Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

África: Aplicado em paredes, inseticida para malária reduz a zero casos da doença

Quem mora na região da Amazônia, na África subsaariana ou no Sudeste Asiático já sabe: no período de chuvas, febre intermitente, com ciclos alternados de calor e frio extremos são sinais de que a malária atacou novamente. Endêmico e sem uma vacina, o mal atinge 500 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

Diante do estrago, cientistas buscam alternativas para controlar a doença, que mata 3 milhões por ano. Uma nova pesquisa, publicada na edição desta semana do American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, trouxe, no entanto, uma notícia positiva para quem sofre com o mal. Um inseticida testado em uma região africana onde vivem 350 mil pessoas conseguiu pela primeira vez barrar completamente a transmissão da doença.

O estudo, feito no Departamento de Oueme, sul de Benin, utilizou uma estratégia bastante simples. Em vez de aplicar inseticidas no ar ou nas proximidades dos rios, onde o mosquito Anopheles se reproduz, os pesquisadores levaram a o produto para dentro das casas. A substância escolhida foi o bendiocarbe, um dos produtos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o controle do vetor da malária. Como o produto é altamente tóxico e poderia criar riscos para a saúde dos moradores, os pesquisadores do Centro de Pesquisas Entomológicas de Contou o aplicaram cuidadosamente nas paredes internas.

Os resultados foram surpreendentes: os casos chegaram a zero, o número de mosquitos circulando com o Plasmodium — agente infeccioso da doença — desapareceu e a quantidade de picadas de mosquito nos moradores desabou. Os especialistas acreditam que a estratégia, rápida, barata e eficaz, pode ser utilizada de maneira combinada com outras formas de prevenção, como mosquiteiros e repelentes tópicos — ou seja, para serem utilizados na pele —, além do tradicional fumacê.

A novidade foi comemorada por especialistas em saúde pública, justamente por surgir em um momento crucial para surtos de malária. O piretroide, principal substância utilizada no controle do Anopheles, está se tornando cada vez mais ineficaz, porque o uso massivo do produto vem tornando os mosquitos cada vez mais resistentes. “Nosso sucesso em reduzir drasticamente a transmissão da malária com a pulverização de casas com bendiocarbe é muito importante, porque a resistência ao piretroide está emergindo não apenas em Benin, mas também no Quênia, em Níger, na Nigéria, em Mali, em Camarões e em muitos outros países africanos”, afirmou à imprensa Gil Germain Padonou, médico entomologista coautor do estudo.

O departamento onde a pesquisa foi feita está localizado em uma região de planalto, onde as estações de seca e de cheia são muito bem definidas. Nas demais zonas do próprio Benin, e em outras regiões onde a doença é prevalente, como a Amazônia, onde a presença de água é abundante e constante, os especialistas temem que a estratégia não possa ser utilizada. A pulverização com o tóxico bendiocarbe poderia contaminar rios e lagos.

Caminho aberto
O principal autor do estudo vê, no entanto, vantagens na nova técnica, que vão além do fornecimento de uma nova ferramenta contra a malária. Para Pandonou, o estudo abre uma nova frente de trabalho contra a doença. “Nossos resultados fornecem garantias de que, apesar do aumento na resistência às substâncias tradicionais, a pulverização pode continuar a desempenhar um papel vital na redução das incríveis consequências da malária em toda a África”, explica o beninense.

O objetivo é ampliar ao máximo o número de alternativas, tentando descobrir se outro inseticida pode seguir o mesmo caminho do piretroide. “Precisamos intensificar o apoio aos esforços para desenvolver e testar novos inseticidas e buscar melhores estratégias para usá-los, tais como o rodízio entre vários compostos diferentes, tornando mais difícil para os mosquitos se tornarem resistentes”, afirma o presidente da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene, Peter Hotez.

Fonte Correio Braziliense

Prefeitura intensifica combate à dengue em SP

Governo municipal vai fazer mais de 4 milhões de ligações de alerta

A prefeitura pretende fazer mais de 4 milhões de ligações de alerta contra a dengue doença até o fim do mês na capital paulista.

Leia mais notícias do dia

Os telefonemas, de 30 segundos, darão dicas de como proteger a casa e prevenir a proliferação das larvas do mosquito Aedes Aegypti, transmissor do vírus.

O telefone 156 atende denúncias anônimas de foco da dengue em São Paulo.

