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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Dia Mundial da Psoríase é lembrado com resultados inéditos de pacientes no Brasil

Dia Mundial da Psoríase é lembrado com resultados inéditos de pacientes no Brasil
Uma pesquisa patrocinada pela companhia biológica Abbvie mostra que mais de 60% dos pacientes com a doença têm complicações decorrentes de dores, mal-estar e distúrbios emocionais
 
Uma pesquisa inédita foi apresentada hoje, no Dia Mundial de Conscientização contra Psoríase, doença sistêmica e crônica identificada por lesões na pele, e aponta que 63,7% dos pacientes relatam ter dificuldades no dia a dia associada à dor e aspectos emocionais,  podendo causar artrite e problemas cardiovasculares.

O foco do estudo ‘Beyond’, patrocinado pela companhia biofarmacêutica Abbvie, foi identificar quantos dos pacientes possuíam complicações causadas pela doença em 113 pacientes acompanhados para a amostra da pesquisa.

A psoríase é uma doença inflamatória crônica e sistêmica, que se manifesta na pele, e sabe-se que o sistema imunológico desenvolve algum papel para o seu surgimento; caracteriza-se por lesões avermelhadas e que escamam, normalmente em placas, que aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos.

Dentro dessa amostra,  63,1% apresentam sintomas de dor e mal estar e 54,1% têm sinais de depressão e ansiedade, quadros clínicos sérios que podem complicar a instabilidade da psoríase, que por ser crônica pode melhorar ou piorar dependendo do dia, segundo explicou a médica à Efe.

Segundo a médica, a síndrome metabólica é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e, estima-se, que afete 30-40 por cento dos pacientes com psoríase, independente do grau de atividade da doença.

De acordo com a Associação Psoríase Brasil (www.psoríase.org.br), atualmente, cerca de 5 milhões de brasileiros têm a doença.

Entre os pacientes com psoríase que participaram da pesquisa, a maioria é composta por homens (55,8 por cento), com idade média de 52 anos, e fazem parte de um estudo maior, o Beyond, que inclui um total de 300 pacientes das regiões Norte, Sudeste e Sul do Brasil.

O estudo foi estruturado para medir a prevalência da síndrome metabólica e artrite psoriásica em pacientes com psoríase, em diferentes estágios da doença.

A pesquisa continua sendo feita e os resultados completos devem estar concluídos em meados de 2016 e o foco principal do estudo são pacientes adultos com psoríase (homens e mulheres não grávidas), com a doença ativa em qualquer estágio. As avaliações foram baseadas na resposta a questionários específicos, exames clínicos e de imagem.

São nove centros de tratamento e pesquisa em psoríase – a maioria associada a hospitais universitários que fazem parte do estudo pela especialista.

Ainda não são totalmente conhecidas as razões da associação da psoríase com a síndrome metabólica; mas sabe-se que o risco é maior entre os pacientes com psoríase do que os pacientes  sem a doença.

Dados da Associação Psoríase Brasil através de pesquisas, enquetes e banco de dados com 2.108 pacientes voluntários mostram que os portadores da doença são vítimas constantes de preconceito e discriminação.

De acordo com a pesquisa, mais de 37% dos psoriásicos já foram tratados com diferença em alguns ambientes e 48% mudaram hábitos de rotina para evitar constrangimentos, onde 81% tiveram autoestima e vaidade afetadas.

Em 52% dos casos, a Psoríase interfere em seus relacionamentos interpessoais. A doença também interfere no tipo de roupa que essas pessoas utilizam (72%). E, ainda, um total de 73% dos psoriásicos se sentem envergonhados com a doença.

Mais sobre psoríase e artrite psoriásica
A psoríase é uma doença inflamatória, sistêmica, que se manifesta na pele, na maioria das vezes, por lesões róseas ou avermelhadas cobertas por escamas esbranquiçadas. É uma doença que pode ser controlada, resultando na melhoria da qualidade de vida dos pacientes.  Pode afetar homens e mulheres indistintamente e surgir em qualquer idade da vida.  Dados internacionais estimam que cerca de 15 por cento dos pacientes com psoríase podem desenvolver artrite psoriásica.

A artrite psoriásica é uma forma de artrite associada à psoríase e pode afetar qualquer articulação do corpo e também causar edema em forma de “salsicha” nos dedos das mãos e dos pés, chamado de dactilite.   As características clínicas da artrite psoriásica podem variar de individuo para individuo. Cerca de 40 por cento das pessoas com artrite psoriásica têm histórico familiar de psoríase ou artrite.

