Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Pesquisadores descobrem que remédio para colesterol pode inibir nanismo

A estatina recuperou o crescimento ósseo em ratos com a alteração genética que causa baixa estatura. Segundo autores do estudo, existe a possibilidade de o efeito ser repetido em bebês
 
Um tratamento inusitado para uma condição sem cura e tratamento. Um dos tipos mais comuns de nanismo, a acondroplasia foi revertida em ratinhos de laboratório com a administração de medicação amplamente usada para reduzir os níveis de colesterol: a estatina.
 
A incrível descoberta vem da Universidade de Kyoto, no Japão, e poderá resultar na primeira terapia efetiva para a recuperação do crescimento ósseo em bebês diagnosticados precocemente com a alteração genética que leva à deficiência de desenvolvimento dos ossos dos braços e das pernas.
 
A nova aplicação da droga, porém, deverá enfrentar grandes desafios para a definição da dosagem — uma vez que, em alta quantidade, essa substância é tóxica ao organismo — e do momento exato de início da intervenção.

O estudo, publicado na edição de hoje da revista científica Nature, descreve uma série de experimentos com células humanas in vitro e camundongos.
 
Os cientistas partiram de um dilema primordial e que há muito tempo ronda as pesquisas sobre a acondroplasia: a falta de modelos para a doença — formas da enfermidade criadas em laboratório que ajudem no estudo e no teste de novos tratamentos.
 
Para superar esse problema, a equipe liderada por Noriyuki Tsumaki recolheu células-tronco pluripotentes adultas de pessoas com displasia tanatofórica e acondroplasia, tipos recorrentes de nanismo.

As células foram reprogramadas para um estado embrionário e, ao se tornarem ósseas, produziram cartilagem degradada.

Leia também:

Tratamento com estatinas previne aparecimento de catarata em 20%

Medicamentos contra colesterol 'podem aumentar diabetes'

Médicos divergem sobre necessidade de uso de remédio para combater colesterol

Farmacovigilância: as estatinas e a rabdomiólise

Doença do coração: benefícios de longo prazo das estatinas


O resultado era esperado, e o modelo estava pronto para ser testado. Na etapa seguinte, as células que receberam as estatinas tiveram um desenvolvimento normal. Depois, a terapia foi testada em camundongos, que receberam injeção com o equivalente a 1mg por quilo de rosuvastatina, um tipo de estatina.

O crescimento ósseo foi mais uma vez restaurado. Os pesquisadores explicam que a ideia de usar a droga contra o colesterol alto veio de uma observação clínica em pacientes que são tratados com ela de forma crônica: eles apresentam uma alteração na cartilagem.

A dose usada nos animais equivale a 70mg por dia em um humano de 70kg. O valor é quase liminar, uma vez que os ensaios clínicos indicam que uma dose de 80mg por dia pode provocar efeitos tóxicos. Dessa forma, apesar de as estatinas representarem um tratamento promissor para doenças ósseas e de cartilagem, a dosagem pode ser um desafio.

“Como têm sido administradas a um grande número de pacientes por muitos anos, há abundante informação disponível sobre a segurança delas, apesar de seus efeitos sobre bebês, crianças e adolescentes ainda serem em grande parte desconhecidos”, afirma Tsumaki. Para ele, o importante, nesse estágio do estudo, é que o tratamento salvou ambos os modelos da doença em células humanas e em camundongos, sugerindo que as estatinas podem ser eficazes e aplicáveis em pacientes com displasia tanatofórica e acondroplasia.
 
Correio Braziliense

Diabete pode aumentar risco de demência em 50%

BBC Arquivo: Relação entre atividade física e a redução do desenvolvimento
do Alzheimer só é reconhecida por 23% das pessoas
Controle da hipertensão arterial e fim do tabagismo ajudam a reduzir risco, aponta estudo
 
A diabete pode aumentar o risco de Alzheimer e outros tipos de demência em até 50%, aponta relatório anual sobre a doença divulgado ontem pela ADI (Alzheimer’s Disease International), organização internacional que reúne associações atuantes no tema. O informe, lançado por ocasião do Dia Mundial do Alzheimer celebrado no próximo domingo (21), ressalta a importância do controle dos fatores de risco evitáveis, geralmente associados aos hábitos de vida. Isso porque, segundo o documento, não é apenas a genética, o envelhecimento e o nível de atividade intelectual que contribuem para o aparecimento da doença.
 
