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sábado, 30 de março de 2013

Chinês desenvolve graves problemas renais por passar 20 anos sem beber água

Médicos alertam que refrigerantes não são bons
substitutos da água e podem destruir o equilíbrio
do pH do corpo. Na imagem, o chinês Shen
O homem só bebia refrigerantes e vitaminas
 
Um chinês de meia idade desenvolveu graves problemas renais após passar 20 anos sem beber água, que foi substituída por refrigerantes e vitaminas.
 
O protagonista da história, de sobrenome Shen e morador da comarca de Tonglu, no leste da China, foi diagnosticado com uremia, transtorno que pode causar problemas em todo o organismo, incluindo os aparelhos respiratório, circulatório e digestivo.
 
As informações são do jornal China Daily.
 
"Refrigerante, vitaminas... bebo mais de cinco garrafas por dia", confessa Shen.
 
Ele deveria ter mudado seus hábitos há sete anos, quando passou pela mesa de cirurgia para retirar uma pedra no rim de quase quatro centímetros de diâmetro.
 
Perante o caso de Shen, médicos chineses advertiram que as bebidas, especialmente aquelas com gás, podem destruir o equilíbrio do pH do corpo, e não são bons substitutos da água, grande arma para eliminar toxinas.
 
Fonte R7

Chip na barriga controla apetite e combate obesidade

BBC
Chip pode se tornar uma alternativa à cirurgia de redução do estômago
Testes em humanos são esperados em três anos
 
Cientistas britânicos apresentaram em Londres um microchip 'inteligente' desenvolvido para ser implantado no corpo humano com o objetivo de controlar o apetite e combater a obesidade.
 
Após testes satisfatórios nos laboratórios do Imperial College, os professores Chris Toumazou e Stephen Bloom anunciaram que os testes em animais estão prestes a começar. Testes em humanos são esperados em três anos.
 
O chip foi desenhado para ser implantado junto ao nervo vago (pneumogástrico), que regula o apetite e outras funções do organismos.
 
O circuito consiste em um 'modulador inteligente' de poucos milímetros, implantado na cavidade peritoneal do abdome (na barriga). Ele será preso ao nervo vago por meio de eletrodos.
 
O chip e os eletrodos foram desenvolvidos para ler e processar estímulos elétricos e químicos do nervo que regulam o apetite.
 
Com base nos dados coletados, o chip poderá enviar estímulos elétricos ao cérebro, reduzindo o apetite.
 
'Será um controle do apetite, mais do que dizer: 'pare de comer de uma vez'. Então, talvez em ver de comer rápido, você coma mais devagar', explicou o professor Toumazou, em entrevista à BBC.
 
— Uma vez que o cérebro fica em alerta, ele receberá sinais similares àqueles recebidos do organismo após uma refeição, e esses sinais dizem para não comer mais, que os intestinos estão cheio de comida.
 
Segundo o professor Toumazou, o chip pode se tornar uma alternativa à cirurgia de redução do estômago, já que a nova técnica poderá controlar o apetite.
 
O fato de também identificar impulsos químicos deve tornar o chip mais efetivo, indicam os cientistas.
 
O projeto recebeu 7 milhões de euros do Conselho de Pesquisa Europeu.
 
Nervo vago
O nervo vago regula uma série de funções no organismo, como controlar a respiração, o ritmo cardíaco, a secreção de ácidos no sistema digestivo e a contração do intestino.
 
O nervo também indica ao cérebro como outros sistemas do organismo estão operando.
 
A equipe do Imperial College de Londres, no entanto, não é a única a pesquisar o tema.
 
A empresa de tecnologia médica EnteroMédics, dos Estados Unidos, criou um circuito que bloqueia o nervo para interromper estímulos de apetite.
 
Resultados dos primeiros testes do chip americano, que envolveram 239 pacientes, mostraram perda de até 20% do excesso de peso no corpo. A empresa, no entanto, disse que os resultados não foram tão bons quanto os esperados.
 
Outra empresa americana, a IntraPace, também desenvolveu técnica similar.
 
Fonte R7

Comer frutas e legumes pode não ter um efeito protetor contra o câncer

Muitos estudos e declarações oficiais indicam que comer pelo menos cinco porções de frutas e legumes por dia melhora a saúde e pode diminuir substancialmente o risco de câncer.
 
Agora, uma revisão de uma década de pesquisas sobre as ligações entre frutas e produtos hortícolas e o desenvolvimento do câncer conclui que as evidências ainda não são convincentes.
 
Segundo os pesquisadores, embora existam incontestáveis benefícios de comer frutas e verduras, há poucas evidências sólidas de que elas protegem contra o câncer.
 
Os pesquisadores afirmam que o risco do câncer não se reflete no que as pessoas comem, e sim está muito mais relacionado ao quanto as pessoas comem e bebem. Os resultados do novo estudo apontam que os únicos fatores relacionados com a dieta que definitivamente afetam o risco de câncer são a obesidade e o álcool.
 
A única evidência incontestável encontrada nas pesquisas revisadas é que o câncer está fortemente ligado ao excesso de peso ou obesidade, e a beber mais álcool do que o limite diário recomendado.
 
Também, o tabaco é ainda a maior causa de câncer. Embora o tabagismo aumente o risco de câncer em até 50 vezes, mesmo grandes consumos de frutas e verduras só reduzem o risco de câncer em um máximo de 10%. Depois do tabagismo, estar acima do peso e a ingestão de álcool são dois dos maiores provocadores de câncer.
 
As pessoas obesas produzem altos níveis de certos hormônios em comparação com pessoas de um peso saudável, e isso pode contribuir para um aumento do risco de câncer de mama.
 
