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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Exercícios físicos e uma boa dieta ajudam no controle do câncer de fígado

Essa é a afirmação de um estudo brasileiro publicado no periódico Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism e que demonstrou que treinos leves porém rotineiros, associados a uma dieta de baixo teor em gorduras pode proteger contra o câncer de fígado e mesmo ajudar no combate da condição depois dela instalada.
 
“O carcicoma hepatoceular, ou câncer de fígado, é um dos cinco tipos de câncer que mais atingem pessoas em todo o mundo. Diversos estudos experimentais e clínicos já haviam demonstrado que uma rotina de exercícios físicos podia prevenir o câncer e melhorar a qualidade de vida”, explica Luis Barbisan, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp, campus Botucatu).
 
“Nosso estudo é um dos primeiros a demonstrar que os efeitos de uma rotina de exercícios, associados a uma dieta equilibrada com baixo teor de gorduras, pode não só prevenir mas evitar a progressão do câncer de fígado. Usamos modelos animais replicando um padrão alimentar comum no Ocidente, ou seja, rico em gorduras e rotinas de exercícios como a natação”, diz Barbisan explicando como sua equipe chegou nos resultados apresentados.
 
O estudo é importante pois demonstra como a combinação de exercícios e dieta com baixos índices de gordura, algo que é reconhecidamente bom para a saúde em geral, também pode impedir a progressão de certos tipos de câncer, aponta Terry Graham, um dos revisores do paper publicado.
 
“Nós normalmente associamos esse tipo de combinação positiva apenas para a saúde física de forma a evitar as doenças. A pesquisa demonstrou que esses dois fatores também ajudam no controle de doenças que já estão desenvolvidas. O estudo abre novas possibilidades no campo da pesquisa de exercícios e dietas, provando que ambos são benéficos independente de se estar ou não doente”, completa Graham.
 
Fonte O que eu tenho

Uma taça de vinho por dia pode desencadear câncer de mama

Estima-se que em um ano o consumo de álcool causou 5.000 mortes pela doença
 
Apenas um copo de vinho por dia pode desencadear o câncer de mama e outros tumores, sugerem os cientistas.
 
Uma equipe internacional comparou os efeitos entre aqueles que consumiram até um copo de bebida alcóolica por dia com os “não-bebedores” em termos de riscos relativos para uma série de tipos de câncer.
 
Os pesquisadores concluíram que houve aumentos detectáveis de casos de câncer envolvendo a boca, garganta, esôfago e de mama, segundo o site Daily Mail.
 
A equipe da Universidade de Milão e de outros centros nos EUA, Canadá, Irã, França e Suécia estimam que em apenas um ano, o consumo de álcool causou 24 mil mortes por câncer de esôfago, 5.000 de câncer de boca e de mama em todo o mundo.
 
A última pesquisa que reúne dados de uma série de estudos anteriores, envolvendo mais de 150 mil pessoas, foi realizada porque a maioria dos estudos observacionais tem mostrado que a ingestão de álcool, aumenta o número de cânceres no trato digestivo superior. Mesmo o consumo moderado está associado a um ligeiro aumento do risco do câncer de mama.
 
Desconfiança
No entanto, o Fórum Científico Internacional de Pesquisa em Álcool, que analisou os resultados, disse que estava preocupado com uma série de aspectos do estudo.
 
Por exemplo, o fato de os investigadores incluírem aqueles que bebiam com aqueles que nunca beberam no grupo de referência — pois não tinham dados sobre a duração do consumo de álcool em níveis diferentes.
 
Além disso, os pesquisadores não ajustaram suas estimativas para outros hábitos de vida, como por exemplo, fumar. Tais fatores tendem a enfraquecer as implicações dos resultados.
 
O que eles somente apresentaram foram apenas os efeitos sobre o câncer, sem comentar sobre os efeitos gerais da saúde quando há ingestão da bebida alcóolica — como a redução acentuada de doenças cardiovasculares.
 
