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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Exercícios contra a depressão

Médicos e terapeutas deveriam indicar atividade física com mais freqüência a seus pacientes, dizem pesquisadores

A prática de exercícios pode ser um remédio mágico para muitas pessoas com depressão e distúrbios de ansiedade.

Pesquisadores americanos analisaram os resultados de um grande número de estudos publicados e concluíram que a atividade física deveria ser mais frequentemente prescrita por médicos e terapeutas.

“Os exercícios geram grandes benefícios para a saúde mental”, diz Jasper Smits, diretor do Programa de Pesquisa e Tratamento da Ansiedade na Universidade Southern Methodist, de Dallas. “Quanto mais terapeutas aprenderem isso, melhor será a condição de seus pacientes.”

Smits e Michael Otto, professor de psicologia da Universidade de Boston, basearam suas descobertas na análise de dúzias de estudos populacionais, clínicos e meta-analíticos sobre a relação entre os exercícios e a saúde mental, e sobre a redução da sensação de ansiedade por meio da prática de exercícios. A análise dos pesquisadores demonstrou a eficácia dos programas de exercício na redução da depressão e da ansiedade.

“Os tratamentos tradicionais como terapia cognitivo-comportamental e a farmacoterapia não atingem a todos que precisam delas”, diz Smits, que também é professor de psicologia.

“Exercitar-se pode ser uma opção para pessoas que não podem fazer os tratamentos tradicionais por causa do alto custo ou pela falta de acesso ou mesmo por quem teme ser estereotipado por esses tipos de terapia”, afirma. “Os exercícios também podem complementar os tratamentos tradicionais, ajudando os pacientes a se tornarem mais focados e comprometidos.”

Os pesquisadores apresentaram suas conclusões no início do mês passado, em Baltimore, durante a conferência anual da Associação Americana de Transtornos de Ansiedade. O workshop foi baseado no guia terapêutico criado pela dupla chamado “exercícios para transtornos de humor e ansiedade”, que é acompanhado por um livro de atividade para os pacientes (Oxford University Press, September 2009).

“Indivíduos que se exercitaram apresentaram menos sintomas de ansiedade e depressão, além de níveis menores de estresse e raiva”, afirma Smits. “A prática de exercícios parece atuar em sistemas neurotransmissores específicos do cérebro, assim como os antidepressivos, e isso tem ajudado os pacientes que sofrem de depressão a restabelecer comportamentos positivos. Para pacientes que sofrem de ansiedade, os exercícios reduzem seus medos do medo e de sensações corporais relacionadas ao medo, como coração acelerado e respiração ofegante.”

Depois que os pacientes tenham passado por uma avaliação física, explica Smits, eles devem seguir a dose recomendada pelas autoridades de saúde pública, que é de 150 minutos por semana de atividade moderada ou 75 minutos por semana de atividade física intensa. Em uma realidade em que 40% dos americanos são sedentários, ele diz, psicólogos e terapeutas podem servir como instrutores de ginásticas e motivadores.

“Em vez de enfatizar os benefícios a longo prazo de um programa de exercícios – o que pode ser difícil de justificar – nós pedimos aos profissionais que foquem seus pacientes nos resultado imediatos”, diz Smits. “Com apenas 25 minutos de exercício, o humor melhora, o estresse é reduzido – isso o deixará mais motivado para se exercitar mais no dia seguinte. Mau-humor não é mais um obstáculo para os exercícios, é uma razão para se exercitar.”

Fonte iG

Ioga: uma arma contra a ansiedade

Posições simples e fáceis de fazer, para respirar fundo e dar adeus a este mal!

Não parar um minuto mesmo quando o corpo não está em movimento é um quadro de ansiedade. A mente não desacelera e os pensamentos e preocupações vão tomando conta sem dar descanso algum. Para enfrentar esse problema comum da modernidade não é incomum os médicos sugerem um remédio bem longe da alopatia: a ioga.

O psiquiatra do Instituto Sinapse, de Campinas, Frederico Augusto Marcondes Facchini, ressalta que a técnica indiana é capaz de melhorar o quadro de ansiedade por ser uma oportunidade de desacelerar a mente.

