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domingo, 13 de novembro de 2011

Brasil ganha remédio via oral para Esclerose

Antes pacientes tinham que receber injeções todos os dias

Antes condenados a injeções diárias, os pacientes de esclerose múltipla agora dispõem de uma opção de tratamento oral no Brasil.

A novidade é significativa não só pela praticidade do comprimido, mas também porque o novo remédio, fingolimode, mostrou uma eficácia 52% superior na diminuição dos surtos provocados pela doença em relação aos tratamentos anteriores.

A opção oral também pode facilitar a adesão ao tratamento. Estima-se que até 50% dos pacientes tenham dificuldades na aplicação das injeções. O novo remédio, que foi desenvolvido pela Novartis e tem o nome comercial de Gilenya, foi lançado ontem e já chegou às farmácias, mas não está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde).

O tratamento mensal com a nova droga custa R$ 7 mil, valor similar ao de outros tratamentos anteriores. A esclerose múltipla é uma doença neurológica autoimune que leva o paciente a perder progressivamente as funções neurológicas. Os principais sintomas são: cansaço crônico, dificuldade de locomoção e desequilíbrio, alterações na visão.

Fonte R7

Conheça alguns mitos sobre o funcionamento do cérebro humano

O cérebro humano é um dos organismos mais complexos e, apesar dos esforços dos cientistas, a massa cinzenta que habita nossas cabeças ainda guarda muitos mistérios.

A seguir, especialistas ouvidos pela BBC tentam romper com alguns mitos e inverdades a respeito do cérebro humano e seu funcionamento:

"Usamos apenas 10% do cérebro"
John A Beal- PhD/Wiki Commons
Mapeamento de atividade cerebral mostra que não usamos só 10% de suas funções, explica professora do Reino Unido
Mapeamento de atividade cerebral mostra que não usamos só 10% de suas funções, explica professora do Reino Unido
"Foi na década de 1970, quando estava na escola, que ouvi dizer, pela primeira vez, que nós usamos apenas 10% dos nossos cérebros. 'Que incrível', pensei. Talvez haja uma maneira de conseguir acessar aqueles 90% de capacidade cerebral não utilizada. E o que não poderia ser feito com toda a minha massa cinzenta em ação?"

A ideia é absurda. Hoje, avanços em técnicas de mapeamento da atividade cerebral podem provar isso.

"[Exames] funcionais de imagem demonstraram que há poucas partes do cérebro que não podem ser ativadas por algo", diz a professora Sophie Scott, do Institute of Cognitive Science do University College, em Londres.

Mesmo fazendo algo simples, como fechar nossas mãos, usamos muito mais do que 10% do cérebro. Um exame funcional revela que vastas quantidades de células do cérebro entram em ação enquanto planejam e iniciam a contração dos músculos nos dedos e na palma.

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"O cérebro tem lado 'lógico' e lado 'criativo'"
Anatomicamente, o cérebro está dividido em duas metades --o hemisfério esquerdo e o direito. Existe uma certa divisão de trabalho entre elas.

"Existem grandes diferenças entre os lados esquerdo e direito do cérebro", diz Scott. "Mas não é o que as pessoas querem dizer quando usam esses termos no discurso comum."

Lendo livros de autoajuda e cursos de administração de empresas, você fica com uma noção de que os dois hemisférios são entidades separadas.

O esquerdo tende a ser mostrado como a morada da lógica e da racionalidade. O direito tende a ser descrito como a fonte da intuição e da criatividade.

Portanto, se você é uma pessoa lógica, usa mais o lado esquerdo. Se você é do tipo sensível e artístico, usa mais o lado direito.

De acordo com o mito, todos nós seríamos mais bem-sucedidos e realizados se aprendêssemos a explorar o potencial total de ambos os hemisférios.

Scott diz que há diferenças na forma como indivíduos lidam com problemas e refletem sobre o mundo, mas isso não tem nada a ver com as diferentes relações de poder entre os dois hemisférios de seu cérebro.

