Casos de derrame aumentam entre os jovens, mostra levantamento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, ligados ao Departamento de Saúde dos EUA.
Em pouco mais de uma década, houve crescimento de 51% nas internações por acidente vascular cerebral isquêmico entre homens de 15 a 34 anos. Nas mulheres dessa faixa, a alta foi de 17%.
Os pesquisadores acessaram dados sobre a internação de pacientes em cerca de mil hospitais americanos entre os anos de 1994 e 2007.
No Brasil, as doenças cerebrovasculares também tiveram aumento expressivo entre os jovens, segundo números do Datasus, banco de dados do Ministério da Saúde.
Entre 1998 e 2007, houve crescimento de 64% nas internações por AVC entre homens, e de 41% entre mulheres na faixa de 15 a 34 anos.
O AVC isquêmico representa cerca de 90% dos casos e é causado pela obstrução das artérias cerebrais.
Se não for contida a tempo, a doença pode lesionar áreas do cérebro e causar sequelas nos movimentos e em funções como a fala.
Só em 2007 houve um total de 7.599 internações por doenças cerebrovasculares no Brasil, nessa faixa etária.
Para a neurologista Sheila Martins, presidente da ONG Rede Brasil AVC, o aumento maior dos casos entre os brasileiros deve-se ao menor controle dos fatores de risco.
MAIS SAL
Hipertensão, diabetes e colesterol alto são fatores de risco de derrame.
"O AVC isquêmico é comum em idades mais avançadas, mas o jovem passa a ter os mesmos riscos se é mais sedentário e obeso", diz o neurologista Luiz Alberto Bacheschi, presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo.
"Pensam que é doença de velho, mas cada vez mais jovens chegam aos hospitais com perda de força nos membros, tonturas, sinais que antes só víamos entre pessoas de mais idade", diz Martins.
O jovem, segundo ela, está ingerindo mais sal, bebendo mais álcool e comendo mal.
O uso de álcool e drogas pode causar lesões arteriais, tornando o adolescente e o jovem predispostos ao problema, diz Bacheschi.
O neurologista Santino Lacanna, da Unifesp, não descarta a possibilidade de que nos últimos anos os diagnósticos tenham ficado mais precisos, o que pode explicar parte do aumento dos casos.
Mas acrescenta que fatores como o estresse também podem ser uma hipótese válida.
"Com a competitividade, não dá para jogar o estresse pela janela, mas dá para controlar a alimentação e praticar exercícios físicos."
SINAIS
Dor de cabeça, dificuldade para falar ou enxergar e dormência nos membros são sinais. "As pessoas não sabem reconhecê-los e demoram a chegar aos hospitais", diz Sheila Martins.
Para Bacheschi, "faltam campanhas mostrando que o jovem está levando uma vida comparável à de um idoso".
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/883177-casos-de-derrame-cerebral-aumentam-entre-os-jovens.shtml
quinta-feira, 3 de março de 2011
Casos de derrame cerebral aumentam entre os jovens
Casos de derrame aumentam entre os jovens, mostra levantamento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, ligados ao Departamento de Saúde dos EUA.
Em pouco mais de uma década, houve crescimento de 51% nas internações por acidente vascular cerebral isquêmico entre homens de 15 a 34 anos. Nas mulheres dessa faixa, a alta foi de 17%.
Os pesquisadores acessaram dados sobre a internação de pacientes em cerca de mil hospitais americanos entre os anos de 1994 e 2007.
No Brasil, as doenças cerebrovasculares também tiveram aumento expressivo entre os jovens, segundo números do Datasus, banco de dados do Ministério da Saúde.
Entre 1998 e 2007, houve crescimento de 64% nas internações por AVC entre homens, e de 41% entre mulheres na faixa de 15 a 34 anos.
O AVC isquêmico representa cerca de 90% dos casos e é causado pela obstrução das artérias cerebrais.
Se não for contida a tempo, a doença pode lesionar áreas do cérebro e causar sequelas nos movimentos e em funções como a fala.
Só em 2007 houve um total de 7.599 internações por doenças cerebrovasculares no Brasil, nessa faixa etária.
