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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Esponja de lavar louça acumula 680 milhões de fungos e bactérias em 15 dias de uso, diz pesquisa

Estudo foi feito pela Devry Metrocamp, em Campinas, aponta tipos que podem causar problemas como diarreia, febre e afetar a saúde do pulmão. Veja como higienizá-la

Esponja usada por 15 dias sem ser higienizada pode ter 680 milhões de fungos e bactérias (Foto: Reprodução / TV Globo)

Pesquisadores de Campinas (SP) descobriram que 15 dias de uso de uma esponja de lavar louça são suficientes para deixá-la com 680 milhões de fungos e bactérias, que podem causar de diarreia e febre a problemas pulmonares. O maior risco é para idosos, crianças e pessoas com baixa imunidade.

O estudo, feito pela Faculdade DeVry Metrocamp – que pertence a um grupo educacional dos EUA -, foi realizado com amostras de esponjas usadas por esse período, e não higienizadas. O resultado assusta, mas os pesquisadores ressaltam que boa parte desses micro-organismos já estão presentes no nosso corpo e no ambiente. O problema é quando se trata de uma quantidade excessiva deles.

“Nós encontramos principalmente a Escherichia coli, que pode ocasionar problemas como diarreia, febres. Fungos podem ocasionar problemas de pele, que vão desde uma micose ou até mesmo problemas no pulmão”, alerta a pesquisadora Rosana Siqueira.

Contaminação imperceptível
O simples contato da esponja com os talheres e pratos faz com que o objeto se contamine, podendo estender essa contaminação aos alimentos. O estudo aponta que água e sabão não limpam, de fato, a ferramenta.

Higienizar ou comprar nova?
Para deixar a esponja livre dos micro-organismos, os pesquisadores ensinam que todos os dias é preciso repetir um procedimento: colocá-la no micro-ondas com um pouco de água em potência alta por 2 minutos.

O resultado, garante o estudo, é uma esponja mais higienizada do que uma outra nova em folha. Os testes realizados em laboratório mostram que ela fica mais limpa e com menos fungos e bactérias do que uma esponja nova. Outra opção de limpeza testada no estudo é colocar a ferramenta em uma solução na proporção de duas colheres de água sanitária para 1 litro de água. A esponja deve ficar imersa por dez minutos.

Também é importante não deixar a esponja em potes de sabões em pasta ou úmidas, pois quanto mais úmida, mais contaminada ela fica. No entanto, todos esses procedimentos devem ser feitos desde o primeiro até o 15º dia de uso, quando ela deve ser realmente substituída por outra.

G1

A tecnologia desenvolvida na F-1 que pode ajudar a salvar vidas de bebês doentes

A tecnologia da Fórmula 1 impactou muitos outros setores, da aeronáutica ao ciclismo, do transporte público à análise de dados – e agora ajuda no desenvolvimento de um carrinho especial para bebês gravemente doentes

Willians - O "Babypod" foi desenvolvido para ser leve, forte e acessível

Se você ignorar o apelo das disputas palmo a palmo entre os carros de corrida mais velozes do mundo, tudo pode parecer meio sem graça. Mas a tecnologia desenvolvida no calor da competição pode terminar em lugares inesperados. A equipe Williams, do piloto brasileiro Felipe Massa, por exemplo, que gasta mais de £ 100 milhões (R$ 426 milhões) a cada ano nos seus carros, usou seus conhecimentos técnicos e materiais para criar um tipo diferente de transporte – para bebês recém-nascidos.

O Babypod 20, como é conhecido, é uma caixa leve e macia com uma tampa transparente e um interior altamente acolchoado. Foi feito para transportar bebês que estão gravemente doentes seja por carro, ambulância ou helicóptero. Ele parece básico, mas é resultado de um processo de desenvolvimento intenso. O material usado no design, fibra de carbono, é o mesmo – extremamente resistente – utilizado também nos carros da F1.

