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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Anfetamínicos: CFM entra na Justiça contra proibição de emagrecedores

O CFM (Conselho Federal de Medicina) vai entrar nesta quinta-feira com uma ação na Justiça contra a proibição de uso de inibidores de apetite do grupo das anfetaminas e derivados (femproporex, mazindol e anfepramona).

A decisão de banir esses medicamentos do mercado foi tomada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no início do mês. A agência considerou que não há estudos sobre a eficácia dos anfetamínicos, cujo uso pode trazer mais riscos do que benefícios.

Na mesma ocasião, a agência permitiu apenas a permanência da sibutramina no mercado, mas haverá outra avaliação no prazo de um ano.

Para o conselho de medicina, os médicos devem ter autonomia para prescrever anfetamínicos, dependendo do caso de cada paciente.

Fonte Folhaonline

Melhora em drogas anti-HIV aumenta expectativa de vida

A expectativa de vida das pessoas que têm HIV aumentou 15 anos entre 1996 e 2008, graças em grande parte ao diagnóstico precoce e tratamento com melhores drogas, menos tóxicas, disseram cientistas do Reino Unido.

Enquanto a expectativa de vida dos pacientes com HIV ainda é menor do que na população em geral, o progresso dramático na redução dos efeitos colaterais das drogas (oferecidas como coquetel de medicamentos) e o início do tratamento mais cedo ajudaram a transformar o HIV em uma doença crônica com um bom prognóstico.

Em um estudo publicado na revista científica "British Medical Journal", os pesquisadores acrescentaram que a média de vida de pacientes soropositivos deve aumentar ainda mais no futuro.

"Esses resultados são reconfortantes para os pacientes atuais e serão usados para aconselhar os que recentemente descobriram ser soropositivos", disse Mark Gompels, do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, que é coautor do estudo. Os cientistas analisaram dados de pacientes com idade acima de 20 anos que iniciaram o tratamento com pelo menos três drogas anti-HIV entre 1996 e 2008.

A análise mostrou que a expectativa de vida dos infectados com HIV aumentou de 30 anos para quase 46 anos (contando esse tempo como anos adicionais de vida para pessoas com 20 anos quando foram diagnosticadas) entre os períodos de 1996 a 1999 e 2006 a 2008.

Os resultados mostram que a expectativa de vida para mulheres tratadas com o coquetel no Reino Unido é 10 anos maior que a de homens. O estudo serve como "um apelo urgente" para conscientizar pacientes e profissionais de saúde sobre a eficácia do tratamento do HIV, especialmente se iniciado cedo, dizem os pesquisadores. Segundo eles, novos aumentos da longevidade dos pacientes devem ocorrer.

Fonte Folhaonline

Estudo mostra cicatrizes psicológicas do câncer

Um diagnóstico de câncer é capaz de deixar cicatrizes psicológicas tão profundas quanto as infligidas pelo envolvimento numa guerra. É o que indica uma nova pesquisa feita com pacientes.

Mais de uma década depois de terem recebido a notícia do diagnóstico, quatro em cada dez sobreviventes relatam sintomas como excesso de tensão permanente, pensamentos perturbadores sobre o câncer ou enfraquecimento dos laços emocionais com amigos e parentes.

São características que se encaixam na definição de síndrome do estresse pós-traumático, problema psiquiátrico que normalmente afeta veteranos de guerra.

Segundo Sophia Smith, pesquisadora do Duke Cancer Institute, na Carolina do Norte (EUA), é concebível que o trauma atrapalhe o prosseguimento da terapia.

"Ficamos preocupados com a possibilidade de o paciente evitar os cuidados médicos e pular os retornos no consultório", diz. "Não temos dados que demonstrem isso, mas é uma preocupação constante para nós", afirma a autora do estudo.

Fonte Folhaonline

Repelente caseiro é pouco eficiente contra mosquito da dengue

Receitas caseiras de repelente, com citronela, andiroba e outras substâncias, não são um meio eficaz de afastar o mosquito da dengue. No máximo, garantem picadas em uma pele cheirosa.

A constatação é de pesquisadores da Unesp de Botucatu, que testaram as principais receitas caseiras para afastar o Aedes aegypti. Os resultados foram divulgados pela revista "Unesp Ciência".


