Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Campanha da ANS alerta para os riscos do parto agendado

partoA Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia uma nova campanha do Projeto Parto Adequado para sensibilizar gestantes e profissionais de saúde a evitarem o agendamento de cesarianas

O projeto, desenvolvido em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), visa incentivar o parto normal e conscientizar as futuras mamães e toda a rede de atenção obstétrica sobre a realização de cesáreas sem indicação clínica. Como há um crescimento no número de partos cirúrgicos marcados no fim do ano, devido às férias e festas, a iniciativa traz importantes mensagens para lembrar os riscos acarretados pela antecipação do nascimento de bebês, fora do trabalho de parto, sem que eles deem sinal de que estão prontos.

Nas redes sociais, a Agência e as entidades parceiras divulgam informações importantes sobre o nascimento no tempo certo. Entre os benefícios do parto normal, que são abordados de forma explicativa na campanha, destacam-se:
  • Menor risco de complicações para a mãe e o bebê decorrentes da cirurgia;
  • Indução ao aleitamento materno, devido à liberação de hormônios que facilitam o início da amamentação;
  • Contato imediato entre mãe e bebê, estimulando a interação materna;
  • Preparação do bebê para o ambiente externo, com maior amadurecimento do pulmão e contato com as bactérias benéficas da mãe, reduzindo a incidência de doenças infantis;
  • Recuperação mais rápida do útero e do corpo da mulher.
O Projeto Parto Adequado foi iniciado em 2015 e vem identificando modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, reduzindo o número de cesarianas desnecessárias. O projeto está em sua Fase 2, que será concluída em maio de 2019. Nesta etapa, participam hospitais e operadoras de todo o país. Foram selecionadas 136 maternidades e 68 operadoras de planos de saúde que manifestaram interesse em atuar como apoiadoras do projeto. Números que mostram o crescimento da iniciativa, já que a Fase 1, também denominada “piloto”, contou com a adesão de 35 hospitais. Ao longo de 18 meses, foram alcançados resultados transformacionais, pois os hospitais piloto protagonizaram a criação de um novo modelo de assistência materno-infantil para o Brasil e evitaram a realização de 10 mil cesarianas desnecessárias.

#PartoAdequado – Respeite as fases do seu bebê

A proposta da campanha digital da ANS é lembrar às futuras mamães e aos profissionais de saúde que o bebê tem seu tempo e que as fases da gestação devem ser respeitadas. É importante que a mãe se inteire e busque apoio de especialistas para entender as opções, fazendo sua escolha de forma consciente. Estudos científicos apontam que bebês nascidos de cesarianas apresentam maiores riscos de complicações respiratórias e são internados em UTI neonatal com mais frequência.

"A mulher tem o direito de ser informada para se tornar parte ativa na decisão pelo tipo de parto. Hoje, não há evidências científicas que justifiquem o agendamento de uma cesariana, salvo algum risco claro para a saúde da mãe e do bebê. É importante buscar a opinião dos médicos, enfermeiras e demais profissionais que acompanham o pré-natal e trocar experiências com mulheres que tiveram diferentes tipos de parto”, destaca a coordenadora do projeto Parto Adequado na ANS, Jacqueline Torres.

partoadequadoimagem

Resultados da 1ª Fase – Partos normais cresceram 76%
A 1ª Fase do Projeto Parto Adequado provou que a alarmante escalada de cesáreas no Brasil pode ser revertida. O balanço de resultados, apresentado em novembro de 2016, mostrou que a taxa de partos vaginais nos hospitais que fizeram parte do projeto piloto – ou seja, que participaram de todas as estratégias adotadas – cresceu em média 76%, o equivalente a 16 pontos percentuais, saindo de 21% em 2014 para 37% em 2016.

Também houve grandes avanços na melhoria de outros indicadores de saúde: 14 dos 35 hospitais reduziram as admissões em UTI neonatal: de 86 internações por mil nascidos vivos para 69 internações por mil nascidos vivos. E nove hospitais reduziram as admissões em UTI neonatal para bebês acima de 2,5 kg: de 44,5 internações por mil nascidos vivos para 35 internações por mil nascidos vivos. Ao todo, foram evitadas cerca de 400 admissões em UTI neonatal. Esses resultados motivaram um número mais expressivo de hospitais a aderirem à iniciativa, o que aumenta a complexidade do projeto.

A Fase 2 do projeto está em curso e terá seus primeiros resultados divulgados no primeiro semestre de 2018. Conheça mais informações sobre o Parto Adequado.

imagemparto

Texto: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
Edição: Comunicação Interna/ASCOM/GM/MS

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Mais forte, nova superbactéria que causa gonorreia assusta os médicos

Gonorreia é uma doença antiga; foi descoberta em 1879Dor, ardência ao urinar e corrimento são alguns dos sinais da doença

Uma nova forma poderosa de gonorreia foi um dos fatos que alarmou a área de saúde em 2017. Em agosto, a comunidade médica divulgou a internação de um paciente na Austrália, por causa da DST (Doença Sexualmente Transmissível) com a variação da bactéria, que tem maior resistência aos medicamentos para a doença.