O porta-bebê
O porta-bebê está sendo construído pela Williams Advanced Engineering, a “irmã dos negócios” do time da Fórmula 1, em Grove, no Reino Unido. A empresa tem trabalhado no novo design ao lado da Advanced Healthcare Technology (AHT), uma companhia que desenvolve sistemas de transporte para bebês há vários anos. Carregar recém-nascidos de um lugar para outro não é fácil.

Eles precisam ser mantidos em uma temperatura constante e protegidos de vibração e barulhos enquanto são monitorados de perto por uma equipe médica. No passado, eram usadas incubadoras. Mas elas são equipamentos pesados e desajeitados que demandam um fornecimento elétrico externo e muitas vezes veículos feitos para carregá-las também. O Babypod inicialmente foi desenvolvido pela AHT como uma alternativa leve e mais prática. A Williams então foi chamada para desenvolver um design novo e mais avançado.

O resultado é um equipamento que pesa 9,1 kgs – o mesmo de cerca de três tijolos grandes – e ocupa relativamente pouco espaço, além de poder suportar o impacto de até 20 vezes a força da gravidade (para o caso de a ambulância que o estiver carregando se envolver em um acidente, por exemplo). O porta-bebê já está sendo usado pelo Serviço de Transporte de Crianças (CATS, na sigla em inglês) do Hospital Infantil Great Ormond Street em Londres.

O gerente operacional do CATS Eithne Polke diz que o serviço está encantado com o novo carrinho, que custa £ 5,000 (R$ 21,3 mil) cada unidade. O transporte rápido e eficiente pode salvar vidas em situações de emergência, diz ela, e o carrinho “permite uma flexibilidade e uma manobra maiores quando transportamos crianças gravemente doentes”. A Williams Advanced Engineering foi criada em 2010 para fazer um uso maior da tecnologia e do conhecimento desenvolvidos com os altos custos da Fórmula 1.

Boa parte de seu trabalho ainda está ligado ao setor automotivo. Ela ajudou a desenvolver um carro híbrido para a Jaguar, por exemplo, e uma versão elétrica para o carro esportivo Aston Martin rapide, conhecido como RapidE. Mas ele também é utilizado em outras áreas, desenvolvendo sistemas de armazenamento de energia para projetos de energia solar e geladeiras mais eficientes, por exemplo.

De acordo com Clare Williams, vice-diretora da equipe de F1, há muito mais oportunidades para esse tipo de exploração do conhecimento da F1. “Materiais leves, compostos, aerodinâmicos… Todas essas tecnologias podem ser facilmente aplicadas a outras indústrias, outros setores, outros projetos e produtos”, disse ela, “para invariavelmente melhorá-los, mas, mais importante que isso, torná-los mais seguros”. “Esse é o caso do Babypod”.

Um dos rivais da Williams, a McLaren, também tem seu braço de engenharia e design – a McLaren Applied Technologies – que oferece sua perícia a várias empresas, da fabricante de bicicletas Specialized até a empresa de perfuração Ecofisk. Essas aplicações de engenharia têm um objetivo em comum: gerar dinheiro para a equipe da F1. Até agora, a Williams Advanced Engineering tem sido bem-sucedida.

A empresa contribuiu com £ 37 milhões (R$ 157 milhões) para as receitas do grupo no ano passado, de £ 167 milhões (R$ 712 milhões). E seu lucro foi de £ 4,2 milhões (R$ 18 milhões). Em um esporte que consome dinheiro com a mesma rapidez em que seus carros consomem combustível, essa quantia pode parecer pequena. Mas enquanto a Williams batalha para competir com equipes muito mais ricas como Ferrari, Mercedes e Red Bull, cada centavo é necessário.

“A equipe da F1 ainda está no cerne do que fazemos”, diz Williams. “A corrida está no nosso DNA, mas nos espalhamos e diversificamos, e ter essa receita da Advanced Engineering será imensamente importante para nós no futuro”. E se o Babypod for um sucesso, no futuro podemos ter algumas pessoas que devem suas vidas à tecnologia desenvolvida por engenheiros da Fórmula 1.

