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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Estresse durante a gravidez pode alterar sono do bebê no útero

Uma pesquisa de cientistas alemães apontou que o estresse da mãe durante a gravidez pode prejudicar o sono dos bebês, além de aumentar os riscos de depressão na criança. Durante a gestação, os hormônios do estresse materno são absorvidos pelo feto, que sofre um desequilíbrio hormonal e a diminuição do intervalo das fases do sono.
 
Segundo a pesquisa da Universidade de Jena, cerca de 10% dos hormônios liberados pela mãe são absorvidos pelos bebês. "O corpo dos bebês pensa que esse nível elevado é normal. Assim, essas crianças se tornam sensíveis ao estresse durante toda a sua vida", afirma Matthias Schwab, pesquisador envolvido no estudo.
 
Além dessa alteração hormonal, o estresse materno seria responsável pela alteração do ritmo de sono dos bebês no útero. "Esse desenvolvimento é seguido pela mudança mais frequente das fases do sono que permanece, no mínimo, até o fim da gravidez", diz Schwab.
 
Cientistas defendem que as diferentes fases do sono, principalmente naquela em que acontece o sonho, sejam importantes para o desenvolvimento cerebral e para a formação de sinapses, responsáveis pela comunicação entre neurônios.
 
Como o aumento do nível de estresse e a redução das fases do sono são sinais de depressão, cientistas concluíram que o estresse durante gestação é um fator de risco para bebês que estão em contato com esse hormônio.
 
Além disso, crianças que passaram por estresse do útero da mãe são mais agitadas, nervosas e possuem dificuldade de atenção.
 
A maturação das fases do sono é difícil de ser estudada no útero. Por meio de exames de ultrassom foi possível identificar que as fases do sono se desenvolvem durante a 28ª e 36 ª semana de gestação.
 
Mas nesse estágio ainda não é possível analisar as atividades cerebrais com precisão, por isso cientistas de Jena realizaram testes em ovelhas, que possuem um desenvolvimento cerebral do feto parecido com o humano.
 
Folhaonline

Cientistas fazem crescer cabelo humano em ratos

Cientistas britânicos e americanos anunciaram o desenvolvimento de cabelo humano em laboratório, o que pode deixar homens e mulheres mais próximos do fim da calvície.
 
Pesquisadores da Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, e do Centro Médico da Universidade de Columbia, dos Estados Unidos, desenvolveram o cabelo a partir de vários tipos de tecido capilar.

O estudo publicado no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences" não é conclusivo e demanda ainda mais pesquisa, segundo os acadêmicos.
 
Medicamentos que inibem a queda e transplantes já estão disponíveis no mercado. A novidade da pesquisa é justamente o desenvolvimento do cabelo em laboratório.
 
Técnica
Para a pesquisa, a equipe usou tecido da base do cabelo. Apesar do êxito em testes com animais, o experimento com os humanos não funcionou inicialmente.

Toda vez que o tecido foi retirado da chamada papila dérmica (células que formam a base do folículo capilar), as células acabaram se transformando em pele ao invés de novos cabelos.
 
O grupo então decidiu reunir as células em um esferóide 3D. Nesse caso, as células mantiveram sua "identidade capilar".
 
O tecido de sete pessoas foi usado junto a esferóides 3D. Eles foram então transplantados em tecido humano, enxertados nas costas de ratos.
 
Após seis semanas, novos folículos capilares se formaram em cinco dos sete experimentos e novos pelos começaram a crescer.
 
Cautela
Para o professor Colin Jahoda, da Universidade de Durham, a pesquisa abre caminho para o fim da calvície, mas ainda é muito cedo para os calvos voltarem a sonhar com os cabelos.
 
"Está mais perto, mas ainda há muito caminho pela frente, já que o que as pessoas querem cosmeticamente é o crescimento do cabelo no mesmo formato, no mesmo tamanho, tão grande quanto antes. Isso quase requer soluções de engenharia", disse.
 
Jahora disse que a calvície será tratável, mas prefere a cautela.
 
