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domingo, 12 de junho de 2011

País muda diretriz para câncer de colo do útero

O Inca (Instituto Nacional de Câncer) vai lançar no início de julho as novas diretrizes para o rastreamento do câncer de colo do útero --o quarto que mais mata mulheres no Brasil.


A principal novidade do documento, que orienta a conduta de profissionais de saúde da rede pública e privada do país, é a ampliação da faixa etária da população a ser submetida ao exame preventivo.

A maior causa da doença é a infecção por determinados tipos do vírus HPV (papilomavírus humano), transmitido por via sexual.

O exame preventivo, o papanicolaou, identifica lesões que antecedem o câncer, permitindo o tratamento antes que a doença se desenvolva.

Pelas diretrizes anteriores, de 2006, só mulheres com idades entre 25 e 59 anos deveriam realizar o exame. Agora, essa faixa será estendida para até 64 anos.

O motivo, segundo a técnica Flávia de Miranda Corrêa, da divisão de apoio à rede de atenção oncológica do Inca, é o aumento da expectativa de vida da brasileira, hoje em 76 anos.

Como a doença leva de dez a 20 anos para se desenvolver, a realização de exames aos 64 anos dá mais segurança às mulheres.

FREQUÊNCIA

O Inca quer aproveitar a divulgação das novas diretrizes para reforçar a recomendação de que os médicos realizem o papanicolaou só de três em três anos após obter dois resultados positivos com um intervalo de um ano.

Hoje, muitos médicos fazem o teste uma vez por ano ou até com mais frequência, sobrecarregando de forma desnecessária o SUS.

Segundo Corrêa, como o desenvolvimento da doença é lento, isso não se justifica --pesquisas indicam que a realização anual do exame provoca uma queda de 93% na incidência geral da doença; já com a realização a cada três anos, a redução é de 91%.

"Hoje o SUS realiza cerca de 12 milhões de papanicolaous por ano. Se os médicos seguissem a periodicidade recomendada, isso seria suficiente para cobrir toda a população-alvo."

Segundo Corrêa, o problema é que algumas mulheres são submetidas ao exame mais vezes do que o necessário, enquanto outras nunca o realizam.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população feminina entre 25 e 64 anos soma 49,7 milhões de pessoas.

Se todas fizessem o exame na rede pública, portanto, seriam necessários cerca de 16,5 milhões de papanicolaous por ano.

Pesquisa realizada pelo instituto em 2008, porém, mostrou que apenas 84,5% das brasileiras já fizeram o exame preventivo pelo menos uma vez na vida. Especialistas acreditam que muitas podem nunca tê-lo repetido.

As novas diretrizes também desencorajam a realização de exames preventivos em mulheres abaixo de 25 anos, já que, nessa idade, a infecção pelo HPV muitas vezes regride por conta própria.

Caso os médicos optem por realizar o exame, porém, a orientação é que adotem posturas mais conservadoras no caso de obterem um resultado positivo.

Mas, segundo especialistas, cabe ao médico decidir a conduta correta para tratar cada paciente.

Humor - Erro Médico

Depressão tem diminuído expectativa de vida do brasileiro

Problemas psiquiátricos têm diminuído a expectativa de vida do brasileiro mais do que doenças cardiovasculares


A depressão está longe de ser um mal menor - pelo contrário, é uma doença séria que exige acompanhamento médico. A importância do tratamento foi reforçada com a divulgação do estudo "Health in Brazil" (Saúde no Brasil), publicado no periódico científico Lancet, no último dia 9 de maio. Um dos dados mais alarmantes dessa extensa pesquisa é o de que as doenças psiquiátricas, incluindo a depressão, têm diminuído a expectativa de vida do brasileiro mais do que doenças cardiovasculares, que ocupam o segundo lugar no ranking. Aparentemente silenciosa, a depressão é responsável por 19% dos anos a menos - junto a outros distúrbios psíquicos, como psicose e abuso do álcool -, enquanto problemas cardiovasculares foram responsabilizados por 13% desse retrocesso.