Fonte R7

Anticoncepcional hormonal feminino eleva riscos de infecção por HIV

As mulheres que fazem uso de hormônios anticoncepcionais são duas vezes mais propensas a se infectarem com HIV ou transmitir o vírus causador da Aids ao parceiro

A pesquisa foi feita com 3.790 casais heterossexuais da África, em que um dos parceiros era soropositivo e o outro, soronegativo.

Se confirmadas, as descobertas poderão ter grande impacto nas políticas de contracepção e prevenção da Aids.

Os autores anteciparam que o estudo reforçará a necessidade de enviar mensagens em prol da prática do sexo seguro, na qual o preservativo é considerado um escudo contra a transmissão do vírus.

Os casais foram monitorados, em média, por 18 meses, período no qual 167 indivíduos foram infectados, 73 deles mulheres, de acordo com o artigo, publicado na revista The Lancet Infectious Diseases.

Quanto à prevalência, as transmissões de HIV ocorreram na proporção de 6,61% ao ano entre as mulheres que fizeram uso do contraceptivo hormonal contra 3,78% naquelas que não utilizaram o método.

As taxas de infecção de mulheres para homens foram de 2,61% entre aquelas que usaram contraceptivo hormonal contra 1,51% das que não recorreram ao método.

A maioria das mulheres que tomou contraceptivos hormonais usou a forma injetável, duradoura, como a injeção de Depo-Provera. Apenas uma pequena parte fez uso da pílula. Neste grupo, foi constatado um aumento do risco de infecção por HIV, mas não grande demais para ser conclusiva.

Nas últimas duas décadas, os cientistas lançaram várias pesquisas sobre a influência do uso de contraceptivos hormonais no risco de HIV, mas as pesquisas tiveram resultados conflitantes.

Este é o primeiro estudo em larga escala a fazer uso de um projeto ambicioso para fornecer resultados claros dos riscos. Também é o primeiro a ressaltar um aparente risco para os homens.

Os cientistas destacaram que as mulheres que tomam contraceptivos injetáveis tiveram "concentrações aumentadas" de material genético do HIV em suas secreções cervicais.

Segundo eles, se este for um mecanismo de transmissão do vírus para os homens, é urgente a necessidade de realizar mais trabalhos para testar a teoria, afirmaram.

Em termos práticos, os médicos devem aconselhar as mulheres sobre o risco potencialmente elevado e alertá-las sobre a importância do uso da "dupla proteção" com preservativos, destacou o estudo, chefiado por Renee Heffron, da Universidade de Washington, em Seattle.

A pesquisa foi realizada entre 2004 e 2010 em Botsuana, Quênia, Ruanda, África do Sul, Tanzânia, Uganda e Zâmbia, como parte de um teste de uma terapia contra o vírus herpes simplex, comum entre pessoas com HIV.

Em um comentário, também publicado na revista, o cientista clínico Charles Morrison, mencionou um dilema "trágico".

Promover um controle hormonal da natalidade na África pode estar contribuindo para a epidemia de HIV. No entanto, limitar esta forma altamente eficaz de contracepção também elevaria as taxas de morte e adoecimento maternos, de bebês abaixo do peso e órfãos.

"O momento de dar uma resposta mais definitiva para esta questão crítica de saúde pública é agora", através de um teste aleatório de voluntários, escreveu.

Em 2009, mais de 33 milhões de pessoas viviam com HIV e 2,6 milhões se infectaram, segundo números divulgados no ano passado pela organização OnuAids.

Fonte IDVF

Mesmo com restrição, consumo de antibióticos cresce 4,8% em um ano

O consumo de antibióticos no País cresceu 4,8% em um ano, saindo de 90,3 milhões para 94,7 milhões de unidades.

O consumo de antibióticos no País cresceu 4,8% em um ano, saindo de 90,3 milhões para 94,7 milhões de unidades. O aumento ocorreu depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passar a exigir a retenção de receita para a venda desses remédios.

Os dados foram levantados pela IMS Health, consultoria especializada no mercado farmacêutico, a pedido do Estado, e leva em consideração a venda para o consumidor final, em farmácias.

A norma proibindo a venda de antibiótico sem receita foi publicada pela Anvisa em outubro do ano passado e passou a valer um mês depois. O objetivo da medida era reduzir a automedicação e o risco de resistência bacteriana.

