Testes vão indicar se produto é adequado para consumo
Autoridades sanitárias do Reino Unido suspenderam a venda de um polêmico sorvete feito com leite materno até que sejam concluídos testes para determinar a adequação do alimento ao consumo humano.
A novidade, criada pela sorveteria Icecreamists, em Covent Garden, região no centro de Londres, vinha dividindo as opiniões entre os consumidores desde seu lançamento, em fevereiro.
O Baby Gaga, como foi batizado, é produzido a partir de leite materno pasteurizado, que depois é batido com baunilha e casca de limão. Consumidores que provaram a iguaria a pedido da reportagem da BBC disseram gostar da combinação.
Mas a subprefeitura da região de Westminster, onde se localiza Covent Garden, disse que recebeu duas queixas do público e foi alertada pelas autoridades de saúde sanitária e alimentar, preocupadas com a adequação do sorvete para consumo humano.
Um dos conselheiros (vereadores) de Westminster, Brian Connell, do Partido Conservador, diz que, "se não for feita de maneira controlada, a venda de alimentos produzidos com os fluidos corporais de outra pessoa pode levar à transmissão de vírus e, nesse caso, hepatite".
- No papel de autoridade local, apoiamos as pequenas empresas e aplaudimos ideias inovadoras sempre que possível, mas precisamos proteger a saúde dos consumidores.
Sensação
Desde que foi lançado, o Baby Gaga se tornou uma espécie de "sensação do mês" no campo gastronômico. Apesar do preço salgado (uma bola custava 14 libras, ou cerca de R$ 40), o doce esgotou em poucas horas.
A primeira leva utilizou o leite de 15 mulheres. O proprietário da Icecreamists, Matt O'Connor, disse que a sorveteria foi contatada por cerca de 200 outras oferecendo leite materno para doação.
O'Connor disse que o produto é seguro não somente porque o leite é pasteurizado, mas também porque é testado em laboratório antes de ser usado como ingrediente.
– Seguimos exatamente o mesmo procedimento de quando alguém doa seu leite materno ou seu sangue para bancos de sangue ou de leite. Ao dizer que esse sorvete não é seguro, as autoridades estão dizendo também que leite materno não é seguro. Se a subprefeitura proibir [o sorvete], vou começar um protesto com as mães que já expressaram seu apoio. Você pode comprar álcool e tabaco em Westminster, mas não leite materno.
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http://noticias.r7.com/saude/noticias/sorvete-de-leite-materno-tem-venda-suspensa-em-londres-20110302.html
quarta-feira, 2 de março de 2011
30% dos idosos se arriscam e tomam remédio por conta própria
Principal medicamento consumido por eles é o anti-inflamatório
Estudo feito pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto com mil idosos revelou que 30,9% deles tomam remédios por conta própria sem a orientação de um profissional de saúde. Ao fazer isso, os idosos correm mais risco de sofrer efeitos colaterais, problemas de saúde e prejudicar a ação dos outros medicamentos.
O tipo de remédio que o idoso mais consome por conta própria é o anti-inflamatório, segundo o farmacêutico André de Oliveira Baldoni, autor da pesquisa.
- Eles se medicam mais por causa de dores, principalmente nos ossos ou nos músculos. Por isso, tomam muitos anti-inflamatórios e analgésicos.
O maior perigo dos anti-inflamatórios, segundo Baldoni, são as interações medicamentosas.
- Esses remédios aumentam a pressão arterial e podem causar úlcera gastrointestinal e problemas renais. Isso aumenta as chances de o paciente se internar.
De acordo com a médica Silvia Pereira, presidente da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), o anti-inflamatório é a droga mais perigosa para os idosos e pode levar a outro problema: a chamada “cascata da prescrição”.
- Ele toma um remédio pra dor e então sente náusea. Aí ele toma um pra náusea, mas sente o fígado. Daí ele tomo outro remédio. E por aí vai.
Para diminuir essa quantidade de remédios, Silvia afirma que os idosos precisam procurar alternativas. Para dor, por exemplo, uma compressa de água quente pode ser melhor que um anti-inflamatório. Se a pessoa tem pressão alta, é melhor evitar sal, o álcool e perder peso se quiser ficar longe dos remédios. Para a insônia, em vez de tomar um ansiolítico que ajude a dormir, a solução seria criar condições adequadas para o sono, que vão desde exercícios físicos até um ambiente silencioso e escuro.
- Ao invés de tomar remédio, procure algumas alternativas. Mas há casos em que não é possível ficar sem remédio. Por isso, o melhor sempre é procurar um médico especialista.
Segundo o médico geriatra Clineu Almada Filho, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), os remédios sempre podem ser questionados. Mas existem dois pilares de sucesso que não mudam: estar dentro de peso adequado e manter atividade física regular.
- Os exercícios melhoram o rendimento cardíaco, a oxigenação dos tecidos, a capacidade pulmonar, libera endorfina (que causa bem-estar), diminui tecido gorduroso e melhora a massa muscular.
http://noticias.r7.com/saude/noticias/30-dos-idosos-se-arriscam-e-tomam-remedio-por-conta-propria-20110205.html
Mais de 80% da população mundial não tem acesso a remédios para dor
10% da população mundial tem acesso a 90% dos remédios no planeta
Mais de 80% da população mundial precisa de remédios para aliviar a dor. No entanto, por não ter acesso a eles, essas pessoas sofrem com dores desnecessariamente. A informação é do relatório anual da JIFE (Junta Internacional de Fiscalização de Estupefacientes) 2010, publicado nesta quarta-feira (2).
