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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Quando a teoria também faz bem à saúde

Entenda por que a produção de estudos científicos rompe as barreiras da comunidade médica, trazendo benefícios diretos para pacientes

São anos de estudo e muita vivência prática durante a graduação e residência em medicina. Mas muito se engana quem acredita que a atualização e os trabalhos de pesquisa de um médico terminam por aí. A constante elaboração de artigos científicos permite novas e importantes descobertas para a área – desde uma inovadora prática clínica até a possível cura de uma doença.

Por mais que um estudo não culmine na descoberta de um novo remédio ou na erradicação de uma doença, o paciente sempre é beneficiado, como é o caso de duas pesquisas realizadas por médicos de instituições brasileiras. Alberto Chebabo, infectologista integrante do corpo clínico do laboratório Sérgio Franco, Elisa Junko Ura Kusano e Antônio Carlos Pignatari, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), identificaram e confirmaram um novo mecanismo de resistência que causava quadros de infecção hospitalar.

“A pesquisa levou seis meses e, com isso, desenvolvemos um plano de contingência com o objetivo de reduzir o impacto dessas bactérias”, afirma Chebabo.

Outro exemplo, no campo da radiologia, é a pesquisa do médico Leonardo Kayat, integrante do corpo clínico da CDPI. O especialista, em conjunto com uma universidade holandesa, desenvolveu, por quatro anos, um método padronizado e mais prático para a análise de exames de ressonância magnética da próstata. “É possível saber com maior grau de certeza, por exemplo, se tumores de próstata estão contidos no órgão ou já mostram sinais de extensão”, explica Leonardo.

Entretanto, mais do que definir um resultado, é importante democratizar a informação, garantindo que outros profissionais tenham acesso a esses dados.

“Quando uma pesquisa é divulgada, outros cientistas poderão usar essa informação para conduzir testes ou até alterar algum tipo de conduta. É uma atualização constante”, explica Alberto Chebabo, que teve um estudo publicado no Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

Mas não são somente os resultados desses estudos que beneficiam os pacientes. Ter um corpo clínico qualificado e tecnologia de ponta também influencia. 

“Quando os pacientes buscam instituições que investem em pesquisa científica e têm um corpo médico atualizado, eles poderão ter certeza de que estão totalmente assistidos pelo que há de mais moderno em cada especialidade”, explica Leonardo Kayat, mestre e doutor pela UFRJ, com artigo publicado na Radiology no ano passado.

Além de um corpo clínico interessado na propagação do conhecimento, o estímulo à pesquisa demanda alto investimento em tecnologia. Laboratórios e clínicas bem equipados, com aparelhos de ponta, garantem resultados seguros não apenas na condução dos estudos, como também no atendimento diário dos pacientes.

Investimento reconhecido
O Brasil vem se destacando no campo científico. Prova disso é a posição de liderança que a CDPI vem ocupando nos últimos sete anos como a instituição brasileira com o maior número de resumos aprovados no principal evento de radiologia do mundo, promovido pela Sociedade de Radiologia da América do Norte (RSNA). Desde sua primeira participação, em 2008, a clínica carioca já levou ao congresso americano mais de 150 trabalhos.

Em 2015, foram, ao todo, 52 estudos, o que representou cerca de 60% da produção nacional. Todo esse investimento na produção de artigos e pesquisas foi reconhecido pela RSNA, que premiou, no último mês, a CDPI com seis títulos. Os trabalhos que se destacaram foram das áreas de medicina interna, estudos musculoesqueléticos e pediatria.

Priscila Pais 
Assessoria de Imprensa
ppais@saudeempauta.com.br    

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