Para a neurologista Sheila Martins, presidente da ONG Rede Brasil AVC, o aumento maior dos casos entre os brasileiros deve-se ao menor controle dos fatores de risco.
MAIS SAL
Hipertensão, diabetes e colesterol alto são fatores de risco de derrame.
"O AVC isquêmico é comum em idades mais avançadas, mas o jovem passa a ter os mesmos riscos se é mais sedentário e obeso", diz o neurologista Luiz Alberto Bacheschi, presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo.
"Pensam que é doença de velho, mas cada vez mais jovens chegam aos hospitais com perda de força nos membros, tonturas, sinais que antes só víamos entre pessoas de mais idade", diz Martins.
O jovem, segundo ela, está ingerindo mais sal, bebendo mais álcool e comendo mal.
O uso de álcool e drogas pode causar lesões arteriais, tornando o adolescente e o jovem predispostos ao problema, diz Bacheschi.
O neurologista Santino Lacanna, da Unifesp, não descarta a possibilidade de que nos últimos anos os diagnósticos tenham ficado mais precisos, o que pode explicar parte do aumento dos casos.
Mas acrescenta que fatores como o estresse também podem ser uma hipótese válida.
"Com a competitividade, não dá para jogar o estresse pela janela, mas dá para controlar a alimentação e praticar exercícios físicos."
SINAIS
Dor de cabeça, dificuldade para falar ou enxergar e dormência nos membros são sinais. "As pessoas não sabem reconhecê-los e demoram a chegar aos hospitais", diz Sheila Martins.
Para Bacheschi, "faltam campanhas mostrando que o jovem está levando uma vida comparável à de um idoso".
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/883177-casos-de-derrame-cerebral-aumentam-entre-os-jovens.shtml
Promotoria acusa grupo de fraudar R$ 7 mi de hospital no RJ
O Ministério Público do Estado do Rio denunciou (acusou formalmente) na última sexta-feira (25) 14 médicos, funcionários e representantes de duas empresas de equipamentos médicos que trabalhavam no hospital municipal Salgado Filho, no Méier, zona norte do Rio, por fraude nas guias de compra do material utilizado em procedimentos médicos.
Segundo o Ministério Público, a quadrilha não usava os produtos ou usava menos ou de menor qualidade dos descritos na nota fiscal. A diferença de valor era embolsada pelos criminosos. A quantia já chegaria a R$ 7 milhões. Eles foram denunciados por formação de quadrilha e outros crimes contra a Administração Pública.
De acordo com a investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde Pública, o esquema era liderado pelo chefe do serviço de neurocirurgia, desde 2004, que teria aliciado outros médicos e funcionários do hospital para participarem da fraude.
A denúncia do Ministério Público afirma que, com a quebra do sigilo telefônico, os membros da quadrilha foram flagrados fazendo a contabilidade da fraude, discutindo a quantidade de material utilizado, o valor lançado a mais nas guias, a parte repassada aos médicos e funcionários e quanto e quando a Prefeitura do Rio efetuaria o pagamento.
Nas ligações, o grupo também debatia como atrair outras empresas para o esquema e novas possíveis fraudes.
A Secretaria de Saúde do Rio informou que, quando o caso veio à tona, em abril de 2010, foi aberta uma sindicância interna e os médicos acusados foram afastados.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/883518-promotoria-acusa-grupo-de-fraudar-r-7-mi-de-hospital-no-rj.shtml
Fenam, CFM e AMB divulgam carta aberta aos médicos
por CFM
02/03/2011
Sob o título de "Mobilização Urgente", entidades médicas publicam documento que ressalta os problemas entre a categoria e operadoras
Os presidentes das três entidades médicas nacionais que organizam a paralisação do dia sete de abril dos médicos que prestam serviços às seguradoras e operadoras de planos de saúde divulgaram, na última sexta-feira (25), carta aberta a todos os 160 mil médicos que atuam na saúde suplementar. Roberto Luiz d"Avila, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM); Cid Carvalhaes, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam); e José Luiz Gomes do Amaral, da Associação Médica Brasileira (AMB), também assinaram outro documento destinado a todos os cidadãos brasileiros que possuem planos de saúde, esclarecendo os motivos da paralisação e alertando a sociedade sobre os riscos de prejuízos à saúde por conta do descaso das empresas do setor com os médicos.
