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quarta-feira, 9 de março de 2011

Delegando tarefas

Por Sonia Jordão Uma boa definição de delegar: é o processo de transmitir certas tarefas e obrigações de uma pessoa para outra; em geral, de um superior a um colaborador. Aquele que recebe o poder delegado tem autoridade suficiente para concluir o trabalho de modo satisfatório, mas aquele que delega fica com a total responsabilidade pelo seu êxito ou fracasso. Quando delegar alguma tarefa, acompanhe os que receberam a delegação, peça que prestem conta em cada etapa do processo e não só ao final do trabalho. A delegação é, fundamentalmente, um sistema de confiança. Quando realmente delega autoridade a uma pessoa, você demonstra sua confiança nela. Para obter flexibilidade e agilidade, os líderes precisam delegar poder e atribuições inerentes a cada tarefa, de tal forma que não fiquem diretamente envolvidos nas mesmas, mas continuem com a responsabilidade final do processo. À medida que você delega você incentiva o desenvolvimento do conhecimento e das habilidades de seus colaboradores, os quais se tornam capacitados a resolver problemas na ausência dos líderes e têm a oportunidade de testar mais idéias e implementar soluções criativas, bem como de adquirir maior autoconfiança e desenvolver habilidades gerenciais. Líderes devem saber delegar. A delegação de poder de maneira criteriosa aumenta o poder de quem o delega. Ao conceder aos colaboradores mais autoridade e ferramentas para executarem o serviço, o líder amplia sua influência e o colaborador adquire maior incentivo para trabalhar. Quanto mais delega atribuições, mais o líder penetra na essência de sua função: que não é “fazer” e sim “deixar que os outros façam”. Tenha em mente que delegar ajuda tanto a quem delega quanto a quem recebe a tarefa, pois permite que estes se desenvolvam. Ao delegar uma tarefa o líder não fará diretamente o serviço, mas precisará supervisionar e orientar aqueles que o fazem. Com este procedimento você não terá tanto medo de que os outros não sejam capazes de executar a tarefa e estará dando treinamento para que possa supervisionar e orientar cada vez menos. Às vezes os líderes acham que as pessoas nunca estão preparadas para assumir uma tarefa. Se não delegarem, realmente nunca estarão. Imagine um líder que tenha um salário de $10 a hora. Se ele precisa de 5 horas para executar uma tarefa, ele gastará $50. Já se um colaborador, cujo salário é $3 a hora, precisar de 10 horas, mesmo sendo o dobro do tempo necessário o custo para a organização será menor. Além do mais, provavelmente na próxima vez que se precisar executar a tarefa, o colaborador precisará de menos tempo, e o custo será menor ainda. O pior de tudo é que em função das razões descritas os líderes às vezes se cercam de pessoas de capacidade inferior às suas. Não tenha medo de ter em sua equipe pessoas melhores do que você, mas procure tê-las como aliadas. Se você se cercar de pessoas incompetentes por medo, nunca conseguirá atingir suas metas. Um outro motivo é que com bons resultados será mais fácil você se mudar para uma organização melhor ou maior. Delegar com sucesso é uma habilidade e uma qualidade que você como líder deve adquirir. Agora, delegar é um processo para quem aceita correr riscos; e o “delegador” precisa ter paciência e incentivo. Evite fazer como muitas pessoas que mesmo achando que delegar é um procedimento sensato temem as conseqüências a ponto de evitar fazê-lo. Procure deixar claro àqueles que assumem as tarefas que eles também devem delegar tudo o que puderem a outros colaboradores. Agindo assim você estará criando na organização onde trabalha uma nova cultura. “O único homem que não comete erros é o que nunca faz nada. O importante é nunca cometer duas vezes o mesmo erro” (Franklin Roosevelt). Texto extraído do Capítulo IV do Livro "A Arte de Liderar - Vivenciando Mudanças num Mundo Globalizado" http://www.portalcmc.com.br/lid_art03.htm