"Algumas pessoas têm ótima capacidade de imaginação visual. Algumas têm boa imaginação auditiva. Existem muitas variações na forma como recebemos informações e as processamos. Mas reduzir isso a cérebro esquerdo 'lógico' e cérebro direito 'criativo' não reflete o que vemos no funcionamento do cérebro. Além disso, isso sugere que você poderia estar usando um hemisfério mais do que o outro e não é assim que funciona."

Os dois hemisférios se comunicam e trabalham juntos por meio de uma rede complexa de cabos fibrosos conhecida como o corpo caloso, ela explica. Eles são complementares e trabalham em parceria.

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"Lua cheia influi comportamento"
Bruno Miranda -22..set.06/Folha Imagem
Fases da lua não influenciam o comportamento humano; não há evidências de relação entre a lua cheia e a violência
Fases da lua não influenciam o comportamento humano; não há evidências de relação entre a lua cheia e a violência
Segundo a crença popular, a lua cheia está associada à insanidade --daí viria a palavra lunático. Entretanto, quando psicólogos e estatísticos estudaram o assunto, não conseguiram mostrar a influência da Lua sobre o cérebro humano e o comportamento.

Ou seja, não existe evidência de que haja uma relação entre a ocorrência da lua cheia e acontecimentos como assaltos, prisões, suicídios, chamadas para números de emergência, internações psiquiátricas, envenenamentos e acidentes de automóvel.

Eric Chudler, responsável por vários estudos sobre o assunto, diz: "A maioria das informações, e houve muitos estudos, indica que não existe uma associação entre a fase da Lua e quaisquer desses comportamentos anormais."

Muitos dos que acreditam no mito da lua cheia são policiais ou profissionais de saúde, profissionais que frequentemente presenciam acontecimentos perturbadores.

Chudler sugere que, quando esses eventos traumáticos ocorrem, pessoas dessas profissões estão mais inclinadas a notar lua cheia brilhando no céu do que as mais modestas luas crescentes ou meias-luas.

Como resultado, eles apenas fazem associações entre fase da Lua e incidentes anômalos quando a Lua está em sua fase mais óbvia e simbolicamente significativa.

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"Ouvir Mozart torna você mais inteligente"
Reprodução
Na década de 1990, surgiu a ideia de que músicas de Mozart melhoravam o aprendizado de crianças, tornando-as inteligentes
Na década de 1990, surgiu a ideia de que músicas de Mozart melhoravam o aprendizado de crianças, tornando-as inteligentes
O compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart é centro de uma hipótese que floresceu na década de 1990 e que levou muitos a acreditar que tocar peças do músico para crianças melhoraria o desenvolvimento de seus cérebros, tornando-as mais inteligentes.

Muitas vezes, mitos são criados com base em fatos reais. Este em particular teve origem em um estudo publicado pela revista científica "Nature" em 1993.

A pesquisa descreveu um experimento no qual estudantes de uma universidade na Califórnia realizaram uma série de tarefas.

Os voluntários que ouviram uma peça de Mozart antes de fazer os testes se saíram um pouco melhor do que os que ouviram músicas para relaxamento ou não ouviram nada.

O efeito positivo da sonata de Mozart sobre o desempenho dos estudantes desapareceu após cerca de 15 minutos.

Dois anos mais tarde, a mídia havia transformado as observações do estudo em uma teoria segundo a qual tocar Mozart para crianças jovens melhorava sua inteligência.

Empresas começaram a vender CDs do gênio austríaco a famílias com crianças. Em 1998, nos Estados Unidos, o Estado da Geórgia distribuiu CDs de Mozart para mães com bebês recém-nascidos.
Alguns criaram teorias de que as estruturas musicais das composições de Mozart exerciam uma influência biológica sobre as conexões nervosas do cérebro.

Em estudos posteriores, a verdade acabou se mostrando bem mais prosaica: Especialistas concluíram que qualquer música estimulante tocada antes de uma série de exercícios mentais torna você mais alerta e entusiasmado, então seu desempenho melhora.