BBC Brasil

E a troca entre medicamentos biológicos?

Ultimamente a Anvisa tem recebido uma série de questionamentos sobre a prática médica da troca de um medicamento biológico por outro equivalente, a intercambialidade de produtos “biossimilares”

A nota de esclarecimento nº 003/2017, publicada pela Agência, além de expressar o entendimento do órgão sobre o tema, traz conceitos, posicionamentos internacionais e demais orientações gerais ao público.

De acordo com a nota, a troca de um produto biológico por outro é de responsabilidade do profissional da saúde prescritor. O papel da Anvisa, como órgão regulatório, é assegurar a qualidade, eficácia e segurança do produto registrado, seja ele o produto “biossimilar” ou o comparador.

A Agência entende ser importante a avaliação médica no caso de intercambialidade de produtos “biossimilares” e seus comparadores, tanto para fins de prescrição do produto adequado ao paciente quanto para fins de farmacovigilância e acompanhamento pós-mercado desses produtos.

Entenda a diferença
Produto biológico comparador: Primeiro produto a ser registrado. Estudos estabelecidos comprovam eficácia e segurança da molécula antes da efetivação do registro sanitário no país.

Produto “biossimilar”: Produtos biológicos registrados pela via de desenvolvimento por comparabilidade. Estudos são feitos para demonstrar que não existem diferenças clinicamente significativas entre ambos os produtos.

ANVISA

sábado, 8 de julho de 2017

Baixo preço faz empresas tirarem do mercado remédios essenciais

Por falta de interesse comercial, laboratórios farmacêuticos têm retirado do mercado medicamentos antigos e baratos, alguns deles essenciais e sem substitutos


Das 1.748 drogas canceladas entre maio de 2014 a junho de 2017, 63% foram por motivação comercial, segundo levantamento feito pela Folha de S.Paulo no site da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

As outras razões (37%) se referem a mudanças no local de fabricação, problemas com o princípio ativo da droga, entre outras. Quase um quinto (17%) dos cancelamentos foi reativado depois.

A indústria deve informar a interrupção à Anvisa com, no mínimo, seis meses de antecedência -se a droga não tiver substituto, o aviso deve ocorrer um ano antes.

As farmacêuticas alegam que há defasagem de preços motivada pela política governamental. Já o governo federal diz que os preços dessas drogas têm sido revisados.

Na oncologia, há uma grande preocupação com essa situação porque o atraso do tratamento ou sua interrupção pode acelerar o crescimento do tumor e reduzir as chances de cura.

Segundo a médica Maria Inez Gadelha, diretora do departamento de atenção especializada do Ministério da Saúde, muitos pacientes têm ficado "órfãos" dessas drogas.

"A maioria dessas drogas integra esquemas quimioterápicos que curam o câncer, enquanto os novos antineoplásicos, em quase sua totalidade, só tratam paliativamente os doentes", afirma.

Gadelha diz que ao menos 30 medicamentos para o câncer já foram descontinuados desde 2014 ou correm sério risco de sê-lo, entre eles para tratamentos de tumores de bexiga, pulmão e leucemias.

"Muitos desses remédios foram desenvolvidos a partir dos anos 1950, não possuem patente e, por serem baratos, a indústria não tem mais interesse em produzi-los."

Vera Maria Pinho de Oliveira, 56, já sentiu na pele os efeitos dessa falta. Ela trata de um linfoma desde 2009 com o medicamento Leukeran. "Foi o único capaz de manter a doença controlada."

Desde novembro, porém, o medicamento, que custava R$ 38, desapareceu das farmácias de Belo Horizonte (MG), onde mora. Ela tentou encontrá-lo em outros Estados, mas não teve sucesso.

