Proposta estabelece requisitos mínimos referentes à segurança, eficácia e rótulos
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) abriu uma consulta pública para discutir o regulamento para os cosméticos repelentes de insetos. A proposta estabelece os requisitos técnicos mínimos referentes à segurança, eficácia e rotulagem do produto.
De acordo com o texto, a comprovação de segurança, por exemplo, vai depender da realização de, no mínimo, três estudos - irritação cutânea primária e acumulada, sensibilização cutânea e fotossensibilização.
Já os estudos que comprovem a eficácia devem ser feitos de acordo as metodologias validadas internacionalmente. O objetivo, de acordo com a Anvisa, é aprimorar o controle sanitário dos cosméticos repelentes.
Contribuições para a Consulta Pública nº 3/2011 podem ser enviadas até o dia 16 de março. É preciso preencher o formulário disponível no site www.anvisa.gov.br e enviá-lo para o e-mail cosmeticos@anvisa.gov.br ou para o fax (61) 3462-5897.
Outra opção é enviar a contribuição por carta à Gerência-Geral de Cosméticos da Anvisa. O endereço é SIA trecho 5, área especial 57, Brasília-DF, CEP: 71205-050.
http://noticias.r7.com/saude/noticias/consulta-publica-discute-seguranca-e-eficacia-de-repelentes-de-insetos-20110309.html
quinta-feira, 10 de março de 2011
Enquete: lei dos 25% dos leitos desagrada maioria
por Saúde Business Web
09/03/2011
50% dos internautas acreditam que o governo deveria pensar em uma melhor forma para integrar os serviços público e privado
A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, no final de dezembro, projeto de lei (PL) complementar que prevê o direcionamento de 25% dos leitos de hospitais a usuários de planos de saúde. O então governador, Alberto Goldman, sancionou o texto, que virou lei complementar 1.131.
A medida tem gerado polêmica no setor. Dessa forma, o Saúde Business Web propôs uma enquete aos leitores. A pergunta foi: qual a sua opinião sobre o PL 45/2010 que destina 25% dos leitos públicos a pacientes com planos?
A maioria dos participantes, com 50% dos votos, acredita que o governo deveria pensar em uma melhor forma para integrar os serviços público e privado.
Com pouca margem de diferença, 37,97% dos internautas alegaram que a lei prejudicará aqueles que não têm condições de pagar um plano privado e que dependem exclusivamente da rede pública.
E 12,03% dos votos avaliam o projeto de forma positiva e concordam com a seguinte afirmação: os procedimentos de alta complexidade e, portanto, de alto custo, são usualmente desviados pelos planos de saúde para o SUS. Os hospitais públicos poderão atender aos pacientes da rede privada, sendo ressarcidos.
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76475
Medicina: hospitais oferecem 161 vagas de estágio
por Saúde Business Web
09/03/2011
Oportunidades são nas áreas de emergência pediátrica, geral, ginecológica e obstetrícia. As inscrições vão até 15 de março
Estudantes do 7º ao 10º período do curso de medicina têm até o dia 15 de março para participar da seleção de 161 vagas de estágio em cinco hospitais da rede estadual de Pernambuco. A inscrição deve ser feita pelo site da Universidade do Estado de Pernambuco (UPE) e custa R$40.
As vagas estão disponíveis nos hospitais Otávio de Freitas, Barão de Lucena, Agamenon Magalhães, Getúlio Vargas e Restauração, nas áreas de emergência pediátrica, geral e ginecológica e obstetrícia.
Os candidatos inscritos terão que passar por um processo seletivo. No dia 27 de março, haverá uma prova escrita com 40 questões objetivas de múltipla escolha. O resultado da seleção será divulgado no dia 08 de abril e o início do estágio será no dia 11 do mesmo mês.
Os selecionados receberão uma bolsa mensal no valor de R$ 250 para trabalhar 11 horas por semana, mais 4 horas de atividades teórico-práticas durante um ano. .
