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sexta-feira, 7 de junho de 2013

MP pede que prefeitura de BH dispense 3 mil contratados na Saúde

O Ministério Público Estadual (MPE) entrou com ação contra a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para obrigar o Executivo municipal a dispensar imediatamente cerca de 3 mil contratados para a área de Saúde.
 
Segundo a ação, há funcionários trabalhando sem concurso com contratos com quatro anos de vigência e a PBH continua fazendo contratações, apesar de haver candidatos aprovados em concurso realizado em 2011 ainda esperando nomeação.

Foi justamente de parte destes aprovados que partiram as denúncias que levaram a Promotoria de Defesa da Saúde a investigar o caso. O promotor Nélio Costa Dutra Júnior ainda expediu, em junho do ano passado, recomendação para que o município nomeasse os candidatos aprovados. Mas, segundo o MPE, o Executivo alegou que descumpriria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Porém, ainda de acordo com o Ministério Público, o município fez, entre julho e dezembro, 1,8 mil nomeações para diversos cargos previstos no edital do concurso, cujo resultado havia sido homologado em março, e ainda apresentou cronograma prevendo o restante das nomeações para setembro de 2013. "Embora a maior parte dessas nomeações tenha ocorrido em 2012, durante o prazo de vigência do concurso, o município vinha contratando profissionais ao invés de nomear os excedentes aprovados no concurso de 2011", afirma o MPE.

Cronograma
O promotor ainda enviou nova recomendação à PBH pedindo um cronograma das dispensas dos contratados, mas resolveu entrar com a ação "já que essa recomendação também não foi cumprida". O MPE pede que a Justiça declare nulos todos os contratos administrativos, determine a demissão dos não concursados e a nomeação dos aprovados no processo seletivo e as nomeações para 37 cargos ainda não preenchidos.

Além disso, o promotor pediu ainda que o município seja obrigado a realizar e homologar, em até 180 dias, novo concurso para substituir os demais contratados "sem prejuízo da continuidade do serviço". O Estado procurou a PBH para se manifestar sobre o caso, mas, até o fechamento desta edição, não houve retorno. A Justiça ainda não se pronunciou sobre os pedidos do MPE.
 
 Fonte R7

Governo venezuelano confirma 724 casos de H1N1, e médicos falam em epidemia

O que mais chama atenção é que as mortes estão relacionadas a
um grupo de idade que corresponde aos adultos jovens
No último mês de maio, pelo menos 23 pessoas morreram em decorrência do vírus
 
O governo da Venezuela confirmou que 724 casos de pessoas afetadas com a gripe A (H1N1) no último mês de maio, enquanto representantes da Sociedade Venezuelana de Infectologia disseram nesta quinta-feira (6) que o vírus afeta todo o país, o que reflete uma epidemia com pelo menos 23 mortes.
 
O boletim epidemiológico mensal do Ministério da Saúde da Venezuela indica que desde o dia 1º até 25 de maio 1.553 mostras foram analisadas, das quais 84,19% das positivas correspondem ao influenza A (H1N1), ou seja, 724 casos. No entanto, o reporte não indica a quantidade de mortes.
 
O chefe da catedral de Epidemiologia e Saúde Pública da Universidade Central da Venezuela (UCV) e representante da Sociedade Venezuelana de Infectologia, Luis Echezuría, revelou à Agência Efe que registraram casos em 20 dos 23 estados federais e que os mesmos abrangem todos os grupos de idades.
 
— Passamos de surto a epidemia. Está praticamente em todo o território e não há forma de dizer que não é assim porque as mortes estão sendo registradas em todas as entidades federais, com exceção do Distrito Federal (Caracas). É do meu conhecimento e do Ministério da Saúde de 23 a 25 mortes.
 
O epidemiologista acrescentou que "o que mais chama atenção" é que as mortes estão relacionadas a um grupo de idade que corresponde aos adultos jovens.
 
Segundo o especialista, o mais "natural" é que estas doenças afetem crianças e idosos, mas, diante de uma epidemia, "o padrão muda", e os mais afetados passaram a ser os adultos jovens, "que são os que vão mais à rua".
 
