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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Você conhece as diferenças entre intolerâncias alimentares e alergias?

Resultados imprecisos podem levar a dietas restritivas desnecessárias
 
Presentes em 40% da população, as intolerâncias alimentares são frequentemente confundidas com as alergias alimentares. Os sintomas são, em diversos casos, parecidos, e a falta de confiabilidade nos exames de detecção aumentam as dúvidas dos pacientes em relação a ambas as doenças.
 
Segundo a alergologista do Hospital Albert Einstein, Renata Rodrigues Cocco, “as alergias costumam apresentar sintomas que variam desde erupções cutâneas até problemas mais sérios, como distúrbios gastrointestinais (vômitos e diarreias) e anafilaxias (inchaço de órgãos do sistema respiratório)”. Já no caso das intolerâncias alimentares, os sintomas estão geralmente relacionados ao trato gastrointestinal. “É muito mais comum surgirem transtornos na digestão do alimento, que variam de intensidade de acordo com a quantidade consumida”, explica.
 
Outra diferença entre as alergias e as intolerâncias alimentares está no fator causador. “As alergias são reações ligadas a alguma proteína presente no alimento que foi considerada um elemento estranho pelo organismo. Já a intolerância ocorre quando o corpo não possui enzimas para digerir determinado carboidrato, como no caso da lactose, por exemplo”, diz Renata.
 
As intolerâncias podem surgir já durante a fase adulta e, uma vez adquiridas, persistem pelo resto da vida. “Devido ao fato de ser causada pela falta de uma enzima, a única coisa que podemos fazer é criar uma dieta de restrição. Entretanto, comparada à alergia, a atenção que devemos ter não é tão radical, pois os sintomas são menos agressivos”, verifica a alergologista.

O Estado de São Paulo

Cancelada habilitação de laboratório de análises ambientais e alimentícias

A Anvisa cancelou a habilitação do Laboratório de Análises Ambientais e Produtos Alimentícios LTDA – LAAPA na Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos para Saúde (Reblas)
 
A medida foi adotada porque o laboratório não atendeu aos requisitos necessários para manutenção da habilitação.
 
A Reblas é constituída por laboratórios analíticos, públicos ou privados, habilitados pela Anvisa, para fazer análises de interesse sanitário.
 
O laboratório realizava análises de água para hemodiálise e para a produção de alimentos em estabelecimentos comerciais.
 
A medida foi publicada na última segunda-feira (15/6) no Diário Oficial da União, por meio da Resolução-RE Nº 1.717, de 12 de junho de 2015.
 
ANVISA

Anvisa suspende lote de álcool gel Zulu

A Anvisa determinou a suspensão, distribuição e comercialização e uso do lote 88 do ÁLCOOL GEL ZULU, 500g, com de validade de 24 meses
 
O saneante é fabricado pela empresa Companhia Nacional do Álcool.
 
O lote foi suspenso após Laudo de Análise Fiscal, emitido pela Diretoria do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal, revelar resultados insatisfatórios obtidos na análise inicial para os ensaios de PH e rotulagem primária do produto.
 
A Agência determinou que a empresa promova o recolhimento do produto.
 
A medida está na Resolução nº 1719/2015 publicada desta sexta-feira (19/6) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Especialista alerta para riscos da bolsa térmica durante a amamentação

Embora seja muito recomendado, o uso de bolsas térmicas no seio da lactante não é aconselhado por especialistas. Isto porque o uso da bolsa térmica quente ou fria podem provocar queimaduras
 
“Aqui no Banco de Leite Humano (BLH) não indicamos o uso da compressa, somente em alguns casos, se a paciente chega com nódulos no seio, recomendamos que ela faça massagem, e a retirada do leite. Compressa somente a fria e para as mães portadoras de HIV ou as que por alguma razão não vão amamentar, nestes casos indicamos a compressa fria para inibir a lactação. Já a compressa morna, não indicamos em nenhuma situação”, explicou Nina Savoldi, enfermeira do Banco de Leite Humano do Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).
 
A seguir a especialista responde às principais dúvidas das mamães sobre o uso de bolsas térmicas.
 
Qual a diferença entre a bolsa térmica morna e a fria?
Nina Savoldi: A fria inibe a produção do leite através da vasoconstrução. A morna causa uma vaso dilatação, podendo aumentar a produção. No entanto, essas compressas podem causar efeito contrário, por isso preferimos a massagem, pois ela ajuda a dissolver os nódulos, sem precisar fazer compressa quente.
 
Quais são os riscos para a lactante?
O grande problema da compressa quente é que algumas mães, que estão com mastite e usam a este tipo de bolsa térmica começam a ter queimaduras. “Nosso conselho para as mães que estão amamentando e estão com o leite empedrado, é só fazer massagem e tirar o leite, colocar o bebê mais vezes para amamentar em livre demanda, notar se ele está pegando na auréola da forma coreta”, explicou Nina Savoldi. A compressa quente aumenta a produção de leite, por este motivo as mães que estão com leite empedrando por conta da grande produção de leite não devem usar este tipo de compressa.

Qual seria a melhor alternativa ao uso de bolsas térmicas?
A especialista aconselha somente o uso de massagens para auxiliar as mamães que estão tendo problemas com a grande quantidade de produção de leite, assim como, a ordenha e a amamentação em livre demanda do bebê. “Aconselhamos às mamães prestarem atenção nos sinais de fome do bebê, por exemplo, o gemido, ou o lamber da mãozinha, e antes dele começar a chorar, já colocá-lo no peito”, esclareceu ela. Já a bolsa térmica fria é aconselhada apenas para inibição do leite, para mães que não podem amamentar seus bebês.