*Com informações do portal pe360graus.com
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76472
Lixo hospitalar: um mercado em transição
por Maria Carolina Buriti Fornecedores Hospitalares
09/03/2011
Aprovação da Política Nacional dos Resíduos Sólidos e grupos estrangeiros no Brasil aquecem o setor - que movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão
A aprovação da Política Nacional dos Resíduos Sólidos no Senado, em julho de 2010, pouco mudou nas regras específicas para os Resíduos Sólidos de Saúde (RSS), o chamado lixo hospitalar, que engloba os rejeitos de clínicas, postos de saúde, consultórios dentários, laboratórios e unidades veterinárias. Mas de certa forma, os reflexos da nova medida interferem nessas companhias, pois a maioria das atuantes no Brasil tratam também de outros resíduos ou pertencem a grupos com essa finalidade.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Tratamento de Resíduos (Abetre), o mercado de resíduos teve receita estimada em R$ 1,5 bilhão em 2009, um crescimento de 14% em relação a 2008. Um mercado atrativo que tem chamado atenção de grupos internacionais. Esse é o caso da Serquip. Fundada em 1999, em Recife (PE), a empresa, presente em 11 estados no Brasil, chamou atenção da gigante americana Stericycle, com atuação, entre outros países, nos Estados Unidos, Argentina, Chile, Irlanda, Portugal, Romênia e Inglaterra e o resultado foi a compra de 70% das ações da empresa pela multinacional.
Com a aquisição, a Serquip começou a operar como braço internacional da companhia no Brasil e pretende adotar a marca da Stericycle ainda este ano. A operação, segundo o presidente da empresa no Brasil, Alexandre Menelau, deu fôlego às aquisições e à expansão. "O que trouxe de bom, em primeiro lugar, foi contar com a maior marca do mundo em crescimento e grandes clientes, multinacionais procuram a Serquip. Outra coisa, é a absorção de tecnologia, como a Stericycle trabalha com várias tecnologias nós temos acesso a know how e à capacidade de investimento", explica.
Troca de experiências e conhecimento também são atrativos na opinião do diretor executivo da Núcleo de Gerenciamento Ambiental (NGA), Alessandro de Souza Campos. O executivo acredita que a parceria com grupos de fora é importante para compartilhar conhecimento. A NGA é especializada em RSS e pertence à holding Geovision. Em maio de 2010, o grupo português Mota Engil e a Leão Ambiental adquiriram 50% da holding. Na época, o valor do acordo divulgado foi de 21 milhões de euros.
"Nós vemos com muitos bons olhos a vinda do grupo e a parceria. Deixa a empresa com mais força para atuar no mercado. Uma vez que é um grupo muito expressivo com presença em mais de 17 países no mundo, com negócios diversificados", avalia.
Mercado em movimento
Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), hoje são cerca de 50 empresas associadas à entidade e deste grupo, cerca de 10 trabalham exclusivamente com lixo hospitalar. O diretor executivo da associação, Carlos Roberto da Silva Filho, acredita que a entrada de grupos estrangeiros tornará a disputa mais acirrada. "Esse interesse das empresas estrangeiras vai tornar o mercado mais competitivo e traz a tendência, de justamente, aquecer no sentido de tornar mais acirrada as disputas de contrato, a maioria é licitação. Existirá mais profissionalização desse mercado e novos players". Apesar da movimentação, Silva Filho acredita que esse mercado é de empresas que já possuem expertise e não de novatas. "Para esse nicho precisa ter equipamento, licenciamento, trabalho do órgão ambiental".
Se depender da expansão de territórios e conquista de marketi share, a competição em 2011, tudo indica, será quente. Antes da Stericycle adquirir as ações da Serquip, ela comprou a RPM, do Rio Grande do Sul, e em dezembro, foi a vez da Serquip- já representante da marca no Brasil, comprar a ATT Ambiental e entrar no mercado do ABC paulista.