“A ansiedade gera sintomas de sofrimento, como a dificuldade para lidar com a espera, irritabilidade, tremores, angústia, pensamentos distorcidos e constantes sensações de que nada dará certo”, enumera o especialista. Daí a explicação para as famosas dores de cabeça, nas costas, a gastrite e outros tantos outros males provenientes da agitação sem fim.

De acordo com a professora Angela Roberta Grizzo, de Jaú, a mente tende a ter pensamentos que oscilam entre o passado e o futuro, favorecendo o desgaste energético e cansaço do corpo. “Por meio da prática da ioga a pessoa é estimulada a modificar a respiração e a se concentrar somente no corpo e no presente, fazendo com que as preocupações sejam esquecidas”, afirma a profissional, formada pelo Instituto de Yoga Narayana e com especialização na Índia.

E é justamente no aprendizado de controlar a respiração com a ioga que está o segredo para combater a ansiedade. “No processo respiratório há uma questão física que é a parte do movimento dos músculos e uma questão bioquímica, que é a oxigenação do sangue dos tecidos. Com a ioga você consegue trabalhar e equilibrar as duas partes” revela o professor da academia A! Body Tech, no Rio de Janeiro, Ricardo Raposo. Ele complementa: “O excesso de pensamentos e preocupações pode travar o corpo”.

Além da teoria
A paulistana Silene Maria da Silva de Medeiros, 48 anos, confessa que seu ritmo de vida só entrou em ordem depois que ela se rendeu às técnicas da ioga. “O melhor é perceber que as minhas atribuições e funções continuam as mesmas e meu dia segue agitado. Entretanto, eu tenho mais controle de tudo e não sofro por causa da ansiedade”, explica a aluna que há nove anos é adepta da modalidade.

“Depois de um tempo de trabalho conseguimos fazer com que a mente economize energia e evite a ansiedade”, garante o professor Ricardo Raposo.

Falta de tempo e de horário na agenda não devem ser um empecilho para as frequência nas aulas. Na verdade, as tarefas até começam a fluir depois que a prática se torna um hábito. E, todo ansioso sabe disso, missões cumpridas são um ponto a mais para exterminar a ansiedade.

Um exemplo de que a afirmação é verdadeira é o empresário Daniel Damma, 30 anos, que gerencia três empresas e tem como características profissionais a responsabilidade e perfeccionismo. Como o tempo parecia sempre ser o inimigo número um e a ansiedade sua companheira, o paulistano resolveu fazer ioga para conter o estresse da rotina. “A ioga me ensinou, entre inúmeras coisas, a respirar. Com isso tive muito mais equilíbrio na hora de tomar decisões importantes. O resultado não poderia ter sido melhor”, revela.

Em qualquer lugar
Boa notícia para quem teme que a correria diária seja um empecilho para a prática: é possível levar a ioga para o ambiente de trabalho ou para situações do dia a dia e, assim, lidar melhor com o estresse. O professor Isaias Lemes Vieira Junior, da academia Bio Ritmo, de São Paulo, explica: com técnicas da Yoga Nidra (uma modalidade da prática), é possível trabalhar o relaxamento induzido, que tem como objetivo manter a pessoa concentrada, calma e presente.

“É possível utilizá-las em algum momento do dia onde se tenha um ambiente tranquilo, que permita a mentalização de paisagens, cores, sons ou cheiros, levando a mente a concentrar-se em algo diferente de um ambiente hostil”, ensina.

Fonte iG

Lomi lomi, a massagem havaiana

Técnica usa música típica e manobras que imitam as ondas do mar

No Havaí, o termo lomi lomi, é utilizado como sinônimo de massagem. Ela é parte da medicina tradicional havaiana, a Kahuna, que envolve ritos de meditação, contato com a natureza, danças e tudo o que promova a cura e o equilíbrio do organismo.

A lomi lomi é a massagem integral, completa, da Kahuna. Existem também outras variações da técnica: wawae lomi (reflexologia), wela pohaku (massagem com pedras quentes), kua lomi (massagem rápida para costas, pescoço e cabeça), lomi stick (com bambus) e a mana healing (técnica de energização).

COMO É FEITA
Ao som de uma música havaiana relaxante, o massoterapeuta trabalha o corpo do paciente usando mãos, braços, cotovelos, os “nós” dos dedos e até alguns objetos como paus e pedras. Para facilitar as manobras e ajudar na purificação do corpo são usados óleos à base de macadamia ou coco – seguindo a tradição havaiana.