A descoberta resultou em um alerta de saúde no país e nas nações vizinhas. Clínicas de saúde sexual ficaram em alerta máximo, e o caso assustou cientistas e médicos em todo o mundo.

Na ocasião, o presidente da Sociedade de Saúde da Austrália, Edward Coughlan, disse que a maioria dos antibióticos desenvolvidos nos últimos 70 anos havia sido inútil no tratamento da infecção e não haveria formas novas opções de tratamento em um futuro próximo.

Resistência aos medicamentos
A gonorreia é uma doença antiga. Foi descoberta em 1879 e, agora, está criando resistência aos antibióticos. O que significa que ela está se fortalecendo. Foram detectados até então pelo menos três casos intratáveis por causa da resistência da bactéria aos medicamentos: um no Japão, um França e outro na Espanha.

De acordo com infectologista e diretor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Marcos Antônio Cirillo, apesar de a bactéria ainda ser tratada com antibióticos antigos, se não houver uma mudança tanto dos medicamentos quanto da consciência da população, ela vai se tornar uma doença intratável.

— Existem novos medicamentos que estão sendo estudados, mas como antigamente a gonorreia não era uma doença como o HIV ou a hepatite C, que tiveram milhões de reais investidos em pesquisa, os estudos de novos tratamentos não avançaram com tanta rapidez ou eficiência. Ainda hoje, a bactéria pode ser tratada com antibióticos antigos, mas se não houver uma ação para combater a gonorreia, a possibilidade é que ela se torne uma doença intratável, como aquelas bactérias de hospital.

Sintomas e forma de transmissão
Dor, ardência ao urinar e corrimento são alguns dos sinais da gonorreia, que infecta a cada ano infecta 78 milhões de pessoas, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Apesar de curável, se não for tratada, a DST pode causar infecção nas articulações, nos gânglios e em vários órgãos do corpo — nas mulheres, por exemplo, pode atacar o útero, levando à infertilidade.

O infectologista explica que a gonorreia é uma infecção provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que atinge o órgão sexual tanto de homens como das mulheres. "A doença é transmitida pelo contato com a secreção por relação vaginal, anal e oral".

De acordo com o médico, caso a pessoa contraia a doença, os sintomas aparecem em até dez dias. Porém, na maioria dos casos, a bactéria já se manifesta no corpo em 24 horas. E são diferentes para cada sexo, diz o especialista.

— O homem acorda com o que nós chamamos de gota matinal: tem dor para urinar e corrimento. Já a mulher sente dor para urinar, tem corrimento amarelado que, muitas vezes, acham que é normal. A mulher pensa que vai menstruar, e não percebe que já pode estar com a infectada com a gonorreia.


Prevenção
De acordo com a OMS, a única maneira segura de prevenir a gonorreia é com sexo seguro, ou seja, com preservativo.

R7

Chocolates ‘personalizados’ com bactérias previnem doenças

Chocolates ‘personalizados’ com bactérias previnem doenças

Comer chocolate com um coquetel de bactérias que mantém o equilíbrio da flora intestinal e previne diversas doenças é a novidade científica chilena para tornar mais agradável o consumo de probióticos.

Para fabricar o chocolate adequado, antes é preciso conhecer as necessidades intestinais de cada pessoa, e para tal o paciente deve tomar uma pílula eletrônica que informa sobre seus níveis bacterianos e permite identificar desequilíbrios na flora intestinal, explicou na última terça-feira (19) Santiago María Apud, cientista chilena do Imperial College of London, encarregada do projeto “Mela”.

Com a informação obtida, é possível elaborar chocolates personalizados com os probióticos necessários para que cada pessoa evite doenças intestinais que afetem seu sistema imunológico. O paciente deve ingerir a pílula eletrônica, ou “gutbot”, uma vez por mês e consumir diariamente o chocolate com bactérias.

"Mela’ conjuga saúde com a rotina diária de se ingerir algo delicioso após as refeições, de tal maneira que não seja um problema ingerir o probiótico, e sim um prazer”, destacou Apud.

“Nossa microbiota intestinal é muito relevante para a nossa saúde, mas é algo que muitos ignoram hoje em dia”, explicou a especialista.

iG

Música em procedimentos urológicos reduz em até 90% dor e ansiedade, diz estudo

Pesquisa apontou que a musicoterapia pode ser ampliada para além da urologia, e usada em qualquer procedimento médico; a satisfação dos pacientes aumenta em 53% quando há a presença sonora em exames

Já é comprovado que o uso da música como terapia traz inúmeros benefícios para a saúde, principalmente para a reabilitação física e mental. A técnica da musicoterapia já é utilizada como uma alternativa no tratamento de doenças neurodegenerativas , por exemplo. Além disso, de acordo com um novo estudo liderado por um cirurgião-chefe da área de urologia, ouvir música durante os procedimentos urológicos também pode ser positivo e reduzir a dor e a ansiedade dos pacientes em até 90% dos casos nessas ocasiões.