De acordo como a pesquisa, 18 a 30% dos brasileiros já apresentaram sintomas de depressão. Além disso, 10,4% dos moradores adultos da região metropolitana de São Paulo sofrem com a doença. Não é fácil lidar com a depressão, ainda mais quando sabemos que, em geral, o comportamento do paciente costuma enterrá-lo ainda mais no quadro. "O 'slogan' dele é 'não vejo saída, não tem solução'", explica a psicóloga e escritora Olga Tessari. Confira a seguir quais são os hábitos mais nocivos ao tratamento da doença:

Isolamento social

É um dos principais comportamentos nocivos e pode variar de acordo com o nível da depressão. A psicóloga Aridinéa Vacchiano, do Rio de Janeiro, diz que, em casos de depressão leve, ainda há algum envolvimento e até mesmo vontade de superação. Em nível moderado, existe mais dificuldade em suportar a pressão, o que compromete o rendimento de sua produção e a clareza da percepção. Isso facilita o isolamento. Já na depressão severa, o depressivo pode sofrer até mesmo de amnésia e ilusões, chegando ao isolamento total.

Nesse último estado, o ciclo de pensamentos negativos se torna constante, podendo levar a pessoa até mesmo ao suicídio. Aqui, familiares e amigos são fundamentais para resolverem algo que está fora do alcance das mãos do depressivo: sua recuperação. O convívio social tem papel importantíssimo, já que tornará menos frequente essas ideias ruins.

A dica da psicóloga Olga Tessari é chamar a pessoa para fazer coisas que a agradem. Brigas frequentes em casa ou a obrigação de ter que fazer algo que não gosta diminui ainda mais a autoestima do portador da depressão, piorando o quadro da doença.

Ao mesmo tempo, a ajuda médica jamais deve ser esquecida. "A depressão provoca desequilíbrio na produção de algumas substâncias e precisa de medicação para restabelecer essa produção, alem de terapia, que tratará das causas da doença", esclarece Olga.

Compulsão por álcool e comidas gordurosas

Quando o depressivo não encontra solução de seus problemas em lugar algum, ele pode recorrer à garrafa de álcool mais próxima, com a promessa de fugir da realidade por alguns instantes. Segundo a neuropsicóloga Evelyn Vinocur, do Rio de Janeiro, o álcool é um grande depressor do sistema nervoso central (SNC), que leva o consumidor ao estado de euforia inicial com relaxamento. No entanto, depois que o efeito passa, a sensação de que nada tem solução retorna.

Outro comportamento perigoso é a compulsão alimentar, que também aparece como tentativa de escapar do sofrimento e suprir necessidades afetivas, seja com doces, refrigerantes, frituras ou outros alimentos gordurosos. "É uma carência, mas, como essa forma de substituir o afeto não é preenchida emocionalmente, a pessoa repete a compulsão, que passa a ser um círculo vicioso", conta a psicóloga Aridinéa Vacchiano.

Automedicação com antidepressivos e ansiolíticos

Embora a medicação seja tarja preta, ou seja, altamente restrita, são comuns os casos de auto-medicação entre depressivos. Os comprimidos - antidepressivos, fórmulas para emagrecer e calmantes -, podem vir de familiares, vizinhos, ou até mesmo de uma compra ilegal. "Alguns ingerem em torno de 20 a 40 comprimidos de uma só vez, em uma tentativa impensada de parar de sofrer", exemplifica a neuropiscóloga Evelyn Vinocur. Atitudes como essa, segundo a psicóloga Olga Tessari, podem piorar o quadro de prostração do depressivo.

Antidepressivos também podem ter efeitos devastadores em pessoas que apresentam quadro de depressão bipolar. Essa depressão representa uma fase característica do portador do transtorno bipolar, que varia entre a fase de euforia e a de depressão, conta o psiquiatra Max Fabiani, da Clínica Conviver, de São Paulo.

Evelyn completa, dizendo que a medicação pode causar a chamada "virada maníaca", onde, segundo Fabiani, o paciente tem uma drástica mudança de estado. "Nestes casos, o uso do antidepressivo só pode ser feito junto com um estabilizador de humor ou antipsicóticos de última geração", adiciona a neuropsicóloga.
Abandono do tratamento

Mesmo depois de procurar o tratamento médico, a batalha não está vencida. Isso porque, explica o psiquiatra Max Fabiani, a perda de ânimo é tamanha que até a medicação pode ser abandonada. Outro desestímulo é a mudança frequente de medicações que acontece no começo do tratamento. Quando isso acontece, os sintomas voltam ainda mais fortes. Em casos de depressão leve a moderada, o quadro de isolamento social piora e a pessoa tende a se tornar mais irritadiça.

