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sexta-feira, 27 de maio de 2011

HPV atinge 65% das mulheres na primeira relação sexual

O HPV - papilomavírus humano - contamina cerca de 65% das mulheres do mundo logo na primeira relação sexual. Elsa Gay, ginecologista do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), diz que 32% das mulheres e 47% dos homens brasileiros iniciam a vida sexual antes dos 14 anos.

Esse início precoce pede ainda mais prevenção." O exame de Papanicolau é a maneira mais confiável de diagnosticar tanto o HPV quanto outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

A maioria - 90% - das mulheres conseguem se livrar do vírus do HPV em até dois anos. Quando não ocorre a erradicação, a paciente pode vir a ter complicações, como o câncer de colo de útero, e precisa de acompanhamento médico. Tabagismo e má alimentação facilitam a infecção. A médica afirma que a mulher que toma pílula contraceptiva também acaba se protegendo menos na relação sexual.

Elsa diz ainda que mulheres com mais de 50 anos desenvolvem a infecção com mais facilidade, embora não se saiba exatamente por qual razão isso acontece. Segundo ela, pode ser por causa da imunidade mais baixa da mulher nessa faixa etária ou a busca por parceiros mais jovens. As informações são da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Anvisa aprova vacina contra HPV para homens

Dose é a mesma utilizada por mulheres. Ela atua contra os tipos 6, 11, 16 e 18 da doença

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina contra o HPV para pessoas do sexo masculino com idade entre 9 e 26 anos.

A decisão é baseada em estudos apresentados pela empresa Merck Sharp&Dohme e publicados no New England Journal of Medicine.

A vacina é a mesma utilizada por mulheres, atua contra os tipos 6, 11, 16 e 18 da doença e terá efeito na prevenção de verrugas genitais externas.

O estudo não demonstrou, porém, a eficácia da vacina para outros desfechos clínicos como a prevenção de lesões pré-cancerosas genitais, câncer peniano, perineal e perianal ou câncer anal.

Revisado o uso de dois antibióticos durante a gravidez

Análise de estudos feitos com nitrofuranos e sulfonamidas mostrou que drogas não aumentam risco de defeitos congênitos


Dois antibióticos que já foram relacionados a defeitos congênitos podem ser seguros durante a gravidez. A afirmação é de um grupo de ginecologistas e obstetras americanos.

Os nitrofuranos e as sulfonamidas são antibióticos comumente utilizados no tratamento de infecções do sistema urinário, pelo menos era o que ocorria até 2009 – quando um relatório revelou que eles poderiam aumentar o risco de defeitos congênitos se tomados nos três primeiros meses de gravidez.

Após uma revisão criteriosa dessa pesquisa, a Sociedade Americana de Obstetrícia e Ginecologia determinou que os antibióticos são “apropriados quando não existe alternativa adequada”, uma posição considerada cautelosa, mas não proibitiva.

O estudo de 2009 que causou alarme quanto ao uso de antibióticos durante a gravidez tinha limitações significantes, como o fato de ser baseado em informações fornecidas pelas participantes – que deveriam se lembrar dos medicamentos que haviam tomado durante a gravidez. Além disso, estudos subsequentes não encontraram ligação entre os dois tipos de antibióticos e os defeitos congênitos.

“É comum prescrever antibióticos durante a gravidez para o tratamento de diversas infecções bacterianas, por isso existe um volume considerável de dados sobre a releção ente a exposição aos mesmos e os defeitos congênitos”, disse William H. Barth Jr., chefe do comitê de obstetrícia da sociedade americana.

“O estudo de 2009 tinha várias limitações importantes, dentre elas a possibilidade de erro sistemático em virtude dos dados lembrados pelas pacientes. Além disso, o estudo foi baseado em observação, por isso é impossível saber se os efeitos congênitos foram causados pelo antibiótico ou pela própria infecção, ou por algum outro fator”, ele complementou.

As observações do comitê foram publicadas na última edição do periódico Obstetrics & Gynecology.

O rastro do fumo passivo no Brasil

Mulheres são vítimas principais desta situação. Veja o mapa e descubra os endereços dos hábitos de risco do País


O fumo passivo é um fator de risco traiçoeiro. Diferentemente da obesidade, do sedentarismo e do próprio tabagismo – que são de responsabilidade específica de quem os pratica – a fumaça que tanto prejudica a saúde é de “segunda mão”, pois sai dos cigarros consumidos pelo companheiro (a), pai, mãe, irmão ou irmã fumantes.

Um mapeamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que, no Brasil, as mulheres são as principais vítimas desta situação. No ambiente doméstico, 13,3% da população feminina respira substâncias tóxicas expiradas por outros moradores tabagistas da casa. Entre os homens, o índice é de 9,5%, quatro pontos porcentuais a menos.