Arte


Com a chegada do verão, época em que os casos de dengue disparam, as fórmulas mágicas e "naturais" proliferam quase tão rápido quanto o mosquito que transmite a doença, ganhando espaço em correntes de e-mail, redes sociais e até em alguns programas de televisão.

"O maior perigo é a falsa sensação de segurança. As pessoas aplicam essas substâncias achando que vão estar protegidas contra a doença, mas, na verdade, estão vulneráveis", diz Hélio Miot, professor de Dermatologia e um dos coordenadores da pesquisa, que será publicada na "Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical".

O TESTE
Os pesquisadores criaram em laboratório um berçário de A. aegypti livres de contaminação com a dengue ou qualquer outra doença. Eles então selecionaram somente fêmeas (só elas nos picam) adultas e estéreis. Para aumentar o apetite dos insetos, eles foram privados de alimentação por 24 horas.

Os mosquitos, depois, foram colocados em uma espécie de gaiola circular, só com uma abertura para o braço. Um grupo voluntário de estudantes de medicina topou, literalmente, dar o sangue pela pesquisa e enfiar os braços na gaiola para testar o grau de repelência.

Primeiro, os voluntários colocavam os braços nus e sem qualquer substância. Depois, passavam algo no outro braço a ser testado. Essa operação foi repetida várias vezes e, ao final, os cientistas compararam a quantidade de picadas de cada situação.

O desempenho dos produtos testados também foi comparado com uma substância-padrão, cuja repelência já é bem conhecida.

No experimento, os cientistas usaram andiroba, cravo-da-índia, citronela, óleo de soja e outros produtos que a crença popular diz afastar o mosquito.

"Eles afastaram os mosquitos por um curto período. Algumas centenas de segundos apenas. Nenhum superou os repelentes industrializados", avaliou Miot.

VELAS
As velas à base de citronela e andiroba, porém, podem fazer diferença. As fêmeas do mosquito buscam o sangue humano (e de outros mamíferos) pela albumina, uma proteína usada em seus ovos. Por isso, os insetos evoluíram para "rastrear" o gás carbônico e a amônia liberados pelos animais.

"Qualquer meio que bagunce esses sensores já ajuda. Acender fogueiras é um método muito antigo de espantar insetos", diz Miot. "Qualquer vela, mesmo as comuns, vai contribuir. Isso, porém, só funciona em ambientes fechados e com tamanho restrito. Numa varanda, por exemplo, não serviria pra nada", completou o pesquisador da Unesp.

Fonte Folghaonline

Biópsia de próstata aumenta risco de internação, afirma estudo

Realizar biópsia de próstata mais do que dobra o risco de internações para o tratamento de infecções e outros problemas de saúde no mês seguinte à realização do exame, relata um novo estudo.

Os pesquisadores examinaram registros do programa americano de assistência a idosos Medicare.

Foram analisados os registros médicos de 17.472 homens com idade média de 73 anos que haviam realizado o procedimento de biópsia de próstata e de um grupo de controle de 134.977 homens com idade correspondente, selecionados em um dia aleatório. Em seguida, os cientistas compararam a frequência de internação dos dois grupos durante os 30 dias subsequentes. No total, 2,9% dos homens do grupo de controle foram hospitalizados.

Essa taxa foi de 6,9% para os pacientes que realizaram a biópsia. A exclusão dos pacientes internados para tratamento de câncer de próstata não alterava os resultados --era apenas a biópsia e não o tratamento que levava à internação.

Em todo o procedimento de biópsia de próstata existe o risco de uma bactéria do reto entrar na próstata e cepas resistentes podem causar problemas graves. Os autores estimam que com um teste aleatório será possível descobrir que a biópsia leva à internação após um mês de uma a cada 24 pessoas que realizam o procedimento.

"É preciso que se discuta de forma exaustiva com o paciente que irá se submeter ao exame sobre o uso recente de antibióticos, internações recentes e qualquer outro dado que informe sobre o risco de ele possuir cepas resistentes", afirma Stacy Loeb, principal autor do estudo e professor de urologia da Universidade de Nova York.

"Porém, se o paciente for um homem que de outra forma seria saudável e irá se beneficiar do tratamento, ele não precisa ter medo de realizar o procedimento", afirma.

O relatório aparece na edição de novembro da revista "The Journal of Urology".

Fonte Folhaonline