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quinta-feira, 10 de março de 2011

Preço de medicamentos será reajustado de 3,5% a 6% m

por Saúde Business Web 10/03/2011 Este é o maior porcentual de aumento desde 2006 Governo vai reajustar os medicamentos com preços controlados de 3,54% a 6,01%, dependendo da categoria a que pertencem, a partir do dia 31. Será o maior porcentual de aumento desde 2006. A resolução foi publicada na última quarta-feira (09) pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) no Diário Oficial, com normas para o aumento. novos preços terão de ser mantidos até março de 2012. As regras valem para cerca de 20 mil itens do mercado farmacêutico, como antibióticos e remédios de uso contínuo. Segundo a medida, os medicamentos de alta concorrência no mercado, fitoterápicos e homeopáticos não estão sujeitos aos valores determinados pela CMED - seus preços podem variar de acordo com a determinação do fabricante. A resolução publicada ontem não define os porcentuais do reajuste. Assinada em 28 de fevereiro, ela apresenta o fator de produtividade, que é levado em consideração para fazer o cálculo, ao lado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como o IPCA de fevereiro foi divulgado no dia 4, é possível saber a variação dos porcentuais. Os valores oficiais deverão ser publicados em uma nova resolução. O cálculo de reajuste de remédios leva em conta uma série de fatores. O primeiro deles é o IPCA acumulado entre março de 2010 e fevereiro de 2011. Além disso, é observada a competitividade de determinado remédio no mercado, avaliada pelo nível de participação de genéricos nas vendas do segmento. Quanto maior a participação de genéricos nas vendas, maior o porcentual de reajuste. A composição do índice de reajuste observa também o ganho de produtividade. São fixadas três faixas de reajuste, que obedecem a esse critério. Neste ano, o aumento máximo ficará em 6,01%. O menor aumento será de 3,54%. O reajuste de preços não é imediato. Para aplicar o aumento, empresas produtoras de medicamentos deverão apresentar à CMED um relatório informando os porcentuais que querem aplicar. O valor fixado pela CMED é o teto. As empresas podem, portanto, fixar preços menores. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76500

Você é insubstituível no que faz?

Há como se tornar insubstituível nas atividades profissionais dentro de uma organização ou atividade? * Por Nelson Fukuyama Todos nós já ouvimos a frase "não sei o que isso tudo seria sem não fosse essa pessoa" quando se quer falar de alguém que é considerado um talento, um fenômeno, naquilo que realiza dentro de uma organização ou atividade qualquer, numa determinada época, numa determinada situação. Se quisermos falar de exemplos de gente famosa temos uma enorme lista que ficaríamos muito tempo relacionando aqui. Podemos falar de Bill Gates em relação à Microsoft, de Pelé para o futebol mundial e para o seu time, de Beethoven, Beatles ou Rolling Stones para a música, e assim de tantas personalidades que conhecemos que deixaram sua "marca registrada" nas suas áreas de atividades por mostrarem talento acima do normal e fazerem bem aquilo que gostavam. Quantas outras pessoas que conhecemos que fizeram tanto pelas suas organizações que nos levam a pensar que elas são eternamente insubstituíveis. Seria o caso de lembrar Olavo Setúbal para o Itaú, de Amador Aguiar para o Bradesco, Mário Covas e Ulysses Guimarães para a política nacional. E outras tantas que ainda estão em atividade. Certamente essas pessoas são insubstituíveis naquilo que fizeram. E elas serão sempre uma referência para todos em suas áreas de atividades. Mas, para a grande maioria isso não se aplica, não é possível ser insubstituível por muito tempo. Parece que o tempo ajuda a esquecer rapidamente muitas coisas que fazemos. Dentro de nossa atividade, muito daquilo que fizemos será (se a gente pode usar esse termo) "menos lembrado", portanto, menos valorizado. O que se fez se passou e o que vale agora são as pessoas que estão fazendo a história no momento e os feitos para resolver os problemas atuais. Sempre foi assim e não há como mudar. As empresas, os cargos, os títulos ficam. As pessoas se vão. Sempre haverá um novo talento para dar sua contribuição, menor ou maior, sempre haverá. É assim que as empresas pensam por exemplo. Eu me lembro que num tempo passado havia dentro de uma grande instituição financeira nacional uma área destinada aos funcionários que estavam em fase de aposentadoria. Lá eles ficavam todo o tempo conversando, tomando cafezinhos, lendo jornais, sem qualquer tipo de atividade. Uma grande recompensa para quem deve ter dado sua contribuição durante anos de trabalho para essa instituição. Não posso deixar de lembrar também de tantos colegas das várias empresas pelas quais passei que fizeram tanto por elas, acho que até mais do que as responsabilidades dos seus cargos exigiam, trabalhando de dia e de noite até altas horas, até mesmo nos finais de semana e depois de tanto tempo, já com seus cabelinhos brancos, foram aposentados ou se aposentaram, ficando seus feitos apenas na lembrança. Parece mesmo que muita coisa fica para a história até as pessoas e coisas que tenham sido muitíssimos importantes. "A fila anda" como diz a moçada. O momento é outro, os valores mudam. Claro que as pessoas talentosas merecem uma recompensa por sua contribuição para as organizações. Em muitos casos, quando são obrigados a se aposentarem por exemplo eles podem continuar na empresa como consultores, ou em funções de assessoria especial, sem designação específica. Além disso, elas podem ser homenageadas pela empresa com um busto de bronze, uma placa de bronze, uma caneta de ouro na cerimônia de despedida da empresa. É quase sempre um final de vida profissional melancólico. Outro dia eu vi um documentário sobre o último dia de Bill Gates na Microsoft em que ele pessoalmente recolheu seus trecos, limpou a gaveta, apagou a luz, saiu dirigindo seu carro. Ele não parecia tão infeliz nesse documentário porque diferentemente de outros tantos milhares de aposentados (ou seria "retirados"?) ele vai continuar utilizando o seu talento em outras atividades. Refletindo nessas coisas, você consegue se enxergar insubstituível no que faz? Se pensa que é o que você tem feito para ter um tempo de ser insubstituível mais prolongado? * Nelson Fukuyama é Diretor da Yama Educacional e Editor Chefe do Dicas Profissionais, pretende ser insubstituível até escrever a próxima matéria sobre a importância de conhecer um outro idioma para melhorar a sua capacitação profissional. http://www.dicasprofissionais.com.br/dicas/editorial2.asp?id=35