Com base nesta mesma pesquisa feita pelo Ministério (que entrevistou 54 mil pessoas maiores de 18 anos de todas as capitais brasileiras e do Distrito Federal), o iG Saúde preparou um raio X especial sobre os hábitos de saúde perigosos espalhados no Brasil.

O infográfico mostra situação alarmante sobre fumo passivo: quanto mais jovem é a mulher, maior é a taxa de exposição. No grupo entre 18 e 24 anos, 14,7% são fumantes passivas contra 11,8% na faixa etária de 65 anos ou mais. Pernambuco é o Estado que mais concentra mulheres fumantes passivas, 15,8%.

Risco duplo

Também são maiores os índices de fumantes entre as mais novas: 12,4% na população de 18 a 24 contra 6,5% nas idosas, o que indica perigo duplo precoce. A fumaça aspirada do cigarro alheio não passa pelo filtro e, mesmo quando passa, amplia o risco de infarto, trombose, acidente vascular cerebral (AVC), câncer e uma lista extensa de mais de 75 doenças produzida pela Organização Mundial de Saúde.

Segundo cálculo feito pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), o fumo passivo é responsável por sete mortes diárias no Brasil. Os especialistas afirmam que, em ambiente fechado, não há quantidade segura de fumaça. A primeira orientação é parar de fumar. Se isso não for obedecido, não fume em casa, trabalho.

Em alguns Estados brasileiros, como Rio de Janeiro e São Paulo, fumar em local privado ou público fechado é contravenção e rende até multa. Em Nova York, nos Estados Unidos, acaba de entrar em vigor uma lei que proíbe o fumo em parques.

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Após venda para Amil, clientes da Lincx buscam explicações

Clientes ligaram para Lincx saber sobre venda para Amil; planos atendem altos executivos e estão entre os mais caros do país


Clientes da Lincx, um dos planos de saúde mais caros do País, ligaram ontem para a operadora, com sede em São Paulo, após as notícias de que a empresa foi vendida para Amil, uma das maiores operadoras de saúde do país.

A dúvida é saber como ficará Lincx, considerada uma prestadora de serviço elitista, com a transferência dos planos. Mais de 70% dos clientes da Lincx são empresas, que oferecem o plano a seus altos executivos.

Do ponto de vista de gerenciamento de marcas, um dos grandes desafios da Amil será preservar a reputação da Lincx. Consumidores de alto poder aquisitivo costumam preferir marcas que lhe deem status e tendem a torcer o nariz para marcas mais populares, sobretudo em uma questão tão valorizada e pessoal como cuidados com a saúde.

De acordo com a gerência de comunicação da Lincx, não foram muitos os clientes que ligaram para a empresa após o anúncio. A avaliação da companhia é de que os seus consumidores compreenderam a aquisição pela Amil e não estão preocupados.

Segundo a gerência de comunicação, a Lincx está explicando para aqueles que a procuram que nada mudará com a aquisição e que a companhia não passará a oferecer um produto massificado. A Lincx será mantida como uma plataforma separada na Amil, que criou uma divisão para atender exclusivamente o segmento de poder aquisitivo mais alto. Mas, como a aquisição depende de aprovação por parte dos órgãos reguladores, a Lincx ainda não pode enviar um comunicado oficial aos seus clientes.

Para dar credibilidade ao projeto, o próprio dono da Lincx, Silvio Corrêa Fonseca, vai permanecer à frente dos negócios para alta renda na Amil.

O empresário, formado em oftalmologia pela Faculdade de Medicina de Santos, fundou a Lincx em 1994, depois de ter sido responsável pela entrada no Brasil da operadora Omint, com a qual passou a concorrer no segmento de alta renda.

Ações da Amil em alta

Do ponto de vista operacional, a aquisição traz sinergias e agradaram os investidores da Amil.

As ações da empresa registraram um desempenho bem acima do Ibovespa, o índice da bolsa. Em 2011, os papéis subiram 13%, sendo que o Ibovespa caiu 7,5%. Em doze meses, ações da companhia acumulam valorização de 55%, enquanto o Ibovespa subiu 6,5% no período.

A Amil pagou um preço elevado pela Lincx. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Fonseca afirmou que o acordo foi “interessante” e que a Amil pagou o equivalente a quase dez vezes a geração anual de caixa anual da Lincx, pelo critério Lajida (lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação). As negociações estenderam-se por cerca de um ano.

A Amil já havia criado uma marca, a One Health, para disputar o segmento de alta renda com a Lincx e a Omint. Mas, enquanto a One Health possui 5 mil clientes, a Lincx detém uma carteira de 36 mil beneficiários.