"É difícil dizer exatamente quanto tempo isso vai levar, mas o fato de que já conseguimos isso só deve reavivar o interesse", disse.
 
Como um eventual tratamento deve incluir o transplante de células desenvolvidas em laboratório, a segurança é uma preocupação. Há o risco de infecção e do crescimento anormal das células, inclusive o risco de câncer.
 
A primeira aplicação prática do estudo, no entanto, pode se dar no enxerto de pele em caso de queimadura, segundo Jahora.
 
Para a professora Ângela Christiano, da Universidade de Columbia, a pesquisa "tem o potencial de transformar o tratamento médico para a queda de cabelo".

Folhaonline

Aprovado projeto que obriga plano de saúde custear medicamentos orais para tratamento de câncer

Brasília - Os planos de saúde terão que arcar com os custos da quimioterapia para pacientes que optarem e tiver licença médica para o tratamento de câncer em casa.
 
Um projeto de lei aprovado ontem (22) no Senado inclui no rol de coberturas obrigatórias para os seguros privados de saúde os medicamentos de tratamentos antineoplásicos de via oral, os procedimentos radioterápicos e a hemoterapia.
 
O repasse dos medicamentos poderá ser feito diretamente na residência, por meio de rede credenciada do plano ou ainda ao representante legal do paciente, desde que sem cobrança de qualquer custo adicional. O plano também poderá optar por entregar os remédios de maneira fracionada por ciclo, conforme prescrição médica.
 
Periodicamente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e as sociedades médicas de especialistas em oncologia serão ouvidas sobre os protocolos clínicos aos quais a cobertura obrigatória de medicamentos para tratamento de câncer estará relacionada. Dessa forma, poderão ser acrescentados novos remédios ou retirados os que estiverem defasados. A princípio, serão incluídos 54 medicamentos para diversos tipos de câncer na cobertura obrigatória dos planos de saúde.
 
A senadora Ana Amélia (PP-RS), autora do projeto, comemorou a aprovação. “Hoje é o dia mais importante do meu mandato, porque está sendo concluído um processo que diz respeito a 1,1 milhão de pacientes portadores de câncer”, disse.
 
O projeto foi aprovado na forma de um substitutivo da Câmara dos Deputados. Ele segue agora para sanção da presidenta Dilma Rousseff. As novas regras começarão a valer 180 dias após a data de publicação da sanção.

Agência Brasil

Falta de médicos significa "aumento de filas e custos para o país", diz Dilma

Brasília – Ao sancionar ontem (22) a lei que cria o Mais Médicos, a presidenta Dilma Rousseff  disse que o programa tem efeito não apenas nas populações pobres e desassistidas, embora esse seja o foco principal, mas na estruturação de todo o sistema público de saúde.
 
“É preciso lembrar o efeito que a ausência de médicos produz nos postos de saúde, nas UPAs [unidades de Pronto- Atendimento], nos hospitais, o que significa aumento de filas e aumento de custos para o próprio país”, disse.
 
Instituído por medida provisória editada em julho e aprovada na semana passada pelo Congresso Nacional, o programa tem o objetivo de levar médicos para regiões consideradas prioritárias e com carência desses profissionais, como periferias das grandes capitais e interior do país, além de aprimorar a capacitação dos profissionais no país.
 
O programa foi alvo de críticas das principais entidades médicas do país. Uma delas por contratar profissionais estrangeiros sem a necessidade de passarem pela revalidação do diploma. Durante a tramitação no Congresso, a proposta enviada pelo governo foi alterada pelos parlamentares.
 
Uma das mudanças transferiu para o Ministério da Saúde a responsabilidade de emitir o registro provisório para que os médicos com diplomas do exterior possam trabalhar no programa. Antes, a emissão era feita pelos conselhos regionais de Medicina (CRMs). De acordo com o ministério, em decorrência dos atrasos na concessão do documento pelos conselhos, 196 profissionais ainda não começaram a trabalhar.  Os conselhos continuarão com a tarefa de fiscalização.
 
