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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Estudo: alguns alimentos ajudam a reduzir o colesterol ruim

Associados à uma dieta pobre em gorduras, eles colaboram com a diminuição de gordura ruim em 13%

Adicionar à dieta alimentos específicos para baixar o colesterol – como nozes – pode reduzir mais o colesterol do que uma dieta com baixo teor de gordura sozinha, sugere uma nova pesquisa.

Alimentos com esterois vegetais (ou fitoesterois) já são conhecidos por ajudar na redução do colesterol. Combinados com uma dieta pobre em gordura, eles reduziram os níveis de colesterol LDL (o colesterol ruim) no sangue em mais de 13%. Uma dieta de baixa gordura adotada de forma isolada produziu apenas uma redução de 3% no LDL, de acordo com o estudo.

“Dar às pessoas uma dieta enriquecida com componentes de alimentos que a FDA já aprovou, com base em sua capacidade de redução do colesterol, baixou os níveis de LDL dos participantes entre 13% e 14%”, disse David JA Jenkins, chefe da disciplina de Metabolismo, Nutrição e Biologia Vascular da Universidade de Toronto, no Canadá.

Jenkins acrescentou que a população estudada já estava “interessada em dieta saudável” e por isso passou a ter uma alimentação melhor do que a média.

“O esforço extra de escolher os alimentos certos teve um efeito muito bom”, observou o especialista.

O estudo recebeu financiamento do governo canadense e de várias grandes empresas de alimentos, incluindo a Unilever, que produz a linha Becel – para baixar o colesterol de alimentos. Os resultados foram publicados na edição desta semana do periódico Journal of the American Medical Association.

Níveis elevados de LDL são uma preocupação, pois esse tipo de colesterol pode se acumular nas paredes das artérias, aumentando o risco de doenças cardíacas e de acidente vascular cerebral (AVC), de acordo com o Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue, dos EUA. Os níveis ideais de colesterol LDL estão abaixo de 100 miligramas por decilitro (mg/dL). Níveis entre 100 e 129 mg/dL são considerados próximos ideal.

Mudanças na dieta, como comer menos gordura animal ou mais fibras, podem diminuir os níveis de colesterol. Certos alimentos, no entanto, são mais propensos a reduzir o colesterol: os que contêm substâncias chamadas esterois vegetais, alimentos com quantidades significativas de fibra de viscosa, como aveia e cevada, proteína de soja (encontrada no leite de soja, no tofu e na carne de soja) e oleaginosas como nozes e amendoins.

Estudos de curto prazo têm sugerido que a combinação de dieta com baixo teor de gordura, rica em fibras e com esses alimentos capazes de reduzir o LDL pode reduzir os níveis de colesterol de forma tão eficaz quanto os medicamentos para baixar o colesterol. No entanto, ainda não havia estudos sobre os efeitos a longo prazo dessa combinação.

Para ver o efeito que esta combinação de dieta teria em longo prazo, os pesquisadores recrutaram 351 pessoas com cerca de 50 anos de vários lugares do Canadá. Os voluntários foram aleatoriamente colocados em um dos três grupos: um grupo controle ao qual foram dados conselhos sobre uma dieta com baixo teor de gordura e rica em fibras (103 pessoas), um grupo que recebeu conselhos de dieta saudável e sugestões sobre como incorporar alimentos redutores do colesterol na rotina alimentar (124 pessoas) e um terceiro grupo que recebeu as mesmas orientações que o segundo e ainda ganhou um adicional de cinco visitas de estudo durante um período de 6 meses (124 pessoas).

Durante o estudo, 18 pessoas abandonaram ou foram retiradas do grupo 1, 28 deixaram o grupo 2 e 32 desistiram ou tiveram que ser retirados do grupo 3. Os resultados com os voluntários que permaneceram no estudo mostraram que os níveis de colesterol LDL caíram 3% no grupo 1. No grupo 2, a média de queda foi de 13,1% e no 3 de 13,8%.

Segundo Jenkins, as pessoas tiveram as maiores reduções foram as que cortaram a carne da dieta. Aqueles que foram para uma dieta mais a base vegetais se saíram melhor, observou o especialista.