As manobras são ritmadas, como se imitassem as ondas do mar, ou as danças havaianas. A técnica é aplicada dos pés à cabeça, junto com movimentos de alongamento, que ajudam a liberar o corpo das tensões.

BENEFÍCIOS
Relaxamento profundo e alívio dos sintomas de estresse, especialmente a ansiedade.

CUIDADOS
Assim como em outras técnicas terapêuticas, grávidas e pessoas que sofrem de doenças crônicas devem receber orientação médica antes.

PREÇO
Cada sessão dura em média uma hora e custa de R$ 70 a R$ 250.

Fonte iG

Respiração lenta ajuda no combate à dor

Resultados ajudam a explicar os benefícios
da respiração da ioga para atenuar a dor
O benefício se estenderia a portadores de alguns tipos de dor crônica

Respirar de forma lenta e controlada pode reduzir significantemente a sensação de dor, aponta uma pesquisa feita por cientistas do Instituto Barrow de Neurologia do Hospital e Centro Médico Saint Joseph, de Phoenix, no Arizona (EUA).

No estudo, pessoas que sofrem de dor crônica, especialmente fibromialgia, também afirmaram sentir menos dor ao respirar dessa forma – exceto em momentos de tristeza e depressão. A pesquisa foi feita em colaboração com o Departamento de Psicologia da Universidade Estadual do Arizona e publicada na publicação científica PAIN, da Associação Internacional para o Estudo da Dor.

As conclusões oferecem uma explicação para os já relatados efeitos benéficos da meditação Zen na redução da dor e da respiração dos iogues – os praticantes de ioga – na redução da sensação de tristeza comum da depressão. Os resultados ajudam a compreender também o papel da atitude positiva ou negativa de cada indivíduo em sua própria sensação de dor.

O estudo envolveu dois grupos de mulheres com idade entre 45 a 65. Um era composto de mulheres previamente diagnosticadas com fibromialgia, e outro grupo de mulheres saudáveis. Durante a pesquisa todas foram submetidas a pulsos de calor moderadamente dolorosos nas palmas das mãos, administrados quando estavam respirando com ritmo normal e quando reduziram pela metade o ritmo de respirações. Depois de cada pulso de calor, as participantes relataram o que sentiram de três maneiras: o quão forte foi a dor (intensidade), seu grau de desconforto e como se encontrava o humor naquele momento.

Depois de analisar as taxas de intensidade da dor e de desconforto, os pesquisadores observaram que as voluntárias saudáveis reportaram diminuição da dor nos períodos em que respiraram vagarosamente. Já as portadoras de fibromialgia reportaram sentir o mesmo apenas quando estavam se sentindo bem – as que se sentiam deprimidas ou tristes não reportaram redução da dor com a respiração lenta e ritmada.

Os resultados mostraram que as pacientes com fibromialgia como um todo não apresentaram diminuição da dor ao respirar devagar, mas as que não reportaram estar sentindo tristeza ou depressão relataram benefício com o experimento.

“Sabe-se que a fibromialgia está relacionada à depressão. O estudo mostra que as pessoas com a doença, mas que ainda têm reservas de energia positiva em suas ‘baterias mentais’ podem reduzir a dor que sentem respirando lentamente” afirma o autor da pesquisa, Arthur Craig.

Fonte iG

Ganhe mais controle respirando!

Respiração: exercícios controlados ajudam a acalmar e aumentam o bem-estar
Confira os benefícios proporcionados pelos exercícios respiratórios e ganhe mais saúde e bem-estar na sua rotina

Exercícios que ajudam a relaxar o corpo e a mente podem oferecer uma série de benefícios físicos e emocionais. Um bom exemplo são os exercícios respiratórios controlados, que podem ajudar a acalmar em situações de tensão.

Segundo a Clínica Cleveland (EUA) entre os possíveis benefícios dos exercícios que acalmam a mente o corpo estão:

- Redução da ansiedade e melhor controle da dor
- Melhora do sono
- Menor necessidade de medicamentos para a dor após cirurgias
- Menos complicações pós-cirúrgicas, menor tempo de internação e recuperação mais rápida
- Fortalecimento do sistema imunlógico
- Maior sensação de bem-estar e controle

Fonte iG