Foram seis meses de tentativas até que conseguiu comprar quatro caixas diretamente do laboratório e recebeu a doação de outras três.

No período em que ficou sem a droga, usou altas doses de corticoide para controlar a doença. "Tive reação alérgica, ganhei peso, fiquei sem dormir e precisei tomar outros remédios para controlar esses sintomas", conta.

A fabricante GSK diz que o desabastecimento foi temporário e comunicado à Anvisa. E que, em conjunto com a farmacêutica Aspen, a nova fabricante do Leukeran, trabalha para regularizar a oferta.

Paradoxo
Para Angelo Maiolino, presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, os pacientes com câncer vivem hoje um paradoxo: sofrem dificuldade de acesso a drogas antigas e baratas, por falta de interesse das farmacêuticas, e também às novas, por causa do alto custo. 

Maiolino cita outro exemplo de droga que sumiu do mercado: o melfalano, usado para tratar o mieloma múltiplo e essencial no transplante de medula, teve sua produção interrompida neste ano. Segundo ele, o remédio não tem substituto e sua falta prejudica o tratamento de muitos pacientes, diminuindo as chances de cura.

"Por mais antiético, absurdo e quase criminoso que seja imaginar a falta de um medicamento imprescindível, a indústria não é obrigada a produzi-lo. Nem aqui e nem em outros países", diz.

A droga, também da GSK, parou de ser fabricada no mundo todo e, após pressão internacional, voltou a ser produzida em janeiro último, mas ainda há falta. Maria Inez Gadelha diz que um outro laboratório aguarda autorização da Anvisa para produzir o melfalano.

Para Merula Steagall, presidente da Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), o Ministério da Saúde só age "apagando incêndios". "Eles precisam prever o desabastecimento e agir de forma preventiva."

O oncologista pediátrico Vicente Odone diz que outra preocupação é a qualidade das drogas importadas em substituição das tradicionais que são descontinuadas."O país não têm grandes centros de qualidade de medicamentos que atestem a segurança e a eficácia do que está vindo."

Cláudia Collucci e Raphael Vicenti Folhapress

sexta-feira, 7 de julho de 2017

UPA abre Processo Seletivo para profissionais de nível fundamental, médio/técnico e superior!

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), realizará o processo seletivo simplificado nº 01/2017

Vagas para profissionais da área da saúde, sendo 5% das vagas reservadas às pessoas com necessidades especiais.

As oportunidades são de níveis fundamental, médio/técnico e superior, para as seguintes funções:

Nível Fundamental - Auxiliar de Rouparia, Auxiliar de Serviços Gerais, Copeiro, Oficial de Manutenção e Porteiro;

Nível Médio/Técnico - Técnico de Enfermagem, Técnico de Laboratório, Técnico de Radiologia, Técnico de Segurança do Trabalho, Técnico em Eletrônica, Técnico em Informática, Auxiliar Administrativo, Auxiliar Administrativo - Recepção/ Cadastro, Auxiliar Administrativo - Radiologia ou Saúde Bucal, Auxiliar Administrativo - Laboratório, Auxiliar de Almoxarifado / Compras / Farmácia, Faturista, Guarda Patrimonial, Motorista Ambulância e Motorista veículo Administrativo;

Nível Superior - Assistente Social, Bioquímico, Dentista, Enfermeiro, Farmacêutico, Médico - Cirurgia Geral, Médico - Clínica Médica, Médico - Ortopedia, Médico - Pediatria e Médico Radiologista. O contratado será submetido às regras contidas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e os salários disponibilizados variam de R$ 991,00 a R$ 8.120,00, mais insalubridade.

Para concorrer é preciso realizar a inscrição na UPA, no período de 27 de junho a 31 de Julho de 2017, das 9h às 17h. Os candidatos devem entregar a ficha de inscrição preenchida e currículo devidamente comprovado.

A seletiva constará de análise curricular e entrevista, e terá a validade de seis meses, prorrogável por igual período.