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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Governador entrega serviço de ressonância magnética do Hospital Estadual Bauru

O Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, entregou oficialmente no último dia 18/6 o serviço de ressonância magnética do Hospital Estadual Bauru “Arnaldo Prado Curvêllo”, o primeiro da região voltado exclusivamente ao atendimento público de saúde.

O equipamento está em funcionamento desde fevereiro deste ano e neste período já foram realizados cerca de 1.700 exames.

Administrado pela Faculdade de Medicina de Botucatu/FMB-Unesp, com interveniência da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar/FAMESP, o Hospital Estadual Bauru atende às maiores demandas de sua região de abrangência, oferecendo vários serviços de referência e alta complexidade a uma população estimada em cerca de 1,8 mi habitantes. Exemplos disso são a cirurgia cardíaca pediátrica, a reabilitação com assistência multiprofissional a pacientes neurológicos e portadores de necessidades especiais, a unidade de tratamento de queimaduras e os serviços de hemodiálise, oncologia, captação e transplante de córneas e, mais recentemente, ressonância magnética.

Com a instalação da ressonância magnética no HEB, os pacientes do serviço público de saúde da região que antes eram deslocados para Botucatu passam a realizar os exames em Bauru. Os pacientes que necessitam deste serviço têm o pedido encaminhado por meio do Departamento Regional de Saúde (DRS-6) ou pelo Ambulatório Médico de Especialidades (AME).

O serviço de ressonância do Hospital Estadual Bauru funciona em prédio de 358 m², construído especialmente para abrigar os equipamentos que exigem cuidados técnicos rigorosos. O investimento total de R$ 4 mi inclui projeto e construção do prédio, importação do equipamento, compra de mobiliário e aquisição de grupo gerador que amplia a capacidade de geração de energia do hospital e garante a prestação do serviço com qualidade e segurança.

Os exames de ressonância magnética são realizados de segunda a sexta-feira, nos períodos da manhã, tarde e noite, e aos sábados pela manhã. Cada procedimento leva, em média, 45 minutos. Em alguns casos o tempo de execução de exame pode chegar a uma hora e meia.

A ressonância magnética é um moderno método de diagnóstico por imagem que não utiliza radiação. Por meio deste sistema é possível obter imagens fiéis de alta definição dos órgãos do corpo sob qualquer ângulo. Considerado de alto custo, o exame é indicado para investigação de lesões cerebrais, espinhais, musculares, e avaliação de partes “moles” do organismo, registrando, por exemplo, o que não é possível ser visto através de Raios-X , ultrassom ou tomografia. É utilizado por quase todas as especialidades médicas, sendo de fundamental importância para diagnóstico de muitas doenças e indicação do melhor tratamento (clínico ou cirúrgico).

Os recursos para a instalação da ressonância magnética do HEB foram destinados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). O processo de compra foi feito por meio de licitação pública conforme lei federal nº 8666/93, com acompanhamento da SES. O equipamento Intera 1,5 T Pulsar é da Philips e foi importado da Holanda.

Sexo oral provoca aumento de casos de câncer de garganta REPOSTAGEM

Casos de câncer provocados pelo vírus HPV são maiores em pessoas com até 50 anos

HPV resultou em aumento nos casos de câncer de boca e garganta entre os mais jovens / Foto: Divulgação

O consumo excessivo de álcool e tabaco sempre foi apontado por médicos especialistas como os maiores causadores de câncer de garganta. No entanto, nos casos de pessoas com menos de 50 anos, um fator se mostra muito mais frequente: o sexo oral. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.

De acordo com o estudo, o vírus HPV – que pode ser transmitido por relações sexuais, inclusive sexo oral - atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. O problema tem crescido em faixas etárias mais baixas, e dobrou nos últimos 20 anos nos Estados Unidos.

Na Europa, outras pesquisas também apontam um fenômeno semelhante. A Inglaterra identificou aumento dos casos de câncer de garganta devido ao HPV. O mesmo ocorre na Suécia, onde o índice subiu de 25% para 90% nos últimos 30 anos.

Tumores

No Brasil, não há números específicos sobre câncer de garganta, mas os casos de tumores da boca cresceram consideravelmente. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), foram registrados 14 mil novos casos em 2010.

“O aumento no número de casos de câncer de boca e garganta está ligado ao vírus HPV, sobretudo em jovens sem histórico de alcoolismo ou tabagismo”, explica Hézio Jadir Fernandes Júnior, oncologista clínico e diretor do Instituto Paulista de Cancerologia.

Segundo Fernandes, a divulgação deste tipo de pesquisa aponta uma evolução na compreensão da doença, mas não altera o conceito de tratamento e diagnóstico. “Ela é muito importante especialmente para conscientizar a população sobre os riscos de se contrair o vírus”.