Foi o que Bhaskar Somani, consultor de cirurgia urológica do Hospital Universitário Southampton NHS Foundation Trust, no Reino Unido, percebeu em uma pesquisa em que ele é o autor. Segundo o especialista, esse tipo de intervenção é “prática, barata e inofensiva”. Com os resultados da pesquisa, foi possível constatar que a presença sonora aumentava a satisfação dos pacientes em 53% dos casos e a vontade de voltar a serem tratados no futuro também ficou 40% maior.

“Na era moderna, o volume de procedimentos urológicos feitos em regime ambulatorial aumentou e muitos deles são realizados com anestesia local”, explicou ele. “No entanto, do ponto de vista do paciente, a experiência de passar por tais procedimentos – não apenas em urologia , mas em qualquer outra especialidade médica e cirúrgica – enquanto acordado pode causar dor e ansiedade”, defende o cirurgião, que amplia o uso da música para qualquer atendimento médico que pode deixar o paciente desconfortável.

Pesquisa
Somani e seus colegas analisaram dados em 1.900 pacientes de 15 estudos internacionais que participaram de consultas de urologia ambulatorial para uma série de procedimentos e avaliações. A análise, publicada no Journal of Urology, também apontou evidências de pacientes que ouviram musica tolerando níveis mais altos de ondas de choque, um procedimento usado na urologia. Para Somani, “a música parece diminuir a ansiedade e a dor e servir como uma ferramenta útil para aumentar a satisfação processual e a vontade de passar por isso novamente”.

Ele disse que os benefícios comprovados – baixo custo e simplicidade da musicoterapia – apresentaram um “motivo forte” para uma maior implementação em outras especialidades. “Um dos pontos fortes da música é o baixo custo, a natureza não-invasiva e a praticidade”, acrescentou Somani. “São motivos muito fortes para que a opção de música como terapia adicional seja oferecida a todos os pacientes quando se submetem a procedimentos ambulatoriais”.

iG

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Remédios que matam mais que cocaína e muita gente toma diariamente

Eles estão “na moda” e são receitados para o controle da ansiedade e para o combate à insônia, mas segundo estudos, medicamentos a base de benzodiazepina estão na lista dos remédios que matam mais que a cocaína

Pelo menos foram essas as conclusões de duas pesquisas publicadas no American Journal of Public Health. Agora, se você acha que não conhece esse tipo de medicamento, está enganado. Esse componente perigoso é a base de remédios popularmente prescritos para quem sofre de ansiedade ou precisa de uma ajudazinha para dormir, como Rivotril, Xanax, Ativan e Valium, por exemplo. Começou a se familiarizar com os nomes, não foi?

Remédios que matam mais que cocaína
O primeiro estudo sobre o caso, realizado pela Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), de Vancouver, no Canadá, apontou que o consumo excessivo desses de medicamentos a base de benzodiazepinas causa risco de morte 1,86 vezes maior do que o uso de várias drogas ilegais e consideradas pesadas. Para chegar a esses números, os pesquisadores entrevistaram de 6 em 6 meses, ao longo de 5 anos, aproximadamente 2.802 participantes que faziam uso diário desses remédios que matam. No final do estudo, mais de 18% do grupo já havia falecido.

Mais medicamentos, mais infecções
Os cientistas também perceberam que mesmo depois de isolar outros fatores, como o uso de drogas ilegais e os comportamentos considerados de alto risco, a taxa de morte continuou impressionantemente alta entre os usuários desse composto.Um segundo estudo, por sua vez, levando em consideração uma parte menor do mesmo grupo apontou a ligação entre o uso dos tais remédios que matam com infecções por hepatite C, por exemplo. Também foi possível perceber, dessa vez, que a taxa de infecção foi 1,67 vezes superior nos usuários desses medicamentos.

Irresponsabilidade nas prescrições
Conforme os estudiosos, o problema pode estar na forma como esses remédios que matam estão sendo prescritos. Um relatório emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, alerta que remédios são feitos para tratar “ansiedade ou insônia grave, incapacitante, que cause angústia extrema”. O que se vê, no entanto, é um número crescente de pacientes fazendo uso de medicamentos faixa preta, como os que citamos ao longo da matéria, mesmo não se encaixando nas descrições extremas feitas pela OMS.

A entidade, aliás, recomenda que, antes de receitar remédios tão fortes, os médicos levem em consideração que medicamentos a base desse composto causam dependência e levam até mesmo a crises de abstinência. A OMS recomenda ainda que a benzodiazepina seja usada em dose eficaz mínima e durante o menor período de tempo possível. E você, também consome esses remédios que matam ou conhece alguém que faça uso deles? Imaginava que eles pudessem fazer tão mal assim? Não deixe de nos contar nos comentários!

R7