Ter excesso de peso também pode aumentar o risco de outros cânceres comuns, como do intestino, e outras formas da doença difíceis de tratar, como o câncer de pâncreas, esôfago e rins.
 
Já o álcool, quando é quebrado pelo organismo produz uma substância química que pode danificar as células aumentando o risco de câncer de boca, garganta, mama, intestino e fígado.
 
Ou seja, enquanto parar de fumar continua a ser a melhor maneira de reduzir as chances de desenvolver câncer, a importância de manter um peso saudável e reduzir a quantidade de álcool não deve ser menosprezada.
 
Segundo os pesquisadores, para cada duas porções extra de frutas e vegetais consumidas, o risco de câncer cai apenas 3%.
 
Por outro lado, é muito mais eficaz manter a ingestão de álcool até um máximo de uma pequena dose por dia para as mulheres, e duas doses pequenas por dia para os homens, e manter o peso dentro dos limites saudáveis, coisas que podem ter um impacto enorme.
 
Fonte Telegraph

Calor ajuda no tratamento contra o câncer

O calor tem sempre sido um aliado na luta contra o câncer. Embora alguns estudos tenham mostrado que o aquecimento de tumores facilita a rádio e a quimioterapia, ninguém sabia afirmar ao certo por que isso ocorre. Agora, uma nova pesquisa sugere que as altas temperaturas destroem enzimas que dificultam a ação de drogas que combatem a doença.
 
A descoberta sugere que a combinação correta de medicamentos e calor melhora a eficácia da quimioterapia.
 
Przemek Krawczyk e seus colegas da Universidade de Amsterdã, na Holanda, aqueceram células tumorais em laboratório. Eles também injetaram tumores em ratos e, em seguida, aqueceram o membro do animal que recebeu o tumor a 42 ° C durante 90 minutos.
 
A equipe descobriu que as altas temperaturas desnaturam a proteína BRCA2, uma enzima de reparo do DNA. Normalmente, a BRCA2 conserta uma ruptura ou algo do gênero causado pelos medicamentos contra o câncer no DNA das células cancerosas. Por isso, desmantelar a BRCA2 significa deixar os tumores mais vulneráveis ​​ao tratamento.
 
“Em condições normais, o reparo no DNA é algo natural e necessário às células, porém isso permite que as células cancerosas resistam ao tratamento que danifica seu DNA”, explica o co-autor Roland Kanaar. “Agora sabemos que a hipertermia – a elevação da temperatura do corpo – aumenta a eficácia de tratamentos contra o câncer inibindo uma determinada via de reparo de DNA”.
 
“O próximo passo lógico é pensar que poderíamos usar drogas em combinação com a hipertermia, tendo em vista os nossos resultados”, diz Kanaar. Os pesquisadores sugerem que a hipertermia seria um excelente aliado para os medicamentos anti-câncer que prejudicam as enzimas de reparo do DNA, tais como os inibidores da PARP-1.
 
Fonte Hypescience

Jogue online contra a Aids

Um jogo online tem ajudado a determinar a estrutura de uma enzima que poderia abrir caminho para remédios contra a Aids.
 
O jogo, chamado Foldit, permite aos jogadores criar novas formas de proteínas por dobrar aleatoriamente moléculas digitais em suas telas de computador.
 
Cientistas afirmam que ficaram envolvidos com a estrutura da proteína por mais de uma década. Porém, a comunidade online levou apenas alguns dias para produzir o modelo da enzima.
 
Proteínas são compostos orgânicos extremamente complexos e uma enzima é um tipo particular de proteína. A enzima para qual os jogadores foram apresentados se chama M-PMV protease retroviral – uma enzima que desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de um vírus semelhante ao HIV.
 
Os cientistas têm tentado determinar precisamente a sua estrutura há anos. O resultado pode ser um passo importante no desenvolvimento de medicamentos anti-Aids.
 
Seguindo regras simples, os jogadores de Foldit devem girar um modelo 3D digital da enzima em suas telas de computador, para testar todas as combinações possíveis.
 
Em algum momento, obtém-se um bom resultado, o estado que usa pouquíssima energia para se manter.
 
De acordo com os criadores do jogo, o objetivo é ver se a intuição humana pode ter sucesso onde os métodos automatizados têm falhado. Os pesquisadores ficaram tão impressionados com o resultado que até incluíram alguns jogadores como coautores de estudo.
 
Mesmo uma pequena proteína é capaz de se combinar de várias maneiras diferentes e é sempre um desafio, mesmo para computadores, descobrir qual das muitas estruturas possíveis é a melhor.
 
Foldit tenta prever a estrutura de uma proteína, se aproveitando das intuições humanas para resolver quebra-cabeças e da competição para combinar da melhor forma as proteínas.
 
Assim como as proteínas são parte de tantas doenças, eles também podem ser parte da cura. Sem saber, os jogadores podem criar proteínas novas que poderiam ajudar a prevenir ou tratar doenças importantes.
 
Para jogar, não é necessário nenhum conhecimento prévio de proteínas, bioquímica ou biologia – tudo o que um usuário deve ter é um computador e uma conexão à internet.
 
O objetivo é projetar uma proteína inteiramente nova ou prever uma certa estrutura. Cada vez que um modelo online é gerado, cientistas e empresas de biotecnologia assumem o controle.
 
O maior e mais interessante avanço, de acordo com autores do estudo, é que pela primeira vez jogadores online podem resolver um problema de longa data científica.
 
De acordo com um cocriador do Foldit, o jogo permite reunir os pontos fortes de computadores e seres humanos. Os resultados comprovam que a ciência e a computação podem ser combinadas para fazer avanços, antes impossíveis. Quer jogar? Entre no site do Foldit.
 
Fonte BBC