"O abandono é muito complicado, pode agravar ainda mais o quadro e, nisso, angústia se torna tão forte que a pessoa realmente quer se matar", alerta Fabiani. Ele conta que, em sua experiência em clínicas psiquiátricas, pôde observar que o suicídio é, de fato, recorrente em pacientes que abandonam o tratamento.

A ajuda que pode ser dada por quem está próximo ao depressivo nada tem a ver com estímulos como "Força, não se deixe dominar!" ou "Saia dessa cama!". "É um distúrbio grave e sério, e o tratamento deve ser incentivado", justifica o psiquiatra. Segundo ele, o que pode ser feito é o acompanhamento nas consultas, de forma que a pessoa se sinta estimulada a continuar o tratamento.

Sedentarismo

A atividade física é uma importante arma contra qualquer tipo de desânimo, já que estimula a produção de substâncias ligadas à felicidade, a serotonina e dopamina. O grande problema, em casos de depressão, é tirar o doente de seu estado letárgico.

O depressivo, como explica a psicóloga Olga Tessari, está prostrado, sem vontade de fazer nada. "O corpo fica cansado, as 'pernas parecem chumbo', e a vontade de deitar e ficar em casa aumenta", adiciona a neuropsicóloga Evelyn Vinocur. Portanto, para que o depressivo pratique alguma atividade física, ele precisará de ajuda médica ou um incentivo emocional.

Você mesmo

O pior inimigo do depressivo pode ser ele mesmo. Pensamentos como "não adianta" ou "não tem solução" não irão parar sozinhos. Pelo contrário, aumentarão, conforme a pessoa se afunda na depressão. Por isso, mesmo que o doente não assuma essa maneira que se sente, é importante que familiares e amigos estejam atentos aos seus sintomas.

"Uma série de sinais fazem você perceber se a pessoa não está bem, antes da depressão propriamente dita. Se ela anda irritada, foge de muita alegria, evita o contato social, reclama muito e tem dificuldade pra acordar de manhã, são sinais de que tem algo errado", enumera a psicóloga Olga Tessari. Insatisfação, insônia, alteração do apetite, falta de energia, fadiga, diminuição do desejo sexual, lentidão ou agitação excessiva, perda ou ganho de peso são outros indicativos que apontam para a depressão, segundo a psicóloga Aridinéa Vacchiano.

Você desconfia que algum querido seu esteja com depressão? Ajude-o! Faça-o rir, leve-o pra passear, incentive o tratamento. E o mais importante: não o julgue. "Tão logo ele melhore, ele vai ser o primeiro a querer sair e curtir a vida", conclui a psicóloga Evelyn Vinocur.

Não há cura para viciados em crack, dizem especialistas

Droga causa dependência definitiva e tratamento demanda muito tempo


Especialistas em saúde dizem que a dependência do crack não tem cura e que a primeira medida a ser tomada é o afastamento total do viciado da droga. Segundo a psiquiatra Analice Gigliotti, integrante do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas, há a possibilidade de largar o crack, mas a libertação definitiva da droga não existe.

"Existe a possibilidade de a pessoa não usar mais crack, mas ela será uma dependente da droga para o resto da vida e não poderá ter contato com o crack, porque terá grande chance de recaída".

O psiquiatra Ivan Mario Braun, especialista no tratamento comportamental de dependências do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo) e autor do livro "Drogas - perguntas e respostas", diz que o crack sai do organismo em poucos dias, mas o grande problema é se livrar completamente dele.
"A maioria das pessoas continua tendo recaídas. É como se a droga deixasse uma memória no cérebro. Essa memória é desencadeada em várias situações - tédio, cansaço, tristeza - ou mesmo para comemorar algum evento".

Ainda de acordo com o médico, o resultado positivo do tratamento demanda muito tempo.

"À medida que o tempo passa e a pessoa continua abstinente (ou limpa, como dizem os usuários), a vontade de usar e os riscos de recaída vão diminuindo. Mas, mesmo após muitos anos, pode haver risco (menor) de recaída. Se a pessoa persistir no tratamento e participar dele ativamente ao longo do tempo, os resultados podem ser bons. Infelizmente, grande parte espera resultados rápidos e acaba abandonando o tratamento".

Consequências do crack

Segundo Ivan, o usuário de crack pode ter fortes transtornos psicológicos durante e após o uso da droga.