“Quando adicionadas a uma dieta saudável para o coração, alimentos que ajudam a baixar o colesterol parecem ter um benefício adicional”, disse Robert Eckel, porta-voz e ex-presidente da Associação Americana do Coração e professor de medicina da Universidade de Colorado.

Eckel disse acreditar que os alimentos que contêm fibra viscosa provavelmente têm o maior impacto sobre os níveis de colesterol, enquanto a proteína de soja tem um efeito mínimo ou nenhum efeito. Ele disse que a entidade continua a defender uma dieta saudável, contendo grandes quantidades de frutas e vegetais, grãos integrais, proteína magra e peixes. No entanto, os dois especialistas advertiram que o consumo de alimentos para baixar o colesterol não abre precedentes para se empanturrar de alimentos ricos em gorduras. Esses alimentos ainda precisam ser consumidos com moderação.

Fonte IG

Saúde ameaçada por tratamentos estéticos

Uma simples massagem pode agravar o quadro de gripe. Conheça esta e outras contraindicações dos procedimentos

Mais variado do que o de um rodízio de pizza, o cardápio das clínicas estéticas promete auxiliar todo e qualquer tipo de descontentamento estético.

Antes de escolher e farta-se deles, porém, vale conhecer os riscos à saúde e as inúmeras contraindicações. Não são poucos os paliativos da beleza que podem provocar prejuízos maiores do que o motivo inicial para procurá-los.

Seja a razão da infelicidade localizada no rosto ou no corpo, é indispensável uma avaliação clínica, que deve ser feita por um médico dermatologista. É ele o responsável por investigar o histórico de doenças de cada paciente e prever possíveis complicações.

A anamnese garante o sucesso – ou, ao menos, minimiza os riscos – dos tratamentos, sejam eles faciais ou corporais, endossa o dermatologista Reinaldo Tovo, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

“Não há tratamento sem riscos. É preciso avaliar o perfil e o histórico de cada paciente e investigar possíveis doenças antes de submetê-los a qualquer procedimento. Uma falha no começo pode provocar complicações mais sérias e irreversíveis.”

Os limites
A recomendação não é mau agouro ou excesso e zelo. Pessoas com doenças infecciosas ou autoimunes, como o vitiligo ou a psoríase, podem ter o quadro agravado por conta de um procedimento estético. Dependendo do tipo de pele do paciente, o uso de ácidos ou laser, luz pulsada, pode desencadear uma cicatrização com queloide – estrutura fibrosa e elevada que deixa marcas na pele.

"Pele com tendência a manchas também é alvo fácil de complicações. Um tratamento que supostamente suavizaria o desconforto estético é capaz estimular a pigmentação em vez de clarear", relata Tovo.

O drama pode ir muito além. O uso incorreto do laser e da luz pulsada, por exemplo, provoca feridas na córnea e até a cegueira. Sem os óculos de proteção, o procedimento não pode ser realizado em nenhum paciente, alertam os especialistas.

No corpo
Uma simples gripe já é motivo suficiente para adiar a drenagem linfática pré-agendada. Todas as massagens que aceleram a circulação sanguínea, como a drenagem e a modeladora, quando feitas durante um quadro infeccioso, seja provocado por vírus, bactéria ou fungos, agravam a doença ou retardam a cura.

Em casos mais graves, o procedimento ainda é capaz de alastrar o problema, conduzindo as bactérias ou os vírus para outros órgãos. Inflamação na garganta, infecção na urina também inviabilizam o procedimento.

“Infecção exige repouso e cuidados. Além de não se submeter ao tratamento estético é preciso esperar o vírus ou bactéria serem eliminados do organismo. A massagem feita no finalzinho de uma infecção em processo de cura pode provocar o retorno da doença”, pondera Roseli Andrade, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


Saúde da mulher
Em casos de suspeita de câncer ou de tratamento com quimioterapia, a drenagem passa a ser um procedimento de alto risco, podendo até estimular a proliferação de células tumorais para outras partes do corpo (metastáse).