Procura por medicamentos gratuitos aumentou em 50%, diz ministro da Saúde

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro – A procura da população por medicamentos gratuitos contra diabetes e hipertensão, distribuídos pelo governo federal, registrou um aumento de 50% em fevereiro, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que esteve no Sambódromo acompanhando o segundo dia dos desfiles das escolas de samba do Rio. De acordo com ele, a demanda surpreendeu a indústria de medicamentos e a rede de farmácias conveniadas, que precisaram se adaptar. “Aumentou em 50% a procura por remédios contra hipertensão e diabetes. Nos primeiros 15 dias de fevereiro, foi distribuída a mesma quantidade de medicamentos que em todo mês de dezembro. Isso mostra o acerto do programa”, afirmou. Padilha disse que a falta dos remédios em determinados pontos se deu justamente pelo grande interesse da população, o que demandou um ajuste na fabricação e na distribuição. Segundo o ministro, são 15 mil farmácias credenciadas em todo o país ao programa Aqui Tem Farmácia Popular, que deve beneficiar cerca de 900 mil hipertensos e diabéticos. O ministro da Saúde esteve no Sambódromo divulgando a campanha sobre a importância do uso da camisinha nas relações sexuais. Só neste carnaval, o governo federal distribuiu 85 milhões de preservativos em todo o país. Padilha também reforçou a campanha de testes rápidos para aids e disse que a preocupação principal é o aumento da incidência da doença em mulheres jovens de 13 a 19 anos. http://agenciabrasil.ebc.com.br/home?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=3206000

Cafeína age de forma oposta em homens e mulheres sob estresse

Um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Bristol descobriu que beber café com cafeína aumenta a performance de uma mulher em situações de estresse, mas tem efeito oposto sobre os homens. Eles se tornam menos confiantes e demoram mais tempo para concluir tarefas depois de tomar diversas xícaras de café. A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Telegraph" na terça-feira (1º). Os resultados, publicados no "Journal of Applied Social Psychology", sugerem que a bebida pode ter efeitos radicalmente diferentes em ambos os sexos, em situações de alta pressão. Segundo a Associação Britânica do Café, os consumidores do Reino Unido bebem cerca de 70 milhões de xícaras de café por dia. Alguns dos benefícios de saúde potenciais incluem proteção contra diabetes, doença de Alzheimer, lesões hepáticas e até mesmo gota. A cafeína presente no café é um conhecido estimulante que age no cérebro e pode combater a sonolência e a fadiga. Mas os pesquisadores queriam examinar o que o café faz com o corpo quando ele já está sob estresse, especialmente quando grandes quantidades são consumidas em reuniões de alta pressão. Eles recrutaram 64 homens e mulheres e os separaram em pares do mesmo sexo. A cada par foi entregue uma série de tarefas para ser concluída, como realizar negociações, completar quebra-cabeças e resolver testes de memória. Para aumentar o estresse, os pares também foram informados de que teriam que fazer uma apresentação pública relacionada às suas tarefas. Em seguida, os investigadores deram café com cafeína ou descafeinado aos pares e os monitoraram durante todo o experimento. Eles descobriram que a capacidade de um bom desempenho para lidar com situações de estresse entre os homens que tinham bebido café com cafeína foi "muito prejudicada". Por exemplo, eles demoraram uma média de 20 segundos a mais para completar os quebra-cabeças do que aqueles que tomaram café descafeinado. Por outro lado, as mulheres que tomaram cafeína completaram o exercício 100 segundos mais rápido. Os peritos acreditam que a chave para os efeitos do café sobre os sexos está na forma como homens e mulheres respondem de forma diferente ao estresse. Os homens estão sujeitos a "lutar ou fugir", enquanto as mulheres estão mais inclinadas a trabalhar juntos para resolver o problema que enfrentam. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/869763-cafeina-age-de-forma-oposta-em-homens-e-mulheres-sob-estresse.shtml