Fonte Folhaonline

Onze milhões de transtornados

O fascínio pelos malucos em geral, sobretudo os que zanzam pelas ruas à procura de algo que talvez nem eles mesmo saibam, tema aqui neste espaço na semana passada, estende-se também para o campo científico.

Daí estar sempre de olho nas "novidades" que surgem a respeito dos transtornos --e são nada menos que 208 disfunções psiquiátricas catalogadas pelo DAS, sigla em inglês para o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (veja a lista aqui).

Daí ter descoberto que uma comunicação feita no 29º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, realizado no começo do mês no Rio, aponta que 66% dos portadores brasileiros de transtorno bipolar recebem diagnóstico errado para a doença. Em geral, essas pessoas são apontadas como (e recebem tratamento para) portadores apenas de depressão.

Mais surpreendente do que isso, pelo menos para quem acompanha esse tipo de tema, foi saber, por meio de declarações da psiquiatra Laura Helena Andrade, pesquisadora da Faculdade de Medicina da USP, que hoje em dia estima-se que 6% da população brasileira (e não mais 2,5% como se supunha) são portadores de transtorno bipolar.

Isso significa que algo em torno de 11,4 milhões de brasileiros sofrem de um problema que os faz alternar sucessivamente estado de espírito depressivo com eufórico (maníaco), naquilo que já foi chamado no passado de PMD (psicose maníaco-depressiva) e hoje recebe a atenuante de transtorno maníaco-depressivo ou transtorno bipolar.

O que não diminui, ao contrário, o problema da maioria dos portadores desse distúrbio, que recebe tratamento apenas com antidepressivos. Trata-se, digamos assim, de atacar apenas metade do problema, jogando o paciente no outro extremo, que é o da mania, do comportamento sem limites, em que o cidadão desconhece perigos e incapacitações, colocando sua vida e muitas vezes a de outros em risco.

Ao receber medicação somente para o lado "down", vive-se permanentemente "up", com tudo de ruim que pode advir disso...

No entanto, não há como não deixar de se espantar com os tais 6%, porque é gente demais: dados que circulavam até agora davam conta de que 12% dos brasileiros sofrem de algum tipo de transtorno mental --pelo menos isso é o que divulgou a Associação Brasileira de Psiquiatria no ano passado.

Então quer dizer que metade desse contingente teria transtorno bipolar!

Portanto, não se espante se uma em cada 20 pessoas que você conhece comporta-se como se a vida fosse uma montanha russa, ou seja, agora age como se estivesse nos píncaros da glória, com fortes emoções à flor da pele, para daqui a pouco recolher-se tristemente como se um abismos negro e pantanoso se abrisse aos seus pés...

Fonte Folhaonline

Luz aplicada durante exercício físico reduz celulite

Um aparelho desenvolvido por pesquisadores da USP e da Universidade Federal de São Carlos usa radiação infravermelha para turbinar os benefícios dos exercícios físicos à saúde. E com um efeito que deve interessar às mulheres: menos celulite.

A invenção consiste de duas placas contendo vários arranjos de LED (pequenas luzes). Elas são instaladas em uma esteira comum de academia, uma de cada lado, mais ou menos à altura dos glúteos.

Arte
Embora não seja perceptível a olho nu, essa radiação é absorvida pela pele e inicia uma série de reações químicas no organismo.

A radiação infravermelha acelera o transporte de elétrons na mitocôndria (uma estrutura que fica dentro das células) e a síntese de ATP, molécula que é uma espécie de combustível que dá energia ao organismo.

O uso de ATP, no entanto, gera um subproduto indesejado: os ácidos lácticos, que dão sensação de dor. O infravermelho diminui o acúmulo dessa substância e, por isso, tem uma ação anti-inflamatória e analgésica no organismo.

"A pessoa consegue se exercitar com mais qualidade", diz Fernanda Rossi Paolillo, doutora em bioquímica e uma das criadoras da técnica. O infravermelho ajuda ainda na regeneração de tecidos, como pele, músculos, ossos e nervos.

"Esse uso já é conhecido. Mas, em geral, o infravermelho é sempre usado em repouso. Como em clínicas de estética, por exemplo. Nosso diferencial foi aplicá-lo durante o exercício. O infravermelho associado ao movimento teve muito mais efeito", completa Paolillo.

