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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Benefícios com saúde já tem tanto peso na hora da contratação quanto salário

Resultado de imagem para carreira e benefíciosOs benefícios de saúde estão cada vez mais diferenciados na tentativa de melhorar a qualidade de vida e reter dos talentos

O que pesa mais ao conquistar um novo emprego: o salário ou os benefícios com saúde? De acordo com estudos, os convênios na área de saúde já tem tanto peso quanto a remuneração e podem definir a escolha do candidato. Ou seja, ofertas de salários atrativos associados a bons planos de saúde ainda compõem a fórmula mais adequada na hora da escolha pela vaga do emprego ideal.

Isso porque os serviços de saúde representam um grande investimento nas empresas brasileiras. São benefícios cada vez mais diferenciados na tentativa de melhorar a qualidade de vida e conseguir a retenção dos talentos conquistados pelas empresas. Na Michael Page, consultoria que atua com recrutamento de profissionais especializados, o plano de saúde é tão negociado quanto o próprio valor do salário, explica o gerente sênior da empresa para o mercado do Paraná, Humberto Wahrhaftig.

“Há inúmeros casos em que o profissional só fecha o contrato com a empresa depois de negociar muito bem esses dois pontos. Nessa hora, ele vai querer manter a rede de saúde, o médico, o hospital onde era atendido anteriormente”, afirma. A líder da área de consultoria da Mercer Marsh Benefícios, Mariana Dias Lucon, reitera essa questão. Ela, que atua diretamente com empresas interessadas em administrar melhor esse tipo de benefício e torná-lo mais competitivo e atraente aos colaboradores, salienta que o convênio médico é o benefício mais valorizado depois do salário. “Dependendo do nível do funcionário e do número de dependentes, o plano pode representar de 20% a 30% do valor total da remuneração”, analisa.

Saúde X Qualidade de vida
Investir na saúde do trabalhador traz consequências diretas para o dia-a-dia da empresa que nem sempre são mensuráveis ou perceptíveis facilmentes. “Hoje é um diferencial negativo a empresa não oferecer plano de saúde aos seus funcionários”, enfatiza Wahrhaftig.

Para o profissional que está buscando uma nova oportunidade no mercado de trabalho, a coach de desenvolvimento de carreira Tania Klein destaca que, além de ficar de olho no valor da remuneração, é importante colocar na balança também os benefícios oferecidos pelo futuro empregador, principalmente convênios de saúde e odontológico sem a coparticipação do trabalhador – ou seja, em que a empresa paga o valor integralmente, sem descontar nada do funcionário.

“É importante calcular o valor de mercado desses planos para todos os integrantes da família e incorporar ao salário, porque este é um dinheiro que provavelmente seria gasto se os benefícios não existissem”, pondera. Há cerca de seis meses, a empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, de Curitiba, trocou de operadora de assistência médica para o atendimento de seus colaboradores e dependentes, uma carteira que inclui mais de 600 usuários.

A psicóloga Luciara Pereira Braga Schulz, que é a gestora do plano de saúde da empresa, conta que o objetivo foi adotar um serviço com uma boa rede de clínicas e prestadores credenciados em Curitiba para oferecer cobertura aos funcionários, a grande maioria formada por motoristas. “A resposta está sendo ótima. O número de médicos e hospitais credenciados vem aumentando rapidamente”, afirma.

Gazeta do Povo

Câmara aprova validade nacional para receitas de medicamentos

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou o Projeto de Lei 5254/13, do Senado Federal, que dá validade nacional às receitas de medicamentos

Desta forma, os medicamentos receitados em um estado poderão ser adquiridos em uma unidade da federação diferente. Como foi aprovado modificado pela Câmara, o texto voltará para o Senado.

Relator na comissão, o deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB) recomendou a aprovação do texto principal, e do substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família, que garante o caráter nacional das receitas de todos os medicamentos, inclusive aqueles controlados.

A versão aprovada determina que a norma deve entrar em vigor em 90 dias; no texto original o prazo era de 120 dias. Leia a proposta na íntegra: PL-5254/2013.

Operação Curto Circuito: Equipamentos médicos remanufaturados são apreendidos

Ação já identificou 75 produtos que foram remontados irregularmente e vendidos como seminovos

Agentes da Anvisa participaram, nesta terça-feira (19/12), da Operação Curto-Circuito. A ação, que ocorre na capital de São Paulo, tem por objetivo combater a comercialização de equipamentos médicos remanufaturados. Além da Agência, participam da ação representantes da vigilância sanitária municipal e estadual de São Paulo, bem como integrantes da Polícia Civil.