Em caso de outras dúvidas, procure o Banco de Leite Humano do IFF, de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h, na Av. Rui Barbosa, 716 – Flamengo, ou entre em contato com o SOS Amamentação, pelo telefone 08000 26 8877.

Fonte: Ascom IFF / Blog da Saúde

Caso de menino que morreu após compressa de álcool para baixar febre revela riscos do procedimento

Getty Images
Banho gelado com álcool é outra técnica equivocada
Atenção mães: técnica é contraindicada e pode causar danos à saúde da criança
 
A ideia de que passar álcool industrial na axila das crianças pode ajudar a baixar a febre causou uma tragédia na China. A morte do menino Xiao Dong, de dois anos, que ficou doente no fim de semana em casa, em Dongguan, reaqueceu o debate sobre métodos não tradicionais e caseiros para se tratar doenças. Especialistas consultados pelo R7 alertam: consulte sempre um médico antes de utilizar qualquer receita "milagrosa".

Para tentar reduzir a temperatura, o pai, Chang, usou álcool industrial nas axilas de Xiao, mas ele desmaiou em seguida. Os pais correram com o menino para o hospital de Shenzhen, mas Xiao já estava inconsciente. De acordo com o jornal Mirror, o menino morreu no dia seguinte, intoxicado pelo metanol.

O médico Ma Weike, que atendeu ao caso, disse que, quando chegaram ao hospital, os pais não sabiam que o álcool havia causado o problema.

— Eles pensaram que a febre tinha feito a criança perder a consciência. Os pais acreditavam que o álcool poderia ser usado para baixar a temperatura do corpo, mas não perceberam que uma dosagem alta, estimada em 1 litro de álcool industrial, poderia ser fatal.

O triste episódio pode e deve servir de alerta para outros pais. Segundo o professor de pediatria da Faculdade da Santa Casa de São Paulo, Marco Aurélio Safadi, não é possível saber até que ponto o álcool contribuiu para a morte do menininho chinês, mas é oportuno salientar que esta é uma prática equivocada.

— Infelizmente, ainda existem muitas mães que acreditam que a compressa de álcool baixa a febre. No entanto, é um procedimento que traz riscos e não deve ser feito. Pode causar queimaduras na pele na criança e, como o álcool é volátil, pode ser inalado e intoxicar a criança. Esses efeitos contraindicam formalmente essa prática.

Outro erro muito comum cometido pelos pais e que pode piorar o quadro febril são banhos frios com álcool. O doutor Safadi explica que, além de provocar desconforto, fazendo com que a criança fique tremendo, o banho frio pode levar a um efeito rebote, causando uma vasoconstrição periférica, e elevando ainda mais a temperatura.

— Febre não é um bicho de sete cabeças, mas caso haja necessidade de uma intervenção, até que o antitérmico aja, a mãe pode lançar mão do banho, mas um banho morno, que não gere desconforto na criança. Álcool, é bom salientar, é contraindicado e não baixa a febre.
 
Anne Lima, enfermeira especializada em medicina antroposófica e que está produzindo um livro de primeiros socorros, faz coro com o médico ao dizer que a febre não é uma patologia em si.

Para a antroposofia, a elevação da temperatura corporal aciona a individualidade e acorda o sistema imunológico para combater o elemento estranho.
 
— Há processos febris em decorrência de sofrimentos anímicos e isto acontece especialmente em crianças. O indivíduo com febre, em geral, sente mal-estar, calor predominantemente na cabeça, dor de cabeça e incapacidade para se dedicar a processos que necessitem de um pensar claro.
 
Segundo ela, o excesso de calor desviado para a região da cabeça interfere na visão clara e na formulação de pensamentos normais, podendo levar a criança a ter o que se denomina convulsão febril.

A convulsão febril costuma acometer crianças até perto dos quatro anos de idade ou aquelas que já têm algum diagnóstico neurológico, independentemente da idade.

Hoje, a maioria dos pediatras recomenda que só se medique quando a temperatura for superior a 37,8°C. De sua prática como enfermeira, Anne diz que é possível aliviar todos os sintomas desagradáveis e modular a temperatura utilizando compressas de limão nas pernas.
 
— Este procedimento alivia temporariamente os sintomas desagradáveis sem impedir que a febre faça seu papel sanador. Para fazer a compressa é preciso duas faixas de aproximadamente 20 cm de tecido de algodão, 1 limão com a casca (o óleo etéreo o presente na casca é muito importante), uma tigela média, água morna, plástico para proteger o colchão e uma toalha grande.
 
Receita caseira
O procedimento é muito simples: coloque a água na bacia ou tigela, corte a metade do limão com casca dentro da água e reserve a outra metade. Esprema o limão e deixe-o dentro da água com a casca. Em seguida, enrole as duas faixas como ataduras e coloque-as dentro do recipiente. Torça levemente uma de cada vez e envolva as pernas começando abaixo da linha do joelho até os pés. Nunca envolva os pés antes de aquecê-los com massagem se estiverem muito frios.

Mantenha as faixas até que, com o toque, perceba que elas aqueceram. Isto demonstra que o calor deslocou-se para a região onde deve predominar. Repita tantas vezes quantas forem necessárias, mas sempre renove a água e utilize outro limão. Seque os pés e pernas do paciente, cubra as pernas. Corte duas rodelas de limão também com a casca, coloque-as no centro do pé e ponha meias para mantê-las.
 
Neste caso, se não fizer bem, mal também não faz!
 
R7