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quinta-feira, 31 de março de 2016

Oito em cada 10 hospitais não têm área para dengue

Fiscalização do TCE identifica a falta de locais para a hidratação de paciente picado pelo mosquito

Por: Lucilene Oliveira

lucilene.oliveira@diariosp.com.br

Os fiscais do TCE (Tribunal de Contas do Estado) visitaram 21 hospitais estaduais e AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) administradas por Organizações Sociais de Saúde e constataram que além do drama de estar doente, o paciente sofre com a desorganização dos centros médicos.

No mês que antecede o pico dos casos de dengue no estado, 80% dos hospitais não se preocuparam em preparar uma ala especializada para a hidratação das pessoas picadas pelo mosquito Aedes aegypti e infectadas com dengue, febre chikungunya ou o vírus zika.Apenas 20% dos hospitais organizaram um atendimento adequado para esse público.

Ao todo, 59 hospitais foram vistoriados das 9h às 13h de ontem por 120 fiscais do TCE. Além das 21 unidades da capital, os fiscais estiveram em 36 centros médicos no interior e outras dois em Santos, no litoral Sul do estado.

Os profissionais avaliaram os dados preliminares de atendimento, o maquinário das alas dos hospitais, o estoque de remédios, condições dos equipamentos e das salas em que os pacientes são acomodados, salários dos profissionais e a presença de empresas terceirizadas em atuação nas unidades.

Após a análise de todos os dados coletados, os 120 inspetores vão elaborar um relatório e apresentá-lo até esta quinta-feira (31).

OSSs receberam R$ 3,5 bi para gestão de hospitais em 2015
A fiscalização dos agentes do TCE (Tribunal de Contas do Estado) foi motivada para verificar se o atendimento prestado pelas OSSs (Organizações Sociais de Saúde), instituições do setor privado sem fins lucrativos, condiz com a cifra repassada pelo governo estadual. Somente no ano passado, foram destinados quase R$ 3,5 bi às entidades.

O relatório final dos 120 profissionais deve levar em consideração o valor empenhado para a aquisição de materiais, manutenção dos maquinários e o gasto médio para realizar o atendimento de cada paciente.

O modelo de gestão de entidades privadas de unidades de Saúde foi formalizado por uma lei ela estadual de 1998, e estabelece que as OSS não podem obter lucro com a gestão hospitalar.

Foto: Divulgação

Diário de São Paulo

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