O relatório diz que “o controle da diabete e da hipertensão arterial, assim como medidas que promovam o fim do tabagismo e a redução do risco cardiovascular, têm potencial para reduzir o risco de demência”.
 
Coordenadora do ambulatório de demência moderada e avançada do serviço de geriatria do Hospital das Clínicas, Lilian Schafirovits Morillo explica que existem duas frentes de conexão entre diabete e Alzheimer.
 
— A frente direta é que existem receptores de glicose e insulina em áreas do cérebro responsáveis pela memória. O excesso de glicose e de insulina, decorrente da diabete, pode danificar essas regiões do cérebro. De forma indireta, podemos dizer que a diabete, a hipertensão, a obesidade, o sedentarismo e o cigarro afetam as artérias do cérebro, o que piora um quadro de neurodegeneração.
 
Apesar da importância do controle desses fatores de risco, números apresentados no relatório mostram que a maioria da população não conhece a relação entre o Alzheimer e essas doenças. Apenas um quarto (25%) das pessoas associam a obesidade a um risco aumentado de demência.
 
A relação entre atividade física e a redução do desenvolvimento do Alzheimer só é reconhecida por 23% das pessoas. O controle de diabete, hipertensão e outros fatores de risco é apontado pelo relatório e por especialistas como estratégia bem-sucedida dos países ricos na prevenção do Alzheimer.
 
Segundo o documento, há evidências de que a incidência de demência parece estar caindo nos países mais desenvolvidos, enquanto sobe nos países de média e baixa renda, como o Brasil. Para o conselheiro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Rubens de Fraga Júnior, isso acontece porque os países menos desenvolvidos não têm estrutura eficaz no controle das doenças crônicas que atuam como fatores de risco para o Alzheimer.
 
— Essa relação entre os dois problemas deve nortear as políticas públicas. Assim como os países ricos já fazem, temos de focar a prevenção do Alzheimer no controle dos fatores de risco evitáveis.
 
R7

Serra Leoa confina 6 milhões de pessoas em casa para conter ebola

AP: Informações e sabonetes são distribuídos para evitar
novos contágios
Moradores aproveitaram horas antes de toque de recolher para comprar mantimentos
 
Um toque de recolher de três dias foi iniciado em Serra Leoa para permitir que agentes de saúde encontrem e isolem novos casos de ebola, doença que já causou 2.600 mortes na África Ocidental.
 
O objetivo é manter as pessoas confinadas em casa durante a operação e prevenir que a doença se espalhe ainda mais. Críticos, no entanto, dizem que a medida diminuirá ainda mais a confiança entre público e autoridades médicas.
 
Seis milhões de cidadãos não poderão sair às ruas até domingo. Cerca de 30 mil voluntários farão uma busca de porta em porta para encontrar pacientes e vítimas.
 
Autoridades disseram que as equipes não entrarão nas casas, mas chamarão serviços de emergência para lidar com pacientes e corpos.
 
Equipes distribuirão sabonetes e informações para prevenir novos contágios.
 
Serra Leoa é um dos países mais atingidos pelo surto do ebola na África Ocidental, com mais de 550 mortos. Dos 14 distritos do país, 13 registraram casos da doença.
 
Nas horas que antecederam o toque de recolher, as ruas da capital, Freetown, ficaram congestionadas. Pessoas estocaram óleo de cozinha, arroz e outros mantimentos.
 
Segundo a correspondente da BBC Umaru Fofana, nem mesmo a forte chuva na cidade conteve as milhares de pessoas que lotaram mercados. Uma atendente disse que prateleiras tiveram que ser repostas cinco vezes em apenas dois dias.
 
A agência MSF (Médicos Sem Fronteiras) criticou a medida, dizendo que, no final, ela ajuda a espalhar a doença, e não a contê-la, já que oculta potenciais casos da doença.
 
Autoridades, no entanto, dizem que o toque de recolher reduz a disseminação da doença, e que milhares de oficiais serão deslocados para garantir que moradores cumpram as restrições.
 
A porta-voz do Ministério da Saúde, Sidie Yahya Tunis, disse à BBC neste mês esperar o cumprimento do toque de recolher. "Ou você cumpre ou você está descumprindo a lei. Se você desobedecer, você está desobedecendo ao presidente", disse.
 
Na vizinha Guiné, foram encontrados os corpos de nove agentes médicos e jornalistas desaparecidos e que participavam de uma campanha para conter o ebola.
 