O pediatra e epidemiologista da UCV Alejandro Rísquez, diz, no entanto, que "a grande maioria" das pessoas que possuem esse vírus não morre por esta causa e especificou que só quatro a seis de cada 100 mil infectados pela influenza A chega a falecer.
 
Em relação às mortes na Venezuela, Rísquez, que também é representante da Sociedade Venezuelana de Infectologia, assinalou que, apesar dos 700 casos diagnosticados, as projeções devem levar em consideração que a cada pessoa hospitalizada há 9,9 mil indivíduos que tiveram a infecção.
 
Segundo o pediatra, a maioria dos portadores do vírus não apresenta sintomas. Neste caso, os especialistas indicaram à Agência Efe que o mais conveniente é que se vacine a maioria da população, especialmente as mulheres grávidas.
 
A ministra da Saúde da Venezuela, Isabel Iturria, pediu calma, para não gerar um "alarme" em torno de uma situação que "qualquer epidemiologista sabe que não tem razão de ser", e indicou que mais de três milhões de venezuelanos foram vacinados contra o vírus há pouco mais de uma semana.
 
O governo se negou a fornecer números de mortes e só os boletins epidemiológicos de publicação obrigatória ofereceram dados oficiais sobre a situação da doença no país. 
 
Fonte Efe

Um em cada quatro pacientes diagnosticados com disfunção erétil é jovem

A pesquisa indica que um quarto dos pacientes tinha menos de
 40 anos e quase metade dos jovens tinha disfunção erétil grave
Estudo sugere que condição em homens com 40 anos ou menos pode ser mais prevalente e mais grave do que se pensava
 
Estudo realizado por pesquisadores da University Vita-Salute San Raffaele, na Itália, revelou que um em cada quatro homens diagnosticados com disfunção erétil é jovem.
 
A pesquisa indica que um quarto dos pacientes tinha menos de 40 anos e quase metade dos jovens tinha disfunção erétil grave.
 
Os resultados, publicados no The Journal of Sexual Medicine, sugerem que a disfunção erétil em homens jovens pode ser mais prevalente e mais grave do que se pensava anteriormente.
 
A disfunção erétil é uma queixa comum em homens com mais de 40 anos de idade. A prevalência aumenta com a idade, mas a prevalência e os fatores de risco para a disfunção erétil entre os homens mais jovens foram pouco analisadas.
 
Para dar mais clareza, Paolo Capogrosso e seus colegas avaliaram as características sócio-demográficas e clínicas de 439 homens que procuraram ajuda médica para a disfunção erétil entre janeiro de 2010 e junho 2012 em um ambulatório acadêmico.
 
Dos 439 pacientes, 114 (26%) tinham 40 anos ou eram mais jovens. Em comparação com pacientes mais velhos, os pacientes mais jovens tiveram um menor índice de massa corporal médio, um nível médio mais elevado de testosterona no sangue, e uma menor taxa de outras condições médicas.
 
Pacientes mais jovens com disfunção erétil fumavam e usavam drogas ilícitas mais frequentemente do que os pacientes mais velhos. Disfunção erétil grave foi observada em 48,8% dos pacientes mais jovens e 40% dos pacientes mais velhos.
 
Segundo os pesquisadores, a função erétil, em geral, é um marcador para a função cardiovascular global. Esta é a primeira pesquisa que mostra evidências da disfunção erétil grave em uma população de homens de 40 anos de idade ou mais jovens.
 
 
Fonte isaude.net

Aleitamento materno beneficia o desenvolvimento do cérebro dos bebês

Pesquisa mostrou que aqueles bebês que foram amamentados por pelo menos três meses tiveram maior desenvolvimento da matéria branca do cérebro
Pesquisa mostrou que aqueles bebês que foram amamentados
por pelo menos três meses tiveram maior desenvolvimento
da matéria branca do cérebro
Bebês amamentados por pelo menos três meses tiveram melhor desempenho em áreas cerebrais ligadas a linguagem e controle motor
 
Pesquisadores da Brown University, nos EUA, descobriram novas evidências de que o aleitamento materno beneficia o desenvolvimento do cérebro dos bebês.
 
