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segunda-feira, 28 de março de 2011

Rede Cegonha prevê investimento de R$ 9,4 bi até 2014

Luciana Lima Repórter da Agência Brasil Brasília - O programa Rede Cegonha, a ser lançado amanhã (28) pela presidenta Dilma Rousseff, em Belo Horizonte, prevê investimentos de R$ 9,4 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde até 2014. Os recursos, de acordo com o ministério, serão aplicados na construção de uma rede de cuidados para a mulher e para as crianças de até dois anos. O programa é uma promessa de campanha da presidenta e tem foco na gestão de saúde, mais que a criação de novas unidades. Os investimentos, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vão atingir toda a rede que começa pela unidade básica de saúde, passa pelos exames do pré-natal, pelo transporte seguro, até o parto nos leitos maternos do Sistema Único de Saúde (SUS). Para criar a rede, o governo informou que investirá recursos na criação de novas estruturas de assistência e acompanhamento das mulheres e reforço na rede hospitalar convencional. Outras novas estruturas previstas no programa são as Casas da Gestante e do Bebê e os Centros de Parto Normal, que deverão funcionar em conjunto com a maternidade. O objetivo, de acordo com o governo, é “humanizar o nascimento”. Uma das medidas do programa será a de oferecer nos postos de saúde testes rápidos de gravidez. Confirmado o resultado positivo, a gestantes deverá se submeter a, no mínimo, seis consultas durante o pré-natal, além de exames clínicos e laboratoriais. Entre os exames a serem exigidos pelo Ministério da Saúde estão o de HIV e sífilis. De acordo com o Ministério da Saúde, a Rede Cegonha também prevê a qualificação de profissionais de saúde para dar assistência adequada às gestantes e aos bebês. O governo também quer, com o programa, fortalecer a rede hospitalar obstétrica de alto risco A meta, de acordo com o Ministério da Saúde, é implantar a Rede Cegonha em todo o Brasil, no entanto, o governo quer iniciar o atendimento pelo Nordeste, Amazônia Legal e nove regiões metropolitanas onde há a maior concentração de gestantes. As primeiras cidades a receberem o programa serão: Manaus, Recife, Distrito Federal, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo. De acordo com o governo, a Rede Cegonha terá atuação integrada com as demais iniciativas para a saúde da mulher no SUS, com foco nas cerca de 61 milhões de brasileiras em idade fértil. http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-03-27/rede-cegonha-preve-investimento-de-r-94-bi-ate-2014

Pacientes de plano pagam taxa extra para fazer o parto

Clientes das Unimeds em São Paulo gastam até R$ 2.000 para ter o parto realizado pelo médico que acompanhou toda a gravidez. A informação é de reportagem de Hélia Araújo, publicada na Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL). A exigência no plano de saúde --que é uma cooperativa de médicos-- acontece em cidades como Franca, Campinas e Americana. A cobrança ocorre porque esses planos criaram escalas fixas de obstetras plantonistas. São eles que fazem os partos sem custo adicional. Caso as futuras mães queiram escolher outro médico, elas pagam um adicional, a "taxa de chamada". A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), responsável pela fiscalização dos planos de saúde, diz que a paciente pode exigir que o parto seja feito pelo médico dela, sem que tenha que pagar adicional. Se a informação sobre a taxa não estiver clara no contrato, o médico e o plano de saúde não podem fazer a cobrança. OUTRO LADO A Unimed afirma que a "taxa de chamada" não é reconhecida oficialmente pela operadora, embora admita que a prática exista e é aplicada pelos médicos da cooperativa de saúde. As assessorias de imprensa das Unimeds de Campinas, Americana e Franca informaram que a negociação é feita diretamente entre os médicos e as pacientes. Segundo elas, não há nenhuma interferência da operadora de plano de saúde. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/894540-pacientes-de-plano-pagam-taxa-extra-para-fazer-o-parto.shtml

domingo, 27 de março de 2011

Rio de Janeiro já tem mais de 26 mil casos de dengue

Estado contabiliza 18 mortes em decorrência da doença neste ano
São Paulo, 23 - Desde o início do ano foram notificados 26.258 casos suspeitos de dengue em todo o Estado do Rio de Janeiro. Os dados atualizados foram divulgados nesta quarta-feira, 23.
No mesmo período, foram confirmadas 18 mortes por causa da doença nas cidades de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Magé, Cabo Frio, São Gonçalo, Maricá, São João do Meriti, São José do Vale do Rio Preto e Rio de Janeiro. Na capital foram registrados seis óbitos, sendo dois deles de crianças com menos de dois anos.
Os municípios com as maiores taxas de incidência de casos da doença são: Bom Jesus de Itabapoana (3.111,6 casos/ 100 mil habitantes), Santo Antonio de Pádua (1.419,8 casos/100 mil habitantes) e Cantagalo (1.351,8 casos/100 mil habitantes).