Prevenção

De acordo com o médico oncologista, o método de prevenção básica é evitar ter relações sexuais de risco. “Se a pessoa frequentemente realiza sexo oral sem proteção, com vários parceiros, ela deve realizar alguns exames de avaliação. Caso seja identificada a presença do vírus, é possível realizar um tratamento antiviral”.

De acordo com Fernandes, um passo importante para o futuro seria uma campanha de vacinação massiva para meninas entrando na puberdade. “Imunizar estas pessoas, antes de elas entrarem em seu período de atividade sexual seria muito importante”.

Sintomas

Alguns sintomas podem ser identificados em pessoas que começaram a desenvolver a doença. Um deles é o surgimento de nódulos no pescoço, alteração na voz ou dificuldade para se alimentar. “Uma observação atenta da boca também é muito importante. Manchas ou sangramentos que não são curados em duas semanas podem ser um indício da doença”, explica o oncologista. “Neste caso a pessoa deve passar por uma biópsia”.

Saiba como identificar a disfunção erétil


Homens a partir dos 35 anos podem apresentar os primeiros sintomas

Em algum período da vida, é inevitável que uma boa parte dos homens enfrente a temida disfunção erétil. A impotência é um dos problemas que mais atormenta o homem, deixando-o inseguro e, também, frustando a parceira. Há algum tempo atrás, os casos desse tipo eram mais frequentes aos 45 anos de idade, mas, hoje, os problemas já aparecem com mais intensidade aos 35 anos.

Para se ter uma ideia, quase metade dos homens com mais de 40 anos tem alguma queixa em relação às suas ereções, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia. A impotência não é muito comum entre os jovens e, de modo geral, nesta faixa de idade, as causas são psicológicas.

Afinal, você sabe como lidar com essa situação? Conhece as principais causas e os fatores de risco? E a hora certa para procurar tratamento médico? O urologista Daher Chade, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo da Faculdade de Medicina da USP e do Hospital Sírio Libanês, conversou com este portal para esclarecer todas as dúvidas sobre o tema.

Quais são as principais causas da disfunção erétil?
É uma doença multifatorial. As pessoas acabam falando mais da parte vascular ou da idade, questões pontuais, mas, na verdade, são questões que somam. Os principais fatores envolvidos são: fator vascular (patologia que impede a irrigação sanguínea do pênis), psicológico, emocional e neurológico. Por cima de tudo isso, tem a questão hormonal. Sem uma dosagem hormonal adequada, a gente nunca tem uma boa ereção mesmo que as partes vascular, neurológica ou até mesmo a psicológica sejam boas. A avaliação hormonal é fundamental para todo mundo que tem disfunção erétil, porque, muitas vezes, se diagnostica uma alteração na parte hormonal chamada andropausa.

O problema atinge apenas homens mais velhos?
Não, como a doença é multifatorial há muitos jovens que têm problemas psicológicos com isso. Às vezes é um problema emocional relacionado ao sexo ou não. Pode ser de estresse no trabalho ou na vida pessoal e reflete na parte sexual, e isso já é considerada uma disfunção erétil.

O homem que sofre com ejaculação precoce tem mais chance de ter DE?
Não estão relacionados. Quando o homem tem ejaculação precoce, logo em seguida, perde a ereção. E, às vezes, a ejaculação é tão precoce que é logo no início da relação sexual. Os homens têm dificuldade de manter a ereção e precisa interromper a relação, por isso, acha que também tem disfunção erétil. Mas, na verdade, não tem. São doenças completamente diferentes. A única coisa que conecta as duas é a questão emocional.

O homem que fuma e bebe frequentemente tem risco maior de desenvolver o problema?
Todas as doenças associadas às doenças cardiovasculares (sedentarismo, obesidade, colesterol alto, hipertensão, tabagismo e álcool) estão relacionadas à disfunção erétil, porque afetam o componente vascular. Da mesma forma que obstrui a artéria que liga o pênis também obstrui a artéria do coração e causa o infarto, o derrame. São os mesmos componentes, por isso, quem tem tendência a ter doença cardíaca tem mais chance de ter disfunção erétil também.

A disfunção erétil tem cura?
Depende. Se o fator causal é um componente psicológico, a pessoa tem que tratar o problema psicológico. Ela pode se curar, mas corre o risco de ter de novo aquele problema. É uma cura que depende do indivíduo. Agora se tiver uma doença vascular associada principalmente aos problemas cardiovasculares essas não tem cura. Por isso que quem começa a usar medicação para disfunção erétil normalmente precisa por muitos anos, quando indicado de forma correta.