Na carta aos médicos, as diretorias do CFM, da Fenam e da AMB chamam a atenção para os problemas relacionados à relação de trabalho entre médicos e operadoras de planos de saúde. Convocam toda a categoria para o Dia Nacional de Paralisação do Atendimento aos Planos de Saúde, marcado para 7 de abril, quando se comemora o Dia Mundial da Saúde.
No documento, as entidades também apontam as diretrizes nacionais do movimento: organizar a luta por reajustes de honorários, tendo como balizador os valores da sexta edição da CBHPM; exigir a regularização dos contratos entre operadoras e médicos, conforme a Resolução ANS Nº 71/2004; e promover ações no Congresso Nacional, visando a aprovação de projetos de lei que contemplem a relação entre médicos e planos de saúde.
Leia abaixo a íntegra das duas cartas, a primeira para os médicos e a segunda para a população:
MOBILIZAÇÃO URGENTE
Brasília-DF, 28 de fevereiro de 2011.
Prezado(a) colega,
A relação de trabalho entre os médicos e os planos de saúde está cada vez mais deteriorada. Além dos reajustes insuficientes, muito abaixo da inflação nos últimos dez anos, há interferência na autonomia do médico e os contratos são irregulares, sem cláusulas de periodicidade e critérios de reajustes, contrariando determinação de 2004 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Nossos colegas que atuam na saúde suplementar - cerca de 160 mil médicos em todo o Brasil - têm grande expectativa sobre as ações de suas entidades representativas para enfrentar esses problemas.
Assim, contamos com seu inestimável empenho em mobilizar os médicos para o Dia Nacional de Paralisação do Atendimento aos Planos de Saúde, marcado para o próximo 7 de abril, data em que é comemorado o Dia Mundial da Saúde.
A estratégia integra a nossa agenda de lutas para 2011, definida pelas entidades médicas nacionais (AMB, CFM e Fenam), em reunião ampliada realizada em São Paulo, com a participação de inúmeras entidades estaduais e sociedades de especialidades.
São três diretrizes nacionais do movimento: organizar a luta por reajustes de honorários, tendo como balizador os valores da CBHPM/ Sexta Edição; exigir a regularização dos contratos entre operadoras e médicos, conforme a Resolução ANS Nº 71 / 2004; e promover ações no Congresso Nacional, visando a aprovação de projetos de lei que contemplem a relação entre médicos e planos de saúde.
Sugerimos que as Comissões Estaduais, compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades Estaduais de Especialidades concluam, até o final de março, uma avaliação da situação econômica com levantamento dos valores pagos pelos planos de saúde que atuam no Estado. A partir daí, que seja definida a meta de reajustes para 2011.
Nos meses de abril e maio deve ser iniciado o processo de negociação com os planos de saúde selecionados.
Em junho, diante dos resultados das negociações, devem ser convocadas assembleias estaduais específicas para definir as futuras ações do movimento.
No cronograma proposto, a paralisação do dia 7 de abril é um momento decisivo para protestar e, ao mesmo tempo, alertar a sociedade sobre as graves conseqüências dessa situação.
Por isso, fazemos uma solicitação especial para que sua entidade entre em contato com seus associados, visando a ampla divulgação e a adesão de todos os médicos às seguintes atividades programadas:
1. Suspensão, no dia 7 de abril, quinta-feira, de todas as consultas e procedimentos eletivos de pacientes conveniados a planos e seguros de saúde, com novo agendamento das consultas e dos demais atendimentos, mantida a assistência nos casos de urgência e emergência.
2. Organização, no dia 7 de abril, a critério das entidades médicas locais e estaduais, de atos públicos, coletivas de imprensa e plenárias de médicos que atuam na saúde suplementar.