"O crack leva, durante o seu uso, a comportamentos agressivos, hostis, hiperexcitados. Quando interrompido, nos primeiros dias, pode levar a sintomas depressivos e muita fissura. Ele também prejudica o desempenho cognitivo (raciocínio e capacidade de aprendizado). Esse prejuízo pode persistir por muito tempo, mesmo que a droga seja interrompida".
Além disso, de acordo com o médico, o uso excessivo da droga pode causar estragos nos dentes, traqueia, pulmões (lesão dos vasos pulmonares, processos inflamatórios, lesão dos alvéolos pulmonares e aumento da incidência de tuberculose).

Tratamento

De acordo com Analice, o uso de crack está diretamente ligado à violência, ao uso de outras drogas, ao sexo sem proteção e aos ambientes onde os usuários se envolvem. O tratamento, segundo ela, é bastante complexo.

"É necessário fazer uma avaliação psiquiátrica, avaliar se a pessoa tem transtorno de depressão, de bipolaridade, de ansiedade, e se está fazendo uso de outras drogas ao mesmo tempo. Depois, você vai para a parte médica. Existem medicamentos que podem ser usados no tratamento para diminuir a fissura do crack. É só fazer um acompanhamento médico".

Contraprova confirma que bactéria alemã se originou em brotos

Autoridades tranquilizam população, mas pedem que mantenham cuidado com higiene

AFP
Mais de 2,8 mil pessoas, foram infectadas, sendo que 32 morreram.

As contraprovas realizadas com brotos procedentes de uma fazenda do noroeste da Alemanha confirmaram que são a origem da agressiva variante O104 da bactéria "E.coli" que causou mais de 30 mortes no país e uma na Suécia. Um porta-voz do Ministério de Agricultura e Defesa do Consumidor alemão anunciou neste sábado que o Instituto Federal de Avaliação de Riscos determinou que essa perigosa cepa da bactéria se encontrava em focos procedentes de uma empresa da Baixa Saxônia.

Trata-se de uma fazenda de produtos orgânicos da localidade de Bienenbüttel, no distrito de Uelzen, na qual vários funcionários contraíram a doença há várias semanas. Inúmeros clientes de restaurantes e supermercados que foram abastecidos com esses alimentos contaminados também adoeçeram.

O porta-voz do governo assinalou que as contraprovas do Instituto Federal de Avaliação de Riscos confirmam os primeiros testes realizados pelas autoridades sanitárias do estado federado da Renânia do Norte-Westfália, que nesta sexta-feira (10) localizaram o foco infeccioso.

- Os resultados dos laboratórios são essenciais para determinar se os brotos são a fonte fundamental das infecções de 'E. coli' nas últimas semanas.

Os brotos que deram positivo foram encontrados na região de Bonn, ao oeste do país, no lixo de uma família na qual dois membros adoeceram após ingerir a verdura. Desde que, no início de maio, foram registrados os primeiros casos, a infecção afetou na Alemanha mais de 2,8 mil pessoas, sendo que 32 morreram e mais de 700 sofreram a perigosa síndrome hemolítico-urêmica (SHU) que pode causar deficiências renais e cerebrais irreparáveis.

As autoridades sanitárias alemãs advertiram neste sábado também que a ameaça da variante letal da bactéria "E. coli" persiste apesar de ter localizado o foco da infecção na fazenda da Baixa Saxônia. Embora as suspeitas do Instituto Robert Koch sobre a origem do agente patogênico tenham sido confirmadas, "o risco de infecção por contato físico continua", afirmou um porta-voz do Ministério de Assuntos Sociais do estado federado de Hesse.

As suspeitas sobre tomates, pepinos e alfaces desapareceram nesta sexta-feira após especialistas do Instituto Robert Koch informarem que o foco da infecção são os brotos de uma fazenda orgânica da Baixa Saxônia.

A ministra de Agricultura, Ilse Aigner, tranquilizou a população após o anúncio dos especialistas. Desde o dia 25 de maio, quando o Instituto Robert Koch recomendou não comer essas verduras cruas, tais hortaliças tinham ficado praticamente banidas de muitos supermercados do norte do país

- Os cidadãos podem voltar a comer sem medo pepinos, tomates e alfaces a partir de agora, mas sempre seguindo as devidas medidas de higiene.