A remanufatura ilegal ocorre da seguinte forma: peças avulsas de diversos equipamentos são compradas em leilões. O material é remontado e vendido como seminovo.

De acordo com os regulamentos nacionais, esta prática só é permitida para os detentores do registro do produto, que devem atestar a segurança e a eficácia do item. Até o momento, foram apreendidos 75 equipamentos. Os suspeitos da prática ilegal foram conduzidos à delegacia.

O uso de equipamentos oriundos da junção de peças de forma irregular pode ocasionar diversos danos à saúde, como queimaduras, choque elétricos e erros de diagnóstico.

ANVISA

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Regra define padrões para alimento infantil

Medida preenche lacuna regulatória da legislação sanitária, além de aumentar a segurança dos alimentos infantis

A produção de alimentos destinados a lactentes e crianças de primeira infância está mais segura. Foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (13/12), a Resolução de Diretoria Colegiada – RDC 193/17, da Anvisa, que estabelece os limites máximos tolerados de determinados contaminantes em alimentos infantis. Este regulamento técnico se aplica às empresas que importam, produzem, distribuem e comercializam produtos alimentícios voltados ao público infantil.

Antes, já havia a Resolução RDC n 42, de 29 de agosto de 2013, que estabelece os limites máximos de contaminantes inorgânicos em alimentos. No entanto, essa norma não se aplica de forma específica aos alimentos infantis. A partir de agora, as empresas que fabricam alimentos destinados a crianças contam com padrões claros e bem definidos e os consumidores têm mais segurança.

Desta forma, fica definido pela Resolução que a presença dos contaminantes (arsênio inorgânico, cádmio total, chumbo total e estanho inorgânico) deve ser a menor possível e não deve ultrapassar os limites máximos tolerados, uma vez que, em razão da existência natural dessas substâncias nos alimentos torna-se praticamente impossível a eliminação completa na produção dos mantimentos.

A verificação dos limites máximos tolerados dessas substâncias em alimentos infantis deve se basear nos valores estabelecidos na Resolução que leva em consideração os regulamentos internacionais de referência como o Codex Alimentarius, criado com o objetivo de proteger a saúde dos consumidores e estabelecer normas internacionais na área de alimentos, incluindo padrões, diretrizes e guias sobre Boas Práticas e de Avaliação de Segurança e Eficácia.

Saiba quais são os Limites Máximos Tolerados (LMT) dos contaminantes (arsênio inorgânico, cádmio total, chumbo total e estanho inorgânico) em alimentos infantis:

Arsênio Inorgânico
Categorias
LMT (mg/kg)
I - Alimentos à base de cereais para alimentação infantil
0,15
II - Alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira infância
0,15
III - Fórmulas infantis para lactentes
0,02
IV - Fórmulas infantis de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância
0,02
V - Fórmulas infantis destinadas a necessidades dietoterápicas específicas
0,02
VI - Fórmula pediátrica para nutrição enteral
0,02
VII - Fórmulas de nutrientes apresentadas ou indicadas para recém-nascidos de alto risco
0,02
VII -Outros alimentos especialmente formulados para lactentes e crianças de primeira infância
0,02

Cádmio total 
  
  
Categorias
LMT (mg/kg)
I - Alimentos à base de cereais para alimentação infantil
0,05
II- Alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira infância
0,10
III - Fórmulas infantis para lactentes
0,01
IV - Fórmulas infantis de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância
0,01
V - Fórmulas infantis destinadas a necessidades dietoterápicas específicas
0,01
VI - Fórmula pediátrica para nutrição enteral
0,01
VII - Fórmulas de nutrientes apresentadas ou indicadas para recém-nascidos de alto risco
Chumbo total
Categorias
LMT (mg/kg)
I - Alimentos à base de cereais para alimentação infantil
0,05
II - Alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira infância
0,15
III - Fórmulas infantis para lactentes
0,01
IV - Fórmulas infantis de seguimento para lactentes e crianças de primeira infância
0,01
V - Fórmulas infantis destinadas a necessidades dietoterápicas específicas
0,01
VI -Fórmula pediátrica para nutrição enteral
0,01
VII - Fórmulas de nutrientes apresentadas ou indicadas para recém-nascidos de alto risco
0,01
VIII - Outros alimentos especialmente formulados para lactentes e crianças de primeira infância
0,01
Estanho inorgânico
Categorias
LMT (mg/kg)
Alimentos infantis enlatados
50


Os limites máximos tolerados de arsênio inorgânico e estanho inorgânico, podem ser verificadas por metodologias que quantifiquem o arsênio total e o estanho total. Caso os resultados sejam superiores aos respectivos limites máximos tolerados, devem ser realizados ensaios para quantificação das formas inorgânicas desses contaminantes.