3. Divulgação, desde já, da "Carta Aberta à População" ( texto anexo), que esclarece e pede o apoio dos usuários à mobilização dos médicos
O sucesso da mobilização no dia 7 de abril é fundamental para fortalecer nossas ações futuras. Pedimos, portanto, o máximo envolvimento e colaboração de sua entidade.
Atenciosamente,
José Luiz Gomes do Amaral
Presidente da AMB
Roberto Luiz d"Avila
Presidente do CFM
Cid Célio Jayme Carvalhaes
Presidente da Fenam
Importante: Solicitamos que enviem à Comisão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU) informes sobre as ações e atividades de mobilização. Manteremos todos informados sobre a organização da manifestação de 7 de abril.
Contatos: Florisval Meinão (AMB): diretoria@amb.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. // Aloisio Tibiriçá Miranda (CFM) : comissoes@cfm.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. // Márcio Bichara (Fenam) : imprensa@fenam.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
CARTA ABERTA À POPULAÇÃO
Médicos vão interromper o atendimento aos planos de saúde no dia 7 de abril
Prezado cidadão, prezada cidadã
Os médicos de todo o País irão suspender o atendimento aos planos e seguros de saúde no próximo 7 de abril, Dia Mundial da Saúde.
Nesse dia, os médicos não realizarão consultas e outros procedimentos. Os pacientes previamente agendados serão atendidos em nova data. Todos os casos de urgência e emergência receberão a devida assistência.
A paralisação é referendada pela Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e pelo conjunto das sociedades de especialidades médicas.
Trata-se de um ato em defesa da saúde suplementar, da prática segura e eficaz da medicina e, especialmente, por mais qualidade na assistência prestada aos cidadãos.
O objetivo é protestar contra a forma desrespeitosa com que os médicos e os pacientes são tratados pelas empresas que atuam no setor.
Os planos de saúde interferem diretamente no trabalho do médico: criam obstáculos para a solicitação de exames e internações, fazem pressão para a redução de procedimentos, a antecipação de altas e a transferência de pacientes.
Os contratos entre as operadoras e os médicos também são irregulares, estão em desacordo com as normas estabelecidas pela Agencia Nacional de Saúde Suplementa (ANS).
Nos últimos dez anos, os reajustes dos honorários médicos foram irrisórios, enquanto os planos aumentaram suas mensalidades bem acima da inflação.
Alertamos a sociedade que tal situação é hoje insustentável, com riscos de sérios prejuízos à saúde e à vida daqueles que decidiram adquirir um plano de saúde, na busca de uma assistência médica de qualidade.
As empresas de planos de saúde precisam urgentemente atender a reivindicação das nossas entidades, estabelecendo regras contratuais claras que respeitem a autonomia do médico e definam critérios e periodicidade de reajustes dos honorários profissionais.
É necessário também que a ANS exerça seu papel fiscalizador, exigindo dos planos de saúde o cumprimento da regulamentação.
Brasília, 28 de fevereiro de 2011.
Associação Médica Brasileira
Conselho Federal de Medicina
Federação Nacional dos Médicos
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76353
ANS lança consulta pública sobre prestadores
por Saúde Business Web
02/03/2011
Agência visa receber sugestões e críticas a respeito do Programa de Incentivo à Qualificação de Prestadores de Serviços
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) iniciou nesta segunda-feira (28) uma consulta pública com o objetivo de receber sugestões e críticas de toda a sociedade a respeito do Programa de Incentivo à Qualificação de Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar.
A proposta de Resolução Normativa do Programa de Incentivo à Qualificação de Prestadores, consiste:
- na fixação de atributos de qualificação relevantes para o aprimoramento da atenção à saúde oferecida pelos prestadores de serviços na saúde suplementar;
- na adoção de mecanismos de incentivo à obtenção dos atributos de qualificação pelos prestadores de serviços;
- na quantificação dos atributos obtidos pelos prestadores de serviços com vistas à avaliação do nível de qualificação dos prestadores que compõem a rede de cada operadora; e
- na definição de metas para indicadores de qualidade assistencial e de medidas de desempenho dos prestadores de serviços.