Nanodiamantes são esperança no tratamento do câncer

Pesquisadores americanos anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de uma maneira de atacar tumores em estágio avançado do câncer de mama e de fígado, utilizando uma potente droga quimioterápica aliada a minúsculas partículas de carbono conhecidas como nanodiamantes. A técnica foi testada em ratos, e mostrou que os nanodiamantes ajudam a doxorrubicina a penetrar no tumor --normalmente resistente ao medicamento-- e reduzir seu tamanho. O estudo foi publicado na revista "Science Translational Medicine". Sem os nanodiamantes, a droga era rejeitada pelo corpo ou não conseguia atuar sobre o tumor --ou, pior ainda, acabava causando a morte do paciente se administrada em doses muito altas. "Este é o primeiro trabalho a demonstrar a importância e o potencial dos nanodiamantes no tratamento de cânceres resistentes à quimioterapia", indica a pesquisa. O estudo aponta o uso promissor do nanodiamante em humanos, já que a resistência à quimioterapia provoca o fracasso do tratamento em 90% dos casos de câncer com metástase. "O mais interessante neste trabalho era quando aplicávamos uma dose ainda mais alta do medicamento, tão alta que matava todos os animais. Eles não sobreviviam o suficiente nem para concluir o estudo", destaca Dean Ho, da Universidade Northwestern, principal autor da pesquisa. "Mas, quando aplicávamos a mesma dose alta combinada ao nanodiamante, não apenas os animais sobreviviam, como a redução dos tumores era a maior que víamos no estudo", conta. Ho diz ter se interessado pelo uso das partículas de carbono em combinação com medicamentos há mais de três anos, e passou a se concentrar nos nanodiamantes porque outras linhas de pesquisa no campo automotivo mostraram que eles funcionam bem combinados à água --um requisito básico para o uso médico. "Também percebemos que a forma do diamante é bastante útil, por ser uma estrutura muito organizada, o que é sempre bom para a biologia", explica Ho. Os nanodiamantes são geralmente obtidos a partir de explosões, como em minas de carvão ou refinarias de petróleo. Suspeita-se que resultem também do impacto de meteoritos. "O que é melhor ainda (sobre os nanodiamantes), é que eles são praticamente um dejeto, que seria produzido de uma maneira ou de outra", diz o pesquisador. "Então, ao invés de jogá-los fora como qualquer subproduto (...), podemos obter partículas bastante uniformes com dois a oito nanômetros de diâmetro." Ho reconhece que ainda serão necessários alguns anos antes que o tratamento seja disponibilizado no mercado de serviços médicos, e que é preciso testar a técnica em animais maiores antes de partir para cobaias humanas. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/886321-nanodiamantes-sao-esperanca-no-tratamento-do-cancer.shtml