Objetivo
O principal objetivo da atuação regulatória, RDC 193/17, é restringir a exposição de lactentes e crianças de primeira infância aos contaminantes em questão, diminuindo os riscos associados ao seu consumo. Visto que é essencial manter a quantidade desses contaminantes dentro dos limites aceitáveis do ponto de vista toxicológico, essa preocupação sanitária nos alimentos infantis é de total relevância devido à vulnerabilidade desta população aos efeitos nocivos dessas substâncias, cujo impacto pode afetar o desenvolvimento físico e cognitivo.

Disposições da Resolução
O descumprimento das disposições contidas na Resolução constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis. A Resolução entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a data de da sua publicação. Desta forma, os produtos fabricados até a entrada em vigor da Resolução poderão ser comercializados até o fim dos respectivos prazos de validade sem nenhuma penalidade.

Fonte: Anvisa

Cinco dicas para evitar a insônia

Uma noite de sono mal dormida pode gerar problemas de saúde, estresse durante o dia e até mesmo ser um indício de depressão

Existem diversos distúrbios do sono que dificultam o descanso necessário ao corpo, mas hoje vamos conversar um pouco sobre a insônia – que afeta a cada dia mais brasileiros.

Antes de tudo, é preciso compreender que para ser diagnosticado com algum distúrbio do sono é preciso que um especialista analise os sintomas e avalie as possíveis causas que estejam atravancando a continuidade do sono ou mesmo os problemas que estejam levando a pessoa a ter dificuldades para começar a dormir.

Durante meses, o estudante Marcelo Rios teve essas complicações para relaxar e dormir. “Tinha muito cansaço, mas na hora de deitar o cansaço simplesmente sumia e eu não conseguia dormir. Imaginava que minha cabeça ia explodir e eu simplesmente não conseguia pensar em mais nada porque não dormia bem”, explicou.

Além disso, Marcelo relata que após uma noite mal dormida, seu dia não rendia da mesma forma. “Não conseguia produzir nada o dia inteiro, sentia que o meu dia era praticamente perdido. E isso vira uma bola de neve porque todo dia é a mesma coisa e você não consegue descansar. Aí tinha o complicador que às vezes eu precisava tirar um cochilo no meio do dia e acabava prejudicando mais ainda meu sono durante a noite”.

Problemas que a insônia pode gerar
A doutora Luciane Mello, otorrinolaringologista do Hospital Federal da Lagoa (RJ), fala sobre diversos problemas que a insônia pode gerar. “A privação do sono leva a falta de atenção, a dificuldade de concentração, de memória, no caso a privação crônica do sono. Existe também uma relação da insônia com a depressão. Então dormir pouco e com uma qualidade ruim, aumenta a irritabilidade e isso também acaba diminuindo a expectativa de vida. Então é importante que o sono seja de boa qualidade”, afirmou.

Como você pôde perceber, uma boa noite de sono é fundamental para o bom funcionamento do corpo, em especial, do cérebro.

Então para te ajudar a dormir melhor, aqui vão algumas dicas:
- Evite luz à noite: O corpo funciona como um relógio, então quando chega a hora de dormir ele prefere ambientes que relaxem. Assim o ideal é ter pouca ou nenhuma luz antes e durante o sono.

- Cama é lugar de dormir: Evite ficar na cama para realizar atividades que não relaxem o corpo, pois o cérebro pode associar o ambiente com preocupações.

- Não use celular ou tablete: Mesmo os aparelhos com luz noturna atrapalham o organismo e afetam o sono. Evite usar esses dispositivos, pelo menos, 30 minutos antes de dormir. Se possível deixe os alarmes de mensagens e redes sociais no modo silencioso.

- TV também atrapalha: É comum as pessoas ficarem mais eufóricas com sons e imagens, pois o cérebro trabalha mais em um momento que deveria estar descansando.

- Cuidado com a alimentação: A última refeição deve ser duas horas antes de dormir e, de preferência, evitando comidas pesadas e muito gordurosas, durante a noite a digestão é mais lenta;

Janary Damacena para o Blog da Saúde