Para especialistas, o aumento nas vendas é resultado do crescimento natural do mercado farmacêutico e da melhora da economia: o brasileiro tem mais acesso a planos de saúde, vai mais ao médico e, consequentemente, compra mais remédio.

Para o professor Silvio Barberato Filho, do programa de pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade de Sorocaba (Uniso), a medida tem um impacto positivo em reduzir a automedicação, mas ainda não resolve de forma eficaz o problema da resistência bacteriana.

“Temos estudos que demonstram que ainda há excesso de prescrição de antibióticos e prescrições equivocadas. Se a pessoa toma o remédio sem necessidade, mesmo comprando com receita, ela vai contribuir para o aumento da resistência”, diz.

A mesma opinião é compartilhada pelo infectologista Carlos Roberto Veiga Kiffer, pesquisador do Laboratório Especial de Microbiologia Clínica da Unifesp. “A má prescrição existe e é um dos fatores que nós médicos brigamos contra. O consumo precisa cair mais.”

Para Barberato, outras medidas, como a orientação específica ao profissional que prescreve antibióticos, deveriam ser tomadas para evitar a resistência. “O fato de o paciente comprar com receita não quer dizer que a receita não está associada ao mau uso. O controle das vendas é apenas um dos elementos para controlar a resistência bacteriana. Essa norma não consegue coibir a prescrição equivocada”, diz.

Classes específicas. Tese de mestrado defendida ontem na Uniso, orientada pelo professor Barberato, mostrou que nos seis meses depois do início da norma houve queda na venda antibióticos indicados para o tratamento de doenças respiratórias.

A pesquisa levou em consideração uma base de dados de cerca de 2.800 farmácias. Segundo Barberato, houve redução na venda da tetraciclina (39%), azitromicina (33%), amoxicilina (32%) e lincomicina (26%). “Essa queda aconteceu provavelmente porque esses eram os medicamentos mais vendidos sem receita”, afirma.

Segundo Nelson Mussolini, vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), o mercado farmacêutico cresceu 20% no último ano. A tese da indústria para explicar o aumento nas vendas é a de que nunca houve uma automedicação tão exagerada quanto era imaginado.

“Ninguém toma antibiótico se não precisa. E sempre há um pico de venda nos meses de inverno, por causa dos problemas respiratórios”, diz Mussolini.

Sistema. Apesar de ter publicado a norma há quase um ano, a Anvisa não tem um levantamento oficial sobre o consumo. Pela nova regra, as farmácias deveriam fazer a escrituração eletrônica das receitas retidas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) a partir de abril deste ano, mas o prazo foi suspenso por tempo indeterminado.

Assim, a Anvisa depende dos dados manuais feitos por cada estabelecimento. Segundo a assessoria, o prazo foi suspenso porque o sistema atual não comportaria uma demanda tão grande de informações. A agência também atribui o aumento do consumo ao crescimento do mercado.

Fonte IDVF

Criança com nariz entupido frequentemente precisa de acompanhamento médico

Sintoma pode estar relacionado tanto a doenças de simples tratamento, como rinites, quanto a tumores


Quando uma criança tem o nariz "entupido" de forma persistente é preciso investigar. Além de alterar toda a dinâmica respiratória — com consequências no desenvolvimento e crescimento facial da criança — o sintoma pode também indicar a presença de doenças mais graves.

As rinites e a hipertrofia da adenoide (carne esponjosa) são as causas mais frequentes do nariz entupido em crianças e são de tratamento simples quando diagnosticadas precocemente.

— No caso de rinites, é importante manter a higiene nasal e do ambiente em que a criança vive, entre outros métodos terapêuticos. Já em casos de hipertrofia de adenoide, ela é removida cirurgicamente — explica a otorrinopediatra Shirley Pignatari.

De acordo com a médica, o desenvolvimento de tumores é relativamente incomum e, nesses casos, a obstrução nasal é acompanhada de sangramentos nasais frequentes.

O nariz entupido gera outros problemas na saúde e na qualidade de vida, já que a criança acaba respirando pela boca. O olfato e o paladar são prejudicados, o desenvolvimento e o crescimento facial também sofrem interferências, como o aparecimento da mordida cruzada e o afundamento do céu da boca.

Além disso, a especialista destaca que há impactos nas atividades diárias, afetando o rendimento escolar, a prática de atividades físicas e o humor da criança. Para identificar o que está causando a obstrução nasal e qual o tratamento ideal, é fundamental ter acompanhamento médico.
Fonte Zero Hora