Quais são as principais opções de tratamento para DE?
O tratamento para a disfunção erétil é baseado no fator preponderante. Se for o fator hormonal, é dado hormônio. Se for o fator vascular é receitado um medicamento na classe do Viagra. Esse tipo de medicação é basicamente direcionado para o fator vascular. Quem usar qualquer tipo de remédio de uso contínuo, para controle de pressão ou de outros problemas clínicos, precisa sempre ser bem orientado.

Mulher pode ter impotência sexual?
Não, mulher não tem. Mulher pode ter disfunção sexual. Ela tem uma disfunção sexual diferente também por alteração hormonal, e, às vezes, por alterações locais, de dor à penetração ou dificuldade para chegar ao orgasmo. Isso tudo são componentes de disfunção sexual na mulher. Mas não tem nenhuma relação com a disfunção erétil.

Quando um problema de ereção pode ser considerado disfunção erétil?
O problema de impotência é uma disfunção a partir do ponto que impede a penetração, a relação sexual ou que não satisfaça qualquer um dos parceiros. A gente sempre chama de disfunção erétil mesmo que a pessoa consiga ter relação ou ter penetração, porque não está satisfazendo um ou outro. Qualquer grau de impotência já é uma disfunção, por isso que tem a disfunção erétil leve, aquela que ainda permite ter a relação sexual, até um estágio mais avançado, que não tem nem sinal de ereção.

O uso recreativo de comprimidos contra a disfunção sexual pode causar impotência a longo prazo?
O uso recreativo pode causar um hábito que gera uma dependência psicológica daquela medicação. Mas isso é uma questão totalmente trabalhável. Não é nada orgânico, ninguém se vicia nessas medicações e também não piora a ereção em longo prazo. Pelo contrário, quem deixa de ter relação por muito tempo pode ter mais dificuldade para voltar a ter ereção. Mesmo se tomar medicação de forma recreativa para melhorar a performance, isso não prejudica no futuro e não aumenta o risco de ter disfunção erétil.

Marco Maia quer incluir votação de emenda que destina recursos para saúde na pauta da próxima semana

Brasília – O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), voltou a anunciar que incluirá na pauta de votações do plenário da Casa da próxima semana o projeto de lei que regulamenta a Emenda 29. Ainda falta a apreciação de um destaque da proposta. Depois dessa votação, o texto segue para o Senado.

A Emenda 29 destina recursos para a saúde e define percentuais mínimos de investimento no setor por parte da União, dos estados e municípios.

FAO alerta que a erradicação da peste bovina não significa que o mundo esteja livre da doença


Brasília – A erradicação da peste bovina é apenas mais uma etapa do desafio de combate à doença, segundo o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Jacques Diouf. Segundo ele, o trabalho de prevenção das autoridades sanitárias deve ser mantido para evitar o retorno da doença, pois ainda há exemplares do vírus em alguns laboratórios do mundo.

Diouf lembrou que, desde 1994, a FAO coordena o Programa de Erradicação Global de Peste Bovina (Grep) com vários parceiros das Nações Unidas, governos e organizações regionais. “O sucesso do programa demonstra a importância do apoio político e financeiro para os serviços de veterinária, sensibilização da comunidade, cooperação regional e investigação”, disse.

O diretor-geral disse que o vírus da peste bovina “não circula entre os animais vivos”, mas ainda é mantido ativo em laboratórios. "Devemos concentrar nossa atenção nas medidas que devem ser tomadas para garantir que este resultado seja sustentável com benefícios a gerações futuras”, acrescentou.

A peste bovina é uma doença viral contagiosa que afeta várias espécies de animais selvagens e domésticos, principalmente bois e búfalos. Mas, de acordo com especialistas, espécies de ovelhas e cabras podem apresentar sinais leves da contaminação, como dificuldades respiratórias. Em 1920, na Bélgica, um surto da doença que desencadeou uma ação internacional de combate à peste bovina.

Paralelamente, a FAO faz campanha para erradicação de outras doenças que atingem os animais, como a febre aftosa, a brucelose e a raiva. A febre aftosa é uma doença viral contagiosa que se caracteriza pela febre alta, surgimento de bolhas ao redor da boca, na língua e nas patas. A infecção pode ser fatal nos animais jovens.

A brucelose é uma doença bacteriana infecciosa que causa infertilidade e provoca aborto. Nas fêmeas, leva à redução da produção de leite. Também afeta as pessoas.

Já a raiva é uma doença viral de mamíferos domésticos e silvestres e pode afetar a produção agrícola. Em seres humanos, a infecção é transmitida, principalmente, pela mordida de cães contaminados.