Imagens de ressonância magnética, tiradas enquanto as crianças estavam dormindo, mostraram que aquelas que foram amamentadas exclusivamente por pelo menos três meses tiveram um maior desenvolvimento em partes importantes do cérebro em comparação com crianças alimentadas com fórmula ou uma combinação de fórmula e leite materno.
 
 
O líder da pesquisa Sean Deoni e seus colegas usaram aparelhos de ressonância magnética especiais que visualizaram os cérebros dos bebês enquanto eles dormiam. A técnica de ressonância magnética olhou para a microestrutura da matéria branca do cérebro, o tecido que contém as fibras nervosas longas e ajuda diferentes partes do cérebro a se comunicarem umas com as outras.
 
Especificamente, a técnica procurou avaliar a quantidades de mielina, material que isola as fibras nervosas e acelera os sinais elétricos enquanto eles circulam no cérebro.
 
Deoni e seus colegas analisaram 133 crianças em idades que variaram de 10 meses a 4 anos. Todos os bebês tiveram tempo normal de gestação e todos vieram de famílias com condições socioeconômicas semelhantes.
 
O estudo mostrou que aqueles bebês que foram amamentados por pelo menos três meses tiveram maior desenvolvimento da matéria branca do cérebro. "Estamos descobrindo que a diferença [em crescimento de substância branca] é da ordem de 20 a 30%, comparando as crianças que receberam leite materno e as crianças não amamentadas", afirma Deoni.
 
Após realizarem um conjunto de testes cognitivos, a equipe notou maior desempenho de linguagem, recepção visual, desempenho e controle motor no grupo amamentado.
 
Segundo os investigadores, houve um aumento no crescimento do cérebro em bebês que foram amamentados por mais tempo, especialmente em áreas do cérebro ligadas com a função motora.
 
A equipe acredita que os resultados se somam a um corpo substancial de pesquisa que encontra associações positivas entre amamentação e a saúde do cérebro infantil.
 
Fonte isaude.net

Filhos de casais homossexuais são mais saudáveis, afirma estudo

Casal Jason e Adrian Tuazon-McCheyne com seu filho Ruben
Foto: Jonathan Canlas/University of Melbourne
Casal Jason e Adrian Tuazon-McCheyne com seu filho Ruben
Resultados revelam que as crianças têm maior coesão familiar, mas continuam a ser vítimas de discriminação
 
Estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, demonstrou que filhos de casais do mesmo sexo têm uma saúde melhor do que a de crianças da população geral.
 
Os resultados revelam ainda que as crianças têm mais aproximação familiar, mas continuam a ser vítimas de discriminação.
 
Segundo o pesquisador chefe, Simon Crouch, os resultados sugerem que crianças australianas criadas por casais do mesmo sexo estão se desenvolvendo bem. "Essas crianças estão crescendo em uma variedade de contextos e se saem bem em medidas de saúde e bem-estar em face à discriminação", afirma.
 
A equipe avaliou a saúde de 500 crianças com idades entre dois meses e 17 anos a partir de 315 pais. Os pesquisadores olharam para diferentes domínios, incluindo atividade física, saúde mental e comportamento. Os pais descreveram uma série de orientações sexuais, incluindo homossexuais, gays, lésbicas e bissexuais.
 
Os resultados provisórios revelaram que:
 
- Crianças com idade entre cinco e 17 anos com pais do mesmo sexo mostraram resultado melhor na saúde geral e coesão familiar quando comparadas a crianças de todas as origens e contextos familiares;
 
- Para todas as outras medidas de saúde não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas;
 
- Filhos de pais do mesmo sexo e suas famílias continuam a enfrentar discriminação em uma variedade de contextos.

De acordo com os pesquisadores, o estudo é o maior de seu tipo para investigar o bem-estar físico, mental e social completo das crianças com pais do mesmo sexo e, em particular, o papel que o estigma e a discriminação têm sobre sua saúde e bem-estar.
 
"Estes resultados são promissores e estamos ansiosos para novas descobertas que esperamos ainda este ano", afirma Crouch.
 
 
Fonte isaude.net