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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Viciados se importam menos com as pessoas, diz estudo

Pessoas dependentes de álcool e outras substâncias tendem a representar risco para outras pessoas: fazem sexo sem preservativo, não se importam em dirigir alterados, e por aí vai

Pode parecer um discurso óbvio, mas um estudo mostra que muitos fatores fazem com que os viciados sejam mais egoístas e imprudentes.

A conclusão é do estudo da Case Western Reserve University (Cleveland, EUA), conduzido pela psicóloga Maria Pagano. Foram analisados o comportamento de 585 jovens secundaristas, classificando-os segundo seus hábitos com álcool e outras drogas e medindo essas três variáveis: dirigir bêbado (a idade para a habilitação nos EUA é 16 anos), fazer sexo desprotegido e se interessar por trabalho voluntário.

Pagano aponta uma correlação 100% maior em jovens que abusavam de drogas ou álcool em fazer sexo desprotegido - mesmo quando eles sabiam que tinham doenças sexualmente transmissíveis - que com aqueles que não usavam.

Viciados não se importam muito com os outros e nem entendem como seu problema afeta seus entes queridos. O que explica como a doença pode destruir família e vida social, além de serem pessoas difíceis de serem convencidas de que precisam de tratamento. “O viciado é como um tornado passando pela vida dos outros”, afirma Pagano. “Mesmo quando estão se recuperando, há poucos indícios que eles entendem como suas ações impactam aqueles em sua volta. Isso é parte de sua doença.”

Importante: nada disto pretende criminalizar os viciados, que também sofrem com a própria doença. Segundo Pagani, esse fator da insensibilidade é apenas algo que deve ser levado em consideração ao se planejar tratamentos. Ela pretende descobrir formas para diminuir essa parte do problema.

Foto: Thinkstock

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