Mulheres que enfrentaram um câncer de mama devem evitar a massagem na região do braço, próximo ao seio onde estava o tumor.

“Uma célula adormecida, se conduzida para a corrente sanguínea, possivelmente acarretará em problemas futuros.”

A especialista acrescenta: a drenagem só é recomendada durante o tratamento contra o câncer em casos específicos, quando a paciente retém muito líquido, geralmente nos braços, após a mastectomia (retirada da mama). Para esse grupo de mulheres, o tratamento é diferenciado do tradicional e deve ser feito por fisioterapeutas, sempre após recomendação médica.

Risco de gravidez?
Pacientes que usam o Dispositivos Intra Uterinos (DIU) feitos de cobre não devem recorrer à procedimentos que prometem reduzir medidas por meio de equipamentos de radiofrequência ou ondas de calor.

Tais métodos usam o calor para estimular a queima de gordura abdominal. Ao elevar a temperatura da região pélvica, o cobre é aquecido cauterizando o útero. O procedimento, porém, não é capaz de mudar o DIU de lugar e inutilizar sua função contraceptiva, pontua Mônica Azulay, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro.

Embora esse tipo de problema não seja recorrente, requer cuidados. O metal não está em contato direto com a parede do útero. Se por algum motivo estiver encostado, pode queimá-lo.

"O risco é baixo, mas não inexistente. Por isso, contraindicamos", assevera Roseli Andrade.

O uso de marca-passo no coração também inviabiliza tais tratamentos. "A radiofrequência pode alterar os batimentos cardíacos e provocar complicações à saúde do paciente", explica Mônica.

Fonte IG

Doença mental afeta mulheres e homens de forma diferente

Pesquisa aponta que elas têm mais ansiedade e depressão. Eles têm mais dependência química e distúrbios anti-sociais

Alguns tipos de doença mental são mais comuns em mulheres e outros em homens, indica um novo estudo.

Eles, aponta a pesquisa, são mais frequentemente diagnosticados com dependência química (abuso de drogas ou de álcool) ou distúrbios anti-sociais, enquanto as elas são mais propensas a desenvolver ansiedade ou depressão.

O estudo analisou dados coletados em 2001 e 2002 de 43.000 pessoas que participaram de um levantamento dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e os resultados deixaram clara a necessidade de esforços de prevenção e tratamento específicos para cada gênero, defendem os autores.

Diferenças na forma como mulheres e homens interiorizam e exteriorizam suas emoções podem explicar as variações de gênero nas taxas dos diferentes problemas de saúde mental, sugeriu a equipe responsável pela pesquisa.

Mulheres com transtornos de ansiedade são mais propensas a guardar suas emoções, o que pode levar a isolamento, solidão e depressão. Já os homens são mais propensos a expressar os sentimentos negativos, o que pode levar a um comportamento agressivo, impulsivo ou coercitivo. O estudo foi publicado este mês na edição on-line do periódico científico Journal of Abnormal Psychology.

Com as conclusões do estudo os pesquisadores sugeriram formas diferentes de tratar as mulheres e os homens com problemas de saúde mental.

"Nas mulheres, o tratamento pode se concentrar em estimular habilidades cognitivas para evitar que a ruminação (refletir e pensar o tempo todo sobre algo que está causando sofrimento) culmine no desenvolvimento de depressão ou ansiedade", disse Nicholas Eaton, autor do estudo e professor da Universidade de Minnesota (EUA).

"Nos homens, o tratamento para comportamentos impulsivos pode se concentrar em premiar as ações não impulsivas e moldar tendências agressivas em comportamentos não-destrutivos. "

Fonte IG

Mitos e verdades sobre mioma

Tumor benigno do tecido muscular do útero, o problema atinge mulheres no período reprodutivo. Você sabe tudo a respeito?

Os médicos não conseguem precisar ainda as causas do aparecimento do mioma, tumor benigno do útero que acomete mulheres em idade fértil – ou seja, dos 16 aos 55 anos, aproximadamente.

