue manter uma das funções, que é a filtração. E o processo é desconfortável."
 
Em geral, pessoas que apresentam perda de função renal têm como sintoma falta de apetite, cansaço, palidez, inchaços nas pernas, aumento da pressão e alteração dos hábitos urinários. Os pacientes costumam fazer três sessões semanais de hemodiálise, cada uma de quatro horas.
 
O representante da Associação de Renais de Brasília, Alessandro Lemos, conta que perdeu os rins aos 17 anos depois de contrair uma infecção. "Não sabia que tinha pressão alta e aí a situação foi piorar.
 
Faço hemodiálise desde a adolescência. Todo paciente renal, quando faz hemodiálise, fica muito debilitado. Ou ele fica encostado ou é aposentado."
 
G1

Medicamentos são suspensos por apresentarem resultados insatisfatórios

A Anvisa suspendeu a distribuição, comercialização e uso de todos os lotes dos medicamentos Ocylin Po, 250mg/5ml x 60ml; Ocylin Po, 250mg/5ml x 150ml; Amoxicilina Triidratada Po, 50mg/ml x 60ml e Amoxicilina Triidratada Po, 50mg/ml x 150ml
 
Todos os produtos são fabricados pela empresa Multilab Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.
 
A Agência foi comunicada do recolhimento voluntário feito pela fabricante dos medicamentos após análises identificarem resultados insatisfatórios no teste de teor durante o monitoramento do estudo de estabilidade de longa duração.
 
A medida está na Resolução nº 1428, publicada nesta quarta-feira (13/5) no Diário Oficial da União (DOU).
 
 
ANVISA 

Lote de medicamento da Medley é suspenso

A Anvisa realizou a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote 14070329 do antibiótico Cefaclor, suspensão oral, nas concentrações de 250mg/5ml e 375mg/5ml. O produto é fabricado pela Medley Farmacêutica Ltda.
 
A empresa fabricante comunicou o recolhimento voluntário do lote do medicamento em razão de alguns cartuchos apresentarem concentração de 250mg/5ml apesar de constar na embalagem que o produto continha 375mg/5ml.
 
A medida está na Resolução nº 1429, publicada nesta quarta-feira (13/5) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Anvisa suspende importação de insumos da empresa indiana Lupin Limited

A Anvisa suspendeu a importação de todos os insumos farmacêuticos betalactâmicos cefalosporínicos e todos os medicamentos importados que foram fabricados com esses insumos, que são fabricados pela empresa indiana Lupin Limited.
 
Análise considerou os insumos insatisfatórios. Além disso, foram detectadas irregularidades durante a inspeção para verificação de Boas Práticas de Fabricação.
 
A medida está na Resolução nº 1430, publicada nesta quarta-feira (13/5) no Diário Oficial da União (DOU).
 
 
ANVISA