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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Como reagir a 11 acidentes domésticos com crianças

Manobra de Heimlich
Manobra de Heimlich
De pequenos cortes até ingestão de produtos tóxicos: saiba os primeiros cuidados que se deve ter diante de problemas comuns quando se tem criança em casa
 
Quando se tem crianças em casa, todo cuidado é pouco. Com a curiosidade e energia dos pequenos, qualquer objeto ou situação oferece risco de acidentes, alguns mais graves, outros nem tanto.
 
Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz Morumbi, alerta que acidentes domésticos são mais comuns com crianças pequenas: “A partir do momento em que ela [a criança] deixa de ser um bebê pequeno e começa a se movimentar pela casa, deve ser vigiada o tempo todo. A família também tem que criar mecanismos de proteção: fechar portas, proteger quinas e guardar produtos de limpeza em armários altos ou chaveados são algumas sugestões". Além disso, o pediatra dá a dica para os pais:
 
“Verifiquem qual o pronto socorro mais próximo e o tempo que você levaria para se deslocar em uma emergência”. 
 
Mas, se o acidente já aconteceu, saiba como agir em cada um deles e quando é necessário procurar um serviço médico. 
 
Cortar o dedo
“Em qualquer lesão de pele, o ideal é fazer a higiene do local”, afirma Cid. Além de lavar, se o corte é pequeno, não há necessidade de procurar um médico. O pediatra recomenda dar analgésicos via oral caso a criança tenha dor. 
 
Corte mais profundo
Se o corte for mais grave, as indicações de higienizar o local e medicar continuam valendo, mas, nesse caso, é necessário fazer uma compressão no local com um lenço ou qualquer pano limpo e levar a criança para o hospital.
 
Ingerir produto de limpeza
Este tipo de incidente é chamado de intoxicação exógena e, segundo Cid, a gravidade da intoxicação pode variar porque a composição dos produtos difere bastante. Por isso, a recomendação é sempre verificar o rótulo e seguir as orientações do que fazer em caso de ingestão - que estão sempre indicadas no produto. Cid adverte para nunca forçar o vômito. “Se o produto causou algum problema ao descer, pode causar também ao voltar”.
 
Tomar remédio por acidente
A gravidade das consequências de ingestão de remédios também depende da medicação e quantidade ingeridas. “De um modo geral, o ideal é saber o quanto a criança ingeriu”, explica Cid. Consulte a bula e verifique se ela tomou uma quantidade que seria adequada para a idade dela, caso sim, não há problemas nem necessidade de procurar serviço médico. Mas, caso ela tenha tomado uma quantidade muito grande ou algum medicamento mais forte, então, será necessário levar ao hospital. Também é aconselhável consultar a bula para saber quais são as orientações nesses casos.
 
Engolir algum objeto
Nesse caso, os pais devem ficar atentos para o objeto engolido. Pequenos objetos não pontiagudos como uma bolinha de gude ou botão de camisa não fazem mal nenhum e sairão nas fezes. Mas, se forem objetos com produtos químicos – como uma bateria –  ou pontiagudos, a indicação é procurar um serviço médico. Em nenhum dos casos deve-se provocar o vômito. Além de poder causar danos na volta, o pequeno objeto pode seguir o caminho das vias respiratórias.
 
Engasgar
“Em um engasgo discreto, tomando líquido ou água, se você promover tapas nas costas, a criança volta a ter a respiração adequada”, afirma Cid. Mas, se um alimento ou objeto ficar alojado na traquéia, a criança não terá condições de respirar enquanto o objeto não for retirado. “Não há tempo de chegar ao hospital”, alerta o médico. O recomendado é fazer a manobra de Heimlich ilustrada abaixo.
 
Objeto inserido no nariz ou no ouvido
Ao perceber um objeto no nariz ou ouvido da criança, Cid aconselha a não tentar retirar. “Quando a família não tem habilidade e tenta tirar, pode fazer com que o objeto entre mais profundamente ainda”. Ele ainda diz para a família ficar atenta a episódios recorrentes – mais de uma vez por mês – de sinuzite ou otite, pois pode indicar a presença de algum objeto alojado no nariz ou ouvido da criança.
 
Bater a cabeça
Se a criança estiver andando devagar e bater a cabeça em uma porta ou parede, o trauma é leve e não tem problema nenhum. O serviço médico deve ser procurado se o trauma for mais grave – como em uma queda –, se a criança se queixa de dor por muito tempo ou se tiver episódios repetidos de vômito, alerta Cid.
 
Quebrar o dente
Uma pequena fratura no dente não é grave. Dá para esperar para levar o filho ao dentista quando possível. Mas, se o dente foi deslocado e há o risco de cair, é necessário ir ao hospital. E lembre-se de levar o dente, se puder. Cid diz que não é necessário procurar o pronto atendimento de dentistas, no hospital deve haver o bucomaxilo para emergências.
 
Queimaduras
Queimaduras simples devem ser lavadas apenas com água e sabão. Se a criança reclamar de dor, dê analgésicos via oral. Se houver bolha, não estoure. 
 
Submersão
“Bastam 10 ou 15 centímetros de água para que um bebê se afogue”, destaca Cid. Se apenas um pouco de água for engolida e a criança conseguir respirar normalmente, não há problema algum, a técnica de dar tapinhas nas costas é valida para desengasgar.
 
iG

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