Segundo Menelau, há um horizonte de novas aquisições. Hoje a empresa é líder de mercado, possui 500 funcionários espalhados por 11 estados brasileiros e detém 30% do mercado- cerca de 15 mil clientes. Em 2010, a empresa faturou cerca de US$ 40 milhões e pretende crescer 50% este ano. As ações negociadas na Bolsa de Nova York, estão em ascensão.
"Já éramos o número um antes da aquisição, em quantidade de unidades e população atendida. Hoje, a ideia não é só crescer, mas crescer com competitividade, respeito ao meio ambiente e segurança. Esse conhecimento que foi agregado ao nosso negócio nos coloca em padrão internacional", destaca Menelau.
Tímida se comparada à líder de mercado, mas com projetos de expansão para 2011, a NGA tem 40 funcionários e concentra suas atividades no nordeste paulista, região que possui 1500 pontos de coleta só em Ribeirão Preto. A empresa também pretende crescer por meio novas aquisições, assunto que segundo Campos está em estudo, mas não é divulgado por questões estratégicas. A empresa cresceu de 10% a 12% em 2010, se comparado ao ano anterior. Para 2011, a estimativa é algo entre 15% e 20% de crescimento.
"Este ano, a NGA terá um trabalho forte na manutenção dos seus contratos, melhoria dos trabalhos, e implantação de novas unidades de negócio. Estamos em fase de fechamento do estudo. Não sabemos quantas serão"
Nova Política
A Política Nacional de Resíduos Sólidos não trouxe grandes modificações na área dos Resíduos Sólidos de Saúde, que já possuem regras bem definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão do Ministério do Meio Ambiente. Entre as principais mudanças da política foi a obrigação do plano de gerenciamento de resíduos pela entidade geradora.
Campos, da NGA, acredita que a medida traz boas expectativas para o mercado. "Para nós, ela veio somar, expõe e coloca de forma estruturada para o geradores de resíduo uma conscientização de ter o cuidado adequado com o descarte de resíduos. Eles enxergam com ainda mais atenção todo o fluxo, desde o ponto de vista da necessidade de descarte. O cliente ficará mais exigente", diz.
"A maioria das regras são direcionadas ao lixo urbano. Faltava a segurança jurídica, que a política trouxe, fiscalização e aprimoramento, com tudo isso temos interesse das empresas estrangeiras atuarem no Brasil", comenta Souza Filho.
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76485
Projeto fortalecerá farmacopéias do Brasil e Argentina
por Saúde Business Web
09/03/2011
Medida busca o intercâmbio de conhecimentos técnicos e científicos para o desenvolvimento de substâncias químicas de referência estratégicas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Reguladora Argentina (Anmat), no último dia 25, assinaram acordo para viabilizar o intercâmbio de conhecimentos técnicos e científicos para a elaboração de monografias harmonizadas e o desenvolvimento de substâncias químicas de referência estratégicas.
O "Projeto Fortalecimento das Farmacopéias do Brasil e da Argentina e de seus Laboratórios Nacionais de Controle para a Criação de uma Farmacopéia Regional",assinado pela diretora da Anvisa Maria Cecília Brito, será financiado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) e do Fundo de Cooperação Horizontal da Argentina (FOAR/MRE).
Segundo a Anvisa, o trabalho bilateral na área da Farmacopéia possibilitará a redução da dependência de importação de substâncias químicas de referência de outras Farmacopéias, o que resultará no fortalecimento do controle da qualidade de medicamentos, no acesso a medicamentos seguros e eficazes com custo reduzido, além de promover o desenvolvimento científico e tecnológico bilateral.
"O fortalecimento das Farmacopéias do Brasil e da Argentina significa um avanço concreto na construção de uma estratégia de política exterior para promover a autonomia científica dos dois países e para o desenvolvimento econômico de substâncias químicas de referência de baixo custo para os sistemas de saúde dos dois países", afirmou a Anvisa, em comunicado.
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76474
Assinar:
Postagens (Atom)