No entanto, o fórum considera que as análises podem ser úteis na compreensão das associações entre álcool e câncer.
 
Fonte R7

Paris pedirá interdição de transgênicos se forem prejudiciais

O primeiro-ministro francês Jean-Marc Ayrault anunciou nesta quinta-feira que se o perigo dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) for comprovado, a França "defenderá em nível europeu" sua interdição, após a publicação de um estudo alarmante a este respeito.
 
"A publicação de um estudo realizado por cientistas franceses questionando seriamente a segurança a longo prazo do milho transgênico NK 603 provocou um encaminhamento imediato da Agência de Segurança Sanitária e da Autoridade de Segurança Alimentar Europeia", declarou o chefe de Governo em um discurso em Dijon (centro).
 
"Eu pedi um inquérito rápido, na ordem de algumas semanas, que permita verificar a validade científica deste estudo", acrescentou.
 
"Se os resultados forem conclusivos, (o ministro francês da Agricultura) Stéphane Le Foll defenderá a proibição dos OGM em nível europeu", disse ele.
 
Paris e Bruxelas alertaram na quarta-feira suas respectivas autoridades de saúde, após a publicação deste estudo chocante, mostrando tumores do tamanho de bolas de pingue-pongue em ratos alimentados com milho transgênico da Monsanto importado para a Europa.
 
Fonte R7

Mulher descobre doença genética rara após perder sete filhos

A britânica Sharon Bernardi descobriu, da pior forma possível, uma rara doença genética em sua família: perdeu sete filhos até que os médicos identificassem que um problema no DNA de suas células aumenta as chances da ocorrência da doença de Leigh, que atinge o sistema nervoso de forma letal.
 
Seu drama a levou a apoiar pesquisas cujo objetivo é desenvolver uma técnica para substituir o material genético presente em suas mitocôndrias (partículas celulares) pelo de uma mulher saudável.
 
Esta espécie de 'transplante genético' poderia dar fim ao seu sofrimento e finalmente dar a Sharon a possibilidade de ter uma família.
 
Seu drama começou com o primeiro filho, e mesmo após sete tentativas, ela ainda tem esperanças.
 
A cada gestação ela achava que seria diferente. Durante a gravidez costumava sentir-se bem, e os partos em geral corriam dentro da normalidade, mas logo algo começava a dar errado.
 
Seus três primeiros filhos morreram horas após o nascimento e ninguém sabia a razão.
 
'Levamos bastante tempo para superar o primeiro e aí aconteceu novamente. Fiquei perplexa. Fiquei em choque', reconta a britânica.
 
Diagnóstico genético
Após a terceira criança morrer, os médicos começaram a suspeitar que as mortes não eram mera coincidência, mas as pesquisas genéticas iniciais não chegaram a respostas conclusivas.
 
Ao mesmo tempo, a mãe de Sharon revelou que tinha dado à luz três natimortos (quando o feto já nasce sem vida) antes do seu nascimento.
 
Mais tarde, a análise dos médicos revelou que oito recém-nascidos já haviam morrido em outros núcleos da família.
 
'Eu não sabia sobre a história de minha mãe. Não tinha por que eu saber. Eu sou filha única, e acho que naquela época as pessoas não falavam muito sobre as coisas como agora', diz Sharon.
 
Edward
Algum tempo depois, em uma nova tentativa, ela deu à luz Edward, seu quarto filho.
 
Dessa vez os médicos estavam mais preparados, e, 48 horas após o parto, o bebê recebeu transfusões de sangue para prevenir a acidose lática, um tipo de intoxicação causada pelo sangue que acabou matando seus três irmãos.
 
Cinco semanas depois, o casal recebeu autorização para levar o bebê para casa, em Sunderland, no norte da Inglaterra, para passar o primeiro Natal em família.
 
Aos quatro anos ele começou a sofrer espasmos, e foi aí que a equipe médica finalmente diagnosticou com exatidão a origem do problema.
 