Aparelho desenvolvido nos EUA identifica causa da pneumonia

Um novo aparelho desenvolvido nos EUA promete identificar o agente causador da pneumonia. A doença pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e protozoários, mas o microrganismo responsável só é identificado em até 40% dos casos da infecção. A invenção funciona de forma simples: o paciente tosse no bocal do aparelho, que, segundo os fabricantes, é capaz de separar as partículas do pulmão das da boca. Depois, o filtro é levado para análise clínica, que identifica o agente causador da pneumonia. O aparelho, que se chama PneumoniaCheck, foi desenvolvido no Georgia Institute of Technology, em Atlanta (EUA) e teve a sua comercialização aprovada pelo FDA (agência que regulamenta remédios nos EUA). No mês passado, ele foi lançado comercialmente naquele país e poderá ser vendido em outros locais nos próximos dois anos, segundo o fabricante. Em geral, o diagnóstico da pneumonia é feito por exame clínico e físico, radiografia dos pulmões e exame de sangue, que pode mostrar sinais que indicam uma infecção. Mas o exame é baseado em presunções e não é definitivo, segundo Elie Fiss, professor de pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC e pneumologista do hospital Oswaldo Cruz. "Para ter um exame com 100% de precisão, é preciso descobrir o agente responsável. Como esse diagnóstico é difícil e pode levar semanas, tratamos o quadro clínico baseado nos sintomas e exames com rapidez para que o quadro não se agrave." MENOS ANTIBIÓTICOS Um estudo que mostra a eficácia do novo aparelho foi publicado em dezembro no "Journal of Medical Devices", por técnicos do mesmo instituto que desenvolveu o PneumoniaCheck. A pesquisa aponta que os filtros do aparelho são capazes de coletar 99,9% das partículas com vírus e bactérias da amostra das vias superiores do pulmão. Segundo Sarah Ku, coordenadora de produtos da MD Innovate, empresa fabricante do aparelho, a identificação do agente leva a um tratamento mais personalizado, com menos antibióticos, que, se usados amplamente, podem aumentar a resistência das bactérias. Hoje, os antibióticos são as drogas mais usadas contra pneumonia, mesmo sem a identificação do agente causador da doença. Segundo Fiss, as diretrizes das sociedades médicas apontam que as bactérias são as maiores responsáveis pela pneumonia. Para eliminar a doença, são usados antibióticos de maior espectro. Segundo Mauro Zamboni, da Sociedade Latino-Americana do Tórax, o aparelho é interessante, e algo similar já vem sendo testado para doenças como a tuberculose. Já para Fiss, aparelho não deve ser eficaz, devido à dificuldade em separar as partículas das vias aéreas inferiores e superiores. "Faltam estudos maiores com grupo-controle e placebo."

terça-feira, 8 de março de 2011

Cientistas desenvolvem exame de sangue para prever síndrome de Down

Experimento precisa ser testado em estudo maior com mil gestantes Mulheres gestantes poderão dentro em breve fazer um exame de sangue, em lugar de submeter-se a exames invasivos arriscados, para prever a probabilidade de seu bebê ter síndrome de Down, disseram cientistas neste domingo (6). Em um estudo publicado no periódico Nature Medicine, pesquisadores do Chipre disseram que um teste com 40 gestantes usando o exame, no qual é analisado o sangue da mãe para detectar diferenças de DNA entre a mãe e o feto, mostrou que o exame previu com precisão os fetos que tinham risco de apresentar a síndrome. Philippos Patsalis, diretor médico do Instituto Chipre de Neurologia e Genética, que comandou o estudo, disse que os resultados são "muito instigantes" e que agora o experimento precisa ser testado em um estudo maior com cerca de mil gestações, mas que pode levar a mudanças em práticas clínicas dentro de dois anos. - Acreditamos que poderemos modificar este exame, tornando-o muito mais fácil e simples, e então teremos algo para ser introduzido na prática clínica - disse Patsalis. A síndrome de Down é um distúrbio genético e ocorre em um de cada 700 bebês nascidos vivos em todo o mundo. O risco de ter um bebê com síndrome de Down - que ocorre quando uma criança tem três cópias do cromossomo 21, em vez das duas normais - aumenta com a idade da gestante. O risco incorrido quando a mãe tem 40 anos é 16 vezes maior que o de uma mãe de 25. Atualmente, os médicos usam um exame chamado amniocentese para verificar a probabilidade de um bebê nascer com a síndrome de Down. O exame geralmente é realizado com 15 ou 16 semanas de gestação e exige a retirada de líquido amniótico da mãe, com a inserção de uma agulha oca no útero. Como a amniocentese traz um pequeno risco de aborto espontâneo - que Patsalis avaliou em 1% ou 2% -, cientistas vêm buscando maneiras menos invasivas de fazer exames para Down e outros potenciais problemas genéticos. O método de Patsalis aproveita as diferenças nos padrões de metilação do DNA - que são importantes para controlar os níveis de genes - entre a mãe e o feto. Para isso, uma amostra pequena de sangue é retirada da mãe entre a 11ª e a 13ª semana da gestação, e a presença de cópias extras do cromossomo 21 no feto é detectada com a análise do sangue materno. Em uma prova pequena, a equipe de Patsalis pôde diagnosticar corretamente 14 casos em que havia cópias extras do cromossomo, além de 26 fetos normais. O artigo diz que "a abordagem não invasiva vai evitar o risco de aborto espontâneo de gestações normais provocado pelos procedimentos atuais, mais invasivos". Copyright Thomson Reuters 2011 http://noticias.r7.com/saude/noticias/cientistas-desenvolvem-exame-de-sangue-para-prever-sindrome-de-d-20110306.html