Pesquisa da USP mostra como cigarro causa artrite

Um mecanismo que desencadeia a artrite reumatoide em fumantes foi identificado por pesquisa da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), da USP. Já se sabia que quem tem predisposição genética e fuma pode sofrer dessa doença inflamatória crônica, que causa dores e rigidez matinal nas mãos e nos pés. Agora, o estudo do biomédico Jhimmy Talbolt, defendido como dissertação de mestrado na última semana, revela como isso acontece. Quando a pessoa fuma, uma das células do sistema de defesa -a TH17- é sensibilizada e fica doente. Ao ser estimulada pelos hidrocarbonetos aromáticos da fumaça do cigarro, a TH17 passa a orientar o sistema de defesa a destruir articulações das mãos, pés, joelhos, punhos, cotovelos e tornozelo. O professor de reumatologia da FMRP e orientador de Talbot, Paulo Louzada Junior, disse que o resultado pode ser o ponto de partida para o desenvolvimento de uma droga que reduza os sintomas da doença com mais eficiência ou até interrompa o processo de deterioração das articulações periféricas. Segundo Louzada Junior, a artrite reumatoide atinge 1% da população adulta brasileira e a descoberta é inédita na literatura científica. A pesquisa, com financiamento do CNPq e da Fapesp, acompanhou durante dois anos 138 pacientes com artrite reumatoide (metade fumante) e um grupo-controle com 129 pessoas sadias. Foram comparadas as mutações genéticas do sangue de pacientes fumantes e não fumantes com o sangue do grupo-controle. Essas informações foram relacionadas aos dados clínicos de cada um, constatando que a fumaça do cigarro e a célula TH17 estavam ligadas à artrite reumatoide. "Em modelos experimentais em camundongos, constatamos que os receptores de hidrocarboneto arila [da fumaça do cigarro] provocavam o aumento do número das células TH17 e a piora da doença", diz Talbot. Louzada Junior explica que o receptor da célula TH17 se danifica com a fumaça porque é sensível ao hidrocarboneto arila. "Esse receptor elimina poluentes dentro do corpo. Só que, se tiver essa alteração genética, o sistema pode estimular a célula do sistema de defesa a causar a doença." FATOR AGRAVANTE Para o reumatologista José Goldemberg, da Unifesp, conhecer esse mecanismo possibilita tratar o problema com conhecimento científico. "Sem a "achometria", que é a medida do achismo." Segundo Ari Halpern, reumatologista do hospital Albert Einstein, muitos estudos têm demonstrado relação entre o cigarro e a artrite e, entre os fatores que alteram o prognóstico da doença, o fumo é um dos mais importantes. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/886246-pesquisa-da-usp-mostra-como-cigarro-causa-artrite.shtml

Parar de fumar melhora o colesterol

Universidade americana avaliou o impacto do cigarro na produção do "bom colesterol" fim do hábito de fumar promove rapidamente outro benefício ao fumante logo de cara: a melhora de seu colesterol. Com o adeus ao cigarro, o ex-fumante observa a alta da taxa do bom colesterol. O HDL é uma proteção natural contra doenças cardiovasculares e baixas concentrações dele são um fator de risco para doenças como a arteriosclerose. A nova descoberta lança luz sobre a relação do tabagismo com a saúde do coração. Quase 20% das mortes por essa doença são atribuídas ao cigarro, mas os cientistas ainda não têm uma compreensão clara sobre o que está por trás deste efeito. Fumar afeta o sistema cardiovascular reduzindo os níveis de oxigênio. O teste para analisar o impacto do tabagismo sobre os níveis de colesterol de forma mais rigorosa feito pela University of Wisconsin School of Medicine, nos EUA, analisou 1.500 fumantes. A maioria apresentava sobrepeso. Os fumantes analisados consumiam cerca de 21 cigarros por dia antes do início do estudo. Depois de um ano, em um dos cinco programas para pôr fim ao tabagismo, 334 tinham conseguido deixar o cigarro. Os que pararam tiveram um aumento de cerca de 5% ou 2,4 miligramas por decilitro do colesterol HDL. http://noticias.r7.com/saude/noticias/parar-de-fumar-melhora-o-colesterol-20110309.html