Os atributos de qualificação serão elencados conforme o tipo de prestador de serviço:
I - prestadores de serviços hospitalares:
a) acreditação de serviços de saúde;
b) participação no sistema de notificação de eventos adversos - NOTIVISA - da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA; e
c) participação no Programa de Monitoramento da Qualidade Assistencial através de indicadores, conforme o inciso I do art. 10 desta
Resolução Normativa;
II - prestadores de serviços auxiliares de diagnóstico e terapia e clínicas ambulatoriais:
a) acreditação de serviços de saúde;
b) participação no NOTIVISA da ANVISA; e
c) participação no Programa de Monitoramento da Qualidade Assistencial através de indicadores, conforme o inciso I do art. 10 desta
Resolução Normativa; e
III - profissionais de saúde ou pessoas jurídicas que prestam serviços em consultórios:
a) participação no NOTIVISA da ANVISA; e
b) participação do profissional de saúde de nível superior em programa de certificação de atualização da categoria.
A divulgação dos atributos, tanto pelas operadoras através de seus canais de comunicação com o beneficiário, quanto pela ANS é o principal incentivo à adesão. A Agência acredita que com a divulgação dos atributos de qualificação haja estímulo a uma competição por melhores resultados, agregando valor aos cuidados dispensados aos usuários de planos de saúde e, desta forma, melhorando a qualidade da assistência.
Os interessados em participar da Consulta Pública nº 38 poderão enviar contribuições entre 28 de fevereiro e 30 de março de 2011.
*Com informações da Agência Câmara
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76357
"Saúde no Brasil virou terra de ninguém"
Não confunda movimento com progresso
A frase do título deste artigo é de Peter Drucker, conhecido como o pai da administração moderna. Ela reflete um equívoco usual nas empresas privadas e, ainda mais, no governo. Iniciei este breve texto com essa frase, pois ela me pareceu bastante oportuna para ilustrar a situação atual da ANVISA, órgão que deveria regulamentar o mercado de forma a criar mais e melhores oportunidades, mas tem se afundado na burocracia, caminhos nada transparentes, decisões equivocadas, atrasos homéricos na análise e aprovação dos processos, enfim aquilo tudo que já estamos cansados de saber. A recente pesquisa apresentada na Câmara Americana de Comércio (AMCHAM), em São Paulo, registrou como os três principais problemas para o Setor de Saúde, o excesso de burocracia da ANVISA (22% das respostas), a Corrupção (16% das respostas) e a Falta de Coordenação entre os Três Níveis de Governo (16% das respostas). Vejam, bem, eu disse para o Setor de Saúde e não para uma empresa ou outra. Dadas essas respostas, o Governo Federal deveria vir a público a pedir desculpas pelo atraso na área da Saúde. Como profissional de Saúde que sou, envergonho-me pelo estado das coisas no país. Como especialista da Área Regulatória, critico a todo o momento a indiferença da ANVISA e a postura pedante que a Agência toma em relação ao mercado, onde os principais prejudicados serão os pacientes, e finalmente, como empresário, espanta-me ver a absoluta imobilidade do Governo Federal frente a um problema tão grave. Jogo de cena é o que não falta. Faltam, sim, as iniciativas reais para tornarmos o Setor da Saúde digno da sua grandeza e das necessidades do povo Brasileiro. A conclusão da referida pesquisa não poderia ser mais óbvia, mas nem por isso menos importante: o excesso de burocracia e a regulamentação afetam o desenvolvimento do segmento no país. Quando é que o Congresso Nacional vai atentar para os problemas gravíssimos pelos quais o Setor de Saúde vem atravessando, com claros prejuízos para a população Brasileira, para os profissionais de Saúde e para as empresas que atuam nesse mercado? Cadê a bancada e a comissão da Saúde??? Vamos esperar que quantos mais morram ou sejam prejudicamos pela falta de acesso, pelos gastos indevidos, pela falta de gestão, enfim? A Saúde no Brasil, virou terra de ninguém.
postado por Roberto Latini
http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=66
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