A doença de Leigh é causada por problemas nas mitocôndrias - pequenas estruturas que funcionam como uma espécie de usina de força de cada célula. A doença afeta o cérebro, em particular, o sistema nervoso. Ela se manifesta geralmente no início da infância. Entre os primeiros sintomas estão deficiências na habilidade de sucção, perda de controle do movimento da cabeça e de habilidades motoras.
 
'Pode parecer estranho, mas fiquei aliviada de, finalmente, ter uma resposta', diz Sharon.
 
No caso de Edward, sempre havia o risco de que ele morresse durante um desses ataques de espasmos, que chegavam a durar dias, e embora os médicos tivessem alertado os pais de que o garoto só viveria até os cinco anos, Edward conseguiu lidar com os intensos sintomas da doença de Leigh até sua morte, os 21 anos, no ano passado.
 
'É difícil quando tudo que você quer é ter uma família, e finalmente você tem um bebê como o Edward, e você acha que finalmente está chegando a algum lugar com todas as suas esperanças e sonhos, e aí alguém lhe diz que em algum momento seu filho vai morrer', diz a britânica.
 
Egoísmo e esperança
O casal continuou tentando ter um bebê saudável, sem sucesso. Sharon deu à luz outra três crianças, mas nenhuma viveu mais do que dois anos. Cada vez que mais um bebê morria, eles diziam a si mesmos que seria a última tentativa, e após a última morte, em 2000, eles desistiram.
 
'As pessoas me perguntam, o que Edward tinha de diferente? Como ele sobreviveu ainda bebê, se já tinha todos os problemas que mais tarde só aumentariam? Eu não, mas Edward tinha uma força dentro dele. Ele lutou durante toda a sua vida. Eu acho que estava na personalidade dele'.
 
Ter perdido todos os filhos é algo que afeta o casamento de Sharon. 'Também afeta a família, os avós e suas esperanças e sonhos de terem netos', conta.
 
A britânica diz que muitos já acusaram o casal de serem egoístas por quererem algo que não podem ter - sua própria família, com crianças saudáveis. 'Não me acho egoísta, só quero que meu filho tenha saúde'.
 
O sofrimento dos filhos de Sharon a convenceu da necessidade de apoiar a criação de técnicas que possam remediar os problemas em mitocôndrias com as mesmas falhas que as suas.
 
'Quando você vê alguém com dor, você não quer ver mais pessoas com dor. Você não quer ver uma criança nascer só para sofrer e morrer antes de completar dois anos, ou, caso sobrevivam, que tenham deficiências devastadoras'.
 
'Não se trata de ser egoísta. Não tem nada a ver com querer bebês sob medida. Não estamos sendo injustos com pessoas com deficiências. É uma tentativa de criar um bebê saudável. É uma tentativa de dar um futuro a uma criança', diz Sharon.
 
Fonte R7

Sem dinheiro para tratar, chinesa com "perna de elefante" quer amputar

Mãe de duas crianças, Liu Sau depende do marido para sustentar a casa e fazer as tarefas domésticas
 
A chinesa Liu Sau cuja perna direita inchou até chegar ao tamanho da de um elefante está considerando amputá-la porque não pode arcar com os custos do tratamento médico.
 
— Manter a perna é a melhor escolha, mas está fora das opções.
 
Acredita-se que Liu Sau, segundo o jornal The Sun, possua problemas linfáticos que fizeram com que sua perna aumentasse de tamanho com o passar do tempo. Sua perna direita começou a engrossar há cinco anos.
 
Mãe de duas crianças, Liu é da Província de Jiangxi, no leste da China. Impedida de trabalhar, ela depende do marido, Yang Yifa, para alimentar as crianças e também para as tarefas domésticas.
 
Seu marido, que sofre de tuberculose crônica, espera que a amputação possa ser feita em algum hospital próximo:
 
— Esperamos que haja um hospital que possa fazer a cirurgia de graça para a minha esposa.
 
Fonte R7