Cirurgias são canceladas por falta de profissionais no PR

O hospital de clínicas de Curitiba é referência para transplantes de medula óssea. Mas a unidade teve de adiar cirurgias que já estavam agendadas, por causa do cancelamento do contrato de trabalho de 40 profissionais. Assista o vídeo aqui: http://tvig.ig.com.br/noticias/brasil/cirurgias+sao+canceladas+por+falta+de+profissionais+no+pr-8a4980262e545e72012ef4941fee4bad.html

Comprar lentes de contato com recomendação médica ajuda a evitar lesões e cegueira

Adquirir o produto sem receita pode levar a erros graves de manuseio O uso incorreto das lentes de contato pode causar infecções e lesões oculares que levam a cegueira. Isso geralmente acontece por falta de higiene e de orientação médica. Como no Brasil é possível comprar lentes diretamente em óticas e farmácias, ou mesmo pela internet, sem qualquer receituário, as chances de isso acontecer se tornam maiores. Diante disso, o Conselho Federal de Medicina lançou neste mês uma resolução na qual recomenda que toda a compra de lentes de contato seja feita somente com recomendação de um oftalmologista. O objetivo da resolução é “preservar a saúde ocular da população”, nas palavras do conselheiro do CFM Luis Fernando Vinagre, relator da resolução. De acordo com Vinagre, o conselho não tem poder de proibir o comércio sem receita, mas acredita que a resolução possa ser um fator de conscientização de que o uso das lentes parte de um “ato médico”. - A intenção da resolução é preservar a saúde ocular da população por causa dessa venda indiscriminada e recomendar as pessoas que, antes de usar uma lente, procure um oftalmologista para usá-la de forma adequada para seu olho. A resolução foi criada por meio de uma câmara técnica que, juntamente com as sociedades de oftalmologia, discutiu e analisou, por um ano, o aumento de casos de lesões causadas pelo mau uso das lentes. Lavar com água é perigoso Tania Schaefer, presidente da Soblec (Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria), órgão que participou da criação da resolução, afirma que casos vem aumentando em todas as regiões do país justamente pela falta de cuidados. E alerta ainda para a complexidade das lesões que podem ocorrer por causa disso. Lavar as lentes com água corrente, por exemplo, pode expor o material à contaminação pela bactéria acantameba que, em contato com os olhos, causa um comprometimento severo e doloroso à córnea, podendo levar à cegueira. - Esse tratamento é muito longo e sofrido e requer transplante de córnea. A infecção da córnea por bactérias ou fungos pode ainda causar a ulceração da córnea que, em última instância, causa a perfuração do olho, alerta a oftalmologista Flavia Lana, de São Paulo. - Se entra uma bactéria na córnea, o olho fica branco, por causa da secreção e pode causar uma cicatriz que pode até furar o olho e causar cegueira. Nos casos mais sérios, não tem cura e precisa de transplante. A pessoa que dorme com a lente pode ainda sofrer de hipoxia corneana (perda de oxigenação da córnea), cujos sintomas são olho vermelho e conjuntivite, explica. Como prevenir Mas todos esses problemas são causados geralmente pela falta de orientação, segundo a presidente do Soblec. - Muita gente não sabe que a lente deve ser limpa diariamente antes e depois do uso, somente com soluções de limpeza indicadas pelo oftalmologista e que nunca se deve retirar ou colocar a lente no estojo sem lavar. A oftalmologista orienta ainda a troca do estojo a cada três meses e das lentes sempre respeitando a vida útil de acordo da embalagem. - Não é para parar de usar só quando está incomodando, porque isso significa que já passou do tempo. A lente não foi feita para incomodar. Quando isso acontece, procure o médico. http://noticias.r7.com/saude/noticias/comprar-lentes-de-contato-com-recomendacao-medica-ajuda-a-evitar-lesoes-e-cegueira-20120318.html