Um porta-voz do governo disse que alguns dos corpos foram encontrados em uma fossa no vilarejo de Wome. A equipe foi atacada por moradores na terça-feira.
 
Correspondentes dizem que muitos moradores desconfiam dos esforços oficiais para combater a doença e o incidente mostra as dificuldades que equipes médicas enfrentam.
 
'Ameaça à paz internacional'
O Conselho de Segurança da ONU declarou o surto do ebola uma "ameaça à paz e segurança internacional" e adotou por unanimidade uma resolução pedindo por mais recursos para combater a epidemia.
 
Integrantes do Conselho foram informados que a resposta internacional tem que ser 20 vezes maior do que atualmente e que o número de casos está dobrando a cada duas semanas na África Ocidental.

A resolução também pediu que restrições a viagens sejam canceladas, dizendo que os países afetados necessitam ter acesso à ajuda ao invés de serem isolados.
 
Em uma apresentação em vídeo, um médico que estava na Libéria alertou que se a comunidade internacional não aumentar seus esforços, "nós seremos eliminados".
 
BBC Brasil / R7

Bebê gigante: menino nasce com quase 8 kg e 58 cm em Pernambuco

Marcílio Novaes/ O Povo com a Notícia
Menino tem o tamanho de um bebê de dois meses
Pai conta que perdeu todo o enxoval da criança; enfermeiros fizeram vaquinha para roupas
 
O pequeno Moacir Mateus Calaça Silva Neto, surpreendeu médicos, enfermeiros e até os pais quando veio ao mundo. O menino nasceu no último dia 3, em Floresta, interior de Pernambuco, com 7,650 kg e 58 cm. O peso é equivalente a de um bebê de seis meses e a estatura de um menino de dois anos.
 
Moacir Mateus é o segundo filho da agricultora Hosana da Silva, de 24 anos, e do técnico de enfermagem Marcionílio Calaça, de 37 anos.
 
A família de Carnaubeira da Penha comprou quase R$ 2.000 na compra de roupas, fraldas e móveis para criança. Porém, de acordo com o pai da criança, "quase nada foi aproveitado".
 
― Nenhuma roupa coube. Minha mulher havia comprado roupas para até três meses e, por isso, não ficamos com quase nada. Só sobrou o berço.
 
Segundo Calaça, eles só souberam que Moacir iria ter um tamanho fora do padrão um dia antes do parto, que durou cerca de uma hora e meia.
 
― O médico nos disse que ele iria ser grande, pois nem a ultrassom conseguia detectar o peso exato. Depois que ele nasceu, foi levado para Serra Talhada para exames e, em seguida, para o Recife.
 
Calaça explica que os médicos disseram que sua mulher poderia ter sofrido de diabetes gestacional, o que poderia explicar o tamanho da criança. Porém, após exames serem realizados, esse diagnóstico não foi confirmado.
 
― Moacir fez alguns exames ontem [18] e tudo está normal. Se tudo der certo, no sábado ele receberá alta.
 
R7

Em sete anos, mais de 8.800 pensões foram concedidas a segregados por hanseníase

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A ministra da SDH-PR, Ideli Salvatti, e José da Costa, Movimento de
Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase participam de evento
 na secretaria
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República divulgou ontem(18) que foram concedidas 8.858 pensões especiais a pessoas com hanseníase que foram internadas compulsoriamente em hospitais-colônia
 
O balanço foi apresentado hoje (18) quando faz sete anos que a lei que criou esta pensão foi publicada. Desde então, foram feitos 12.583 pedidos de indenização especial. A maioria dos pensionistas é de São Paulo (22%) e de Minas Gerais (18%).
 
O isolamento de pessoas com hanseníase foi imposto oficialmente pelo governo na década de 1940 e durou cerca de 40 anos. Desde 2007, a Lei 11.520 estipula pensão especial, mensal, vitalícia e intransferível de R$ 750, corrigidos anualmente, para todos os que ficaram isolados compulsoriamente por causa da hanseníase.
 
Além de segregar os doentes, a política do governo daquela época, quando já existia cura para a doença, ainda separava os filhos dos pais que tinham hanseníase. Segundo a ministra da secretaria, Ideli Salvatti, o governo deve encaminhar ainda esta ano lei para o Congresso  estipulando uma indenização para os filhos que foram separados dos pais nestas circunstâncias.
 
Para Artur Custódio, coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), este é um dos passos mais importantes para que o governo possa se redimir da política adotada no passado.
 
Agência Brasil