“Mas existem fatores predisponentes. O problema é mais comum entre mulheres que ainda não tiveram filhos; naquelas cujas familiares (mãe, avó, tia materna) foram diagnosticadas com mioma; mulheres obesas (IMC acima de 30) ou da raça negra”, explica o ginecologista Michel Zelaquett, diretor do Centro de Mioma, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Os sintomas são facilmente confundidos com outras doenças ou até com alterações do ciclo menstrual. “Sinais como aumento repentino do fluxo menstrual, aumento do volume abdominal sem necessariamente existir ganho de peso, aumento na frequência urinária e dificuldade para engravidar (tentativas que passam de um ano) devem ser investigados”, alerta o especialista.

Tire agora suas dúvidas sobre o problema, entendendo o que é mito e o que é verdade.

Mioma é um problema comum entre as mulheres
Verdade. Acomete até 80% das mulheres em idade fértil. Mas nem todas desenvolvem quadros mais complicados. “Apenas 30% apresentam sintomas e necessitam atenção especial para tratamento”, diz Zelaquett.

Mioma só aparece em mulheres mais velhas
Mito. É mais comum em mulheres a partir dos 35 anos, mas as mais jovens também podem ter.

Mioma pode levar ao câncer
Mito. “Trata-se de um tumor benigno e não se transforma em maligno. Nem existe nada que comprove que o mioma aumente as chances de câncer do útero ou em outros órgãos”, explica o diretor do Centro de Mioma.

Mioma deve ser sempre tratado
Mito. Segundo os especialistas, ele só deve ser tratado quando desenvolve sintomas. Mas é importante o acompanhamento anual – consulta e exames - com um ginecologista.

Mioma leva à infertilidadeEm termos. “Não são todos os tipos, mas alguns podem levar à infertilidade. Entre eles os localizados na cavidade uterina e na parede do útero”, diz Zelaquett.

Depois de tratado o mioma, a mulher pode engravidar
Verdade. O tratamento aumenta as chances de a mulher engravidar. “Mas nunca será igual como se ela nunca tivesse tido o problema”, reforça o ginecologista.

Mioma sempre resulta na retirada do útero
Mito. Atualmente existem técnicas eficazes de tratamento que preservam o útero. “Estudos apontam que em 99% dos casos é possível manter o órgão intacto”, afirma Zelaquett.

Existem tratamentos não cirúrgicos para o mioma
Verdade. Além de medicamentos para controlar o tamanho e os sintomas do mioma, atualmente existem técnicas não invasivas (ExAblate) ou minimamente invasivas (embolização) para o tratamento.

Fonte IG

Cientistas descobrem mutação genética responsável por miomas

Achado alimenta esperanças no desenvolvimento de tratamentos específicos para evitar o surgimento desses tumores benignos

Cientistas finlandeses e suecos descobriram a mutação genética que causa os miomas uterinos – tumores benignos que afetam 60% das mulheres na faixa dos 45 anos – o que consideraram um grande passo para um futuro tratamento.

"Trata-se de um grande passo para compreender por que se formam estes fibromas, e embora ainda seja muito cedo para desenvolver tratamentos específicos, esperamos que este seja o princípio dessa viagem", afirmou o professor Lauri Aaltonen, da Universidade de Helsinque, diretor da pesquisa publicada na revista científica Science.

Os fibromas ou miomas uterinos estão por trás da maioria das operações de histerectomia (retirada do útero que às vezes vem acompanhada da extração dos ovários) em mulheres a partir dos 45 anos. Embora sejam tumores benignos, aproximadamente metade dos casos causam dor abdominal e um sangramento anormal, e são uma importante causa de infertilidade.

Os pesquisadores da Universidade de Helsinque e do Instituto Karolinska, de Estocolmo, estudaram a estrutura genética dos fibromas e determinaram a sequência de mais de 20 mil genes humanos em uma série de 18 tumores. O estudo feito em cerca de 200 fibromas, revelou mutações no gene MED12 em até 70% dos tumores analisados.

O fato de que um número tão elevado de miomas mostre estas mutações alimenta as esperanças de que no futuro possam ser desenvolvidos tratamentos específicos com base nestes resultados, concluiu o estudo.

Fonte IG