RESULTADOS
O estudo, feito durante um ano com voluntárias pós-menopausa, indicou que as mulheres que se exercitaram com o aparelho tiveram melhora significativa.

As mulheres faziam duas sessões de exercícios por semana, cada uma com 45 minutos de duração. Além de terem menor perda de massa óssea --um dos efeitos da menopausa--, elas também tiveram redução do colesterol ruim até 20% maior do que as mulheres no grupo-controle.

O exercício "turbinado" com o infravermelho também acelerou o fluxo de oxigênio e de sangue, melhorando um problema que é mais estético do que de saúde: a celulite.

O infravermelho combinado ao exercício diminui a retenção de líquido e melhora a circulação na região das pernas e do bumbum, ajudando, e muito, a reduzir os furinhos. Os melhores resultados foram nos casos de celulite mais visível.

Para Roberto Mattos, coordenador do departamento de laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a técnica, apesar de correta na teoria, ainda precisa ser comprovada por estudos maiores.

"Diferentes aparelhos que emitem luz têm boa influência sobre a celulite. O exercício por si só ajuda. Então, em conjunto, há boas chances de que a dupla funcione bem."

Fonte Folhaonline

EUA podem punir pai que compra pirulito infectado com catapora

Autoridades do Estado americano do Tennessee ameaçaram tomar medidas legais contra pais que compram ou vendem pela internet pirulitos infectados com catapora para transmitir, voluntariamente, a doença a seus filhos.

O procurador-geral do Tennessee, Jerry Martin, disse que a prática de enviar vírus e bactérias pelo correio é crime federal nos mesmos moldes que o envio de substâncias usadas em ataques biológicos, como antraz.

O procurador resolveu falar duro depois que emissoras de TV locais divulgaram reportagens mostrando que grupos de pais estão se reunindo em "festas da catapora" cujo objetivo é fazer com que crianças infectadas com a doença a transmitam para outras crianças saudáveis.

Muitos pais não acreditam nos benefícios da vacina, e preferem que seus filhos sejam contaminados com a doença ainda novos, quando seus efeitos são mais amenos. Uma vez contraída a catapora, o indivíduo cria imunidade para o resto da vida.

Grupos na rede social Facebook, como o "Find a Pox Party Near You" (ou "encontre uma festa da catapora perto de você"), servem de ponto de encontro para que os adultos combinem os eventos.

E quando por razões logísticas os eventos não podem ser realizados, o canal WSMV, de Nashville, mostrou que é possível comprar, na internet, pirulitos lambidos por crianças enfermas, roupas usadas por elas com a doença e cotonetes contaminados.

CATAPORA VIA INTERNET
A reportagem da emissora conversou com uma mãe de Nashville que vendia por US$ 50 (cerca de R$ 87) na internet pirulitos lambidos por seus filhos e contaminados com catapora.

"(As crianças) não conseguem mais pegar catapora do jeito normal, simplesmente pegar e ter imunidade para o resto da vida", explicou Wendy Werkit à reportagem.

Entretanto, as autoridades de saúde alertaram para os perigos desta prática. Um médico do Departamento de Saúde do Tennessee disse que, ao expor seus filhos aos fluidos de outra criança, os pais podem estar contaminando-os com uma série de outras doenças desconhecidas.

Ao tomar conhecimento desses casos, o procurador Jerry Martin pediu à WSMV que lhe fizesse uma entrevista sobre o tema.

"A mensagem precisa ser clara para todos os indivíduos que tentem adotar esse comportamento", disse o procurador.

"O governo federal e o Departamento de Justiça não vêm com bons olhos a violação de qualquer lei federal, e certamente das leis que cuidam da segurança e a saúde pública", ameaçou.

"Se você tentar expor alguém a um vírus ou doença infecciosa, e usar o correio americano ou o comércio interestadual para enviar material para outra pessoa, você estará se expondo a um processo na Justiça federal."

Fonte Folhaonline