Além dos efeitos da doença, o paciente de psoríase pode ser estigmatizado e ser vítima de atitudes preconceituosas, levando-o ao isolamento social.

Causas
São muitas e ainda estão sendo descobertas e analisadas, mas pode-se destacar:
- predisposição genética
- estresse emocional
- infecções
- traumas físicos e psíquicos
- efeito colateral de alguma medicação
- Tabagismo e Alcoolismo
 
Tratamentos
Psoríase não tem cura, mas tem tratamento, que pode ser tópicos, isto é localizados e específicos, ou constante. Não há como prevenir a doença, que é crônica e autoimune.

De acordo com a Psoríase Brasil, existem 4 (quatro) tipos principais de terapia para psoríase: Tópicos, Fototerapia, Terapia Sistêmica e Terapias Biológicas.

Tópicos:
Os tratamentos tópicos são normalmente prescritos para psoríase leve a moderada, ou seja, quando a psoríase afeta 30% ou menos, da área da superfície corporal. São utilizados cremes e pomadas diretamente nas regiões afetadas.

São eles: Antralina, coaltar, tarazoteno, derivados da vitamina D3 (Calcipotriol), corticóides, (Pimecrolimus e Tracolimus).

Fototerapia:
Técnica terapêutica que consiste na emissão artificial e indolor de radiação ultravioleta (UVA e UVB), fornecida através de aparelhos especiais sob a forma de cabine com lâmpadas fluorescentes. Quando associada com medicamentos, os psoralenos, que são substâncias foto ativas, recebe o nome de PUVATERAPIA.  Pode ser usada apenas a radiação UVB sob forma usual ou em um tipo conhecido como NARROW-BAND.

São cabines com lâmpadas especiais onde o paciente permanece por poucos minutos com a pele doente exposta e a pele sadia protegida por roupas especiais ou filtros solares.  As sessões são semanais e o tempo de tratamento vai depender do grau de melhora das lesões.

A Fototerapia tem como vantagem, em relação ao sol, não depender de fatores climáticos, como estação do ano, nuvens e horário para melhor continuidade e bom resultado do tratamento, além de maior segurança na dosagem de radiação ultravioleta; sendo assim, a ocorrência de queimadura pode ocorrer, mas é excepcional.

Os efeitos colaterais mais comuns da fototerapia são o envelhecimento da pele e o risco aumentado de câncer de pele.

Terapia Sistêmica:
Consiste na utilização de um medicamento por um período de tempo, seja via oral ou em forma de injeção. Indicados nos casos moderados e graves e nos pacientes em que não se obteve resultado com tratamento tópico.

Os mais utilizados são: Metrotexate, Ciclosporina (são imunossupressores), Acitretina (medicamento que melhora a queratinização da pele) e Retinóides via oral.

A maior parte das terapias sistêmicas, não deve ser utilizada por mulheres grávidas uma vez que, podem causar anomalias congênitas no feto. Entretanto é preciso usar de bom senso para avaliar a relação risco/benefício da terapia e individualizar a terapia para cada gestante.

Terapias Biológicas:
Os biológicos destinam-se a uma parte bastante específica da resposta imunológica, ao contrário das terapias sistêmicas (imunossupressores) que suprimem todo o sistema imunológico. Em virtude disto, devem, teoricamente, ter menos efeitos colaterais do que os fármacos sistêmicos; contudo, não houve um prazo suficiente de investigação para provar isto.

Além disso, alguns biológicos são bastante efetivos no controle da artrite psoriática.

Existem atualmente 5 (cinco) biológicos em desenvolvimento para o tratamento da psoríase moderada a grave:
  • Alefacepte;
  • etarnecepte;
  • infliximabe;
  • adalimumabe;
  • ustekinumabe.
Quanto mais informações você reunir acerca das terapias disponíveis e o que esperar, mais será capaz de controlar sua psoríase.

A doença requer controle permanente, a fidelidade ao procedimento adotado contra a psoríase, aliás, é fundamental. Por terem uma doença crônica, os psoriáticos não podem desistir na primeira tentativa. “É como se tivessem diabetes ou hipertensão. O controle é permanente e um rodízio de tratamentos pode evitar efeitos colaterais”.
 
EFE Saúde

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