Conforme último balanço do ministério, 1.232 médicos já estão trabalhando no programa, sendo 748 brasileiros e 484 com diplomas do exterior e o registro provisório. Ainda este mês, mais 2.180 profissionais formados em outros países devem iniciar no programa. Os profissionais do programa recebem bolsa de R$ 10 mil por mês e ajuda de custo, arcados pelo governo federal. As prefeituras pagam a moradia e alimentação.
 
Agência Brasil

Efeitos do Programa Mais Médicos serão sentidos ao longo dos anos, diz ministro

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse ontem (22) que a sanção da presidenta Dilma Rousseff à lei do Programa Mais Médicos representa um ato de coragem, cujos efeitos serão percebidos ao longo dos anos.
 
Padilha citou o impacto do programa no Sistema Único de Saúde (SUS), com a redução das filas nos setores de urgência e emergência, a possibilidade de mais jovens terem acesso aos cursos de medicina com as vagas que estão sendo criadas e a entrada de mais médicos brasileiros em programas de residência.
 
"O debate que o programa tem provocado vai ajudar a mudar a mentalidade que ainda existe no país de que saúde só se faz dentro de um hospital de alta complexidade e que o direito de fazer medicina não é para toda a população", disse Padilha, durante cerimônia no Palácio do Planalto.
 
"Não há nada mais frustrante para um médico do que estar em um pronto-socorro e receber um caso que não precisaria estar ali e poderia ser resolvido na atenção básica, ou fazer uma cirurgia e ficar com medo de dar alta ao paciente por não saber se tem médico no posto de saúde próximo à sua casa", acrescentou o ministro. Ele negou que o Mais Médicos seja apenas uma ação emergencial e transitória.
 
Ao rebater críticas dos que consideram o programa uma medida eleitoreira, Padilha lembrou que o Mais Médicos foi construído como resposta a solicitações de prefeitos de todos os partidos e de todas as regiões do país, que se ressentiam da falta desses profissionais em seus municípios.
 
Durante o evento, Padilha também se dirigiu a um médico cubano que foi hostilizado por um grupo de médicos quando chegou ao Brasil.  Ele está trabalhando no município maranhense de Zé Doca, próximo a Imperatriz. "Aquele corredor polonês da xenofobia que te recebeu em Fortaleza não representa o espírito do povo brasileiro, nem da maioria dos médicos", disse o ministro, sendo aplaudido.
 
Padilha enfatizou ainda a importância de uma mudança na lei, pela qual caberá à pasta da Saúde conceder ao estrangeiros participantes do programa o registro único, que é uma declaração provisória para exercer suas atividades nos municípios até que a carteira de registro fique pronta. A carteira, que funcionará como uma cédula de identidade médica elaborada especificamente para o programa, será produzida pela Casa da Moeda e deverá ser entregue em 30 dias. Com validade de três anos, ela autoriza o exercício da medicina exclusivamente na atenção básica, restrito às atividades do programa e aos municípios para os quais os profissionais foram designados.
 
Ele ressaltou, no entanto, que é fundamental os conselhos regionais de Medicina (CRMs) continuarem fiscalizando a conduta ética e a prática profissional e citou os resultados do programa, conforme comentou mais cedo a presidenta Dilma Rousseff, em sua conta no Twitter. Dos 1.232 médicos que atendem pelo programa, 748 são brasileiros e 484 são profissionais com diplomas do exterior e registro do CRM. Ainda não obtiveram o documento 196 profissionais. O atendimento feito por eles beneficia 4,2 milhões de brasileiros.
 
A partir do final deste mês, mais 2.180 profissionais formados em outros países, selecionados na segunda etapa do programa, iniciarão suas atividades em regiões carentes de médicos. No primeiro mês do Mais Médicos, foram feitas 320 mil consultas em unidades básicas de saúde e mais de 13 mil pacientes retiraram medicamentos das farmácias populares.
 
Agência Brasil