O documento mostra ainda que 90% das substâncias lícitas são consumidas por 10% da população mundial, que se concentra em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e algumas nações da Europa, diz Hamid Ghodse, presidente da JIFE.
Em muitos países da África, Ásia e algumas partes da América, o acesso a entorpecentes e a substâncias psicotrópicas para fins terapêuticos é escasso ou nulo.
De acordo com a junta, existe matéria-prima suficiente para atender às necessidades de toda a população mundial por analgésicos. No entanto, existem vários fatores que impedem o acesso a esses medicamentos.
Apesar de o preço ser considerado um dos principais obstáculos para o acesso a esses medicamentos, existem fórmulas de baixo custo que têm sido distribuídas em vários países de modo eficaz, como no Brasil, o que, segundo a junta, mostra que as barreiras econômicas podem ser superadas.
Medidas para conter abuso no uso de analgésicos
No relatório, o órgão chama a atenção de todos os governos também para o problema do uso indevido de analgésicos, que em alguns países têm ultrapassado os níveis de abuso de drogas ilícitas.
Para diminuir os índices, a junta recomenda certas políticas que tendem a afetar a disponibilidade de substâncias para fins médicos e científicos, dando, como exemplo, a compilação de dados estatísticos sobre as necessidades de drogas lícitas, legislação, educação e capacitação, sistemas de fiscalização nacional e prevenção do desvio e do abuso de substâncias.
Certos fatores, no entanto, são verdadeiros obstáculos para oferta de medicamentos, entre eles, a formação deficiente de profissionais de saúde, a falta de regulamentação, as dificuldades de distribuição e a ausência de uma política de saúde integral e inclusiva que abarque o tratamento da dor, problemas apontados pelo relatório.
Uma saída para melhorar esse quadro seria avançar os sistemas de fiscalização de drogas que podem ajudar a assegurar o abastecimento suficiente de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas para fins médicos e científicos e, ao mesmo tempo, evitar o seu uso inapropriado e abusos.
http://noticias.r7.com/saude/noticias/mais-de-80-da-populacao-mundial-nao-tem-acesso-a-remedios-para-dor-20110302.html
Cinco hospitais são avaliados pela Accreditation Canada
por Saúde Business Web 02/03/2011 Nos próximos dias, Casa de Saúde, Barra D'Or, Quinta D'Or, Vita Curitiba e Santa Catarina serão visitados por auditores internacionais Profissionais de saúde da Accreditation Canada estarão nos próximos dias avaliando cinco hospitais Brasileiros com o intuito de validar as boas práticas assistenciais, a qualidade do atendimento e a segurança do paciente. Este processo voluntário é utilizado pelas entidades para implementação de melhorias contínuas e internacionalização de seus conceitos. A Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, passa pela primeira vez por esta auditoria. Já os Hospitais Barra D"Or e Quinta D"Or, do Rio de Janeiro, Vita Curitiba, do Paraná e Hospital Santa Catarina, em São Paulo, estão tentando recertificação pela Accreditation Canada. Esta avaliação internacional é periódica e com validade de três anos. A Accreditation Canada é uma organização sem fins lucrativos de reconhecimento internacional, que foca a segurança do paciente como sua metodologia central de avaliação. No Brasil, definiu uma Joint Venture com o IQG - Health Services Accreditation, que prepara as Instituições para a avaliação. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76330
Ministério amplia rede do SAMU/192 com 24 ambulâncias
por Saúde Business Web
01/03/2011
Total do repasse que o governo federal vai destinar para a manutenção dos veículos será de R$ 3,6 milhões por ano
O Ministério da Saúde habilitou 24 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU/192), ampliando a assistência em urgência e emergência em seis estados do país: Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A estratégia é reforçar a rede de atendimento pré-hospitalar para desafogar a demanda nas portas dos hospitais.
Os 24 municípios beneficiados com as unidades do SAMU/192 passam a receber o incentivo de R$ 12,5 mil por mês, para a manutenção de cada um dos veículos doados pelo Ministério, conforme portaria publicada no Diário oficial da União nesta segunda-feira (28).
O total do repasse que o governo federal vai destinar para a manutenção dessas ambulâncias será de R$ 3,6 milhões por ano. O investimento na compra dos veículos, que já são entregues equipados, foi de R$ 2,94 milhões. Segundo comunicado do Ministério, a transferência dos valores se dá diretamente do Fundo Nacional de Saúde para os respectivos fundos municipais de saúde.
Todas as unidades são de Suporte Básico, sendo que 11 serão destinadas para o Rio Grande do Sul, seis para Santa Catarina, três para Goiás, duas para Alagoas, uma para Pernambuco e outra para Mato Grosso. As Unidades de Suporte Básico (USB) são equipadas com oxímetro portátil, desfibrilador externo automático e aspirador.
Confira a lista dos municípios beneficiados:
Dom Pedrito/RS Fraiburgo/SC
Gravataí/RS São Carlos/SC
Piratini/RS Meleiro/SC
São Gabriel/RS Águas Mornas/SC
Serafina Corrêa/RS Itapoá/SC
Taquari/RS Catalão/GO
Rodeio Bonito/RS Doverlândia/GO
São Francisco de Paula/RS Piranhas/GO
São José do Ouro/ RS Joaquim Gomes/AL
São Sepé/RS Coruripe/AL
Trindade do Sul/RS Ibirajuba/PE
Santa Cecília/SC Campo Verde/MT
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76328
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